sexta-feira, 18 de maio de 2018

AUGUSTO BOAL: Teatro do Oprimido




Augusto Boal (Augusto Pinto Boal, Rio de Janeiro, 1931-2009). Augusto Boal era formado em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro quando embarcou para Nova York, com o objetivo de estudar teatro na Universidade de Columbia. Na volta, assumiu a direção do Teatro de Arena, em São Paulo, em parceria com José Renato. Investiu na formação dos integrantes do grupo, ensinando o método desenvolvido pelo russo Constantin Stanislavski, que ele tinha aprendido nos Estados Unidos.
Logo depois do Golpe de Estado, Boal foi para o Rio de Janeiro, onde dirigiu o show Opinião, iniciativa de artistas e autores ligados ao CPC da UNE, que havia sido colocado na ilegalidade. De volta a São Paulo, montou, ao lado de Gianfrancesco Guarnieri e Edu Lobo, uma peça inspirada na história do Quilombo de Palmares, Arena Conta Zumbi (1965). Naquele momento, criou o Sistema Coringa, que permite aos atores se revezar entre diversos papeis. Quando o AI-5 foi decretado, o Arena excursionou pelo exterior. Na volta, em 1970, criou o Teatro Jornal – 1a Edição, antes de ser preso, em 1971.
Exilado, viveu na Argentina, em Portugal e na França. Foi durante o exílio que ele desenvolveu as bases conceituais do Teatro do Oprimido, método teatral ligado ao teatro de resistência, a Bertolt Brecht e aos movimentos de vanguarda surgidos na Rússia e na Alemanha nos anos 1930. O objetivo do Teatro do Oprimido é suscitar a tomada de consciência e a mobilização política. Ele voltou ao Brasil em 1984, depois da anistia. Em 1986, fundou o Centro de Teatro do Oprimido.

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terça-feira, 15 de maio de 2018

Mais de 60% dos russos querem restituir a URSS


O Centro de Pesquisa da Opinião Pública Russo (VTsIOM) realizou um inquérito e veio a saber que 64% dos russos responderam “sim” à pergunta se é necessário manter a União Soviética como uma federação de repúblicas igualitária em que vão garantir-se os direitos e liberdades do homem de qualquer nacionalidade.

Bandeira e Brasão de Armas da URSS: mais de 60% das pessoas querem sua voltaBandeira e Brasão de Armas da URSS: mais de 60% das pessoas querem sua volta
A mesma pergunta foi colocada no referendo de 17 de março de 1991 em que a maioria dos cidadãos também deu uma resposta positiva - Mais de 71% a favor em 12 das 15 repúblicas. No entanto, a vontade do povo não foi posta em prática e a União Soviética colapsou em seis meses.

Quando perguntados sobre o principal culpado desse roteiro, os respondentes apontam para aquele que foi presidente naquela época, Mikhail Gorbatchov (27%), mais 17% culpam as autoridades em geral. No entanto, só 2% apontam para o fator exterior, em particular, os EUA e Ocidente. No entanto, esta pergunta provocou dificuldade entre 40% que não deram resposta nenhuma.

Iúlia Baskakova, chefe do departamento dos Projetos de Investigação do VTsIOM, comentou os resultados da pesquisa de 2016 e afirmou que a maioria das pessoas que têm nostalgia são aquelas que votaram a favor da preservação da URSS um quarto do século atrás e continuam culpando Gorbatchov. “São pessoas das gerações mais velhas que associam a palavra ‘soviético’ à ordem, certeza e estabilidade”, diz.

Por sua vez, a emissora de televisão Russia Today organizou a sua própria enquete para saber de que parte da vida soviética em particular os russos têm saudade.

No primeiro lugar fica a infância no tempo soviético: com lazeres simples, sem tecnologias digitais, uma infância sem tantos perigos.

O segundo lugar é ocupado pelos êxitos esportivos da URSS. Na altura os esportistas soviéticos eram tradicionalmente fortes em várias modalidades: atletismo, ginástica rítmica, hóquei, patinação artística, etc. A URSS até se tornou campeã do Campeonato Europeu de Futebol de 1960 e dos Jogos Olímpicos de 1988, com uma vitória sobre a Seleção Brasileira de Romário. 

O terceiro lugar compartilham o piquenique espontâneo, atividade preferida das pessoas soviéticas durante os fins de semana, e avenidas quase vazias. Era a altura quando o número das pessoas ainda superava o número dos automóveis nas ruas.

Entre outros atributos da época ficam o cinema (de bom senso de humor, sem violência), as meninas soviéticas modestas, a arquitetura soviética e as demonstrações de 1º de maio e outras festas da época.

Lamentavelmente, a pesquisa não questiona sobre o sistema político e econômico atual e o vigente na época soviética. Não há perguntas que explorem comparações entre o capitalismo vigente na Rússia e o socialismo existente na então Rússia Soviética. 

No entanto, a enquete feita pela Russia Today demonstra haver ainda uma forte resistência ao capitalismo no país, já que a maior parte dos entrevistados considera a vida na Rússia Socialista melhor que nos tempos atuais, conforme pode-se verificar na página da emissora russa.

A pesquisa original pode ser vista na página do VTsIOM, um instituto criado em 1988, ainda na época da URSS.




sábado, 5 de maio de 2018

A quinta-coluna trotskista marchou na Avenida Paulista a favor do golpe

Para deleite da mídia, grupos trotskistas incitaram arruaças na manifestação do “Dia Internacional das Mulheres”, na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo. E saíram em marcha própria, dividindo o ato político, gritando slogans contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores (PT). Os grupos seriam ligados ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Como não poderia deixar de ser, a mídia franqueou suas páginas, microfones e câmeras para que os trotskistas deitassem falação bem ao gosto dos golpistas.

Por Osvaldo Bertolino
Para deleite da mídia, grupos trotskistas incitaram arruaças na manifestação do “Dia Internacional das Mulheres”, na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo. E saíram em marcha própria, dividindo o ato político, gritando slogans contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores (PT). Os grupos seriam ligados ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Como não poderia deixar de ser, a mídia franqueou suas páginas, microfones e câmeras para que os trotskistas deitassem falação bem ao gosto dos golpistas.
No final dos anos 1930, quando o líder fascista espanhol Francisco Franco preparava-se para marchar sobre Madri com quatro colunas, o general Queipo de Llano disse: “A quinta-coluna está esperando para saudar-nos dentro da cidade.” Pela primeira vez, o mundo ouvia a palavra fatídica — “quinta-coluna”. Era uma referência ao ultra-esquerdista Partido Operário de Unificação Marxista (POUM), que aderira à política de Leon Trotski e promovia uma frenética propaganda contra o governo republicano. Em 1937, o partido apelou para “uma ação resoluta” a fim de derrubar o governo republicano. O POUM dizia que praticava uma oposição “revolucionária”, mas, na prática, como disse o general Llano, era uma importante linha auxiliar dos fascistas.
Vistas pelas lentes da mídia, as manifestações foram assim: a “petista” foi uma “passeata de claques pagas pelo Estado” e a segunda uma mostra da possibilidade de a oposição ter nas mãos o que o tucano Aécio Neves chamou de pedido da “sociedade” pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Não parece haver argumentos muito brilhantes, no plano prático da luta política, a favor dos trotskistas. Alastram-se indicativos de que os elementos de classe contidos na crise não satisfazem os neurônios dos militantes “revolucionários” educados no preceito do vanguardismo febril do esquerdismo deletério.
Dois erros nunca se anulam
A justificativa pode ser encontrada em um texto antigo intitulado “Fora todos!”, publicado no site do PSTU, segundo o qual “apenas uma revolução socialista no país e a construção de um Estado dirigido pelos trabalhadores pode acabar com a corrupção”. É preciso algum traquejo para distinguir os sintomas dessa doença infantil. Com seu discurso “radical”, esse movimento quer mesmo é produzir encrenca e desgastar o governo. Ao tentar atiçar as massas contra um sistema de representação que considera inócuo para construir um dique contra o capitalismo — isso em meio a uma tempestade de dimensões históricas —, ações como essa servem mesmo para ser explorada pela mídia e engrossar a oposição direitista.
O termo “quinta-coluna” cai como uma luva — a manifestação é contra o capitalismo e ponto. Diz o axioma que dois erros nunca se anulam. Aliás, geralmente somam-se para dar um resultado ainda pior. Ou seja: a manifestação trotskista, que seria contra o “petismo” e o capitalismo, supre um vazio da direita, porque há um inegável clima de desmoralização dos métodos golpistas (especialmente os do juiz Sérgio Moro) criado exatamente pela compreensão da tática e da estratégia do jogo da direita pelo que a mídia chama de “petismo”. A mídia se esforça para manter a chama acesa, mas, para o infortúnio dos que monopolizam o noticiário as luzes do palco onde o golpismo é encenado estão ficando opacas.
Palavras de Lênin sobre Trotski
Quem aprecia esse estilo de fazer política pode até reencenar, irresponsavelmente e com sinal invertido, aquele juvenil orgulho dos tempos do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, quando os que estavam nas ruas eram exatamente os mesmos que hoje voltam a elas para defender a moralidade pública e a democracia, contra o golpismo. Mas isso não passa de demagogia barata, conluio com a desinformação, falta de seriedade ou estultícia mesmo. Para se ter uma ideia de até onde vai esse desvario, a há algum tempo a deputada Luciana Genro (PSOL-RS) elogiou, recorrentemente, o papel da mídia na cobertura da crise política durante entrevista ao apresentador da TV Globo, Jô Soares.
Apesar da superioridade potencial, as forças democráticas e progressistas ainda estão dispersas. Pela falta de uma delimitação mais clara das posições desse campo político, gente notoriamente comprometida com os interesses da elite consegue iludir setores consideráveis do povo. O esforço agora é para ampliar a unidade das ações a favor da democracia e isolar os grupos golpistas — entre eles o trotskismo. Quanto à manifestação esquerdista infantil do dia 8 de março, é oportuno terminar com algumas palavras de Vladimir Lênin sobre o papel histórico de Trótski: “Tenho a declarar que ele representa unicamente a sua própria facção.”

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Paraná Pesquisas: Lula lidera e Manuela supera Maia, Temer e Meirelles


Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Jornal do Brasil, aponta que o ex-presidente Lula – preso político desde o dia 7 de abril –, mantém a preferência dos brasileiros nas intenções de voto. A pré-candidata à Presidência pelo PCdoB, Manuela D’Ávila, também é citada no levantamento, furando o bloqueio midiático polarizado das pesquisas.

Por Dayane Santos

Foto: Rodrigo Positivo
  
O instituto apresentou dois cenários aos entrevistados: um em que Lula é candidato e outro sem o ex-presidente. Em um cenário que considera o ex-presidente como candidato do PT, Lula tem 27,6% das intenções de voto, enquanto o segundo colocado, o deputado Jair Bolsonaro, tem 19,5%.

Ainda num cenário com Lula, a percentagem de brasileiros que não votariam em nenhum dos pré-candidatos alcança 9,6%, seguido por Joaquim Barbosa (9,2%), Marina Silva (7,7%), Geraldo Alckmin (6,9%), Ciro Gomes (5,5%), Alvaro Dias (5,4%), todos candidatos que já tiveram seus nomes em outros pleitos nacionais ou figuraram em casos de ampla repercussão midiática.

Num ambiente de forte ataque midiático da direita e enfrentando a enxurrada de fakenews nas redes sociais contra a esquerda, principalmente contra os comunistas, a candidata comunista Manuela D’Ávila aparece na pesquisa com 1,2%.

Apesar da pouca exposição midiática em nível nacional, Manuela apresentou um desempenho superior a candidatos como Michel Temer, presidente ilegítimo, Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda de Temer, Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara dos Deputados. Todos não atingiram 1%. 

Cenário sem Lula

No cenário apresentado sem o ex-presidente Lula como candidato, Manuela sobe para 2,1%. Nessa situação, a fragmentação das intenções de voto é maior. Bolsonaro aparece com 20,5%, seguido por 17,5% que pretendem votar em nenhum candidato; 12,0%, em Marina Silva; 11,0%, Joaquim Barbosa; 9,7%, Ciro Gomes; Geraldo Alckmin: 8,1%; Alvaro Dias: 5,9%; Não sabe: 4,7%; e Fernando Haddad: 2,7%.

Na separação por região, Lula teve desempenho maior no Nordeste, com 43,8% das intenções de voto, e Bolsonaro teve maior percentual no Sudeste, com 21,8%. Por idade, Lula teve maior resultado com o grupo entre 35 e 44 anos (30,2%); e Bolsonaro com pessoas entre 16 e 24 anos (27,7%).

O levantamento aponta também a disposição dos eleitores em votar em algum candidato ou candidata apoiada pelo ex-presidente, caso ele não tenha garantido o seu direito de participar do pleito. Entre entre os eleitores de Lula, 62% votariam no candidato apoiado por ele; 20,3%, dependendo do candidato; e 16,8% não votariam. Não sabem ou não opinaram, 0,9%.

O Instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.002 eleitores em 26 estados e Distrito Federal e em 154 municípios brasileiros entre os dias 27 de abril a 2 de maio 2018 e possui um grau de confiança de 95%. A margem de erro é estimada em 2% para mais ou para menos.



Do Portal Vermelho

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Stalingrado, 75 anos: a vitória do heroísmo popular


O triunfo de Stalingrado teve extraordinária importância, assinalou o começo de uma virada radical não apenas no desenvolvimento da Grande Guerra Patriótica, mas também no desenvolvimento de toda a Segunda Guerra Mundial. Começava, como disse Stálin, o crepúsculo do exército alemão.






Há 75 anos, no dia 2 de fevereiro, o Exército Vermelho Soviético, sob a lúcida direção política do Partido Comunista liderado por Stálin e contando com o inaudito heroismo das massas populares, triunfava num dos episódios mais importantes da Segunda Guerra Mundial – a Batalha de Stalingrado.
Por José Reinaldo Carvalho*
O triunfo às margens do Volga sobre um exército que se julgava invencível, mudou o curso da Guerra Patriótica do povo soviético e criou as condições para decidir o desfecho da Segunda Guerra Mundial. Stalingrado foi o prelúdio da grande ofensiva soviética que só terminaria a 2 de maio de 1945 com a definitiva aniquilação da Wehrmacht em Berlim e o hasteamento da bandeira comunista na cúpula do Reichtag.
É sempre bom lembrar que não havia ainda sido aberta a segunda frente de guerra na Europa Ocidental. As potências europeias ainda nutriam a esperança de que os nazistas batessem a União Soviética, presas de uma mentalidade que combinava a “desonra” com a “derrota”, para usar as expressões de um dos seus líderes, Winston Churchill. “Vocês tinham a escolha entre a guerra e a desonra; vocês escolheram a desonra e terão a guerra”, dizia, em discurso na Câmara dos Comuns britânica, em outubro de 1938, após a assinatura dos acordos de Munich. “Escolhemos uma derrota sem guerra, e as consequências disto nos acompanharão em nossa rota”.
Diante da inexistência de uma segunda frente na Europa Ocidental e depois de ser contida na batalha de Moscou, em dezembro de 1941, a Alemanha nazista lançou novas divisões na frente de guerra contra a União Soviética.
A ocupação de Stalingrado era uma manobra estratégica dos alemães a fim de novamente abrir caminho para ocupar Moscou. O comando soviético compreendeu os planos hitleristas e atribuiu grande importância à batalha em defesa de Stalingrado. Milhares de cidadãos, mobilizados pelo Partido Comunista, imbuídos de patriotismo revolucionário, trabalhavam afanosamente para fortificar a cidade.
Depois de combates sangrentos, os alemães penetraram em Stalingrado. O comando militar soviético, com o povo em luta, criou as condições para uma forte contraofensiva. Em novembro de 1942, o exército vermelho lançou-se ao ataque e cercou as forças alemãs.
Na cidade ocupada irrompeu o heroísmo de massas, o povo lutou homem a homem, cada casa era uma trincheira, cada centímetro do território urbano foi disputado a bala.
Em 2 de fevereiro de 1943, a batalha de Stalingrado foi coroada com a vitória soviética. Stalingrado não se entregou, Stalingrado venceu.
O triunfo de Stalingrado teve extraordinária importância, assinalou o começo de uma virada radical não apenas no desenvolvimento da Grande Guerra Patriótica, mas também no desenvolvimento de toda a Segunda Guerra Mundial. Começava, como disse Stálin, o crepúsculo do exército alemão.
*Jornalista e membro do Comitê Central do PCdoB

José Reinaldo: Stalingrado, 75 anos: a vitória do heroísmo popular


sábado, 28 de abril de 2018

PESQUISA IPSOS: PRISÃO MELHOROU IMAGEM DE LULA E FEZ MORO SER MAIS REJEITADO DO QUE APROVADO

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Manuela recebe apoio de Wagner Moura em ato da sua pré-candidatura

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O ator e diretor Wagner Moura, que mora no Rio de Janeiro, enviou uma mensagem de vídeo para a pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela D’Ávila, na ocasião de lançamento de seu manifesto que ocorreu na última segunda-feira (16), em São Paulo. O ator declarou que tem muita admiração pela pré-candidata do PCdoB e afirmou que “ficaria muito feliz em viver num país governado por ela”.

Wagner Moura é um dos protagonistas do atual cinema brasileiro e também é conhecido internacionalmente como um dos grandes talentos do Brasil.
Wagner Moura contou que acompanha a trajetória parlamentar de Manuela, sobretudo quando ela estava em Brasília. “Uma mulher que começou muito cedo na política partidária. Recebeu muito cedo esse chamado. E é muito bonito ver como isso se manifesta nas suas ações, tanto como parlamentar, como tudo que você diz e faz”, frisou.
O ator destacou a atuação da pré-candidata do PCdoB na luta em defesa da liberdade do ex-presidente Lula e da democracia brasileira.
“Eu tenho acompanhado o seu protagonismo na defesa do direito do ex-presidente Lula se candidatar e na oposição ferrenha a perseguição política que o levou à prisão. Isso faz com que você cresça ainda mais aos olhos de quem sempre te admirou. Você é uma pessoa que com o seu carisma, sua inteligência, com o seu brilhantismo, você traz as pessoas, sobretudo as mais jovens, para dentro da política. Num movimento oposto à ordem hoje em dia, que é afastar as pessoas da política, dizer que a política é uma coisa ruim, que os partidos são ruins, que os políticos são ruins; um movimento que a mim, sempre me pareceu, perigosíssimo”, disse.
Wagner Moura realçou a importância da esquerda se reinventar e apresentar novos projetos que ressignifiquem a esquerda no mundo. “Sua figura, mais uma vez, representa isso de uma forma brilhante. Todo o meu apoio a você”.
Para Wagner Moura, foi significativo que o lançamento do manifesto tenha acontecido no Teatro Oficina em São Paulo, espaço de resistência e rebeldia. “Um palco sagrado para os artistas do Brasil. Artistas que têm sido, também, vítimas de todo tipo de ação difamatória, que você sabe muito bem o que é isso. O Palco do Teatro Oficina é um palco sagrado da resistência no Brasil. Que bonito que esse evento aconteça aí. Minha admiração por você, meu carinho. Boa sorte e conte comigo!”
Assista na íntegra:

A moda nazista chega ao Brasil

Modelos loiras, com semblante sisudo, trajando indumentária militar nos moldes da SS de Adolf Hitler. Com os símbolos, com tudo. O cenário é sombrio, pois é noite em Berlim.

Por Mauro Donato, no blog Diário do Centro do Mundo:



Essa é a nova coleção de inverno da grife Lança Perfume. Difícil acreditar? Dê uma conferida nas fotos.



Segundo a apresentação da coleção em seu site, ‘o projeto nasce sob a proposta de um verdadeiro laboratório fashion, refletindo as principais tendências de moda e comportamento (…) a LAB tem o objetivo de promover um olhar experimental (…) Inspirada pelo espírito livre nada padronizado que permeia toda a temporada da label, as peças carregam um mood esportivo e genderless, por meio de modelagens oversized, faixas e letrismo (…) Além do militarismo, outras referências aparecem’.

Bem, se outras referências aparecem, nada chamou mais a atenção do que essa veneração pelo regime genocida que desencadeou a Segunda Guerra Mundial.

Agora a LaModa (dona da marca Lança Perfume) faz contorcionismos para tentar justificar o injustificável diante da repercussão negativa e das pregações de boicote por parte de consumidores. O ‘look book’ e também as fotos da coleção já não estão disponíveis no site.

O DCM tentou ao longo de todo o dia contatar a empresa, bem como Henri Farias, o ‘style manager’ da coleção. Ninguém retornou. Farias, a julgar pelo seu perfil nas redes sociais, está na Alemanha. A LaModa emitiu apenas uma nota oficial de esclarecimento:

“A marca esclarece que a coleção foi criada a partir de subtemas que traduzem o contexto e a história da cidade (Berlim) utilizando elementos selecionados sob profunda e extensa pesquisa. Com a proposta, a marca procurou transmitir uma mensagem plural e elevada sobre a capital alemã e sua história, utilizando para tanto os mais variados elementos como: punk, a androginia, a arquitetura, as baladas eletrônicas pós queda do muro de Berlim, o próprio muro de Berlim, a luta pela liberdade, bem como códigos estéticos militares e imperiais.”

Profunda pesquisa? De marketing é que não foi, certo? Ou o público alvo era exatamente os simpatizantes do Führer? O crescimento da direita virou ‘nicho’?

E mensagem plural? Apologia ao nazismo é crime pela lei brasileira, faz tempo. E nem é necessário haver atos de violência ou incitação direta à violência para que o delito ocorra. O parágrafo 1º do artigo 20 da Lei 7.716/1989 prevê pena de reclusão de dois a cinco anos para quem ‘fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo’.

Veja as fotografias novamente. Reconhece os símbolos? A empresa (e alguns de seus defensores) alega que a Cruz de Ferro foi utilizada pela primeira vez no século 19 pelo Reino da Prússia, como uma condecoração militar. E que a Suástica é um símbolo budista milenar (de fato é, mas invertido).



Mas voltemos às fotos. O leitor consegue ver alguma modelo vestida como um monge? Ou enfiada numa farda da Prússia? Adolf Hitler apropriou-se de símbolos para construir seu partido, portanto cometeu simbologismo. A LaModa quer pular o período?

A temática da coleção está muito evidente e as tentativas de amenizar a questão só agravam ainda mais, tamanho o descaramento. O contexto e a mensagem da coleção estão ali, escancarados.

Atribui-se a Hitler a seguinte frase: “Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que se pretende atingir.”

Talvez a LaModa estivesse visando as pessoas que confundem Al Jazeera com Al Qaeda. Talvez seus consumidores sejam assumidamente nazifascistas. Só esqueceu que não estamos mais em 1939 e que nem todo mundo é burro.

Esse é o link do vídeo:

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https://www.facebook.com/lancaperfume/videos/10160251566750223/UzpfSTEwMDAwODE0NjYyNDAyMToyMDc3OTM3Mzg1ODIxMTI5/?q=lp%20lab

POR UM MUNDO COM MAIS INSPIRAÇÃO

FUNDADA EM 1986, A LA MODA COMEÇOU COM UM PEQUENO NEGÓCIO FAMILIAR E, HOJE, É REFERÊNCIA NO SEGMENTO FASHION

Fortalecendo os movimentos criativos de sua equipe de estilo, a Lança Perfume apresenta nesta temporada a inédita LAB Collection. Assim como a coleção conceito, e autoral traduzido em peças que unem a temática da estação com o já reconhecido DNA da label.

A linha nasce na coleção Winter 18 durante a passagem da Lança Perfume por Berlim – cidade inspiração da temporada. O streetstyle que toma conta da capital alemã, sua rica história e a noite berlinense são o ponto de partida da capsule, que chega para enaltecer a diversidade e a incomparável cultura urbana da cidade eu ropeia que nunca dorme.

como destaque: a alfaiataria e a predominância dos tons de verde e vermelho que sintetiza todo o conceito desta temporada, forte e atual. As icônicas noites eletrônicas da urbe dão origem ainda a peças atemporais, como a calça jogging elaborada sob uma estampa revisitada de ondas sonoras.

O resultado surpreende, trazendo para o mercado uma imagem de marca conceitual e, ainda assim, muito real, representado de forma enxuta em séries curtas, acessíveis e com a inconfundível assinatura da LP. A cada coleção será uma nova identidade, uma expressão condensada e marcante assinada por um novo elemento icônico.

http://www.lamoda.com.br/news/lanca-perfume-apresenta-lab-collection/

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Marco Aurélio pede inclusão na pauta do STF de ação do PCdoB sobre 2ª instãncia


Brasília, 19 - O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que seja incluída na pauta do plenário da Corte uma ação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que quer barrar a possibilidade de prisão após a condenação em segunda instância.


fonte
https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2018/04/19/interna_politica,952898/marco-aurelio-pede-inclusao-na-pauta-do-stf-de-acao-do-pcdob-sobre-2.shtml

Na prática, o pedido de Marco Aurélio Mello aumenta a pressão sobre a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, responsável por definir a pauta das sessões plenárias do Supremo.

Cármen resiste a pautar outras duas ações - ajuizadas pelo Partido Ecológico Nacional (PEN) e pela OAB - que tratam do mesmo tema. A possibilidade de prisão após condenação em segunda instância é considerada um dos pilares da Operação Lava Jato.

O PCdoB entrou com a ação no Supremo depois que o PEN decidiu recuar da ação, diante da possibilidade de abrir caminho para beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba após ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Atalho

Termina nesta quinta-feira, 19, o prazo de cinco dias determinado pelo ministro Marco Aurélio Mello para suspender a ação do PEN. Os novos advogados que atuam na defesa do partido pediram um tempo para se inteirar do processo. Segundo o presidente nacional da sigla, Adilson Barroso, o partido busca um "atalho jurídico" para atrasar o máximo possível a retomada da discussão.

(Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo)

quarta-feira, 18 de abril de 2018

A Síria é a vítima da vez

Resultado de imagem para SÍRIA E EUA

Nunca foi tão oportuno a máxima de que “quando não se reage ao arbítrio em algum momento todos nós seremos vítima dele”. Essa assertiva se aplica tanto a violência que se pratica contra a democracia brasileira, quanto a agressão que o império americano executa contra as demais nações, onde a Síria é simplesmente a vítima do momento.

Os “argumentos” para tentar explicar essa escalada de agressões contra a democracia e a soberania das nações são os mais exóticos e grotescos que se possa imaginar. Mas esses “argumentos” pouco importam, porque são meros pretextos.

A motivação real, o que de fato move a atual escalada da barbárie, é o assalto ao patrimônio das nações. É a lógica da pirataria contemporânea, baseada no saque dos recursos naturais estratégicos das nações agredidas, sendo os Estados Unidos o principal agressor, mas não o único.

Assim foi no Brasil quando eles cassaram a presidenta Dilma Rousseff para se apropriar do pré-sal, uma das mais exuberante reservas de petróleo de que se tem notícia. E já conseguiram esse intento.

A situação na Síria é idêntica. Querem o petróleo, o gás e o controle geopolítico da região. Para isso não tiveram nenhum pudor em financiar grupos fundamentalistas para tentar depor o presidente sírio, Bashar al-Assad, sob os mais pitorescos argumentos, cujo intento só não foi alcançado pela intervenção militar da Rússia em apoio ao governo sírio.

De igual forma agiram no Iraque. Destruíram uma nação próspera para assaltar suas reservas de petróleo. Depois do assalto consumado o mundo toma conhecimento que nenhuma das acusações ou suspeitas levantadas contra Saddam Hussein se sustentavam. Pouco importa, o objetivo já estava alcançado, o governo deposto e a nação destruída.

O roteiro é idêntico. Eles nem se dão ao trabalho de inovar. Com o apoio acrítico dos meios de comunicação eles estimulam e financiam grupos locais para fazer a cruzada contra o governo alvo de sua execução; depois fornecem uma pauta (corrupção, ditador, armas químicas, etc.) para a turba aliciada a dólares; e, finalmente, preparam o assalto final através de uma sistemática campanha nos seus meios de comunicação.

O desfecho desse enredo pode ser um golpe para trocar o governo e mudar a política - como aconteceu no Brasil; a fragmentação do país em várias republiquetas; ou a tomada do poder e o assassinato do representante do governo anterior, como aconteceu no Iraque e, tudo indica, eles estão tentando repetir na Síria dilacerada.


Eron Bezerra
Professor da UFAM, Doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Coordenador Nacional da Questão Amazônica e Indígena do Comitê Central do PCdoB.

terça-feira, 17 de abril de 2018

R7 apaga antiga reportagem onde triplex é mostrado de forma suntuosa

O site R7 apagou reportagem datada de julho de 2017, onde o apartamento triplex atribuído por Moro a Lula é mostrado de forma suntuosa, porém, a matéria pode ser encontrada através do cache aqui

do site 247


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