domingo, 10 de dezembro de 2017

Vídeo: Moro "é do mal" e Dallagnol é demente, disse Lula em ato com artistas e intelectuais

Moro "é do mal" e Dallagnol é demente, disse Lula em ato com artistas e intelectuais

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Flávio Dino sobre UFMG: Monstro do fascismo está solto


  

“Essas operações policiais em universidades federais, além de juridicamente erradas, mostram os efeitos perversos da aliança entre o demônio do fascismo e a lógica da ‘civilização do espetáculo’”, criticou Dino, que também é advogado e ex-magistrado.

Na manhã desta quarta-feira (6) a Polícia Federal realizou uma ação ostensiva na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), dentro da operação denominada de “Esperança Equilibrista”, que apura desvios de recursos públicos para a construção e implantação do Memorial da Anistia Política do Brasil, aprovado em 2009. A PF conduziu coercitivamente para depor o reitor Jayme Ramirez, a vice-reitora Sandra Goulart, o ex-reitor Clélio Campolina, a ex-vice-reitora Heloisa Starling, além de outros professores.

A ação tem sido classificada por políticos e entidades como um desrespeito às garantias constitucionais e ao devido processo legal, uma vez que a condução coercitiva só se justifica quando esgotadas as tentativas regulares de colheita da prova.

Há dois meses, Luiz Carlos Cancellier, então reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi vítima do abuso da PF. Conduzido coercitivamente, proibido de ter acesso à universidade, o reitor tirou a própria vida.





Do Portal Vermelho, com Brasil 247

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Filha de Cunha quer ser deputada e foca no voto evangélico,claro

Filha de Cunha quer ser deputada e foca no voto evangélico
Segundo noticiou a revista Veja, a publicitária Danielle Dytz da Cunha, filha do primeiro casamento do deputado cassado Eduardo Cunha, está de olho numa vaga na Câmara. Dando os primeiros passos de sua campanha, filiou-se ao PMDB e pretende mirar no voto evangélico, que foram uma das bases de seu pai.
fonte  https://noticias.gospelprime.com.br/filha-de-cunha-quer-ser-deputada-e-foca-no-voto-evangelico/
Ela não possui experiência prévia no mundo da política, nunca tendo concorrido a cargo eletivo. No ano passado, Danielle passou a ser investigada pela Lava Jato pela posse de um cartão de crédito estrangeiro associado à offshore Köpek.
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a Köpek não era declarada às autoridades brasileiras. A ligação dela foi descoberta graças ao apoio de investigadores suíços.
A Lava Jato acredita que a offshore recebeu recursos da propina destinada ao ex-presidente da Câmara, como parte do esquema de corrupção na Petrobrás.
Em seu depoimento à força-tarefa, Danielle disse ‘não saber’ por que seu pai lhe deu um cartão de crédito internacional no período em que ela morou no exterior. Entre 2011 e 2013, ela admitiu que utilizou ‘principalmente o cartão estrangeiro’, do qual não recebia os extratos e cujos pagamentos eram autorizados por Eduardo Cunha.
Embora nada tenha sido provado ainda contra Danielle, a GDAV, empresa que está em nome dela e do irmão Felipe, recebeu R$ 1 milhão da Gol Linhas Aéreas entre 2012 e 2015. Esses recursos foram intermediados pela agência Almap Publicidade e Comunicação, e constam nos documentos que serviram como base do pedido de prisão de Cunha, apresentado pelo Ministério Público.
Nesse mesmo período, empresas vinculadas ao grupo Gol Linhas Aéreas repassaram mais de R$ 2 milhões as empresas Jesus.com e C3 Atividades de Internet, registradas em nome de Cunha, Danielle e Cláudia Cruz, atual mulher do ex-parlamentar. Com informações O Globo

Pesquisa: Flávio Dino tem vantagem superior a 30 pontos sobre Roseana


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Reprodução da Internet
 Governador maranhense é aprovado pela maioria dos maranhenses e a preferência na disputa de 2018
O governador maranhense chega ao final de seu terceiro ano à frente da administração com aprovação crescente e sendo o preferido da população para governar mais quatro anos. Segundo a nova pesquisa realizada pelo Instituto Exata,  em parceria com o Jornal Pequeno, Flávio Dino venceria a eleição em primeiro turno com 63% dos votos. A ex-governadora Roseana Sarney mantém-se em segundo lugar, mais de 30 pontos atrás, com 29%.

Em terceiro lugar, aparecem empatados com 4% o senador Roberto Rocha e a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge. Em relação à pesquisa realizada em outubro, Flávio Dino subiu três pontos e Roseana Sarney, um. Já o senador Roberto Rocha caiu três pontos e a ex-prefeita, um.

Aprovação

Realizada na semana após nova fase da Operação Sermão aos Peixes, a pesquisa aponta que a aprovação do governo teve variação positiva no período, em relação à pesquisa anterior. A pesquisa apurou que 62% dos maranhenses aprovam a gestão de Flávio Dino contra 35% que a desaprovam, e 3% não sabem responder. Em outubro, eram 61% de aprovação, e em abril, a aprovação havia ficado em 60%.

Promessa cumprida

No Twitter, Flávio Dino comentou sua vantagem sobre a "candidatura que representa o passado" e registrou "o intenso e sério trabalho com sólida aprovação popular" e agradeceu "a confiança e a partilha de esperanças". Dino agradeceu ainda à sua equipe de governo. O governador afirmou ainda que está  "cumprindo fielmente o nosso programa de governo aprovado em 2014. Fazemos um governo sério. Aplicamos dinheiro público com foco na ampliação de direitos e serviços públicos, especialmente para os mais pobres". Com certeza, tanto a aprovação de seu governo como a preferência dos maranhenses por Flávio Dino para a disputa de 2018 refletem a gratidão popular ao trabalho que vem sendo realizado nos últimos três anos.

Corrida presidencial


No cenário para Presidência da República, 65% dos maranhenses votariam outra vez em Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 14% no candidato Jair Bolsonaro, 6% em Marina Silva, 4% em Ciro Gomes e os tucanos Geraldo Alckmin e João Dória aparecem empados com 2% cada.

A pesquisa foi realizada entre os dias 27 de novembro e 1º de dezembro, ouvindo 1.415 eleitores em todas as regiões do estado. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.


 Do Portal Vermelho, com informações do Jornal Pequeno

domingo, 3 de dezembro de 2017

Datafolha: Lula lidera com folga, Bolsonaro aparece em segundo


A nova pesquisa do instituto, realizada em 29 e 30 de novembro, aponta ainda que o ex-presidente bateria todos os adversários no segundo turno


por Redação — publicado 02/12/2017 19h26
Carta Capital

Ricardo Stuckert
Datafolha: Lula lidera com folga, Bolsonaro em segundo
Lula em uma das paradas da caravana por Minas Gerais
Mais uma pesquisa de opinião confirma a vantagem folgada de Lula na preferência dos eleitores. Em novo levantamento, o Datafolhamostra que o ex-presidente ampliou sua liderança, enquanto o deputado Jair Bolsonaro, do PSC, consolida-se na segunda posição. A depender da relação dos candidatos exibida aos entrevistados, o petista varia de 34% a 37% das citações. Bolsonaro em geral obtém 18%. Lula venceria todos os adversários no segundo turno.
O Datafolha também testou cenários sem a presença de Lula. Nestes casos, o maior beneficiário da ausência do ex-presidente é Ciro Gomes, do PDT. O ex-ministro salta para segundo lugar, na faixa de 12%. Bolsonaro lidera, mas avança pouco na intenção de votos (sobe para 21% ou 22% a depender dos concorrentes). Mesmo sem o petista, os nomes testados do PSDB continuam a decepcionar. Nestas simulações, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aparece em terceiro (varia de 9% a 12%). O prefeito paulistano João Doria, chega a 6% em uma das simulações.
Em um eventual segundo turno, o embate mais “difícil” para o ex-presidente seria contra Marina Silva, da Rede (48% a 35%). Lula derrotaria Bolsonaro por 51% a 33% e Alckmin, nome mais cotado no momento para representar os tucanos nas eleições, por 52% a 30%.
O Datafolha ouviu 2.765 eleitores em 192 cidades entre 29 e 30 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Pesquisa recente CUT/Vox Populi havia captado tendência parecida: a liderança folgada de Lula e a consolidação de Bolsonaro em segundo lugar. No levantamento realizado entre 27 e 30 de outubro, o ex-presidente somava 42% das intenções de votos e Bolsonaro chegava a 16%. Os demais presidenciáveis oscilavam em percentuais bem decepcionantes. Igualmente o petista venceria todos os adversários no segundo turno.
A enquete do Vox Populi incluiu o apresentador de tevê Luciano Huck, que ainda não havia anunciado a sua recusa em concorrer à presidência da República. Huck foi citado por 2% dos entrevistados.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Bolsonaro é filho do casamento entre Lava Jato e Globo


 “Tudo aquilo que se apresenta como novidade é uma simples máscara velha de um jogo antigo”.

Bolsonaro é filho do casamento entre Lava Jato e Globo

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Jessé Souza


  
Lançamento de livro, palestra e curso sobre a formação da sociedade brasileira. Em pouco mais de 24 horas, o sociólogo Jessé Souza fez da chamada “República de Curitiba” um espaço de debates sobre o Poder Judiciário e a operação Lava Jato.

A passagem do intelectual potiguar pela capital paranaense, na semana passada, foi simbólica. Não só porque Curitiba é a cidade-sede da Lava Jato, mas porque a palestra aconteceu no campus Santos Andrade da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde o juiz Sérgio Moro trabalha há dez anos como professor de Direito.

O curso foi ministrado na Universidade Positivo (UP), também no entorno da praça Santos Andrade, em parceria com Luiz Rocha, presidente da comissão de direito do consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB/PR).

Jessé Souza é mestre e doutor em Sociologia, pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha, e presidiu o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) entre 2015 e 2016. Com pós-doutorado em Psicanálise e Filosofia pela Nova Escola de Pesquisa Social, nos Estados Unidos, ele tornou-se livre docente na Universidade de Flensburg, também na Alemanha, em 2006.

A reportagem do Brasil de Fato Paraná acompanhou o bate-papo que sucedeu o lançamento da obra A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato [Leya, 2017], no último dia 23, e apresenta uma síntese das teses defendidas pelo autor nos quatro capítulos do livro.

Histórico


A revolução de 1930, comandada por Getúlio Vargas, é considerada um divisor de águas na história brasileira, porque coloca o Estado pela primeira vez na posição de protagonista do desenvolvimento do país.

Os anos seguintes foram marcados pela ampliação dos incentivos governamentais à pesquisa e à industrialização, por políticas públicas que permitiriam a geração de empregos e pela assinatura do Decreto-Lei nº 5.452, conhecido como a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

A elite paulistana, derrotada em 1930, jamais engoliu que Vargas fosse o presidente, e passou a disseminar no Brasil ideias antigetulistas e anti-estatais. Logo, a classe média urbana comprou esse discurso, motivada por uma preocupação em “se distinguir dos de baixo” – mentalidade que remete a uma tradição escravocrata.

Jessé Souza interpreta que não é apenas a renda mensal que define quem é “ralé” e quem é de classe média. Passam a ser importantes, para essa diferenciação, o consumo de certos bens culturais, que demonstrem “sensibilidade e bom gosto”, a valorização do trabalho intelectual sobre o trabalho manual e a crença na meritocracia e na moralidade.

“A suposta superioridade moral da classe média dá a sua clientela tudo aquilo que ela mais deseja: o sentimento de representarem o melhor da sociedade. (…) [A classe média] tem algo que ninguém tem, nem os ricos, que é a certeza de sua perfeição moral”, descreve o autor no penúltimo capítulo do livro. Nesse fragmento, aparecem algumas pistas para entender as condições de existência da Lava Jato no século XXI.


Temos uma sociedade desigual e mal informada, com pouquíssima reflexão sobre si mesma
Sob esse ponto de vista, a operação representa uma continuidade, e não um rompimento na história das elites. Jessé Souza afirma que a escravidão – que não foi herdada de Portugal – engloba todas as instituições da sociedade brasileira, e baseia “desde o ano zero” as concepções de economia, política e justiça que hoje são defendidas pela classe média.

Patrimonialismo

A ampliação dos direitos trabalhistas e a inclusão dos mais pobres na esfera do consumo são encaradas como ameaça no Brasil moderno. Como antídoto ao “intervencionismo estatal”, as classes dominantes apostam no mercado – em oposição ao Estado – como caminho para o crescimento econômico e para uma pretensa moralização do país.

No senso comum, o Estado brasileiro passa a ser visto como patrimonialista, ou seja, incapaz de distinguir os limites entre o público e o privado, porque reproduz o “mito da brasilidade” – que convém aos donos dos bancos e das grandes empresas.

Segundo esse mito, a corrupção e o “jeitinho brasileiro” aparecem em todas as esferas do Estado, desde os pequenos funcionários públicos até os políticos do alto escalão. A sonegação de impostos, a formação de carteis e a superexploração do trabalho, praticadas pelas grandes empresas, são deixadas de lado no debate sobre a corrupção.

Populismo

A mesma palavra que as classes dominantes usaram para demonizar as políticas de interesse dos mais pobres, a partir dos governos de Getúlio Vargas, voltou a ser reproduzida quando Lula (PT) assumiu a Presidência da República, em 2003: populismo.

Vendeu-se, então, a ideia de que a “ralé brasileira”, por não ter instrução, acaba enganada e corrompida por políticos carismáticos – enquanto a classe média é vista como consciente e imune a qualquer forma de manipulação.

Para Jessé Souza, essa aplicação do termo populismo é preconceituosa e equivocada. Afinal, a própria classe média, em capítulos-chave da história política brasileira, posicionou-se contra seus próprios interesses, estimulada pela Rede Globo e pelos demais meios de comunicação empresariais, que representam o capital financeiro.

O exemplo mais recente, segundo o autor, foram as manifestações que pediam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), sob o pretexto de “combater à corrupção”. Em poucos meses, a mesma classe que comemorou o golpe silenciou diante de uma série de escândalos no governo Michel Temer (PMDB).

“Nós temos uma sociedade desigual, mal informada, com pouquíssima reflexão sobre si mesma, e que é sempre presa das mesmas armadilhas”, declarou o intelectual potiguar durante a palestra, ao analisar as motivações do golpe de 2016.

Síntese

O uso mal-intencionado do termo populismo, somado à ideia de que o Estado – e nunca o mercado – é um antro de corrupção, abriu espaço para que a os pobres fossem vistos como desprezíveis, senão responsáveis pela própria miséria. Jessé Souza sugere, então, que o avanço da Lava Jato foi legitimado por uma elite colonizada, que conseguiu apoio da classe média para enfrentar os avanços de todo e qualquer governo que se proponha a reduzir privilégios: “A Lava Jato criminalizou a bandeira da igualdade social”.

O adjetivo “colonizada”, nesse caso, diz respeito à entrega do petróleo da camada pré-sal ao capital financeiro internacional – um ataque à soberania nacional estimulado, em grande medida, pelas denúncias de corrupção no âmbito da Petrobras. “A Lava Jato expressa o que há de pior na elite brasileira, e isso está começando a ficar óbvio. Daqui a cinco ou dez anos, ela vai ser conhecida como a maior vergonha nacional”, antecipa o sociólogo.

Perspectivas


Não existe, segundo Jessé Souza, nenhuma possibilidade de surgir um movimento transformação social, que favoreça a maioria da população, a partir do ideal de combate à corrupção propagado pela Lava Jato: “Tudo aquilo que se apresenta como novidade é uma simples máscara velha de um jogo antigo”.

O mesmo vale para as eleições do ano que vem. O sociólogo interpreta que o Poder Judiciário e a mídia convenceram a classe média da necessidade de fazer uma “limpeza social”, o que banalizou os discursos de violência e segregação.

Os políticos que ganharam projeção nos últimos quatro anos, e que pretendem disputar a Presidência em 2018, refletem essa tendência: “Bolsonaro é filho legítimo do casamento entre a Lava Jato e a Rede Globo”, afirmou Jessé Souza, ao ser questionado por um dos espectadores sobre as alternativas eleitorais.


 Fonte: Brasil de Fato

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Vídeo: ATENÇÃO UM DESABAFO DE UM CIDADÃO HUMILDADE, LINDO A SABEDORIA POPULAR DESTE HOMEM, É LULA 2018!!!

A SABEDORIA POPULAR DESTE HOMEM! É LULA 2018!
URGENTE! URGENTE! URGENTE! BOKINHA DO MARINGÁ FAZ UM ALERTA DO QUE ESTÃO APRONTANDO CONTRA LULA!!!

sábado, 25 de novembro de 2017

Luciano Huck diz que fatura do cartão que viralizou na internet não é sua

fatura luciano huck

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fatura mensal do cartão de Luciano Huck com milhares de reais em gastos viralizou na internet e gerou reações diversas. Assessoria do apresentador global afirmou que a movimentação bancária



Redação Pragmatismo


Suposta fatura mensal do cartão de Luciano Huck com milhares de reais em gastos viralizou na internet e gerou reações diversas. Assessoria do apresentador global afirmou que a movimentação bancária não é dele

fatura luciano huck
Na tarde desta quarta-feira (2), vazaram supostas imagens de uma fatura de cartão de crédito de Luciano Huck na qual a soma de todas as despesas chegam a mais de R$ 280 mil — referente apenas ao mês de setembro de 2016.
Embora não haja nenhuma confirmação de que a fatura pertença ao apresentador, na discriminação aparecem algumas despesas da esposa Angélica e algumas passagens de avião da American Airlines.
O melhor de tudo é a opção de parcelamento em 24x que o banco Itaú oferece para seu garoto-propaganda.

Revista Veja diz que fatura não é de Huck

A revista VEJA disse que entrou em contato com a assessoria do apresentador global e de sua esposa, Angélica. Segundo a publicação, a fatura que viralizou nas redes sociais não seria de Luciano Huck.
Ainda de acordo com a revista, a assessoria indicou, porém, que não pode dar mais informações sobre a fatura.

Piadas

Alguns internautas não perderam a oportunidade para fazer piada. Um usuário do Twitter disse que mesmo o pagamento mínimo da conta falsa (R$ 42 mil) mudaria a vida dele para sempre.
Outro afirmou que Huck passa por um período de crise, afinal os R$ 281 mil da conta de outubro foi muito menor que os R$ 501 mil da fatura anterior.
fatura luciano huck

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Bolsominions: quem são? Onde vivem? Do que se alimentam? Como se reproduzem?


"Passei 40 dias em grupos de apoio ao deputado Jair Bolsonaro no facebook e sobrevivi para contar"

Do site SOCIALISTA MORENA
http://www.socialistamorena.com.br/bolsominions-quem-sao-onde-vivem-do-que-se-alimentam-como-se-reproduzem/

ILUSTRA PETERSON FERNANDES
Peterson Fernandes 
21 de novembro de 2017, 16h30
   
Em seu livro A República, o filósofo grego Platão apresenta ao mundo o que ficou conhecido como O Mito da Caverna. Trata-se de uma passagem que fala sobre alguns prisioneiros que estão desde o nascimento dentro de uma caverna, onde passam o tempo inteiro olhando para a parede que é iluminada pela luz de uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras que representam pessoas, animais, plantas e objetos, que mostram cenas e situações do dia-a-dia. Como nasceram ali, tudo o que eles sabem sobre o mundo está naquelas imagens na sombra. O mundo é a caverna e não há nada além dela.
Na história, Platão sugere uma alteração no ambiente. Imaginemos que um dos prisioneiros fosse forçado a sair da caverna. Entraria em contato com a realidade fora dela e perceberia que passou a vida inteira julgando imagens projetadas na parede. Ao voltar para a caverna, iria transmitir todo o conhecimento que aprendeu no lado de fora. Porém, provavelmente seria ridicularizado, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede da caverna. Seria chamado de louco, receberia ameaças e excluído da comunidade.
AS REGRAS DE UM DOS GRUPOS
Neste texto, utilizo a alegoria de Platão para fazer um paralelo com um fenômeno bastante significativo no Brasil do pós-golpe de 2016. Trata-se da ascensão de Jair Bolsonaro, não apenas como político, mas como uma figura que conseguiu reunir em torno de si uma legião de admiradores e fãs, que vêm das mais variadas localidades, inclinações políticas e classes sociais.
No intuito de compreender este público com mais profundidade, considerei estudá-lo a partir da perspectiva antropológica, por meio da etnografia, me inserindo nos ambientes em que eles se organizam. Sendo assim, participei ativamente durante 40 dias de três grupos no Facebook: Jair Bolsonaro – O Mito, com 135 mil membros; Apoiadores de Jair Bolsonaro, com 310 mil membros e GACB – Grupo de Apoio à Candidatura de Jair Bolsonaro, com 294 mil membros.
Não há estatísticas sobre o perfil dos integrantes, mas o público masculino acima de 30 anos é bastante expressivo. Percebe-se também a presença de mulheres que endossam e compartilham do mesmo discurso, não havendo distinção entre pautas exclusivamente masculinas e femininas. Além disso, observando uma série de perfis, os integrantes são das mais diversas áreas profissionais e acadêmicas. Ao mesmo tempo em que tem gente com ensino médio completo, tem graduados e pós-graduados.
Existem profissionais autônomos, funcionários públicos, professores e militares. Os grupos também possuem proprietários, que normalmente são no máximo 5 pessoas (há uma grande quantidade de perfis falsos, inclusive entre os moderadores; perfis com pouco ou nenhum amigo, com foto capturada da internet e que só compartilham conteúdos de Jair Bolsonaro), e uma quantidade entre 15 e 30 moderadores, que são os responsáveis por manter uma certa ordem e fazer as regras serem cumpridas. Dentre estas regras, que estão expressas nas descrições dos grupos, está em evidência uma das exigências mais importantes: não são aceitos “esquerdistas” ou pessoas que não declarem voto em Bolsonaro. Considerando esta questão, precisei ocultar vários conteúdos do meu perfil que poderiam indicar a minha inclinação política e que me fizesse não ser aceito. Assim, consegui entrar em todos os grupos e pude dar o pontapé inicial no trabalho.
Há uma grande quantidade de perfis falsos, inclusive entre os moderadores; perfis com pouco ou nenhum amigo, com foto capturada da internet e que só compartilham conteúdos de Jair Bolsonaro
Uma pesquisa etnográfica realizada na internet sempre tem suas particularidades. Existem temas que são mais complexos de serem estudados especificamente na internet, bem como outros que são mais adequados que sejam compreendidos a partir dela. No caso em questão, estamos falando de um fenômeno de abrangência nacional, que não tem necessariamente bases físicas, mas se observa num lastro ideológico forte e que se dissemina a partir de milhares ou milhões de pessoas em todos os cantos.
Esta onda de apoio ao político Jair Bolsonaro veio crescendo de forma volumosa desde 2015 e se ampliou significativamente em 2016 e 2017. Em síntese, as pessoas que admiram o Bolsonaro não se reúnem presencialmente, mas virtualmente. Portanto, os grupos virtuais são as salas de reuniões em que as ideias são reunidas, as pessoas se integram e o movimento se fortalece. Em cada esquina, escola, bar e família pode existir uma ou mais pessoas que apoiam o candidato. Elas podem declarar este voto ou podem ficar silenciosas, entretanto, quando trata-se da presença online a pessoa acaba demonstrando seus gostos, hábitos e preferências — ainda mais tratando-se de política. É possível perceber defensores de Bolsonaro em fóruns, páginas em mídias sociais, portais de notícias e em diversos ambientes na internet.
O mundo real para o apoiador do Jair Bolsonaro em nada difere do mundo virtual. Na verdade, é lá que eles percebem que não estão sozinhos e sentem que são fortes
A partir do compartilhamento de notícias e participação em debates acalorados na área de comentários do Facebook, podemos ter uma pequena noção de quem é apoiador e quem não é. Apesar de essa participação parecer ser orgânica, estas pessoas têm uma conexão em comum além da posição política: grupos que as possibilitam se conectarem e se sentirem integradas na causa. O mundo real para o apoiador do Jair Bolsonaro em nada difere do mundo virtual. Na verdade, é lá que eles percebem que não estão sozinhos e sentem que são fortes.
“Restaure o império do Brasil, único governo que deu certo no país”. Esta foi a primeira publicação que vi logo aos 10 minutos de participação no grupo. O autor deste post colocou junto da frase uma imagem com fotografias de 6 imperadores que governaram o pais na época do império. O post não repercutiu muito, mas já deixou claro pra mim o que vinha pela frente. Dentro desses grupo fervilha conteúdo durante o dia inteiro. Tal qual na alegoria de Platão, eles só acreditam naquilo que querem. Os mais variados temas são colocados em pauta e recebem interações constantes dos participantes. Estes temas fazem com que as pessoas se sintam integrantes no movimento, já que as pautas convergem com as posições e crenças pessoais das pessoas.
MONARQUISTAS BOLSONARIANOS ADMIRAM ESTES SENHORES
A partir da recorrência de temas discutidos, pude perceber quais são as pautas defendidas. Em geral, quem discorda deles é classificado como esquerdista e não há nenhuma outra possibilidade além dessa. Portanto, se alguém fala que não concorda com as opiniões de Jair Bolsonaro, ou que não acredita que intervenção militar é a melhor saída para o Brasil, esta pessoa é petista, comunista e “esquerdopata”, que é um termo usado na internet para tratar a ideologia de esquerda como se fosse uma doença (psicopatia). Uma integrante do grupo postou um link de uma notícia do site “Agentes Federais do Brasil” com a manchete “FHC se desespera com a ascensão da Direita e Bolsonaro”. Junto da manchete, a integrante comentou: “Vai se ferrar, comunista nojento”, e o que se vê nos comentários é uma sequência de afirmações na mesma linha da criadora do post. “Esse Fdp é o mentor de luladrão”“Este merda FHC é um canalha no seu governo militares sofreram muito”“o burguês comunista tá com medo”.
Para os integrantes do grupo, até mesmo a Rede Globo é de esquerda. Um integrante fez um post para explicar o porquê dessa opinião. Para ele, todos os programas da Globo são de esquerda. “Encontro com Fátima, puro marxismo cultural (…) Amor e Sexo, gayzismo, africanismo e luta de classes…”, disse ele. E a justificativa não se restringe aos programas de auditório. “Novelas em geral, todas tem gays, travestis, capitalistas malvados (…) Sobre o jornalismo, basta ver o que falam do Trump, do acordo do clima, do Estado de Israel, etc”, finaliza o integrante. Apesar disso, nos comentários desta publicação as coisas são mais objetivas: “Eu nem assisto a REDE ESGOTO mesmo, por isso não vou comentar nada neste pôster (sic)”, disse um dos membros. (As grafias e os erros foram mantidos.)
Ainda assim, a Rede Globo não é a única emissora de esquerda. Na verdade, os apoiadores de Bolsonaro entendem que há um complô midiático para destruí-lo, questão que é defendida pelo próprio candidato. Em um vídeo lançado em sua mídia social, Jair Bolsonaro comentou sobre duas capas de revistas que falaram sobre as eleições de 2018, especificamente as revistas Veja e IstoÉ. De acordo com ele, sua imagem foi colocada de forma a transmitir a ideia de que ele não deve ser escolhido pela população para presidente da república. “Mais uma revista que entra pra coletânea do fake news. Eles aceitam qualquer um, menos Jair Bolsonaro. É bom já ir se acostumando porque a população brasileira acordou”, disse o deputado.
Dentro deste grupo de fãs, além da firme aversão à esquerda e o forte consenso antimidiático, existe muito mais em comum. Um jovem, com a aparência de ter entre 20 e 25 anos, posta uma notícia do site BlastingNews (mais um famoso site de notícias duvidosas) com a manchete “General do Exército anuncia intervenção militar e diz quando ela começará”. Juntamente com a notícia, ele questiona os membros sobre o que eles acharam do anúncio. “Falta coragem”, disse um membro. “Tomara que seja verdade”“Essa eu quero ver”, dizem outros.
Para os integrantes do grupo, até mesmo a Rede Globo é de esquerda. Um integrante fez um post para explicar o porquê dessa opinião. Para ele, todos os programas da Globo são de esquerda
Esse apoio intensivo à intervenção militar é frequente e justificado pela situação em que o país se encontra. Para eles, nada é capaz de solucionar os problemas de saúde pública, educação, segurança e de moral e bons costumes que o país enfrenta além de uma administração federal militar. A relação entre intervenção militar e moralidade é extremamente forte, e a vigilância de temas considerados progressistas é constante.
ENCONTRO COM FÁTIMA BERNARDES? “PURO MARXISMO CULTURAL”
Em um post, uma adolescente contou uma experiência que aconteceu em sala de aula. “O professor de BIOLOGIA começou a falar o quanto era antiético se referir a esses ‘travestis’ como ele, pois temos que respeitar e chama-lo de  ‘ela’, dizendo que isso esta ferindo a liberdade desse travesti, e minha liberdade de discordar que ele seja uma mulher? Como fica?”
Neste post, várias pessoas concordam com ela. “Querem respeito e não respeita quem não concorda com eles, esquerdistas intolerantes”, disse outra garota. Vários comentários são agressivos, o que também é uma característica de muitos integrantes do grupo. “Esse professor é um esquerdopata comunista maldito!”“Chama ele no canto e fala baixinho no ouvido dele ‘vc é um merda’”. Nesta postagem, questionei as pessoas da seguinte maneira: “Vocês não acham que um professor de biologia tem conhecimento para falar sobre questões de gênero?” Apesar de ter questionado muitas pessoas, a única que me respondeu apenas exclamou que eu só posso ser um esquerdista para falar uma coisa dessas.
Aqui as pessoas não dialogam. Não há debate, cada um faz seu próprio comentário, sem ler o anterior e sem esperar resposta, como se fosse um grande mural de recados e não um fórum de debates. Percebi isso com mais convicção ao comentar frases contrárias às ideias deles e não ser respondido por ninguém. Eram raras às vezes em que alguém me notava e respondia minha crítica, mas mesmo assim, a conversa acabava caminhando para uma briga, e não para um debate. Quando alguma notícia sobre alguém é publicada, muitas pessoas falam frases como se estivessem conversando com esta pessoa da notícia. Eles não comentam sobre a declaração ou sobre o tema em questão, mas sim ofendem a pessoa da manchete, de uma maneira como se esta pessoa pudesse ler o xingamento, como se fosse de forma direta, pessoal, cara a cara. Um exemplo foi a notícia com a manchete “Juninho Pernambucano pede para fãs de Bolsonaro deixarem de segui-lo”. Juninho, que é ex-jogador de futebol e comentarista de Rede Globo, foi atacado no grupo de uma forma como se estivesse ali dentro e pudesse ler os comentários: “Vc é um lixo seu otário”“O que podia esperar de voce… da Rede Globo.”
A simplificação das coisas a partir de comentários rasos e sem profundidade ocorre a todo o momento, principalmente quando os assuntos são as pautas que eles defendem —independente se for notícia real ou falsa. Me acostumei a ver as pessoas acreditando em notícias mentirosas apenas pois representam aquilo que elas querem acreditar. Porém, existem situações em que há cautela antes de julgar. Um post de uma notícia com a manchete “Polícia apura agressão de operário por policial e agente em SC; veja vídeo” resultou em uma série de comentários divergentes. Uns, apoiam a suposta atitude do policial: “Só quem apanhou foi ele, então mereceu”“Que vergonha, um trabalhador, abuso de poder, vamos todos falar com a corregedoria”. Mas grande parte das pessoas ficou em dúvida com relação ao ocorrido: “Será que foi só isso mesmo?”, disse um membro. Junto disso, vários questionam se o vídeo não está mal intencionado: “Ninguém analisou o contexto da ação do Policial. Soltam o vídeo e depois uma legenda para falar mal da Polícia”“Pena que não mostraram o início de tudo”“Vai saber o que ele fez antes?”.
Nestas situações, é possível perceber que quando o assunto pode impactar quem eles apoiam e atinge diretamente suas convicções, há cautela e cuidado antes de opinar. Em alguns casos, simplesmente se ignora o fato ou até se defende, minimizando a dimensão. Uma publicação diz que “Bolsonaro admite que estuprava animais”, juntamente com um vídeo de uma matéria do extinto programa CQC, da Bandeirantes. Nos comentários, diferentemente de outros posts, aqui há ponderação e cautela. As justificativas vêm das mais diversas formas, seja naturalizando a situação: “Ahh….gente vai pesquisar mas roças com os senhores pra vocês verem que isso era natural da molecada”; com piadas: “E ele agora vai estuprar um molusco… aguarde!!!!”; ignorando o fato: “É só boato, pessoal…”; ou descredibilizando o autor do post: “Tirem essa pessoa do grupo, aqui é só para apoiadores não difamadores”. No entanto, quando a matéria fala sobre alguém que eles não gostam, não há nenhum movimento de cautela, pelo contrário, mesmo quando alguém avisa sobre a inveracidade do conteúdo, continuam firmes e repercutindo uma notícia mentirosa.

Um post trazia a seguinte manchete: “Jean Wyllys propõe emenda à Bíblia para retirar trechos considerados homofóbicos”. A fonte da matéria é o site Sociedade Oculta, um portal similar ao humorístico Sensacionalista. Aqui, não há cautela: “Isso é como um piolho, só tem jeito matando”“E nós, família cristã, devemos propor leis pra jogar na fogueira esses viados legisladores”. São julgamentos sem receios, entretanto, sempre quando são informados de que a matéria é mentirosa eles relutam ou dizem algo como “Mas mesmo assim, ele é ruim de qualquer maneira”, ou “Independente disso, dessa pessoa eu espero qualquer coisa”.
“Eu proponho que mate essa aberração, chamado Jean Wyllys”. O deputado Jean Willys, que é integrante do PSOL e declaradamente de esquerda, é grande alvo do grupo
“Este tinha que ser morto embalado para morrer feliz”. Esta foi uma das sugestões que um membro deu sobre a notícia anterior, a respeito da absurda manchete sobre Jean Willys. Mas não para por aí. Um membro disse assim, em caixa alta: “TEM QUE EXTERMINAR UMA ABERRAÇÃO DESSA”. Outro membro fala de forma mais pragmática: “Eu proponho que mate essa aberração, chamado Jean Wyllys”. O deputado Jean Willys, que é integrante do PSOL e declaradamente de esquerda, é grande alvo do grupo. Aliado ao posicionamento político existe o “agravante” de que ele é homossexual. Além dos assuntos sobre ele, diversas outros posts no grupo abordam a homossexualidade. Houve um momento em que eu queria saber se essa repulsa contra a população LGBT tinha a influência religiosa, já que uma das pautas defendidas pelos membros é a da religião. Resolvi questionar um membro da seguinte maneira: “O que tem de errado em ser gay? A pessoa vira assassina? Bandida? Corrupta?”. Fui respondido com esta mensagem: “O problema não é ser gay meu amigo. O que mata a sociedade são as imposições e os ativismos, eles não se contentam em apenas ser. Querem que todos sejam iguais a eles. Não se faça de desentendido”.
Gay e trans tem que virar homem, eles não nasceram gay nem trans eles viraram e igual bandido ele não nasce bandido ele escolhe essa opção
Posteriormente, foi publicado um manchete com o título “Vereador ameaça prender Pabllo Vittar no Paraná”. O autor do post comentou: “Tudo bem que agente deve respeita a opinião de todo mundo mais só eu que acho que gay e trans não deveriam existir?”. Aqui, apesar de já ter entendido o que eles pensam sobre gays, eu esperava alguma repreensão dos membros. Mas não, me equivoquei. “Isso é um erro, nao deveriam existir mesmo”, comentou um. “Não deveriam mais existem, não tendo direitos a mais por isso já tá ótimo”, disse outro. “A parada é bem simples. A maioria é que deve comandar, não a minoria! E Pablo Vitar, deveria ser preso sim!!”, acrescentou mais um. E teve este comentário que solucionou minha dúvida sobre o envolvimento da religião neste posicionamento sobre gays: “Gay e trans tem que virar homem, eles não nasceram gay nem trans eles viraram e igual bandido ele não nasce bandido ele escolhe essa opção…”. Questionei: “Você é cientista? Estudioso do assunto? Quais são as provas disso?”, e foi respondido: “SÓ É PRECISO ACREDITAR EM DEUS PRA TER ESSA CERTEZA”.
Certeza é o que eu já tinha sobre muita coisa neste ponto da pesquisa. Pude entender que, nestes grupos, muitos posts são de links de sites e blogs suspeitos, com conteúdos categorizados como disseminadores de fake news. É por meio disso que as pautas do grupo são disseminadas para fora dali e ganham a internet. São pautas variadas, como a militarização das escolas, a liberação do porte de armas, o voto impresso nas urnas eleitorais e a oração religiosa nas salas de aula, por exemplo. Mas isso não fica apenas dentro dos grupos.
Estou pronto para pegar em armas… Que a morte seja o único destino possível para os esquerdistas desse país. Convido os esquerdistas a começarem a luta armada. Não vejo a hora de reagir
Além de todo este fortalecimento de ideias e de união entre os membros, há uma organização para que a força deste movimento seja sentida fora das fronteiras dos grupos. Faz parte da rotina chamarem os membros para comentar em páginas de esquerda, de direita, em portais de notícias ou em qualquer lugar da internet em que estejam falando algo contra o que eles acreditam. Eles se reúnem, canalizam suas forças e atacam —e é aqui que eles admitem quem verdadeiramente são. “Vamos oprimir… Veja esquerdista querendo derrubar o mito… #bolsonaro2018. Comentem dentro do vídeo”. Assim publicou um membro, chamando os outros participantes a irem marcar presença numa postagem da revista Veja no Facebook. A matéria em questão foi uma entrevista que a revista fez com Jair Bolsonaro. Em outro post, um membro compartilha uma postagem da página “Time Ciro Gomes” com um vídeo de Bolsonaro saudando a bandeira dos Estados Unidos. A convocação para atacar é expressa da seguinte maneira: “Vamos dar aquela oprimida padrão p/ página do Time do Jumento do Ciro Gomes”.
E não ocorre apenas em páginas públicas do Facebook. Uma garota publicou em seu perfil pessoal uma foto com o ex-presidente Lula em que diz que ele era o homem que ela mais difamou na vida, mas que após uma conversa com ele, mudou de ideia. Aqui, um membro do grupo convocou os apoiadores de Bolsonaro para a opressão: “Vamos oprimir no facebook dessa aproveitadora, que, acuso Eduardo bolsonaro de assédio, piranha”. Outro membro do grupo fortaleceu o pedido: “Foda-se todos os viadinhos covardes da esquerda, enquanto não souberem respeitar as opinião contrárias e a religião alheia a opressão só vai aumentar e nunca ficaremos passivos diante de toda sua imundície”.
Após ficar 40 dias nesta caverna de pessoas que se definem opressoras, não foi possível compreender os meandros profundos deste perfil nem discorrer sobre a origem deste fenômeno, mas sua lista de pautas, motivações e inimigos ficaram claras. Inclusive, faço parte desta lista, principalmente após ler a mensagem que me fez sair de todos os grupos e finalizar minha estadia: “Estou pronto para pegar em armas… Que a morte seja o único destino possível para os esquerdistas desse país. Convido os esquerdistas a começarem a luta armada. Não vejo a hora de reagir”, disse um homem de aparentemente 40 anos, que tem a foto de uma igreja católica na capa do perfil pessoal e compartilha imagens da família e de trechos bíblicos em sua timeline.
Texto publicado originalmente na página do autor no Medium. Este artigo foi desenvolvido como trabalho de conclusão dos módulos de Etnografia e Antropologia Urbana na Especialização em Antropologia Cultural da Pontifícia Universidade Católica do Paraná — PUCPR/2017.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

China comunista suposta não comunista


Apesar do que diga o império ocidental sobre a democracia na China, o "comunismo"está funcionando muito bem na sociedade chinesa. O artigo discute como os avanços socioeconômicos e geopolíticos da China desde 1949 podem ser atribuídos à exclusiva versão chinesa de democracia.
JEFF J. BROWN
PUBLICADO EM 16.10.2017
dO SITE http://www.grabois.org.br/portal/artigos/153919/2017-10-16/china-comunista-suposta-nao-comunista

Em meados da década dos 1930s, a China estava dividida por quatro forças que competiam entre elas. Uma, o Exército Vermelho comunista, comandado por Mao Zedong. Outra, os fascistas japoneses e seu Exército Imperial. Uma terceira, os Nacionalistas Guomindang, abreviadamente “KMT” (ing.), e comandados por Chiang Kai-Shek. A quarta força eram todos os colonialistas – imperialistas, claro, que se autopromoviam com o rótulo pretensioso de “Grandes Potências”.
As coisas não estavam saindo conforme os planos do império ocidental. Apoiavam custasse o que custasse Chiang Kai-Shek (que adorava ser chamado de “Generalíssimo”), que queriam ver como líder da China pós-guerra. O plano deles era instalar Chiang como fantoche-chefe na China pós-guerra, à moda do ditador de Cuba, Fulgencio Batista, sob a conhecida falsa bandeira de “democracia ocidental”. Mas a causa ia-se mostrando cada dia mais sem esperanças. 
O Generalíssimo comandava suas forças mais ou menos como o gen. George Mclland de Abraham Lincoln, praticamente sempre escondido nas barracas, retirando-se quando o inimigo aparecesse. Quando Chiang lutava, era para tentar destruir Mao e o Exército Vermelho, em vez de tratar de livrar a China dos muito desprezados fascistas japoneses. Lincoln, a certa altura, substituiu McClellan pelo general Ambrose Burnside. Os colonialistas ocidentais não viam alternativa a Chiang, porque Mao era Inimigo Público n. 1, como o mais temido “vermelho”.
Mas as notícias que chegavam das fortalezas dos chineses comunistas começavam a ser graves demais para ignorar. Durante meses, Zhou Enlai, premier e operador-chefe de bonecos na política exterior do Partido Comunista da China pós-libertação, garantira aos norte-americanos que o Exército Vermelho combateria sob comando dele, o Generalíssimo, aliado do KMT, para derrotar os japoneses. O Generalíssimo negava-se firmemente a cooperar com qualquer comunista, por mais que essa cooperação fosse a decisão correta na defesa dos melhores interesses dos chineses. Além disso, os Vermelhos estavam derrotando, em guerra, tanto os japoneses como a gangue de Chiang, e não paravam de chegar relatos de que cidadãos felizes, saudáveis, produtivos e motivados e comunistas surgiam de todos os lados como avalanche. Isso, comparado aos soldados promovidos pela gangue da imprensa do KMT – que morriam de fome e frio, sem sapatos, doentes e esquecidos nos campos, por obra de seus próprios generais e oficiais corruptos.
Incapazes de dar conta da própria ideologia cega e surda, FDR, Washington e a imprensa popular simplesmente não conseguiam dizer “comunistas”. Assim, Mao & Co. passaram a ser chamados de “supostos comunistas”.
O presidente Franklin D. Roosevelt & Co. finalmente cedeu em 1937, e um pequeno contingente de funcionários e jornalistas foram mandados à China para ver com os próprios olhos. Entre eles, Edgar Snow, cujo livro Red Star over China tornou-se bestseller internacional naquele ano. Para choque profundo dos norte-americanos, era tudo verdade. Em todos os pontos onde os comunistas assumiram o controle, os males estavam sendo erradicados, dependência química de ópio, jogatina, crime organizado, prostituição, pés amarrados, escravidão infantil, mendicância, miseráveis sem teto, analfabetismo e fome.[1] 
Soldados do Exército Vermelho e os cidadãos eram sorridentes, industriosos, positivos, bem alimentados e comprometidos com a causa da China. Claramente não era propaganda, tudo manifestamente real e comprovável. Daquele ponto em diante, os norte-americanos compreenderam em segredo que o Generalíssimo e seu KMT não tinham qualquer chance na disputa contra Mao e seus formidáveis Vermelhos. Mas, porque era furioso odiador de comunistas, Chiang foi o único cavalo que passou, e os colonialistas ocidentais tiveram de montar nele.
O ocidente foi apanhado num redemoinho filosófico, transitivo. Mao e os Vermelhos eram comunistas, comunismo é o mal, logo, tudo que Mao e os Vermelhos fizessem tinha de ser mau. A partir daí, foram colhidos numa massiva dissonância cognitiva: são comunistas, ok. Mas como é possível que as coisas deem certo por lá na China?! 
Incapazes de dar conta da própria ideologia cega e surda, FDR, Washington e a imprensa popular simplesmente não conseguiam dizer “comunistas”. E foi assim que Mao & Co. passaram a ser chamados de “supostos comunistas”. 
Joseph Stálin ajudou a modelar esse truque de prestidigitação linguística, ao explicar ao primeiro-ministro britânico da guerra e a Roosevelt que os chineses não passavam de “rabanetes”, vermelhos por fora, mas brancos por dentro – que não eram comunistas de verdade. 
Assim, o prego quadrado da realidade do Partido Comunista da China foi martelado no buraco redondo da negação ocidental obsessiva doentia. Uma coisa porém os imperialistas ocidentais logo compreenderam clara e corretamente. O Partido Comunista da China não só varreu o Japão e os imperialistas ocidentais para fora da Nova China como, além disso, despachou o KMT para Taiwan.
Esse mesmo tipo de ideologia anticomunista, rígida, ainda sobrevive, forte, no Ocidente, quando tenta compreender a evolução sociocultural do povo chinês e a gestão político-econômica de Baba [líder] Pequim sobre o país. 
Para a mídia de massas ocidental, políticos e agitadores ocidentais em geral, a China ainda é, até hoje "suposta comunista". Claro que, se as coisas dão certo, qualquer país se transforma em capitalista, ok? Pois é. Assim como FDR e toda sua geração foram cegados e embrutecidos pela propaganda, a Euroanglolândia e grande parte do resto do mundo ainda sobrevivem apesar de terem tido o cérebro decepado. Os fatos espancam o Ocidente por todos os lados. Mas o ocidente agarra-se aos próprios antolhos de fundamentalista.
Comecemos com a Constituição Nacional Popular Chinesa e Deng Xiaoping. Os anticomunistas adoram bajular Deng, como se fosse alguma espécie de guru de alguma cruzada capitalista. Mas foi Deng que presidiu a mais recente reforma da Constituição da China, em 1982. E a Constituição da China é poderosa rejeição, explícita, do capitalismo e de tudo que o Ocidente prega.
A Constituição da China usa orgulhosamente o termo “comunismo” ou “comunista” 15 vezes; “socialismo” e “socialista”, impressionantes 123 vezes. Termos dialéticos como “classe(s)”, “luta”, “massas”, “independência”, “trabalho”, “trabalhador/trabalhando”, “camponês”, “exploração”, “capitalismo”, “propriedade”, “proletariado”, “coletivo(a)”, “cooperar”, “privado”, “briga”, “luta”, “ditadura” (democrática), “poder” e “feudal” aparecem no total 265 vezes. “Marxismo-Leninismo e Pensamento de Mao Zedong” são citados 10 vezes; e “revolução”, 12 vezes.
O vocabulário relacionado a Governo Extensivo [Big government] e planejamento central, como “salvaguardar”, “proteger”, “liderar”, “reforma/reformar”, “rural”, “urbano(a)”, “produção”, “plano”, “economia”, “sistema”, “administração”, “regras”, “regulações”, “instituição”, “empresa”, “ciência”, “tecnologia”, “moderno(a)”, “organização”, “gerenciamento”, “progresso”, “agricultura”, “fazendas [de criação/agrícolas]”, “terra”, “indústria”, “recursos”, “educação”, “central” e “desenvolver/desenvolvimento” aparece no texto constitucional da China estonteantes 703 vezes.
A importância de o governo central prover orientação ao povo para o que hoje se conhece como Sonho Chinês, avalia-se pelas 292 vezes que as palavras "estado" e "governo" são usadas na Constituição da China.
Palavras de desafio, que visam a levantar o espírito nacional e a derrotar o Ocidente, como “hegemonia”, “imperialismo”, “colonialismo”, “combate”, “defesa/defender”, “exército”, “militares”, “segurança”, “agressão”, “briga”, “sabotagem” e “provocação” são manobradas como armas num total de 85 vezes.
A Constituição da China é poderoso mecanismo de rejeição do capitalismo e de tudo que o Ocidente prega.
Qualquer dúvida que haja sobre quem é o beneficiário da Constituição da China desaparece facilmente, se se constata que a palavra “público” é usada 143 vezes, e “povo”, impressionantes 392 vezes, e que se dane o elitismo ocidental.
O preâmbulo sintetiza os 5.000 anos de civilização chinesa e depois expõe o século que aquela civilização viveu humilhada, a começar pelo cartel da droga, do crime ocidental organizado, em 1840. Trecho inicial do preâmbulo brada com orgulho:
“Depois de fundar a República Popular, a China gradualmente completou sua transição de uma sociedade neodemocrática, para uma sociedade socialista. A transformação socialista da propriedade privada dos meios de produção foi completada, o sistema de exploração do homem pelo homem abolido, e foi estabelecido o sistema socialista. A ditadura democrática do povo liderada pela classe trabalhadora e baseada na aliança de operários e camponeses, que é em essência a ditadura do proletariado, foi consolidada e desenvolvida. O povo chinês e o Exército de Libertação do Povo Chinês derrotaram a agressão imperialista e hegemonista, sabotagem e provocações armadas, e assim salvaguardaram a independência e a segurança nacionais da China e reforçaram a defesa nacional.”
Adiante, o preâmbulo fecha com esse pontapé gigante de artes marciais no focinho coletivo do ocidente,
“A China opõe-se firmemente ao imperialismo, à hegemonia e ao colonialismo, trabalha para reforçar a unidade com o povo de outros países, apoia as nações oprimidas e os países em desenvolvimento em sua justa luta para alcançar e preservar a independência nacional e desenvolver as respectivas economias nacionais, e luta para proteger a paz mundial e promover a causa do progresso humano.”
Ainda não entenderam? Já leram o Estatuto do Partido Comunista da China? Juntos, esse Estatuto e a Constituição do Povo são a espinha dorsal, a pedra fundacional da governança e da sociedade chinesa, e da busca incessante, por Baba Pequim, para manter o Mandato Celestial.
Bolhas de propriedade privada? Que propriedade privada? A propriedade é privada, claro, mas não é propriedade como o Ocidente entende o termo. Tudo que o ocidente entende como bens imóveis [ing. real estate[2]] é 100% propriedade do povo da China. Não há um palmo quadrado de terra que seja propriedade privada na República Popular. Você pode pagar pelo uso, por até 70 anos, de um pedaço de terra e desenvolvê-lo, mas ninguém pode comprar a propriedade do chão propriamente dito.
Empresa privada? Está bombando, sem dúvida, mas está fortemente concentrada em empresas de pequeno e médio porte, que complementam e não competem de fato com os setores estatais da economia. O setor privado é especialmente os muitos milhões de empresas de casal, ou individuais que atapetam o território chinês.
Livre mercado? Não há na China sequer um, que fosse, banco privado. Todos os bancos são propriedade do povo. O maior banco do mundo, o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) é estatal, claro, bem como três outros bancos chineses dos Top Ten globais: #1 (ICBC), #5 China Construction Bank (CCB), #9 Bank of China (BOC) e #10 Agricultural Bank of China (ABC). O mesmo vale para todas as empresas de seguros, para as Bolsas de Valores e Metais Preciosos de Xangai e Xenzhen. E vale o mesmo também para todos os grandes veículos de informação e noticiário, especialmente TV, rádio e mídias impressas, embora todos já tenham ouvido que Pequim seria a nova “Hollywood do Oriente”, na maior parte, privada.
Os avanços socioeconômicos e geopolíticos que a China conseguiu, desde 1949, podem ser diretamente atribuídos ao sistema chinês anti-imperial e comunista de governar.
Desavergonhado capitalismo? Nem perto! Quase todos os grandes setores econômicos na China são dominados por Empresas de Propriedade Estatal, EPE [ing. State-Owned Enterprises, SOEs]. 
Tudo, de transporte aéreo comercial/aviônica até a indústria aeroespacial, da indústria química à indústria da construção, dos estaleiros à mineração, de energia nuclear à indústria do petróleo, de ferrovias ao aço e a instalações de telecomunicações, mais de 100 setores chaves tem importante participação do povo chinês, mediante a participação do Estado chinês. Muitas dessas empresas estão entre as maiores do mundo. Não apenas isso, mas, como os bancos acima listados, são empresas muito lucrativas e bem administradas, exatamente o contrário do que diz a incansável propaganda ocidental (Fortune).
Privatizações? Aí, é preciso olhar por trás da cortina de manchetes mentirosas. Baba Pequim limita a 30% a venda de ações das EPEs ao público. Mais que isso, há estrito controle para que ninguém tente controlar o que é oferecido no mercado. A propriedade das ações tem de ser pulverizada. Muitas dessas ações pertencem a cidadãos chineses (papéis A), algumas são oferecidas a estrangeiros (papéis B). E cada vez mais empresas chinesas, inclusive as EPEs fazem leilões públicos de ações em mercados de ações fora da China, de parte dos 30% das ações das EPEs que podem ser vendidas ao público.
Reformas? Não me façam rir! Baba Pequim jamais, em tempo algum, venderá as Empresas de Propriedade Estatal, que pertencem ao povo chinês. Pequim sabe que a harmonia social e a estabilidade econômica para os cidadãos depende da capacidade do Estado chinês para fazer a gestão macroeconômica e o planejamento de longo prazo (Plano Quinquenal) para o desenvolvimento do país, o que só é possível se o Estado preservar 100% da propriedade de todos os bens imóveis (o que o Marxismo ensina a fazer no capítulo controlar os meios de produção), e das indústrias e setores chaves. 
O PCC continuará a criar riqueza sob a rubrica Socialismo com Características Chinesas, tomando emprestados alguns truques dos capitalistas. Mas é fase de transição. Deng Xiaoping disse incontáveis vezes – e o ocidente insiste em fingir que não ouviu – que a meta é seguir a trilha da economia marxista até uma sociedade comunista próspera.
Mas não é justo, dirá você, o campo de jogo não é igual para todos. Paciência! Azar o dos capitalistas ocidentais. Os avanços socioeconômicos e geopolíticos que a China conseguiu, desde 1949, podem ser diretamente atribuídos ao sistema chinês anti-imperial e comunista de governar. Cada um pode ver o que quiser ver no Império do Meio, projetar os próprios sacrossantos (alguns diriam mitológicos) ideais ocidental sobre o comando em Pequim [Baba Pequim] e o povo chinês, mas nem assim alguém pode falar de “suposto comunismo”. É comunismo. Ponto. Parágrafo. Chhhhhh... Ouça atentamente, e você ouvirá o espírito de Deng Xiaoping sussurrando no seu ouvido.*****
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[1] Se tudo isso fosse mentira e propaganda – e não é –, ainda será menos mentira e propaganda que o asneirol que FSP publicou dia 21/8/2008, em coluna assinada por Pedro Del Picchia, como se fosse informação & jornalismo, intitulada "O Mandarim vermelho", com rápida referência (errada) a Snow e na sessão "Esportes" :-D)) [NTs].
[2] Real estate (ing.) [nos EUA] são os bens em terra e os prédios que haja nela, além dos recursos naturais da terra, incluindo flora e fauna não cultivadas, plantações e colheitas e animais domésticos e gado, e depósitos de água e minerais. Embora a mídia refira-se em geral ao "mercado de real estate", do ponto de vista da moradia, real estate pode ser agrupada em três amplas categorias baseadas no uso: residencial, comercial e industrial. Exemplos de real estate residencial incluem terra não cultivada, casas, condomínios, residências familiares; exemplos e real estate comercial são prédios de escritórios, armazéns, prédios de lojas de varejo; e exemplos de real estate industrial incluem fábricas, minas e fazendas (de Investopedia) [NTs] 
Fonte: All China Review
Tradução: Vila Vudu