quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Moro usou depoimento sem provas para condenar Lula, indica parecer de Janot



 

 
No documento (em anexo, abaixo), Janot afirma que Léo Pinheiro não fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e, portanto, "não há nenhum elemento de prova obtido a partir dessas tratativas preliminares." Além disso, o então PGR apontou que mesmo que o acordo tivesse sido fechado e homologado pela Justiça, seria necessário investigar se as falas e os indícios de provas eventualmente entregue por Pinheiro seriam verdadeiros.
 
O entendimento caiu nas graças da defesa de Lula, que utilizou o parecer de Janot para sustentar, perante o tribunal que vai revisar a sentença de Moro, que o ex-presidente foi condenado apenas com base em falatório sem provas.
 
Moro sentenciou Lula a 9 anos e seis meses de prisão mais pagamento de multas que ultrapassam os R$ 13 milhões exclusivamente a partir dos depoimentos de Léo Pinheiro e Agenor Franklin Medeiros, ex-executivos da OAS. Como não há acordo de colaboração, eles falaram contra Lula na condição de corréus - ou seja, sem compromisso de dizer a verdade.
 
Segundo Janot, "eventuais tratativas preliminares [com Pinheiro e Medeiros] não interessam à defesa de qualquer acusado – aí incluído o reclamante [Lula] –, tanto porque, nesse momento, ainda não se tem certeza acerca do fornecimento de informações incriminadoras."
 
Para a defesa de Lula, Janot também assinalou que uma delação informal e sem provas jamais deveria ter sido base fundamental para uma sentença condenatória.
 
“Somente após o juízo homologatório, no qual cabe ao juiz aferir o cumprimento da legalidade do acordo, em seus aspectos formais, há a apresentação de elementos de corroboração das informações anteriormente prestadas por parte do colaborador. Para fins de instrução do processo criminal, tais elementos é que, ordinariamente, interessam de fato, na medida em que as declarações dos colaboradores, isoladamente, não podem subsidiar a condenação do acusado", apontou Janot.
 
O posicionamento do ex-PGR foi inserido em uma representação enviada ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região pelos advogados Cristiano Zanin, Valeska Martins e Roberto Batocchio, nesta terça (19).
 
Eles assinalaram, no documento, que segundo entendimento de Janot, "Léo Pinheiro não apresentou qualquer elemento concreto que pudesse incriminar o Peticionário [Lula] e, além disso, (o depoimento por ele prestado como corréu na presente ação — sem o compromisso da verdade — não poderia servir de base para a prolação de uma sentença condenatória."
 
"De mais a mais, o Procurador Geral da República reconhece que se a delação de Léo Pinheiro vier a ser homologada — o que não ocorreu até a presente data — haverá necessidade de investigação, pois as palavras de um delator nada provam. Mas, no caso da sentença recorrida, as palavras de Leo Pinheiro, como já dito, serviram para impor uma inaceitável condenação sem prova de culpa ao Peticionário, o que não pode ser admitido", acrescentou a banca.
 
A defesa ainda avaliou que a delação informal de Pinheiro diante de Moro e dos procuradores de Curitiba, "buscando incriminar indevidamente" o ex-presidente, foi reportardo pela imprensa como "condição para destravar esse acordo de colaboração que vêm sendo negociado há muito tempo".
 
O pedido dos advogados de Lula é para que o desembargador João Gebran Neto adicione o parecer de Janot aos autos do caso triplex no TRF4.
 
“Somente após o juízo homologatório, no qual cabe ao juiz aferir o cumprimento da legalidade do acordo, em seus aspectos formais, há a apresentação de elementos de corroboração das informações anteriormente prestadas por parte do colaborador. Para fins de instrução do processo criminal, tais elementos é que, ordinariamente, interessam de fato, na medida em que as declarações dos colaboradores, isoladamente, não podem subsidiar a condenação do acusado – muito embora sejam suficientes para fundamentar a decisão de recebimento da denúncia.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Vídeo: Regime/Ditadura Militar / HISTÓRIA

Entre 1964 e 1985 o Brasil passou por um dos momentos mais complicados de sua história. Não podíamos votar para presidente, músicas e jornais eram censurados, e aqueles que não concordavam com o governo, eram torturados e mortos! Ao mesmo tempo em que existia uma guerrilha treinada para combater esse governo com toda força e violência proporcional, era uma guerra!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Menos de 150 manifestantes pró-Moro se juntam em torno de pixuleco do juiz em Curitiba


Menos de 150 manifestantes pró Lava Jato se reuniram em Curitiba, em ao Museu Oscar Niemeyer, para protestar durante o depoimento de Lula.
O espaço foi reservado pela Secretaria de Segurança do Paraná. Eles levaram um mascote: um pixuleco chamado Super Moro, em homenagem a seu herói.
Júnior Ramos, do MBL, deu uma desculpa para o fisco de público. “Muitos gostariam de vir, mas, infelizmente, não puderam por conta de ser uma quarta-feira e estarem trabalhando. O importante é marcar presença”, disse à Veja.

Do Diário do Centro do Mundo
Foto: Guilherme Venaglia/VEJA.com

 
De outros sites

Vídeo: Advogado do Lula destrói ponto por ponto do depoimento de Palocci e mostra as contradições.

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, divulgou nesta terça-feira, 12, um vídeo em que disseca o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro; Palocci falou de supostas ilegalidades cometidas na Petrobras durante o governo Lula; "No entanto, quando perguntado pelo juiz Sérgio Moro como ele teria conhecido disso, já que ele [Palocci] diz que não tinha qualquer atuação na Petrobras, ele claramente se atrapalha", diz; sobre a expressão "pacto de sangue", Zanin disse que o termo foi previamente ensaiado por Palocci; "Ele trouxe para o depoimento anotações. E nessas anotações havia já a expressão 'Pacto de Sangue'. Algo, portanto, combinado para gerar uma repercussão em seu depoimento"


domingo, 3 de setembro de 2017

Coreia do Norte afirma ter testado com êxito uma bomba de hidrogênio


O líder norte-coreano, Kim Jong-un (foto de arquivo)

Pyongyang declarou ter realizado um teste bem-sucedido de uma bomba de hidrogênio, projetada para mísseis balísticos intercontinentais.

fonte
 https://br.sputniknews.com/asia_oceania/201709039261737-coreia-norte-teste-bomba-hidrogneio/

© REUTERS/ KCNA
ÁSIA E OCEANIA
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Pyongyang testa bomba de hidrogênio (14)
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A declaração oficial foi feita no canal estatal e transmitido na TV sul-coreana e japonesa.
"O teste da bomba de hidrogênio, projetada para ser instalada em mísseis balísticos intercontinentais, foi realizado com sucesso", diz o anúncio.
O teste não provocou fuga de radiação e não afetou de modo nenhum o meio-ambiente, acrescenta a declaração.
Mais cedo foram registrados dois terremotos na Coreia do Norte. Tanto o Japão como a Coreia do Sul convocaram reuniões de seus conselhos de Segurança Nacional para discutir a questão. As Forças Armadas da Coreia do Sul estão em alerta.
Anteriormente (2) a Coreia do Norte havia afirmado ser capaz de disparar um míssil balístico intercontinental com uma bomba de hidrogênio.

Putin pediu para não 'ceder às emoções', após testes da Coreia do Norte

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, discutiram neste domingo a crise na península da Coreia e condenaram o teste nuclear, realizado pela Coreia do Norte.
Presidente russo, Vladimir Putin (foto de arquivo)

Fonte: https://br.sputniknews.com/asia_oceania/201709039264429-putin-emocoes-teste-nuclear-coreia/
Os líderes concordaram em continuar o diálogo sobre o tema durante seu encontro, planejado para o dia 7 de setembro, informou o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov.
"Hoje à noite, após conclusão dos contatos com Xi Jinping [presidente da China], Putin realizou uma conversa telefônica no seu hotel com o primeiro-ministro do Japão, Zhinzo Abe. Os dois trocaram opiniões sobre a grave situação na península da Coreia. Os líderes condenaram o novo teste nuclear, realizado pela Coreia do Norte no dia 3 de setembro, que mina o regime global de não proliferação, viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e as normas do direito internacional, criando uma ameaça real à paz e à estabilidade regional", disse Peskov aos jornalistas.
"Putin pediu para a comunidade internacional não ceder às emoções e agir de forma calma e equilibrada. Ele destacou que uma solução integral do problema nuclear, e outros, na península ca Coreia somente será possível através dos meios políticos e diplomáticos", declarou o porta-voz do Kremlin.
Segundo o alto funcionário, os líderes prometeram desenvolver o diálogo sobre o tema. "O diálogo terá continuidade durante a reunião de Putin e Abe, no dia 7 de setembro, no âmbito do Fórum Econômico do Oriente [em Vladivostok]", concluiu Peskov.
Neste domingo, as autoridades da Coreia do Norte declararam sobre um bem-sucedido teste de uma bomba de hidrogênio. Pyongyang manifestou a intenção de instalar ogivas desse tipo em seus mísseis balísticos intercontinentais. A ordem de realizar o teste foi dada pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un. De acordo com Pyongyang, o teste não provocou vazamento de radiação, nem outros efeitos negativos para o meio-ambiente.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Vídeo: Governador Flávio Dino (PCdoB-MA) denúncia manobra escandalosa da Lava Jato contra os "politicos"






Governador Flávio Dino (PCdoB-MA) denúncia manobra escandalosa da Lava Jato contra os "politicos"

Grampo em Dilma e Lula arranca risadas de plateia do filme da Lava Jato

Enquanto isso, o mistério sobre quem patrocinou o filme, orçado em R$ 16 milhões, continua.
 
O diretor Marcelo Antunez afirmou que os financiadores "pediram para manter seus nomes sob sigilo porque temem represálias ou simplesmente não querem ver seus nomes publicados na imprensa."

Fotos: Theo Marques/Folhapress

Do site GGN
 
 
Jornal GGN - Não foram só as imagens do triplex e da condução coercitiva de Lula que o filme da Lava Jato usou como forma de entretenimento. O grampo em Dilma e no ex-presidente, vazado à imprensa pelo juiz Sergio Moro, também é exposto na obra que será lançada na próxima semana. Segundo relatos da Folha, que participou da pré-estreia em Curitiba, os espectadores deram risada de como a conversa foi reproduzida no filme.
 
O episódio do vazamento do grampo foi um dos mais marcantes em toda a operação por gerar um debate na comunidade jurídica dos abusos cometidos por Sergio Moro. Apesar de ser repreendido pelo então ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, Moro não sofreu nenhuma sanção e tampouco se arrepende de ter violado um direito constitucional da presidência da República.
 
Segundo o jornal, o diretor do filme "Lava Jato - A Lei É Para Todos" afirmou que não se trata de um produto meramente político, mas de uma obra de "entretenimento" que pretende "promover o debate".
 
O filme começa com o mesmo discurso dos membros da força-tarefa: de que não é uma operação política e que a corrupção não começou hoje. "A corrupção chegou ao Brasil com as primeiras caravelas. (...) Os fatos narrados nesse filme aconteceram entre abril de 1500 e março de 2016", resume um letreiro em preto e branco, ainda nas primeiras cenas.
 
Moro, escoltado por pelo menos oito seguranças, chegou ao evento acompanhado da mulher Rosângela e do juiz carioca Marcelo Bretas. Disse que estava "ansioso" para ver o filme.
 
Também participaram do esquema os delegados Igor Romário de Paula, Marcio Anselmo, o superintendente da PF no Paraná, Rosalvo Franco e a delegada Erika Marena.
 
"Eram 2.200 pessoas convidadas, e o ar condicionado começava a se fazer sentir novamente quando o juiz Sergio Moro passou pelo tapete vermelho, quinze minutos antes da sessão", relatou o jornal.
 
Financiamento
 
Enquanto isso, o mistério sobre quem patrocinou o filme, orçado em R$ 16 milhões, continua.
 
O diretor Marcelo Antunez afirmou que os financiadores "pediram para manter seus nomes sob sigilo porque temem represálias ou simplesmente não querem ver seus nomes publicados na imprensa."
 
"Os produtores disseram ter aberto mão de tentar incentivos fiscais porque poderia haver 'um conflito ético'", acrescentou a Folha.
 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Como a Globo tentou destruir o PT, a Dilma e prender o Lula

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Num furo de reportagem, o Conversa Afiada revela os princípios que organizaram e organizam o trabalho da Globo Overseas e do Gilberto Freire com “i” para dar o Golpe e mantê-lo no poder:

1. Princípio da simplificação e do inimigo único


A Globo se concentrou em destruir o PT: derrubar a Dilma e prender o Lula.

O resto não interessa.

O inimigo é único.

Não dispersar esforços, dinheiro e tempo: tudo contra o inimigo único.

2. Princípio do contágio


A Globo mostrou como o PT contagiou tudo e transformou tudo em pecado e vício.

3. Princípio da Transposição


Transpor, levar todos os males e vícios a este inimigo único: tudo é culpa dele.

O avião que cai em Congonhas, a colisão com o jatinho Legacy sobre a Amazônia, o zica, a chuva, a falta de chuva...

4. Princípio da exageração e da desfiguração


O PT, Dilma e Lula foram culpados de TUDO MULTIPLICADO POR DEZ!

A Míriam Leitão diz que a culpa – DE TUDO! - é da Dilma, até hoje, em 28 de agosto de 2017!

5. Princípio da vulgarização


A Globo transformou tudo o que o PT, a Dilma e o Lula fizeram em algo torpe, vulgar, safado, sujo, enlameado… fácil de descobrir e localizar.

6. Princípio da orquestração


A Globo transformou boatos, delações premiadas do Moro, disse-me-disse, fake news – tudo virou notícia que se oficializou no Diário Oficial, o jornal nacional!

7. Princípio da renovação


A Globo tinha uma “notícia” nova, “original” sempre: uma no Mau Dia Brasil, outra no Hoje, outra novíssima no jornal nacional e uma requentada, às quatro da manhã, com o William Traaack.

8. Princípio do verossímil


Usar e abusar do depoimento de especialistas que referendam a falsidade, a suposta “informação”. Especialistas que acham qualquer coisa de qualquer assunto. Eles dão credibilidade às mentiras. Especialistas preferidos são os “economistas de bancos” e de “consultorias” - embora nunca saiba quem se consulta com elas...

9. Princípio do silêncio


A Globo ocultou - não vem ao caso – toda informação que não fosse conveniente à destruição do único inimigo

10. Princípio da transferência


A Globo potencializou um fato presente com um fato passado: se o PT roubou no mensalão do Presidente Barbosa, roubou mais ainda na Lava Jato do Moro! O Moro multiplicou o Barbosa por mil, no jornal nacional!

11. Princípio da Unanimidade


A Globo fez parecer que “todo mundo”, o “Brasil inteiro” e “a sociedade sadia”, as jovens recatadas e do lar estavam indignadas com o que jorrava e jorra da Lava Jato!
Em tempo: esses princípios aí reproduzidos da Carta Maior são os que Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler, seguia, religiosamente…
Do site Conversa Afiada
Paulo Henrique Amorim

JUIZ EM PARAFUSO! Moro Diz Que Delação Contra Seu Amigo Não Vale, Mas Contra O Lula Valia Tudo


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BRASIL


A matéria da Folha de São Paulo, assinada por Monica Bergamo, dizendo que o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran, atualmente na Espanha, acusa o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro de ter pedido R$ 5 milhões para “melhorar” – ou seja, reduzir – sua condenação e a multa de R$ 15 milhões.
Moro reagiu dizendo que acha “”lamentável que a palavra de um acusado foragido da Justiça brasileira seja utilizada para levantar suspeitas infundadas sobre a atuação da Justiça”.
Mas Doutor, o senho não acaba de usar a “a palavra de um acusado, réu, condenado” para condenar Lula pela “propriedade” de um apartamento que ninguém tem provas de que é dele?
habitué,padrinho de casamento, integrante de um escritório de que sua mulher também foi sócia, tenha sido, como o senhor admite, contratado para uma simples ” extração de cópias de processo de execução fiscal por pessoa talvez ligada a Rodrigo Tacla Duran em razão do sobrenome (Flávia Tacla Duran) e por valores módicos”? Ou seja, para tirar xerox?
Leia o que narra Monica, na sua coluna:
No texto publicado [por Duran Tacla] na internet, ele afirma que, entre março e abril de 2016, tratou das investigações da Lava Jato com Zucolotto. O escritório do advogado atuava havia dois anos como correspondente da banca Tacla Duran Advogados Associados, no acompanhamento de audiências trabalhistas e execuções fiscais. “Carlos Zucolotto então iniciou uma negociação paralela entrando por um caminho que jamais imaginei que seguiria e que não apenas colocou o juiz Sergio Moro na incômoda situação de ficar impedido de julgar e deliberar sobre o meu caso, como também expôs os procuradores da força-tarefa de Curitiba”, escreveu Duran.
Ele diz que estava nos EUA e que, por isso, a correspondência entre os dois ocorria através do aplicativo de mensagens Wickr, que criptografa e pode ser programado para destruir conversas.
“Ao se prontificar a me ajudar”, segue, “Zucolotto explicou que a condição era não aparecer na linha de frente. Revelou ter bons contatos na força-tarefa e poderia trabalhar nos bastidores”.
Antes que Zucolotto entrasse no circuito, segundo ainda o texto de Duran, o procurador Roberson Pozzobon teria proposto que ele pagasse uma multa de US$ 15 milhões à Justiça. Duran diz que não aceitava a proposta.
“Depois de fazer suas sondagens, Zucolotto conversou comigo pelo Wickr“, afirma o ex-advogado da Odebrecht.
Na suposta correspondência, Zucolotto afirma ter “como melhorar” a proposta de Pozzobon. Diz também que seu “contato” conseguiria “que DD [Deltan Dallagnol]” entrasse na negociação.
Ainda segundo Duran, a ideia de Zucolotto era alterar o regime de prisão de fechado para domiciliar e diminuir a multa para um terço do valor, ou seja, US$ 5 milhões.
“E você paga mais um terço de honorários para poder resolver isso, me entende?”, teria escrito Zucolotto, segundo a suposta transcrição da correspondência entre eles. “Mas por fora porque tenho de resolver o pessoal que vai ajudar nisso.”
Já pensou se, por conta de uma “delação” destas o senhor amanhece com o japonês da Federal à porta?
É claro que a informação de Tacla não é prova suficiente para indiciar ninguém – menos ainda para condenar. E mesmo que ele tenha provas do envolvimento de Zuccoloto – diz que trocou mensagens com Tacla – isso não quer dizer que o senhor ou os procuradores com os quais ele contaria para “amaciar” a sentença sejam, automaticamente, culpados de qualquer tipo de extorsão.
Não, o senhor tem a presunção da inocência e o direito a sua imagem.
Mas imagine o tal Tacla dizendo isso no Jornal Nacional. Pense no seu amigo Zoccoloto perseguido por repórteres, confirmando na TV que é seu padrinho de casamento e que faz passeios com o senhor, como bom amigo? E se de fato houver mensagens entre ele e Tacla, a imagem delas, com os tais US$ 5 milhões (dez triplex do Guarujá, quase)…
Quem sabe, talvez, um powerpoint em cadeia nacional, com setas partindo de Tacla para Zuccoloto e daí para o senhor, sua mulher, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, os dois outros membros do MP, para a tal mensagem e para o “DD”…
Xi…
Que dano isso causaria, não é? Ainda mais quando já se vêem desgastes na sua condição de “deus público”, como registra a pesquisa Ipsos/Estadão…
Se Tacla fosse Lula e o advogado acusado de extorsão fosse padrinho de casamento do ex-presidente, ex-sócio de D. Marisa e íntimo da família a acusação seria uma bomba, né? Tacla ganharia, não duvido, até o perdão judicial pelas falcatruas que, supostamente, tenha cometido.
Mas como é contra procuradores da Lava Jato e com suspeitas sobre uma eventual sentença sua, não vem ao caso? Para usar uma antiga expressão do Direito, Doutor, o fogo não arde na Pérsia como arde na Grécia?
Nisso tudo, Doutor Moro, só há uma coisa que está provada. É que, como o senhor não é acusado de nada, apenas seu amigo e dois promotores são, indiretamente, nada justifica um juiz sair da isenção sobre um caso que, em tese, está sob sua jurisdição – Tacla é seu foragido – e ir aos jornais defender o compadre.
Desculpe, Doutor, por mais corrupto que venha a ser o ex-advogado da Odebrecht, a confirmar-se o que diz, há uma notitia criminisespontânea – basta o noticiário dos jornais – que deve ser objeto de investigação. Que o senhor, independente do MP, tem autoridade para solicitar à autoridade policial.
Por muito menos o senhor quebrou sigilos fiscais e telefônicos, não é?
Ah, e uma coisa mais, Doutor, Tacla não está levantando ” suspeitas infundadas sobre a atuação da Justiça”, está levantando suspeitas contra operadores do Direito, o que é onteiramente diferente, mesmo que eles sejam promotores. Nem eles, nem o senhor são “a Justiça”. Não a usurpe, por favor, transferindo-a para a sua figura e a de seus amigos.
Fonte: Tijolaço

domingo, 27 de agosto de 2017

EM NOTA, MORO CRITICA "MATÉRIA IRRESPONSÁVEL" DA FOLHA