sexta-feira, 20 de julho de 2018

Desfile militar: 90º aniversario do Exército Popular de Libertação da China

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Conheça o poderoso exército comunista chinês!!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Os gols da Croácia e da sua presidenta contra a humanidade


Aplaudida pela nossa imprensa, a presidenta da Croácia desfraldou bandeira de inspiração nazista e se elegeu com discurso de extrema direita


E a mídia foi seduzida por Kolinda, a presidenta extremista da finalista Croácia



Aplaudida pela grande imprensa brasileira
A seleção da Croácia, nova queridinha da mídia nacional, não é aplaudida sozinha. Na reta final do evento da Fifa parte da mídia tem deitado elogios também à sua presidenta, Kolinda Grabar Kitarović. Ela ganhou os holofotes durante a semana ao torcer pelo seu país das arquibancadas, misturada ao ‘seu povo’, ao invés de ir às tribunas de honra. Além de fazer chegar às manchetes com maestria que estava na Rússia com recursos próprios e que nem sequer receberia seu salário por aqueles gloriosos dias ali desfrutados.
Kolinda é membro da União Democrática Croata de centro-direita (Croatian Democratic Union – HDZ), o principal partido conservador da Croácia. Ela foi eleita, em 2015, ao vencer por pequeníssima margem o então presidente Ivo Josipović, com 50,74% dos votos. Josipović, além de jurista é compositor e entrou para a política como membro da Liga dos Comunistas da Iugoslávia. Sua campanha foi marcada pela proteção dos direitos individuais e a promoção de valores fundamentais como igualdade, direitos humanos, direitos LGBT, justiça, diligência, empatia social e criatividade.
Kolinda com a bandeira Ustachi. Foto: Reprodução
Kolinda, por sua vez, se deixou fotografar com a bandeira do Ustashe, partido nacionalista croata, que foi colocado no poder como um Estado de apoio aos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1941 e 1945. Ela disse não se importar com a divulgação da foto, que foi publicada com a sua permissão pela professora ultranacionalista de Toronto (Canadá) Tihomir Janjicek.
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“A presidente viu a bandeira e, como você pode ver na foto, ela a segurou. Felicito a presidente pelo seu sincero croataísmo. Esta bandeira é minha cópia pessoal e foi comprada em Zagreb na época em que era a bandeira oficial croata. Esta bandeira reúne todos os croatas, na Croácia, na Bósnia e Herzegovina, na Sérvia, em Montenegro e em todo o mundo, onde quer que estejam”, escreveu Janjicek.
Note que no neologismo croataísmo, no orginal em inglês croatianism, há um trocadilho com cristianismo, ou seja, alguém que é religiosamente devoto à causa.
O brasão que aparecia na bandeira croata se tornou emblema do Partido de inspiração nazista Ustashe e foi removido depois que os fascistas foram derrotados na Segunda Guerra Mundial. Durante a Iugoslávia, a Croácia usou diferentes brasões, que após a independência foram preservados como símbolo da República Croata.
Desfile nazista em Zagreb com a bandeira Ustache. Foto: Reprodução
Saudação nazista para comemorar gol
Os pendores nazistas da presidenta da Croácia, no entanto, não foram os únicos problemas dessa seleção durante a Copa da Rússia. Nas quartas de finais, o zagueiro Demogoj Vida e o assistente técnico Ognjen Vulkojevic apareceram em vídeos repetindo a expressão “Slava Ukraini”, que pode ser traduzida como “Glória à Ucrânia”.
“Glória à Ucrânia” foi a saudação preferencial do Exército Insurgente Ucraniano (UPA) e da Organização Ucraniana Nacionalista (OUN), cujos membros lutaram pela independência da Ucrânia antes e depois da Segunda Guerra Mundial, mas que também cometeram atrocidades contra inimigos como poloneses e judeus.
UPA e OUN representavam a resistência contra o governo da União Soviética e estavam alinhados aos nazistas da Alemanha. Nessa época “Glória à Ucrânia” era a versão local do “Heil Hitler”, a tradicional saudação nazista.
De acordo com artigo de Gabriel Santos, no Esquerda On Line, “o vídeo repercutiu de forma imediata na Rússia, onde os telejornais criticaram a atitude do defensor. A Comissão Disciplinar da Fifa multou em 12 mil euros o zagueiro croata. A Fifa, porém, não atuou no caso por ser uma declaração fascista, mas pelo fato de proibir qualquer manifestação de caráter político. A Federação Croata de Futebol (HNS) demitiu o observador técnico e emitiu uma nota pedindo desculpas pelo vídeo, porém, afirmou que não havia interesses políticos por trás do mesmo”, escreveu Gabriel.
Canção ultranacionalista
Mas a coisa não para por aí. Antes disso, em outro vídeo publicado pelo zagueiro Dejan Lovren, logo após a vitória da seleção contra a Argentina, ainda na primeira fase da Copa, vários jogadores da equipe cantavam a canção nacionalista e xenófoba Bojna Cavoglave, que faz apologia à ajuda da Croácia aos nazifascistas na segunda guerra.
A música é da banda Thompson, que ganhou fama por fazer apologia ao partido de inspiração nazista Ustashe, o mesmo que a presidente empunhou a bandeira.

Presidenta da Croácia, que já foi fotografada com bandeira nazista do Ustashe, é elogiada por imprensa brasileira

Presidenta da Croácia, que já foi fotografada com bandeira nazista do Ustashe, é elogiada por imprensa brasileira

Kolinda disse não se importar com a divulgação da foto, que foi publicada com a sua permissão por professora ultranacionalista



fonte:https://www.revistaforum.com.br/presidenta-da-croacia-que-ja-foi-fotografada-com-bandeira-nazista-do-ustashe-e-elogiada-por-imprensa-brasileira/

Kolinda com a bandeira Ustachi. Foto: Reprodução
A presidenta da Croácia, Kolinda Grabar Kitarović, que está causando furor nas transmissões e colunas das empresas Globo e de vários outros veículos da grande imprensa, por desfilar “simpatia, beleza e austeridade” pela Copa da Rússia, já seu deixou fotografar com a bandeira do Ustashe, partido nacionalista croata, que foi colocado no poder como um Estado de apoio aos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1941 e 1945.
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Kolinda, que foi eleita pela União Democrática Cristã, partido de direita de linha nacionalista e anticomunista, disse não se importar com a divulgação da foto, que foi publicada com a sua permissão pela professora de Toronto (Canadá) Tihomir Janjicek.
“A presidente viu a bandeira e, como você pode ver na foto, ela a segurou. Felicito a Presidente pelo seu sincero croataísmo. Esta bandeira é minha cópia pessoal e foi comprada em Zagreb na época em que era a bandeira croata oficial. Esta bandeira reúne todos os croatas, na Croácia, na Bósnia e Herzegovina, na Sérvia, em Montenegro e em todo o mundo, onde quer que estejam ”, escreveu a ultranacionalista Janjicek.
Poster nazista com a bandeira Ustache. Foto: Reprodução
O brasão que aparecia na bandeira croata se tornou emblema do Partido de inspiração nazista Ustashe e foi removido depois que os fascistas foram derrotados na Segunda Guerra Mundial. Durante a vigência da Iugoslávia, a Croácia usou diferentes brasões, que após a independência foram preservados como símbolo da República Croata.
Desfile nazista em Zagreb com a bandeira Ustache. Foto: Reprodução
O neonazismo tem crescido muito na Croácia. Nas quartas de finais da Copa, durante jogo contra a Rússia, o zagueiro Demogoj Vida e o assistente técnico Ognjen Vulkojevic apareceram em vídeos repetindo a expressão “Slava Ukraini”, que pode ser traduzida como “Glória à Ucrânia”.
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“Glória à Ucrânia” foi a saudação preferencial do Exército Insurgente Ucraniano (UPA) e da Organização Ucraniana Nacionalista (OUN), cujos membros lutaram pela independência da Ucrânia antes e depois da Segunda Guerra Mundial, mas que também cometeram atrocidades contra inimigos como poloneses e judeus.
UPA e OUN representavam a resistência contra o governo da União Soviética e estavam alinhados aos nazistas da Alemanha. Nessa época “Glória à Ucrânia” era a versão local do “Heil Hitler”, a tradicional saudação nazista.
Festejada por Bretas e pela Globo
Há, no entanto, quem festeje no Brasil a presidente direitista com pendores nazistas. O juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato do Rio de Janeiro, retuitou nota do colunista do Globo Ancelmo Gois enaltecendo a austeridade e os dotes físicos de Kolinda:
“O grande nome dessa seleção da Croácia, com todo o respeito ao craque Modric, é… Kolinda Grabar-Kitarovi, 50 anos, a presidente do país que chega à sua primeira final de Copa. Kolinda, além de linda, como o nome diz, bate um bolão em simpatia, diplomacia e, por que não dizer?, até em cuidado com o dinheiro público nesses tempos de maus exemplos da classe política: está na Rússia, como se sabe, pagando sua viagem com dinheiro próprio”, escreveu Ancelmo Gois
Além dos dois, Kolinda tem recebido aplausos de vários veículos da grande imprensa brasileira, entre eles a Globo News, que fez longa matéria elogiosa sobre ela na manhã desta quinta-feira (12).

terça-feira, 10 de julho de 2018

O que é CCCP


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União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS; em russo: Союз Советских Социалистических Республик, Soyuz Sovetskikh Sotsialisticheskikh Respublik; abreviado СССР, SSSR), era um Estado socialista constitucional que existiu na Eurásia entre 1922 e 1991.
CCCP
Esta sigla é em letras do Alfabeto Sirílico, usado na língua russa.
C= s em nosso alfabeto
P= r em nosso alfabeto
escrevendo em nosso alfabeto, a pronuncia do que significa esta sigla, seria:
Saiúz Sotsialístic Sondr Respúbliska
( Republica da Uniao Socialista Sovietica)


CCCP é a abreviatura russa de Союз Советских Социалистических Республик e que é traduzida para o português como União das Repúblicas Socialistas Soviéticas ou simplesmente URSS.
A sigla foi utilizada em uniformes oficiais de competições esportivas, além de eventos culturais e tecnológicos em que houve a participação da União Soviética. Esta começou a se despontar nas disputas esportivas a partir da década de 1950. Em 1958 estreou na Copa do Mundo e terminou a competição em quarto lugar. Dois anos depois venceu um dos mais importantes torneios: a Eurocopa de 1960.
A sigla CCCP, que era estampada nas camisas dos jogadores de forma garrafal (no lado esquerdo do peito), permaneceu até o ano de 1986. Hoje, a chamada camisa soviética é um objeto de desejo por parte dos colecionadores que preferem o modelo vermelho, inclusive o uniforme do goleiro Lev Yashin que foi uma das maiores estrelas soviéticas.
Tanto a sigla quanto a bandeira soviética tornaram-se bastante conhecidas em todo mundo. Consiste em ter ao fundo a cor vermelha que simboliza o comunismo, o martelo cruzado com uma foice que se referem aos trabalhadores industriais do país e, respectivamente, os agricultores; há também a estrela vermelha que é uma alusão ao domínio do Partido Comunista e abaixo as letras CCCP.
Mesmo após o fim da União Soviética, o presidente da Rússia Vladimir Putin decidiu retomar o uso da sigla e do símbolo, além do hino soviético como símbolo do exército russo.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Ordem jurídica é 'sacrificada' para manter Lula preso, diz jurista

 


"O Direito está passando longe", diz Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira, em referência ao episódio da suspensão de habeas corpus concedido a ex-presidente e cassado por presidente do TRF-4.

Divulgação TJ-AL
Na foto, Marcelo Tadeu Lemos de OliveiraNa foto, Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira
"Fica claro que o Judiciário, a todo custo, sacrifica a ordem jurídica para manter o presidente preso ilegalmente." Essa é a avaliação do juiz aposentado Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira sobre a suspensão, por parte do desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, da decisão do também desembargador Rogério Favreto, que determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Acho que, infelizmente, o Judiciário ao final de tudo escancara que não está cumprindo seu papel de garantir a regularidade no Estado democrático de direito. O Direito está passando longe", aponta.

Marcelo Tadeu tem entendimento similar ao da professora da Universidade de Brasília (Unb) Beatriz Vargas Ramos, de que a tese do "conflito de competência" para barrar a liberdade de Lula não se sustenta juridicamente. "Não há conflito de decisões porque a decisão única, que deveria prevalecer, é a do Favreto porque a do (desembargador João Pedro) Gebran sequer existe, foi dada no momento em que ele não tinha jurisdição. Quem tem jurisdição é o juiz plantonista."

"Favreto tinha competência e a avaliação dele é de mérito, entendendo que aquela prisão deveria ser suspensa", pontua o magistrado aposentado, ressaltando que a decisão do Supremo Tribunal Federal em relação à prisão em segunda instância não vincula nenhuma decisão de outros tribunais no país.

Para o jurista, o episódio de domingo é ilustrativo a respeito de um processo eivado de irregularidades. "É aquela história, pau que nasce torto morre torto. Todo processo de Lula é realmente difícil do ponto de vista jurídico. Primeiro, as visitas que não podiam ser feitas a ele; depois, recursos que foram negados com a possibilidade concreta de que ele respondesse em liberdade", diz. "Espero que o Judiciário corrija isso, mas parece que não existe essa disposição."

Para Marcelo Tadeu, é passada a hora de se discutir uma reforma no setor. "O Brasil não pode prescindir da reforma do Judiciário. Ela é essencial."

Por Glauco Faria, na RBA

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Lava Jato derruba desempenho da construção civil há 4 anos


 A operação "lava jato" derrubou o desempenho da construção civil no Brasil e agora atrapalha a recuperação do setor. A conclusão faz parte de estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, publicado no dia 11 de junho. Segundo a pesquisa, desde o início de 2014, quando começaram as fases mais ostensivas da operação, a indústria da construção civil apresentou 14 trimestres de resultados negativos, com impacto negativo de 0,9 ponto percentual por trimestre.

campograndenews
  
O estudo analisa que, mesmo depois da recessão econômica de 2015-2016, o desempenho da construção civil permanece como "fator limitante" à recuperação do PIB da indústria e da atividade econômica do setor. O leve crescimento visto no primeiro trimestre deste ano deve-se à indústria de transformação, diz o IFI.

De acordo com o levantamento, a "lava jato" começou a mudar os rumos da construção civil quando foi descoberto que grandes construtoras subornaram diretores de estatais para superfaturar contratos. A partir de então, segundo o estudo, houve uma queda nos investimentos públicos em obras, os bancos dificultaram o crédito e consequentemente a receita dessas empresas também diminuiu. Como elas têm grande participação no setor, a crise alcançou a construção civil como um todo.

Recuo

O resultado já era esperado. De acordo com a última edição da Pesquisa da Indústria da Construção Civil (Paic), do IBGE, divulgada em junho de 2017, o setor de infraestrutura foi quem puxou para baixo o desempenho da construção civil em 2014 e 2015.

Segundo o estudo, depois de recuar 9,6% em 2014, primeiro ano da "lava jato", a geração de riqueza da construção civil caiu mais 7,8% um ano depois. Uma queda de R$ 14,6 bilhões em um ano, resultando num PIB de R$ 172,6 bilhões.

O resultado foi resultado da queda do PIB do setor de infraestrutura, que envolve a construção de barragens, rodovias, portos, aeroportos e substações de energia, entre outros. “As obras de infraestrutura são influenciadas pelos desembolsos do BNDES, que reduziram nominalmente 20%, passando de R$ 69 bilhões, em 2014, para R$ 54,9 bi em 2015”, afirmou a pesquisa.

Clique aqui para ler o estudo do IFI do Senado. 

 Fonte: Conjur

sexta-feira, 15 de junho de 2018

"O verde amarelo é nosso!", afirma Manuela

  • Resultado de imagem para BANDEIRA DO BRASIL E DO  PCDOB
 


“O verde amarelo é nosso!”, afirmou a pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB, Manuela D’Ávila, por meio de sua página nas redes sociais, entrando no clima Copa do Mundo, que iniciou nesta quinta-feira (14) em Moscou, na Rússia.


Manuela tenta quebrar o clima negativo insuflado pelo golpe, em que grupos da direita conservadora usurpou as cores do país para pedir a intervenção militar e o impeachment sem crime de responsabilidade, além da crise econômica que gerou mais de 13 milhões de desempregos. Esse clima tem se refletido na baixa venda de produtos verde e amarelo.

“Eu torço pelo Brasil e não deixo que a elite destrua tudo aquilo que a gente gosta!”, afirma Manuela em um vídeo publicado em sua página no Facebook. “Vamos gostar de futebol. Futebol é a cara do nosso povo. Eles tentam levar tudo da gente gosta, até o futebol. Até o nosso esporte, o que nos orgulha e que faz a gente gostar de vestir o verde e amarelo”, frisa ele, em outro trecho.

 

Do Portal Vermelho
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sexta-feira, 1 de junho de 2018

João Amazonas, líder comunista que faz falta



Transcorreu no dia 27 de maio o 16º aniversário do falecimento do camarada João Amazonas. Quanta falta nos faz. Ele foi o líder político e o ideólogo do PCdoB por quase meio século, seu refundador, na ocasião em que ocorreu a divisão provocada pelo revisionismo e o oportunismo de direita entre 1958 e 1962.


Quando o PCdoB foi reorganizado, em 18 de fevereiro de 1962, sob a liderança coletiva
formada por João Amazonas, Maurício Grabois, Carlos Danielli e Pedro Pomar, entre
outros inolvidáveis dirigentes, desenvolvia-se intensa luta política e ideológica.
Produzira-se no âmbito do Movimento Comunista Internacional uma cisão motivada
pelo revisionismo krushevista, com suas teorias de conquista do socialismo através
do caminho pacífico e da colaboração de classes.

No âmbito interno, o divisor de águas foi a publicação pelo Comitê Central do antigo
 PCB da Declaração de Março de 1958, que João Amazonas considerava a síntese
de uma estratégia e tática de fundo oportunista.

A Declaração de Março superestimava as possibilidades de aliança dos trabalhadores e
 demais massas populares com a grande burguesia e os latifundiários, e defendia a
criação de uma espécie de frente ampla que unisse toda a nação. Como se esta não
estivesse já polarizada entre forças sociais antípodas. Tragicamente, o golpe militar
de 1964, expressão política da aliança entre o imperialismo e a grande burguesia e
 os latifundiários, dissipou as últimas dúvidas a esse respeito. No debate da época,
já ficara evidente o erro que consistia em separar artificialmente a questão nacional
da questão de classe.

Cuidar do Partido e do seu caráter comunista 

Como poucos, João Amazonas compreendia o papel da organização partidária na
 luta política e dedicou o melhor dos seus esforços para forjar o PCdoB como
organização de vanguarda estruturada, ligada às massas e independente.
Um vivo organismo político e ideológico de classe para a luta política de classes.

Ao homenagear o camarada João Amazonas no 13º aniversário do seu falecimento,
 é necessário repisar a importância do cuidado com o Partido. Ele considerava,
com base nas leituras que fizera de Lênin, e na própria experiência do movimento
comunista internacional e da trajetória do PCdoB, que o partido comunista é o
principal fator subjetivo da revolução socialista, porquanto é o fator que se relaciona
com a consciência de classe e a teoria revolucionária.

Em debates internos e públicos sobre a dimensão dos acertos e erros de um partido
político do proletariado, João Amazonas dizia que o Partido deve evitar os erros políticos,
mas inadmissível mesmo era o desvio do caráter e da essência comunista. Inevitável
conclusão: o pressuposto da existência do Partido Comunista e de suas vitórias políticas
 é a ideologia e a identidade comunista. A recíproca é verdadeira: o abandono da
ideologia e da identidade comunista conduz inevitavelmente à bancarrota política
do partido do proletariado.

A lembrança de tais conceitos vem a calhar num momento em que o Partido realizou
 seu 14º Congresso (novembro de 2017) e renovou parte da sua direção.

A deliberação sobre a composição dos órgãos dirigentes do Partido e a designação
dos seus titulares não são atos de rotina, nem burocráticos. Como indica a experiência,
trata-se de decisão ligada às lutas e atividades que o Partido desenvolve em todos os domínios.

O PCdoB pode orgulhar-se de que desde a legalização, há exatos 33 anos, alcançou e
 consolidou conquistas históricas em vários âmbitos. São conquistas na luta política, de
 massas, na batalha das ideias e no exercício do internacionalismo proletário. Um acervo
de realizações que fez com que déssemos enormes passos adiante na construção de
 um partido comunista de quadros e de massas, dotado de estratégia e tática, programa
e estatutos consoantes o espírito da época, com ampla ação política, institucional,
eleitoral e de massas, portador de uma teoria de vanguarda – o marxismo-leninismo,
o socialismo científico.

É porque pretendemos perseverar nesse caminho e construir uma força que integrará
a vanguarda do processo de emancipação nacional e social de nosso povo e da luta
 pelo socialismo, que igualmente, com o indispensável espírito autocrítico que
 caracteriza uma força comunista, constatamos que o nosso Partido padece de um
déficit ideológico, orgânico, político-eleitoral e na sua ligação com as massas
trabalhadoras e populares. João Amazonas há tempos advertia para isto.

A força do Partido emana, ou deve emanar, da sinergia entre a justa linha política,
o poder dos princípios ideológicos, a solidez da estrutura orgânica e a profundidade
dos vínculos com o povo. E será tanto maior se os comunistas forem capazes de
desatar as energias e a criatividade do povo em luta, em movimento, em imparável
processo de elevação da consciência.

Um rico legado

Esta breve memória sobre o camarada João Amazonas não pode deixar de referir
o aspecto principal da sua vida e obra. Nunca é demais lembrar seu papel de formulador
político e teórico, como ideólogo marxista-leninista, agitador, propagandista e organizador do Partido.

Sob sua direção, os comunistas atravessaram o período mais difícil da existência do
Partido, a ditadura militar (1964-1985), na mais estrita clandestinidade.

Amazonas viveu intensamente e enfrentou com sabedoria e audácia o período
contrarrevolucionário de liquidação do socialismo na URSS e países do Leste
europeu, em fins dos anos 1980, começos da década de 1990. Ajudou o Partido a
extrair as lições daquela viragem histórica, que marcava a existência de profunda
crise na teoria e na prática do movimento revolucionário e comunista. Comandou
a autocrítica antidogmática, a partir do 8º Congresso (1992), sem cair no canto de
sereia do oportunismo de direita nem do liquidacionismo.

O camarada João dirigiu a formulação de uma estratégia revolucionária, baseada n
os princípios do marxismo-leninismo, e de uma tática ampla, combativa e flexível.
 Ensinou-nos que o Partido deve enraizar-se entre as massas, inserido no curso
político, enfrentar os pequenos e grandes embates políticos do cotidiano e acumular forças revolucionariamente.

João fazia uma análise implacável sobre as classes dominantes brasileiras. Dizia,
na redação do Programa Socialista aprovado na Conferência Nacional de 1995 e
ratificado no 9º Congresso (1997): “O desenvolvimento deformado da economia
nacional, o atraso, a subordinação aos monopólios estrangeiros e, em consequência,
a crise econômica, política e social cada vez mais profunda são o resultado inevitável
da direção e do comando do país pelas classes dominantes conservadoras.
Constituídas pelos grandes proprietários de terra, pelos grupos monopolistas da
burguesia, pelos banqueiros e especuladores financeiros, pelos que dominam os
meios de comunicação de massa, todos eles, em conjunto, são os responsáveis
diretos pela grave situação que vive o país. Gradativamente, separam-se da nação
e juntam-se aos opressores e espoliadores estrangeiros. As instituições que os
representam tornaram-se obsoletas e inservíveis à condução normal da vida política.
 Elitizam sempre mais o poder, restringindo a atividade democrática das correntes
progressistas. A modernização que apregoam não exclui, mas pressupõe, a
 manutenção do sistema dependente sobre o qual foi construído todo o arcabouço
do seu domínio”.

Percebendo que a luta democrática e patriótica pelo desenvolvimento, a soberania
nacional, em defesa da nação ameaçada pela ofensiva conservadora e neoliberal,
 era a expressão concentrada da luta de classes, inseparável da luta pelo socialismo
na fase peculiar que o Brasil vivia, Amazonas era taxativo em suas conclusões acerca
da evolução desse combate. No mesmo documento, o Programa Socialista, dizia:
“Tais classes não podem mudar o quadro da situação do capitalismo dependente e deformado. Sob a direção da burguesia e de seus parceiros, o Brasil não tem possibilidade de construir uma economia própria, de alcançar o progresso político, social e cultural característicos de um país verdadeiramente independente. Na encruzilhada histórica em que se encontra o Brasil, somente o socialismo científico, tendo por base a classe operária, os trabalhadores da cidade e do campo, os setores progressistas da sociedade, pode abrir um novo caminho de independência, liberdade, progresso, cultura e bem-estar para o povo, um futuro promissor à nossa Pátria”.

Amazonas tinha um agudo senso tático, fazia diuturnamente análise concreta da situação concreta. Por isso foi um dos pioneiros da candidatura de Lula em 1989, tendo-se destacado como um dos fundadores da Frente Brasil Popular.

Também diuturnamente, repetia o conselho de que em nenhuma circunstância nos afastássemos do curso real da vida política nem nos posicionássemos à margem da luta política principal em curso.

Vivemos um momento grave da vida nacional, em que faz falta a presença e a palavra prudente e lúcida de um líder como João Amazonas. Num momento em que é indispensável mobilizar as energias do povo brasileiro na luta pelas reformas estruturais democráticas, como passo para a revolução socialista, e em que a força de vanguarda precisa reafirmar sua essência e identidade, seus camaradas, seus militantes, seu Partido dizem presente ao saudoso camarada João.
* * José Reinaldo Carvalho é jornalista, pós-graduado em Política e Relações Internacionais. É secretário de Política e Relações Internaconais do PCdoB

terça-feira, 29 de maio de 2018

Volgogrado a cidade mais soviética da Copa do Mundo 2018

 Em 1942 aconteceu a Batalha de Stalingrado, na qual o exército russo venceu os nazistas com a ajuda do rigoroso inverno local.



CONEXÃO RÚSSIA: Volgogrado a cidade mais soviética da Copa do Mundo 2018

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Olá pessoal. O assunto de hoje mistura viagens e uma paixão nacional (e minha também), o futebol. Fazendo uma rápida pesquisa pela internet, pude constatar que pouco se fala das cidades que sediarão a Copa do Mundo da Rússia. Como eu faço aula de russo e em uma das aulas descobri um site com muitas informações e os vídeos promocionais da FIFA, resolvi criar essa série e apresentar as 11 cidades, uma a uma.
fb5cc4_42af46289bf640e08c51898e98fce8be-mv2-1024x681 CONEXÃO RÚSSIA: Volgogrado a cidade mais soviética da Copa do Mundo 2018
VOLGOGRADO
A primeira cidade é atual Volgogrado (Волгоград). A cidade era chamada de Tsarítsin até 1925, quando passou a se chamar Stalingrado, em homenagem ao secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, Josef Stalin. Em 1961, oito anos após a morte de Stalin, a cidade teve seu nome mudado mais uma vez, por conta de um projeto de desestalinização do líder Nikita Khruschev.
É conhecida como a cidade mais soviética da Rússia e talvez a que mais inspire orgulho do povo russo, já que foi nela, que, em 1942 aconteceu a Batalha de Stalingrado, na qual o exército russo venceu os nazistas com a ajuda do rigoroso inverno local.
Com pouco mais de 1 milhão de habitantes, Volgogrado é, também, a terra natal da bicampeã olímpica e recordista mundial Yelena Isinbayeva.
Na Copa do Mundo de 2018 a cidade receberá quatro partidas, porém nenhum dos play-offs finais.  Além disso, a cidade também fornecerá centros de treinamentos para as seleções participantes.
Volgogrado teve que se adaptar a algumas exigências da FIFA para sediar esses jogos, entre elas:
-A construção de um estádio com aquecimento para 45 mil pessoas
-Construção de três campos de treinamentos
– Revisão do Hospital Clínico de Emergência e a construção de um heliporto
-Construção de 11 novos hotéis
-Construção de novas estradas e reforma das já existentes, totalizando 280 km
-Compra de 200 ônibus de piso baixo
-Reconstrução dos sistemas de comunicação
-Proteção do litoral para a linha de construção nas margens do rio Volga
-Construção de uma nova pista e reforma do Aeroporto Internacional (obra concluída em 2015)
Pra deixar vocês no clima e com mais vontade de conhecer a cidade, vou deixar aqui o vídeo feito pela FIFA. Eu já estou louca para conhecer!!!!
O QUE FAZER EM VOLGOGRADO?
Graças a Copa, a cidade agora abriga hotéis como Hampton by Hilton Volgograd Profsoyuznaya e o Park Inn by Radisson.
Os hotéis mais procurados, até então, eram o Hotel Volgograd, que fica em um edifício histórico reconstruído no pós-guerra, e o Hotel Inturist, em frente, também em um prédio reconstruído. Mas também é possível encontrar opções mais baratas e hostels (http://hotels-volgograd.ru/).
Os principais pontos turísticos da cidade são:
-Museu Panorâmico da Batalha de Stalingrado
Apresenta a mais completa coleção de documentos e artefatos ligados à batalha, além de uma enorme tela panorâmica representando episódios das lutas dos soldados. Bandeiras de todas as unidades e tropas envolvidas na batalha estão expostas na Sala do Triunfo. Além disso, presentes entregues à cidade, provenientes do mundo todo, em homenagem aos soldados, também estão nessa sala.
-Casa Pavlov
Perto do Museu Panorâmico, a residência ficou conhecida por ter sido defendida durante 58 dias por 25 soldados. O prédio de quatro andares foi reconstruído, mas abriga um memorial ao lado feito com os tijolos retirados após a batalha.
-Mamaev Kurgan
Colina que ergue-se sobre a cidade, abriga um memorial sobre a batalha.  E no topo da colina fica a estátua Mãe Pátria, de 85 metros de altura, erguida em honra dos soldados mortos.
-Aléia dos Heróis
Espaço verde da cidade que abriga a única árvore que sobreviveu a batalha, no meio do asfalto.
-Rua da Paz e Planetário
Foi a primeira rua construída após a batalha. No final dela fica o Planetário.
A culinária local alia a cozinha europeia à japonesa e caucasiana. Na cidade é possível encontrar restaurantes italianos, checos, alemãos, etc. As espetadas de carne (chachlík) podem ser encontradas em qualquer lugar. E o lanche mais popular é o frango à Kiev, filé de peito de frango recheado com manteiga e salsinha.
Salvar
fb5cc4_42af46289bf640e08c51898e98fce8be-mv2-1024x681 CONEXÃO RÚSSIA: Volgogrado a cidade mais soviética da Copa do Mundo 2018

Isabella de Vito

Jornalista e profissional de educação física. Ama viajar e acompanhar o time de futebol em todos os jogos.