Aldo Rebelo: "O Carnaval morreu. Viva o carnaval!"
Do Portal Vermelho Já em 1957, a escritora Eneida de Morais, no livro História do Carnaval Carioca , desmontava a ideia de que a grande festa popular brasileira desfila decadência. A lamúria é tão antiga quanto o Zé Pereira. Ainda em 1890, o entrudo de que falava Machado de Assis era dado como sumido pelo cronista Augusto Fabrega, o Tesoura: “Carnaval, onde te escondes? (...)/ Outrora por esse tempo/ tilintavas de alegria”. Por Aldo Rebelo* Bloco Cordão da Bola Preta arrastou mais de 2 milhões de pessoas No começo do século 20, quando os monarquistas mexericavam que a República havia embaçado o festejo, outro cronista matou a charada: “É moda, todos os anos, afirmar-se que o Carnaval está morrendo e que o país caminha para um abismo”. Isso em 1906. Cronista arguta do cotidiano, Eneida observou a relação entre Carnaval e conjuntura: “...na realidade o que com ele sempre aconteceu são fluxos e refluxos determinados por diversas ocorrências políticas ou econômicas”....