terça-feira, 25 de junho de 2024

Curso de Comunicação Institucional - UFPR

 

  
Comunicação Institucional

O Curso


A Universidade Federal do Paraná (UFPR) conta com o único Curso Superior em Tecnologia em Comunicação Institucional do Estado do Paraná. Público e gratuito, esse curso de graduação passou recentemente por uma atualização curricular, proporcionando um alinhamento entre o que há de mais atual no campo teórico e prático da comunicação institucional com as necessidades mercadológicas.
 

O curso de Comunicação Institucional possui uma carga horária mínima de 1.920 horas/aula. São 45 vagas com uma entrada por ano, por meio do vestibular da UFPR, pelo SISU (Sistema de Seleção Unificada, que utiliza as notas do ENEM) e por programas de mobilidade acadêmica. O curso funciona no período da manhã no Setor de Educação Profissional e Tecnológica da UFPR, localizado no bairro Jardim das Américas, em Curitiba. 
 

Para as aulas, professores e alunos têm à disposição salas com projetores multimídia e sistema de som. Nas aulas práticas, são utilizados equipamentos profissionais de fotografia, áudio e vídeo para a produção nos laboratórios de informática ou no LAVI (Laboratório de Áudio, Vídeo e Imagem). O curso conta ainda com a ZiiP (Agência Experimental de Comunicação Institucional), em que os estudantes, orientados por professores, atendem clientes reais com soluções em comunicação integradas. 
 

O profissional de Comunicação Institucional está habilitado para gerenciar a comunicação de organizações públicas, privadas e do terceiro setor. O comunicador institucional é responsável pelo planejamento e desenvolvimento de projetos de comunicação integrada para diferentes públicos. Uma das características dessa graduação é o enfoque nas línguas estrangeiras aplicadas à comunicação institucional, incluindo o inglês obrigatório.
 

O curso de Comunicação Institucional tem duração mínima de três anos. Por ser uma graduação de rápida inserção no mercado de trabalho, após a conclusão o profissional de comunicação institucional pode trabalhar com a comunicação interna e externa em organizações, agências de comunicação ou produtoras audiovisuais nas mais variadas funções. As habilidades desenvolvidas no curso se enquadram no ranking das profissões do futuro como: gestor de Big Data, gestor de comunidade e gestor de marketing para e-commerce.
 

A formação em nível superior também habilita o comunicador institucional para prestar de concursos públicos e ainda concorrer a vagas em programas de especialização e pós-graduação (mestrado e doutorado) tanto da área de comunicação quanto em outras áreas do conhecimento. 


Fonte: https://comunicacaoinstitucional.ufpr.br/o-curso/


quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Guerra de Informação


 

Com 3.324 mortes, crianças são quase metade das vítimas em Gaza

 O número não inclui cerca de mil crianças desaparecidas em escombros. Em três semanas, o total supera a média anual de crianças mortas em conflitos, desde 2019.

Publicado 30/10/2023 15:22 | Editado 31/10/2023 11:33





                                                                                               UNICEF/UNI448902/Ajjour

O número de crianças mortas em Gaza em apenas três semanas ultrapassou o número anual de crianças mortas nas zonas de conflito do mundo desde 2019, disse a Save the Children. 

Desde 7 de outubro, quando deflagrou-se o conflito, mais de 3.389 crianças foram mortas, incluindo pelo menos 3.324 em Gaza, 36 na Cisjordânia e 29 em Israel, de acordo com os Ministérios da Saúde de Gaza e de Israel, respectivamente. O número de crianças mortas em apenas três semanas em Gaza é superior ao número de crianças mortas em conflitos armados a nível mundial – em mais de 20 países – ao longo de um ano inteiro, nos últimos três anos.

É relatado que pelo menos 6.360 crianças em Gaza também ficaram feridas, bem como pelo menos 180 crianças na Cisjordânia e pelo menos 74 crianças em Israel. Mais de 200 pessoas, incluindo crianças, permanecem reféns dentro de Gaza. A quantidade de órfãos ainda não foi notificada, são mais de mil desaparecidas e 6.360 feridos com risco de morte em hospitais em colapso.

“Três semanas de violência arrancaram crianças das famílias e destruíram as suas vidas a um ritmo inimaginável. Os números são angustiantes e com a violência não só continuando mas também aumentando em Gaza neste momento, muito mais crianças continuam em grave risco”, disse o diretor nacional da Save the Children no território palestino ocupado, Jason Lee.

As crianças representam mais de 40% das mais de 8.000 pessoas mortas em Gaza e mais de um terço de todas as vítimas mortais no território palestiniano ocupado e em Israel. Com mais 1.000 crianças dadas como desaparecidas em Gaza e supostamente enterradas sob os escombros, o número de mortos é provavelmente muito maior.

Evacuação de feridos

Na sexta-feira, as forças israelenses anunciaram “operações terrestres ampliadas” na Faixa de Gaza, com a Save the Children alertando que isso traria mais mortes, feridos e sofrimento, ao mesmo tempo que apelava a um cessar-fogo imediato.

A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS) informou que o hospital al-Quds está atualmente prestando atendimento a centenas de pacientes feridos, enquanto Israel ordena evacuação para ataque. Cerca de 12 mil civis deslocados, a maioria crianças e mulheres, também procuraram refúgio no edifício do hospital.

“Reiteramos – é impossível evacuar hospitais cheios de pacientes sem colocar suas vidas em risco”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), no X. Muitos dos pacientes são bebês recém-nascidos ou prematuros que precisam de cuidados intensivos.

“A morte de uma criança é demais, mas estas são violações graves de proporções épicas. Um cessar-fogo é a única forma de garantir a sua segurança. A comunidade internacional deve colocar as pessoas à frente da política – cada dia passado a debater está a deixar crianças mortas e feridas. Crianças devem ser protegidos em todos os momentos, especialmente quando procuram segurança em escolas e hospitais.”

O risco de crianças morrerem devido a ferimentos nunca foi tão elevado, com a ONU a relatar que um terço dos hospitais em toda a Faixa de Gaza já não estão operacionais devido a cortes de eletricidade e a um “cerco total” por parte do Governo de Israel que bloqueia a entrada de bens como combustível e remédios. De acordo com Médicos Sem Fronteiras, a escassez de anestesia resultante significou a amputação de crianças sem alívio da dor.

Tragédia incomparável

De acordo com os últimos três Relatórios Anuais do Secretário-Geral da ONU sobre Crianças e Conflitos Armados, um total de 2.985 crianças foram mortas em 24 países em 2022, 2.515 em 2021 e 2.674 em 2020 em 22 países. Em 2019, 4.019 crianças foram mortas.

Pelo menos 74 crianças em Israel ficaram feridas, segundo a mídia israelense. Devido à situação atual, as informações e números fornecidos pelos ministérios da Saúde de Israel e Gaza não podem ser verificados de forma independente. 

Segundo a organização, as crianças sofrerão o peso da intensificação dos ataques em Gaza, com probabilidade de mais mortes, feridos e angústia, para não mencionar o sofrimento de graves impactos na saúde mental a longo prazo. As crianças também sofrem com a fome, a falta de abrigo e enfrentam o terror todos os dias . Com a ajuda limitada capaz de chegar até eles, uma catástrofe humanitária se aproxima.

“O assassinato e a mutilação de crianças, juntamente com os ataques a escolas e hospitais, constituem uma violação grave e os responsáveis devem ser responsabilizados pelos seus atos”, diz a Save The Children.


AUTOR   




terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Museu Egípcio e Rosa Cruz – Curitiba

 

O museu fica no bairro do Bacacheri na zona norte de Curitiba e pertence à Ordem de Rosa Cruz foi criado em 17 de outubro de 1990.

Além dos museus, o local possui biblioteca, faculdade e as próprias salas pertencentes à ordem. Todos os edifícios formam o maior Complexo egípcio do Brasil.

O complexo da Ordem da Rosa Cruz de Curitiba também possuí uma biblioteca, a Biblioteca Alexandria, que disponibiliza matéria para consulta local.

Esta biblioteca foi inaugurada junto com o Museu Egípcio, em 1990. Hoje ela conta com mais de 10.000 livros.



Além do museu, das belas edificações e da biblioteca, o complexo conta com um belo jardim que complementa o passeio.

o Museu Egípcio conta com um acervo formado por réplicas de objetos egípcios expostos em vários museus do mundo, como nos EUA, na Europa e no próprio Egito.

As réplicas são idênticas e causam a mesma impressão visual dos objetos originais.

São cerca de 700 peças relacionadas ao Antigo Egito, porém, são expostas cerca de 140 a 200 peças no museu.

Normalmente a cada 2 anos o museu troca a exposição, com peças diferentes e uma nova temática.

Após as 3 primeuras salas de exposição  salas chega-se ao local onde está a Múmia Tothmea. O local é climatizado para preservar a múmia, além disso não é permitido que o visitante filme, nem fotografe a múmia.

Pouco antes de entrar ao Sarcófago, onde está a Múmia Tothmea, o visitante poderá ver uma apresentação em vídeo com uma animação que supostamente reproduz as possíveis características físicas da Tothmea quando ela era viva.

O Museu Egípcio e Rosa Cruz é um dos museus mais interessantes de Curitiba e conta com a única múmia egípcia do Brasil. 

Confira o vídeo clipe no You Tube , de Katy Perry com imagens do Museu Egípcio e Rosa Cruz – Curitiba

https://youtu.be/eIZThNtFoOU


quarta-feira, 9 de março de 2022

EUA e Otan são responsáveis por guerra, diz porta-voz chinês

O governo da China acusou nesta quarta-feira (9) os Estados Unidos e seu braço militar, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), de serem as “responsáveis” pela ocupação da Ucrânia por tropas russas, iniciada em 24 de fevereiro. Zhao Lijian, um dos porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores chinês, não poupou críticas em sua entrevista coletiva diária. 


(foto extraída de vídeo)


“A questão ucraniana é muito clara: foram as ações da Otan, guiada pelos EUA, que gradualmente levaram até o conflito Rússia-Ucrânia”, declarou Zhao. “Ignorando as próprias responsabilidades, os EUA acusam a China por conta de sua posição sobre o caso e buscam margens de manobra na tentativa de suprimir a China e a Rússia para manter a própria hegemonia.”

O porta-voz ainda afirmou que os norte-americanos “precisam levar a sério” a China “para evitar minar os seus direitos e interesses na gestão da situação na Ucrânia e na ligação com a Rússia”. Segundo Zhao, Washington divulga “informações falsas e calúnias” contra os chineses e os russos. “Cada vez mais, a comunidade internacional verá claramente os numerosos déficits em sua conta de créditos”, destacou.

O discurso do porta-voz muda a postura chinesa de, desde o início dos conflitos, não se posicionar abertamente sobre a guerra na Ucrânia. Nesta terça-feira (8), por exemplo, o presidente do país, Xi Jinping, disse que defende “a soberania e a integridade territorial de cada país”, mas que entende a preocupação “com a segurança” da Rússia.

Com informações da Ansa Brasil

Como as “sanções” à Rússia prejudicam, na prática, a todos nós

 


A tentativa do Ocidente em geral – e dos Estados Unidos em particular – de asfixiar a economia da Rússia, por meio de “sanções” financeiras, não prejudica apenas a população russa. A disparada na cotação internacional do petróleo – que deve encarecer ainda mais nas próximas semanas – é um exemplo de como todos nós somos afetados tanto pela operação militar na Ucrânia quanto pela reação ocidental.

“Essas sanções que estão sendo impostas são semelhantes a uma declaração de guerra, mas graças a Deus não chegou a isso”, arriscou-se a dizer o presidente Vladimir Putin, no sábado (5). “Não planejamos introduzir nenhum tipo de regime especial em território russo. Hoje, não há necessidade.”

Ainda assim, o jornal britânico Financial Times, em artigo assinado por Derek Brower, lembra um precedente desse desdobramento global para a retaliação liderada pelos EUA: “Soldados russos preparavam-se para invadir mais uma ex-república soviética. A cotação do petróleo disparava. Os países ocidentais imploravam para a Arábia Saudita abrir um pouco mais as torneiras. Foi em 2008, pouco antes de Vladimir Putin enviar tanques russos para a Geórgia. O preço do petróleo acabou atingindo seu maior patamar na história – de quase US$ 150 por barril”.

A lição, porém, não foi assimilada. “Agora, os preços nos Estados Unidos ainda não chegaram a esse nível, girando em torno a US$ 125 por barril nesta segunda-feira, enquanto a cotação do referencial internacional Brent atingiu um teto de US$ 139, antes de recuar para os US$ 128. Ainda assim, as semelhanças com 2008, desde a guerra até os apelos de autoridades internacionais ao governo de Riad, vêm ficando cada vez mais difíceis de ignorar”.

O problema, conforme o jornal, já não se resume somente ao petróleo: “O mercado, até poucos anos atrás convencido de que a revolução do xisto nos EUA havia trazido uma era de abundância sem fim, agora se aflige com a escassez. Esses temores são agravados pela possibilidade de sanções contra as exportações russas do setor – que atendem a cerca de 5% da demanda mundial de petróleo e a 10% do mercado de produtos refinados”.

Em caso de novas sanções financeiras, seguidas do que o FT chama de “êxodo de empresas ocidentais e de tecnologias”, pode haver “danos duradouros à capacidade produtiva da Rússia. Tal cenário deixa os preços do petróleo, que já subiram 25% nas últimas duas semanas, encaminhados a subir ainda mais, segundo alguns analistas”. Para o banco J.P. Morgan, a cotação poderia alcançar a marca de US$ 150 em 2023. Rob West, chefe da firma de análises Thunder Said Energy, é mais pessimista e vislumbra o petróleo a mais de US$ 200 por barril.

De moro irônico, o Financial Times conclui: “Caso este seja seu primeiro choque nos preços do petróleo e você já se contorce ao ver os valores na bomba de gasolina, prepare-se. O mercado acredita que você provavelmente ainda pode tolerar mais sofrimento com os preços”.

O setor financeiro internacional também assiste ao conflito Otan x Rússia com preocupação. Jim O’Neill, ex-presidente da Goldman Sachs Asset Management e ex-ministro do Tesouro do Reino Unido, escreveu a respeito no Project Syndicate.

“Qualquer que seja a resposta da Rússia, a questão agora é o que esses movimentos do Ocidente – e de quase todos os centros financeiros do mundo – significarão para os futuros assuntos monetários e o sistema monetário internacional”, sintetiza O’Neill. Um dos “efeitos imediatos das sanções à Rússia”, diz ele, é que países emergentes se sentirão mais impelidos do que nunca “a reconsiderarem a abordagem dos livros didáticos para construir reservas em moeda estrangeira para se proteger contra crises econômicas”.

Esses países têm, agora, uma razão concreta para “escapar dessa profunda dependência do sistema monetário controlado pelo Ocidente”. Assim, “se renminbi, rublos, rúpias indianas e outras moedas fossem mais conversíveis para outros países, um sistema monetário internacional fundamentalmente diferente poderia emergir – um no qual os tipos de sanções impostas à Rússia não seriam tão eficazes”.

EUA cogitam guerra nuclear para “acabar com a Rússia”, diz chanceler

 

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, acusou nesta quinta-feira (3) os Estados Unidos de “demonizarem” o seu país. Em entrevista coletiva, Lavrov afirmou que, embora o Ocidente “pense em uma guerra nuclear”, eventualmente precisará negociar com Moscou. Até lá, prometeu, a Rússia “lutará até o fim”.


3 de março, 2022

“O objetivo (dos Estados Unidos) não era garantir a segurança da Ucrânia com base em um equilíbrio de interesses – mas demonizar e acabar com a Rússia. Lamentavelmente, não há mais dúvidas quanto a isso”, afirmou. Segundo Lavrov, a Rússia não cederá à pressão internacional que enfrenta, com pesadas sanções, classificando-as como uma “taxa sobre a independência”  do seu país. Ele disse que o Ocidente eventualmente precisará negociar:

“O Ocidente está ciente das nossas preocupações, não poderá ignorá-las para sempre”, disse o chanceler, acrescentando que as partes devem “negociar de forma pragmática” a paz. Quando são os EUA a fazerem isso, é justificado, mas, quando somos nós que dissemos que temos uma ameaça, nossas preocupações são ignoradas.”

Lavrov declarou que seu país “está pronto para um diálogo igualitário, levando em consideração os interesses dos outros”. Ele disse esperar que “uma solução para o problema da Ucrânia seja encontrada, as condições da Rússia consistem em expectativas mínimas a esse respeito. A Rússia não pode tolerar e não pode permitir mais ameaças do território ucraniano”.

As declarações aconteceram horas antes da segunda rodada de negociações entre delegações da Rússia e da Ucrânia em busca de um acordo, nesta manhã. O chanceler russo afirmou que, quando o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu para negociar, Putin rapidamente concordou e enviou a delegação. Ele disse que os EUA disseram à Ucrânia para “não se apressarem”.

“Estamos preparados para dialogar sobre essas questões (garantias de segurança pedidas pela Ucrânia), bem como sobre questões relacionadas à estabilidade estratégica. Lamentamos que os nossos colegas em Washington tenham decidido – e anunciado há vários dias – suspender esses contatos”, afirmou, responsabilizando os EUA pela suspensão do diálogo entre Moscou e Washington.

Lavrov também abordou preocupações nucleares de repórteres. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou no domingo colocar as unidades terrestres do país, equipadas com mísseis balísticos intercontinentais, bem como navios das frotas do Norte e do Pacífico, em alerta máximo de combate.

Conforme o chanceler, a medida ocorre após as “sanções ilegítimas” contra Moscou e “declarações agressivas” feitas por funcionários dos EUA. “Uma possível guerra nuclear é o que o Ocidente tem em mente. Esta retórica foi expressa não por nós, mas pela Otan e pela Ucrânia”, afirmou Lavrov. “Não é a Rússia que vai começar uma guerra nuclear.”

Com informações do O Globo

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Socialismo






O socialismo visa uma sociedade sem classes, onde bens e propriedades passam a ser de todos. O objetivo é acabar com as grandes diferenças econômicas entre os indivíduos, ou seja, a divisão entre pobres e ricos.

Juliana Bezerra

O socialismo é um sistema político e econômico baseado na igualdade.

Por isso, ele propõe a distribuição igualitária de renda, extinção da propriedade privada, socialização dos meios de produção, economia planificada e, além disso, a tomada do poder por parte do proletariado.

O socialismo visa uma sociedade sem classes, onde bens e propriedades passam a ser de todos. O objetivo é acabar com as grandes diferenças econômicas entre os indivíduos, ou seja, a divisão entre pobres e ricos.

História do Socialismo

O socialismo surgiu no século XVIII como forma de repensar o sistema vigente, neste caso, o capitalismo.

Para tanto, o primeiro estudioso a utilizar o termo socialismo foi Henri de Saint Simon (1760-1825), filósofo e economista francês.

Ele propôs a criação de um novo regime político-econômico, no qual os homens repartissem os mesmos interesses e recebessem adequadamente pelo seu trabalho. Tudo isso, pautado no progresso industrial e científico.

Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) publicaram o “Manifesto Comunista” em 1848. O texto apresenta:

  • princípios do socialismo científico
  • pensamento comunista
  • conceito de luta de classes
  • crítica ao modo de produção capitalista
  • crítica aos três tipos de socialismo (utópico, reacionário, conservador)
  • materialismo dialético e histórico
  • o conceito de mais-valia
  • a revolução socialista

Por isso o socialismo científico, muitas vezes é conhecido pelo nome de Marxismo, por estar associado ao Karl Marx.

Socialismo Utópico

socialismo utópico, desenvolvido no século XIX, é fundamentado na mudança da consciência dos indivíduos das classes dominantes. Isto acontece por meio de um modelo idealizador e, por isso leva o nome de “utópico”.

Um dos grandes estudiosos desta corrente foi o filósofo e economista francês Claude-Henri de Rouvroy, mais conhecido por Conde de Saint-Simon (1760-1825).

Outros que junto com ele levaram a cabo os estudos sobre este modelo são: Charles Fourier (1772-1837), Pierre Leroux (1798-1871), Louis Blanc (1811-1882) e Robert Owen (1771-1858).

Karl Marx criticava esse tipo de modelo. Para ele, o socialismo utópico apresentava os ideais de uma sociedade mais justa e igualitária mas não explorava as ferramentas nem o método para que os objetivos fossem atingidos.

Socialismo Científico

socialismo científico ou socialismo marxista foi um sistema no qual o método estava pautado na análise crítica e científica do capitalismo.

Diferentemente do Socialismo Utópico, essa corrente teórica não buscava uma sociedade ideal. Seus teóricos se baseavam numa análise histórica e filosófica da sociedade, daí o termo "científico".

O socialismo científico foi criado por Karl Marx (1818 - 1883) e Friedrich Engels (1820 – 1895) no século XIX.

Para os marxistas, o capitalismo era baseado em duas classes: explorados e os exploradores. Por isso, a proposta desta corrente esteve fundamentada na luta de classes, na revolução da classe proletária, no materialismo dialético e o materialismo histórico e na doutrina da mais-valia.

O importante não era extinguir o capitalismo, mas sim compreender suas leis. Os marxistas acreditavam que dificilmente o capitalismo seria substituído por outro modelo político econômico.

Entenda o conceito de Economia Planificada, sistema econômico proposto pelo Socialismo.

Leia também sobre o Marxismo e Capitalismo

Curiosidades

  • A Rússia foi o primeiro país a implantar o regime político Socialista a partir de 1917, na Revolução Russa.
  • Atualmente, os países socialistas são: CubaChina, Coreia do Norte, Laos e Vietnã.
  • O socialismo real é o socialismo desenvolvido no decorrer do século XX.
Juliana Bezerra
Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.