ELITE COMEÇA A DESCOBRIR O MONSTRO CRIADO NO STF
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ELITE COMEÇA A DESCOBRIR O MONSTRO CRIADO NO STF
Merval Pereira, Dora Kramer, Marco Aurélio Mello… várias são as vozes que começam a se levantar contra o desequilíbrio emocional e a postura autoritária de Joaquim Barbosa, características incompatíveis com a de um juiz do Supremo e, mais ainda, com o comando do Poder Judiciário; eles sabem que o mundo não acaba com a Ação Penal 470; como serão os próximos julgamentos?
Do Blog 247
8 DE NOVEMBRO DE 2012 ÀS 08:03
247 - Escondida, no fim da coluna da jornalista Dora Kramer, no
jornal Estado de São Paulo, está a informação mais importante
do dia. "O sucesso de Joaquim Barbosa ameaça criar pernas e
levar o relator a perder a cabeça. O sentido da moderação é útil
ao julgamento em curso e indispensável ao bom andamento dos
trabalhos do Supremo que daqui a 15 dias ele presidirá".
jornal Estado de São Paulo, está a informação mais importante
do dia. "O sucesso de Joaquim Barbosa ameaça criar pernas e
levar o relator a perder a cabeça. O sentido da moderação é útil
ao julgamento em curso e indispensável ao bom andamento dos
trabalhos do Supremo que daqui a 15 dias ele presidirá".
No caso de Joaquim Barbosa, o "sucesso", ainda que na mídia, e
não no meio jurídico, já lhe subiu à cabeça. O ministro que
distribui autógrafos já foi tratado por uma revista semanal como
"o menino pobre que mudou o Brasil" e nada parece ser capaz
de lhe dar um pingo de prudência ou humildade. Ontem, no
intervalo de mais uma sessão acalorada no Supremo Tribunal
Federal, em que Joaquim Barbosa debochou de seus pares,
apostando nos aplausos da suposta opinião pública, Marco
Aurélio Mello fez um desabafo. "A viagem à Alemanha não
fez bem a ele", afirmou. "Não estamos aqui para ser vaquinhas
de presépio do relator e dizermos amém, amém, amém".
não no meio jurídico, já lhe subiu à cabeça. O ministro que
distribui autógrafos já foi tratado por uma revista semanal como
"o menino pobre que mudou o Brasil" e nada parece ser capaz
de lhe dar um pingo de prudência ou humildade. Ontem, no
intervalo de mais uma sessão acalorada no Supremo Tribunal
Federal, em que Joaquim Barbosa debochou de seus pares,
apostando nos aplausos da suposta opinião pública, Marco
Aurélio Mello fez um desabafo. "A viagem à Alemanha não
fez bem a ele", afirmou. "Não estamos aqui para ser vaquinhas
de presépio do relator e dizermos amém, amém, amém".
Barbosa trata com desrespeito todos os membros do colegiado
que ousam divergir da sua posição. Se antes a ira era
destinada apenas a Ricardo Lewandowski, a quem o ministro
já acusou de "advogar para os réus" ou de "transformar réu
em anjo", ela agora se volta também contra Marco Aurélio,
que teve apenas a "ousadia" de abrir um debate jurídico
sobre um tema técnico levantado por um advogado
(continuidade delitiva ou concurso material).
que ousam divergir da sua posição. Se antes a ira era
destinada apenas a Ricardo Lewandowski, a quem o ministro
já acusou de "advogar para os réus" ou de "transformar réu
em anjo", ela agora se volta também contra Marco Aurélio,
que teve apenas a "ousadia" de abrir um debate jurídico
sobre um tema técnico levantado por um advogado
(continuidade delitiva ou concurso material).
Num colegiado, a divergência entre ministros é salutar. Mas
encantado com a sua "popularidade", Barbosa tem adotado um
viés cada vez mais autoritário, que não chega a ser
surpreendente. Numa discussão recente no plenário do tribunal,
ele já havia desafiado o ministro Gilmar Mendes a "sair às ruas".
Agora, instados por Barbosa, vários ministros se sentem
pressionados a seguir o comando "das ruas" e não das leis,
salvo raras exceções.
encantado com a sua "popularidade", Barbosa tem adotado um
viés cada vez mais autoritário, que não chega a ser
surpreendente. Numa discussão recente no plenário do tribunal,
ele já havia desafiado o ministro Gilmar Mendes a "sair às ruas".
Agora, instados por Barbosa, vários ministros se sentem
pressionados a seguir o comando "das ruas" e não das leis,
salvo raras exceções.
Ocorre que o julgamento da Ação Penal 470 não será o último
caso apreciado pelo Supremo Tribunal Federal. Depois dele,
virão outros, em que os réus não serão propriamente adversários
políticos dos que se proclamam porta-vozes da opinião pública.
Por isso mesmo, Merval Pereira, colunista do Globo, publica
um artigo nesta quinta-feira em que ensaia uma crítica à
"mão pesada de Barbosa".
caso apreciado pelo Supremo Tribunal Federal. Depois dele,
virão outros, em que os réus não serão propriamente adversários
políticos dos que se proclamam porta-vozes da opinião pública.
Por isso mesmo, Merval Pereira, colunista do Globo, publica
um artigo nesta quinta-feira em que ensaia uma crítica à
"mão pesada de Barbosa".
Segundo Merval, "na falta de critérios objetivos que norteiam
as decisões, é previsível que os advogados de defesa terão muitas
razões para apresentar embargos ao seu final, retardando a
execução das penas". Antes disso, Barbosa já havia sido criticado
por aplicar penas a um réu, valendo-se de uma interpretação
equivocada das leis.
as decisões, é previsível que os advogados de defesa terão muitas
razões para apresentar embargos ao seu final, retardando a
execução das penas". Antes disso, Barbosa já havia sido criticado
por aplicar penas a um réu, valendo-se de uma interpretação
equivocada das leis.
Incensado e tratado como herói pelos meios de comunicação
no início do julgamento, Joaquim Barbosa começa a perder
popularidade. E a dúvida é que impacto isso causará numa
personalidade já marcada pelo destempero e pela falta de
inteligência emocional, seduzida por aplausos fugazes.
no início do julgamento, Joaquim Barbosa começa a perder
popularidade. E a dúvida é que impacto isso causará numa
personalidade já marcada pelo destempero e pela falta de
inteligência emocional, seduzida por aplausos fugazes.
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