Mau militar: no Exército, Bolsonaro era conhecido como “bunda-suja”
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Seus colegas de armas Ernesto Geisel e Jarbas Passarinho já falaram sobre o (mau) caráter do candidato.
17 de outubro de 2018
Bolsonaro diz que quer o Brasil de 40, 50 anos atrás. Isso nos remete diretamente para a ditadura militar, que, na verdade, não foram tempos bons nem para ele.
Isso mesmo. Há 40 anos, o presidente era Ernesto Geisel, o quarto general da ditadura. Em entrevistas concedidas à cientista política Maria Celina d’Araújo e ao antropólogo Celso Castro entre julho de 1993 e abril de 1994 — e que, mais tarde, viraram um livro — Geisel afirma:
fonte:https://www.obrasilfelizdenovo.com/mau-militar-no-exercito-bolsonaro-era-conhecido-como-bunda-suja/?fbclid=IwAR27_pGde7CoqLk9Q0oTyPjK-Qrc2stDHvKOeFhXEKD-4PnT_Escl7pN-So
“Bolsonaro é um caso completamente fora do normal, inclusive um mau militar”.
Não é à toa que o deputado é conhecido na corporação como “bunda-suja”, o termo usado pelos militares de alta patente — como Geisel — para designar aqueles que não subiram na carreira.
Além de Geisel, quem também não gostava de Bolsonaro era Jarbas Passarinho, tenente-coronel que foi governador, senador e ministro do regime, além de signatário do AI 5.
“Ah, esse homem eu nunca pude suportar!”.
E não parou por aí:
“Ele é um radical e eu não suporto radicais, inclusive os radicais da direita. […] O pensamento da direita é um só: o medo, o medo de perder privilégios”.
Jarbas Passarinho ainda fala sobre o atentado a bomba no Exército planejado por Bolsonaro, que, à época, queria aumento salarial: “Foi mau militar, só se salvou de não perder o posto de capitão porque foi salvo por um general que era amigo dele no Superior Tribunal Militar (STM)”.
O ex-ministro da ditadura fala sobre diversos momentos em que presenciou a falta de caráter de Bolsonaro, como o uso do quartel para campanha eleitoral, roubo de projeto de lei e acusações levianas contra colegas.
ENFIM, BOLSONARO NÃO É QUERIDO NEM ENTRE OS SEUS.
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