sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Marina é o pleonasmo do PSDB


Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

Imagine o seguinte roteiro espetado nas entranhas de uma agremiação política de esquerda:

Um jatinho carregando um candidato a Presidente da República e mais seis pessoas espatifa-se em Santos no dia 13 de agosto.

Todos os seus ocupantes morrem.

A caixa preta do avião está muda.

Uma outra caixa preta, porém, passa a emitir sinais intrigantes no curso das investigações.

A aeronave, descobre a Polícia Federal, não tem dono conhecido. Sua documentação é ilegal.

O partido do candidato morto não contabilizou o seu uso na prestação de contas ao TSE.

AF Andrade - empresa que aparece como última proprietária no registro da Anac - tirou o corpo fora.

Afirma que já havia repassado o avião a outro empresário, que o emprestou para um outro, ligado à campanha do presidenciável morto.

Um labirinto típico das rotas do dinheiro frio desenha-se então nas provas de um suposto leasing do avião, envolvendo pagamentos feitos por laranjas que vão de uma peixaria de Recife a escritórios localizados em lugar nenhum…

Entre as poucas pistas sabe-se que a autorização de uso na campanha teria sido feita pelo empresário João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e o empreendedor Apolo Santana Vieira.

Vieira responde a processo criminal por sonegação fiscal na importação fraudulenta de pneus pelo Porto de Suape, que fica no estado de origem do candidato morto no acidente.

A fraude gerou prejuízo de R$ 100 milhões aos cofres públicos de Pernambuco, de acordo com os autos da Justiça Federal.

Na verdade, segundo PF, duas aeronaves usadas pela candidatura agora liderada pela ex-senadora Marina Silva foram arrendadas pela mesma Bandeirantes Pneus, de Pernambuco, de propriedade do mesmo Vieira, incriminado no mesmo processo milionário de sonegação.

O valor do jatinho equivale a uma taxa de 20% sobre o total da fraude de que Vieira é acusado.

Em sua defesa, o empresário alega que apenas manifestou interesse na compra do avião, mas a operação de transferência não chegou a ser efetivada. E devolve a bola ao ponto inicial do labirinto: a empresa AF Andrade – que aparece como proprietária no registro da Anac…

Repita-se: imagine esse roteiro espetado nas entranhas de uma agremiação política de esquerda. Ademais dos registros incontornáveis, que tem sido feitos, reconheça-se, que tipo de campanha ensejaria nas fileiras dos savonarolas da mídia, do colunismo da indignação seletiva e das togas justiceiras?

Estamos no campo da ‘nova política’, porém.

E isso altera de forma significativa as fronteiras da tolerância ética.

Se ainda restava alguma dúvida sobre o que significa esse termo ela foi dissipada no debate da Bandeirantes desta 3ª feira pela sua expressão auto- nomeada, Marina Silva, que fez uma empolgada defesa da ‘elite brasileira’.

Ademais dos elogios à progenitora programática, Neca do Itaú, a candidata do PSB creditou ao dono da Natura, o milionário Guilherme Leal, outro esteio da ‘nova política’, um epíteto sonoro: ‘uma pessoa que dedicou a vida ao desenvolvimento sustentável’.

É mais ou menos como dizer que o bilionário Warren Buffet – que agora investe na interação entre Burguer Kings e a rede canadense de rosquinhas Tim Hortons – faz parte da elite humanitária, por dedicar a vida à luta contra a fome.

Marina é o PSDB de xale.

E nisso reside o seu potencial; ao mesmo tempo, a sua vulnerabilidade.

O xale enlaça o desejo justo e difuso por ‘mudança’.

Há quem acredite, sinceramente, que uma candidatura que tem como formuladores os hiperneoliberais Eduardo Gianetti e Andre Lara Resende, personificará algo inédito na política brasileira.

Marina é o pleonasmo do PSDB.

Graças ao xale, porém, teria abriu uma vantagem de 10 pontos sobre o candidato tucano Aécio Neves, segundo o Ibope.

E num segundo turno contra Dilma, aventa o instituto, Marina e o xale venceriam, cavalgando um crescimento de 16 pontos, contra apenas dois da atual Presidenta.

A aposta do Ibope é ousada: ‘contra Dilma, todos querem Marina’.

A campanha curta, reconheça-se, favorece o engodo mudancista do qual ela se declara portadora.

O instinto omnívoro do conservadorismo faz o resto: ‘tudo menos o PT’, exalta a mídia.

Por que não, entoam os endinheirados batendo na mesa, se debaixo do xale existe alguém disposto a entregar o Estado a quem sabe das coisas?

Os centuriões da república do dinheiro, gabaritados a desencadear a plena restauração do neoliberalismo na economia e na sociedade brasileira.

Não é uma frase carimbo.

É a síntese do que defende aquela que se avoca a sentinela avançada do ‘novo’.

‘Contra tudo o que está aí’.

Reiterado de moto próprio ou através de porta-vozes desde a largada de sua candidatura no ano passado.

Por exemplo:

‘(…) a ex-senadora Marina Silva (PSB) defendeu o retorno à austeridade fiscal, empenho no combate à inflação e a adoção de uma agenda para simplificar a economia em apresentação a clientes do banco CreditSuisse na sexta-feira. (…) A ex-senadora defendeu a volta do tripé macroeconômico baseado na adoção de metas de inflação, câmbio flutuante e política fiscal geradora de superávits primários. Conforme relato de investidores que estiveram no encontro, ela disse que o tripé “ficou comprometido e é preciso restaurá-lo (…) Marina afirmou discordar do expansionismo fiscal adotado pelo governo e defendeu que o país volte a gerar superávits primários “expressivos, sem manobras contábeis” (…) o câmbio deve voltar a flutuar livremente, sem tantas intervenções do Banco Central (…) na avaliação dela, o combate à inflação foi relegado pelo governo. Para recuperar a credibilidade, afirmou, é preciso dar ao mercado sinais (NR: juros) claros, “quase teatrais”, de que a inflação será levada ao centro da meta’.

O evento assim relatado pelo jornal Valor Econômico, em 14/10/2013, foi bisado na forma e no conteúdo nesta 3ª feira (26/08/2010), segundo a Folha de SP, que descreve um novo encontro a portas fechadas entre emissários de Marina - Walter Feldman, Bazileu Margarido e Álvaro de Souza (Ex-presidente do Citibank) - e investidores nacionais e estrangeiros.

Neca do Itaú garantiu a sede do seu banco para a realização do bate-papo.

Enquanto a turma hard diz a que veio a ‘nova política’, a candidata light distrai quem de fato pode lhe dar votos para implementa-la.

Aqui entra sua especialidade.

Na mesma edição de 14/10/2013, o jornal Valor trazia uma ‘esclarecedora’ entrevista, na qual Marina Silva extravasa essa cosmologia escalafobética.

Vale a pena ler de novo:

Valor: Há alguma contradição entre sustentabilidade e o ideário econômico que a senhora defende?

Marina: Não há contradição (…) Nosso desafio, nesse início de século, é integrar economia e ecologia em uma mesma equação.

Valor: Como se faz isso?

Marina: (…) vamos ter que “ressignificar” a experiência econômica, social e cultural que temos, a partir delas mesmas. É uma espécie de mutação.

Valor: Mutação?

Marina: Sustentabilidade é uma visão de mundo, um ideal de vida. Esse ideal vai se realizar na forma de novos projetos identificatórios (…)


Baixa o xale, rápido.

Uma narrativa suficientemente etérea para ‘ressignificar’ tudo e não mudar nada. E nessa complacente sanfona incluir desde justas aspirações por novas formas de viver e produzir , a alianças com Bornhausens e assemelhados, em contraste gritante com a pureza esvoaçante do invólucro entrelaçado com fibras da floresta amazônica.

O simulacro envolve riscos tão evidentes ao país quanto aqueles inerentes à vitória do caçador de marajás, em 1989. Que só foi possível graças a uma determinação cega das elites e de seu braço midiático de correr qualquer risco para dissociar o PT do poder.

A determinação é a mesma 25 anos depois.

Com um agravante: a candidatura Marina aguça apetites há muito reprimidos.

Vivemos dias extraordinários.

As ferramentas da rotina eleitoral não servem mais.

Ao contrário do economicismo adotado até aqui, é preciso explicitar a essência do conflito político radicalizado pela elite brasileira, contra a construção de uma democracia social no país.

Nele, o xale de Marina Silva cumpre o papel do velho pelego: afaga o lombo contra o qual o dinheiro quer estalar o relho de um ajuste implacável.

Feito de muita fé. Mas sem piedade.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

NISE CHOCOU: RECUSOU-SE A DAR CHOQUE

Nise da Silveira

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Nise da Silveira






Nise da Silveira nasceu em 1905 em Maceió, Alagoas. Formada pela faculdade de medicina da Bahia em 1926, dedicou-se à psiquiatria sem nunca aceitar as formas agressivas de tratamento da época, tais como a internação, os eletrochoques, a insulinoterapia e a lobotomia.

Presa como comunista, é afastada do Serviço Público de 1936 a 1944. Anistiada, cria em 1946 a Seção de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Nacional de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, posteriormente conhecido como Centro Psiquiátrico Pedro II (CPPII).

Em 1952, funda o Museu de Imagens do Inconsciente, um centro de estudo e de pesquisa que reúne obras produzidas nos ateliês de pintura e modelagem. Por meio deste trabalho, introduz a psicologia junguiana no Brasil.

Alguns anos mais tarde, em 1956, mobilizando um grupo de pessoas motivadas pelas mesmas idéias, Nise realiza mais um projeto revolucionário para a época: a criação da Casa das Palmeiras, uma clínica destinada ao tratamento de egressos de instituições psiquiátricas, onde atividades expressivas são realizadas livremente, em regime de externato.

É responsável pela formação do Grupo de Estudos C.G. Jung, do qual foi presidente desde 1968. Suas pesquisas deram origem, ao longo dos anos, a exposições, filmes, documentários, audiovisuais, simpósios, publicações, conferências e cursos sobre terapêutica ocupacional, com destaque para a importância das imagens do esquizofrênico. Foi também pioneira na pesquisa das relações afetivas entre pacientes e animais, aos quais chamava de co-terapeutas.

Como reconhecimento da importância de sua obra, Nise da Silveira recebeu condecorações, títulos e prêmios em diferentes áreas do conhecimento: saúde, educação, arte e literatura. Foi membro fundador da Sociedade Internacional de Psicopatologia da Expressão, com sede em Paris, França. Seu trabalho e seus princípios inspiraram a criação de Museus, Centros Culturais e Instituições Psiquiátricas no Brasil e no exterior.

Nise faleceu em 30 de outubro de 1999, na cidade do Rio de Janeiro.

No ano de 2000, o Centro Psiquiátrico Pedro II é municipalizado e em homenagem à fundadora do Museu passa a chamar-se Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira.

Fonte: www.ccs.saude.gov.br


NISE CHOCOU: RECUSOU-SE A DAR CHOQUE

Em vez de quilos de remédios e eletrochoques, ela preferiu dar tinta, pincel e barro aos pacientes. Estimulou suas manifestações afetivas, pondo animais domésticos no hospital.

Alagoana de Maceió, Nise da Silveira nasceu a 15 de fevereiro de 1905 e morreu no Rio, em 30 de outubro de 1999. Na faculdade de Medicina, era a única mulher entre 156 homens. Psiquiatra, em 1944, no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, no Rio, recusa-se a dar choque num paciente. É transferida ao setor de terapia ocupacional. Orientada pelas teses de Carl Gustav Jung, incentiva os pacientes a exprimir as imagens mais profundas do inconsciente.

Seu método de cura pelo afeto e pela alegria ganha admiradores em todo o mundo. A partir dos trabalhos dos internos em pintura, desenho e escultura, nasce em 1952 o Museu do Inconsciente, que hoje abriga mais de 300 mil obras. Em 1956, funda a Casa das Palmeiras, clínica onde doentes são medicados à base de criatividade. Seu trabalho pioneiro revolucionou a psiquiatria no Brasil.

Fonte: www.almanaquebrasil.com.br


Nise da Silveira
A psicoterapeuta Nise da Silveira teve sua vida marcada pelos estudos sobre o comportamento humano e por sua paixão pelos gatos.

Discípula de Carl Gustav Jung, Nise revolucionou a maneira de tratar os doentes mentais, utilizando técnicas artísticas - pintura e desenho - como terapia.

Em seus estudos com felinos, Nise descobriu que os gatos são excelentes instrumentos de tratamento para esquisofrênicos, livrando os doentes do isolamento. Por meio da terapia implantada por Nise, os gatos são considerados referências de afeto e aconchego para os doentes mentais.

Personagem do livro Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, Nise fundou a Seção de Terapêutica Ocupacional no atual Instituto Municipal Nise da Silveira e a Casa das Palmeiras, clínica de reabilitação para doentes mentais, que utiliza as atividades expressivas (pintura) como principal método terapêutico.

Em 1952, reunindo material produzido nos ateliers de pintura e de modelagem da Seção de Terapêutica Ocupacional, fundou o Museu de Imagens do Inconsciente.

Nasceu em Maceió, Estado de Alagoas, no ano de 1905.

Formou-se pela Faculdade de Medicina na Bahia, fez concurso para Psiquiatra da antiga Assistência a Psicopatas e Profilaxia Mental em 1933.

Em 1961 foi chamada a Brasília pelo presidente Jânio Quadros para apresentação de um plano de desenvolvimento da terapêutica ocupacional nos hospitais psiquiátricos federais.

Faleceu em 1999.

Fonte: canalciencia

10 coisas sobre o debate da Band


Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Dez coisas sobre o debate da Band:

1) Dilma apanhou de todos os lados. Bateu em Aécio e poupou Marina, que não a poupou.

De uma maneira geral, se defendeu bem, o que mostra que se preparou para a pancadaria generalizada.

2) Aécio foi Aécio e mais três: os jornalistas da Band, José Paulo de Andrade, Boris Casoy e Fabio Panuzio.

As perguntas deles continham invariavelmente críticas a Dilma e oportunidades para Aécio vender seu peixe. Foram torcedores muito mais que jornalistas.

3) Aécio escolheu por onde vai tentar brecar Marina: dizendo que ela é uma “aventura”, um “improviso”.

A verdadeira mudança, segundo ele, é ele mesmo.

4) Aécio vê um Armínio Fraga que só ele vê. Nas suas considerações finais, Aécio anunciou Fraga como ministro da Economia com o ar triunfal de um técnico que estaria comunicando a aquisição de Messi.

5) Marina mostrou quanto respeita Neca. Os óculos vermelhos com os quais se apresentou no debate chamaram a atenção de todos.

Neca não parece ter apreciado muito. Da plateia, acenou para que Marina os tirasse, e foi obedecida.

6) Marina, como se diz no futebol, está de salto alto, mascarada, por conta das pesquisas.

Parecia pairar acima do bem e do mal, ou pelo menos acima de Dilma e Aécio, ao renegar a polarização PT X PSDB.

7) O Pastor Everaldo não tem noção das coisas. Numa pergunta sobre o futuro da energia, parecia aquele aluno que ao ver uma questão numa prova percebe que não estudou nada. Respondeu com seu repetido bordão sobre o Estado Mínimo, que lhe valeu o apelido de Pastor Neoliberal entre os internautas.

8) Eduardo Jorge, do PV, foi o Rei da Zoeira, com seu vozeirão, seu traje de cantor sertanejo e suas críticas “a tudo isso que está aí”.

“Aquele tio que fuma maconha e pede dinheiro emprestado pra tua avó”, na definição de um internauta no Twitter.

9) Levy Fidelix frustrou os internautas ao deixar de falar no mítico “aerotrem”.

Comparado ao baixinho da Kaiser e ao Senhor Spacely, parecia, como o Pastor Everaldo, perdido no tempo e no espaço.

10) Luciana Genro pode se tornar um bom quadro da esquerda, se for mais pragmática. Sublinhou a semelhança entre o programa econômico de Aécio e de Marina, falou na necessidade de taxar as grandes fortunas e, em seu melhor momento, notou que o jornalista José Paulo de Andrade não entendeu nada dos protestos de junho passado.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O "Cidadão de Bem"




Um cartaz do dito "CIDADÃO DE BEM" confeccionado pela
 organização racista , norte-americana, KU-KLUX-KLÃ....



É um termo usado pelos direitistas pra se referirem a si próprios, um sinônimo de reacionário, 
fascista, hipócrita e/ou demagogo.....

ex: "-Tá vendo o Sr. Armando, é um boçal reaça, vota no PSDB, despreza os
 sem-terra
 e acha 
que pobre que recebe ajuda de governo tem que morrer...ele é um cidadão
 de"bem"....

Por Carlos Maia

Pastor Everaldo Dias, pré-candidato do PSC à presidência, é acusado de agredir a ex-mulher a socos e pontapés


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Pastor Everaldo Dias, pré-candidato do PSC à presidência, é acusado de agredir a ex-mulher a socos e pontapés
O pastor Everaldo Dias Pereira, pré-candidato do PSC à presidência da República, foi acusado de agredir sua ex-esposa, Katia Maia.
A denúncia foi revelada pelo jornalista Lauro Jardim, na coluna Radar Online do site de Veja, no último sábado, 17 de maio. A ex-esposa do pastor Everaldo estaria movendo um processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por agressão física seguida de ameaça de morte.
O jornalista relatou que na ação há referências a “chutes e socos, o que causou a perfuração da membrana timpânica”. O pastor não teria negado que chegou às vias de fato com Katia, mas alegou legítima defesa, pois teria sido perseguido de carro pelas ruas do Rio de Janeiro.
“Em 2012, o pastor foi condenado na primeira instância a pagar para a ex-mulher uma indenização de 84.450 reais por danos morais e materiais. Everaldo reverteu a decisão no Tribunal de Justiça do Rio e agora o caso está em Brasília”, escreveu Jardim.
O caso pode ter consequências na campanha do pastor à presidência da República. Atualmente, Pereira é o quarto colocado em todas as pesquisas, e o seu principal tema de campanha é justamente a valorização da família.
http://noticias.gospelmais.com.br/pastor-everaldo-dias-acusado-agredir-ex-mulher-socos-67785.html

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Campanha de Marina já entra em crise


http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Não deu outra. Bem que avisei, desde o primeiro dia, que isso não daria certo. Antes mesmo de COMEÇAR a campanha, no dia em que foi ungida candidata a presidente pelo PSB, Marina Silva abriu a primeira grande crise na estranha aliança ambientalista-socialista, ao bater de frente com o pessebista histórico Carlos Siqueira, que era uma espécie de José Dirceu de Eduardo Campos, coordenador-geral da campanha presidencial do ex-governador pernambucano, que morreu num acidente aéreo na semana passada. Como escrevi aqui outro dia, o mundo de Marina se divide entre quem manda e quem obedece. Quem manda é ela. Siqueira não obedeceu e já caiu fora.

"Não tenho magoa nenhuma dela, apenas acho que quando se está numa instituição como hospedeira, como ela é, tem que respeitar a instituição, não se pode querer mandar na instituição. Ela que vá mandar na Rede dela, porque, no PSB, mandamos nós", desabafou o ex-chefe da campanha de Eduardo nesta quinta-feira, ao deixar a reunião do PSB com partidos coligados, em Brasília, para oficializar a nova chapa presidencial.

O que todo mundo já sabia, mas era escondido pela grande imprensa familiar, que queria garantir um segundo turno na eleição presidencial, Siqueira botou para fora a guerra surda da aliança de Eduardo com Marina: "Acho que ela não representa o legado de Campos. Eu não vou fazer campanha pra ela porque eles eram muito diferentes, politicamente, ideologicamente, em todos os sentidos."

Para o lugar de Siqueira, Marina autocraticamente nomeou Walter Feldman, seu fiel aliado, fundador do PSDB e secretário de vários governos tucanos. O último cargo público que ocupou, antes de trocar o PSDB pelo PSB, quando ajudava Marina a criar a Rede Sustentabilidade, que não deu certo, foi o de "Secretário Especial de Articulação de Grandes Eventos" da Prefeitura de São Paulo. Alguém pode imaginar o que seria isso?

Tratava-se de uma bela mordomia em Londres, que durou seis meses e foi custeada pelos nossos impostos, em que Feldman foi encarregado de acompanhar as Olimpíadas na Inglaterra para dar sugestões à Prefeitura de São Paulo, na época comandada por Gilberto Kassab, sucessor e aliado do tucano José Serra. Como as próximas Olimpíadas serão sediadas no Rio, e não em São Paulo, ninguém entendeu até agora qual era o objetivo da sinecura de Feldman em Londres. É desse tipo de gente que Marina está cercada, incluindo herdeiras de bancos, economistas tucanos e altos empresários de cosméticos.

Em seu relatório final sobre seu trabalho em Londres entregue à prefeitura de São Paulo, Feldman concluiu com o seguinte ensinamento, no melhor estilo Marina Silva: "As atividades que envolvem um grande contingente populacional devem ter toda a área de prevenção e análise de riscos, planejamento, agregação e uma retaguarda especializada, com experiência internacional, para monitorar, dar suporte e formar uma rede de ação, a qual, desenvolvida em São Paulo, deverá atuar como fio condutor para o Brasil". Maravilha!

Entenderam? Pois é isso que nos espera nas propostas a serem apresentadas por Marina Silva na campanha presidencial, a julgar pelas ininteligíveis propostas que a candidata e seus fiéis seguidores apresentaram até agora. Salve-se quem puder, ou quem tiver juízo.

Aécio Neves que se cuide

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Há quem afirme que Marina Silva, ao adentrar a liça eleitoral, prejudica a candidatura à reeleição da presidenta Dilma. Às vezes, esperanças desbragadas obnubilam a razão. Transparece que veem na recém-chegada, lembrados da expressiva votação obtida por ela em 2010, um obstáculo maior à permanência no poder do odiado PT do que aquele representado por Aécio Neves.

Algo está claro: Marina em lugar de Eduardo Campos cria um quadro novo, mas ainda é cedo para uma definição categórica. Os primeiros sinais da novidade indicam que quem haveria de se precaver contra surpresas desagradáveis é o candidato tucano. Diga-se que Marina já anunciou a decisão de não participar das campanhas de Geraldo Alckmin, Beto Richa e Paulo Bauer, como se as relações com o PSDB tivessem azedado de vez.

Vale renovar agora o apoio de CartaCapital à candidatura da presidenta que aos nossos olhos apresenta condições de dar prosseguimento às políticas sociais inauguradas por Lula e confirmadas no primeiro mandato, e as linhas mestras de uma política exterior independente das vontades de Washington. Quanto a Marina, é preciso reconhecer que ela não é Eduardo Campos.

Talvez capaz de conseguir uma votação mais dilatada do que aquela do candidato tragicamente desaparecido, nem por isso o supera em carisma e nitidez de ideias e propósitos. Figura digna, porém confusa, amiúde equivocada e envolvida em questões de fé que prejudicam a razão, como se dá com aqueles que já a enxergam sentada no trono. Ouso definí-la como de tendência milenarista.

Marina me causa algumas perplexidades e mesmo dúvidas. Primeiro, em relação aos recursos que irrigam sua campanha. Segundo, com respeito a alguns personagens que a secundam. No que tange às contribuições, nem tudo é tão transparente assim, os florins, fartos segundo consta, saem de bolsos francamente conservadores. E quais são os senhores que a orientam em matéria de Economia? Eduardo Gianetti da Fonseca e André Lara Rezende, conhecidos por sua tendência a deixar as coisas como estão para ver como ficam.

Dizia um caro companheiro que, no caso de Lara Rezende, nada mudará, isto é certo com qualquer resultado das eleições, no transporte a jato dos seus cavalos para sair a galope em parques londrinos ou nos relvados de sua quinta portuguesa. Quem pode pode, e tanto mais pode se participou com destaque da privatização das comunicações à sombra de Fernando Henrique Cardoso.

Com tal retaguarda, Marina terá o apoio redobrado da mídia nativa, sobretudo a se confirmarem os números por ora positivos das pesquisas. E como resistir à sedução da retórica dos barões midiáticos e dos seus sabujos? Não creio que Marina saberá deixar de ser tragada pelo verbo dos escribas, dos apresentadores, dos locutores e de quantos mais pretendem transformar opiniões em verdade sacrossanta e de recorrer à fantasia, à omissão, quando não à mentira.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A história secreta de Míriam Leitão

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Simplesmente extraordinária a história de Míriam Leitão na ditadura.

Uma menina de 19 anos ser trancada nua, num aposento escuro, na companhia de uma jiboia.

Grávida, além do mais.

Que mentes pervertidas poderiam imaginar uma tortura dessas?

Míriam nunca contara essa história, e acabou, tantos anos depois, convencida a fazê-lo pelo jornalista Luís Cláudio Cunha.

Míriam, codinome Amélia, era uma jovem idealista que militava no PC do B.

Tão impressionante quanto a tortura a que ela foi submetida, ou quase tão, foi a reação de muitas pessoas, sobretudo na esquerda.

É como se a cobra angariasse mais simpatia que Míriam.

Tantos anos na Globo – jornal, rádio, tevê, internet – acabaram fazendo de Míriam Leitão um dos jornalistas mais detestados pela esquerda.

Uma pergunta ocorreu a várias pessoas: como alguém torturado tão barbaramente pela ditadura pôde se tornar um símbolo de uma empresa tão vinculada à ditadura como a Globo?

Síndrome de Estocolmo?

A resposta é complexa.

Para jornalistas da geração de Míriam, não havia tantas alternativas de carreira assim.

No Rio, especificamente, de onde ela é, você tinha o Jornal do Brasil e o Globo. Depois, com o colapso do JB, só o Globo.

Não citei a TV Globo por uma razão. Na época em que Míriam começou a carreira, no final dos anos 1970, televisão era vista como um lugar para jornalistas de segunda linha, que não sabiam escrever.

Míriam tentou a vida em São Paulo. No começo da década de 1980, trabalhou na Veja.

Fomos, por algum tempo, colegas de redação, ela na área de política, eu na de economia.

Míriam, na Veja, encontrou outra cobra: Mário Sérgio Conti, seu chefe.

Sobreviveu à primeira, mas não à segunda.

Uma das cenas que mais me marcaram na carreira foi a forma como ela foi demitida por Mário Sérgio.

Ele esperou que ela terminasse a última tarefa, alta madrugada de sexta para sábado, esgotada e descomposta, e então a executou.

Não sei se havia razões técnicas para a demissão. Naqueles dias, era preciso ter um texto apurado para sobreviver na Veja, e desconheço se era o caso de Míriam.

Mas ainda assim. Foi uma crueldade mandá-la embora naquela hora e daquele jeito. O senso de decência determinava que se esperasse Míriam se recuperar da exaustão do fechamento para dar-lhe a má notícia.

De volta ao Rio, havia para a jovem Míriam dois possíveis EMPREGOS. O JB já agonizava, e a Globo passava a ser virtualmente o único lugar para um jornalista fazer carreira no Rio.

Míriam acabou indo para o Globo. Quando você tem que pagar contas, seu rigor em relação ao empregador não é tanto assim.

A versatilidade ajudou-a. Na Globo Míriam, além do jornal, se deu bem no rádio e na televisão. Chamavam-na lá de “Multimíriam”.

Pouco a pouco, até por sua presença em tantas mídias, ela foi-se identificando com a Globo.

Isso acabaria transformando-a num dos alvos preferidos da esquerda, para a qual Míriam virou sinônimo de previsões apocalípticas econômicas.

Nos últimos meses, novas Mírians tomaram as ruas em protestos nos quais você via cartazes que acusavam a Globo de sonegadora e pediam que ela mostrasse o Darf.

Jornalistas da Globo eram hostilizados nas ruas, a ponto de terem que esconder o logotipo da emissora nos microfones.

O que as novas Mírians diriam à Míriam original se a encontrassem num protesto?

O que a Míriam original diria às novas Mírians?

Não tenho a menor ideia. Mas que seria divertido ver isso acontecer, seria.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O risco que Bonner está correndo


Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Bonner, com a série de entrevistas com os candidatos à presidência, talvez não faça ideia do risco que corre.

Sua agressividade deu a elas – às entrevistas – uma dimensão muito acima do que você poderia imaginar em sabatinas na Globo.

Justiça seja feita: a agressividade esteve sempre presente. Não foi seletiva. O que foi diferente foi a reação dos entrevistados.

Aécio, por ser o primeiro da fila, foi claramente surpreendido, e pagou o preço disso com respostas titubeantes e evasivas.

Dilma já sabia o que a esperava, e se preparou para a pancadaria.

Bonner, em suma, virou notícia.

Numa empresa familiar, isto pode ser fatal.

A regra de ouro em empresas familiares é a seguinte: não brilhe mais que seu patrão, ou você está frito.

Em meus dias de editor da Exame, era comum darmos capas com executivos que estavam fazendo grandes transformações em empresas familiares.

Dias, semanas depois, vinha a notícia: o dono demitiu nossa capa.

Ciúme.

Na Globo, isso é ainda mais acentuado.

Não basta à família Marinho ter total controle sobre o que é dito ou não dito no Jornal Nacional.

É preciso que todo mundo tenha ciência desse controle.

O jornalista Evandro de Andrade, que dirigiu o Globo e o telejornalismo da empresa, sabia perfeitamente disso.

Em sua biografia sobre Roberto Marinho, Bial conta que Evandro conseguiu o cargo de editor do Globo depois de garantir ao patrão que era “papista”.

Isso queria dizer o seguinte: o Papa Roberto mandou, está mandado. Não se discute.

Evandro jamais apareceu, porque o papismo não admite dupla autoridade. Por isso chegou aonde chegou. E por isso só saiu da Globo morto, num caixão.

No Estadão, nos anos 1990, Augusto Nunes desafiou a regra das empresas familiares. Tinha assumido fazia pouco tempo o jornal, e topou ser capa da revista Veja São Paulo. Aparecia como uma espécie de salvador dos Mesquitas. Aquela capa foi seu epitáfio no Estadão. Dias depois, estava fora.

O telejornalismo da Globo nunca teve um âncora exatamente por esse motivo. Um âncora se destaca, ganha notoriedade, autonomia, e pode falar coisas que os Marinhos não querem que sejam ditas.

Bonner é uma extensão modernizada de Cid Moreira. Dá a impressão de ter mais conteúdo, mas no fundo o que faz é ler.

E é assim que ele sempre foi visto, dentro e fora da Globo: um leitor de notícias que escrevem para ele.

Esta série inusual de entrevistas muda a forma como Bonner é visto fora da Globo, pela extraordinária repercussão.

Ele ganhou estatura. Parece ter uma influência que ninguém jamais enxergou nele.

É certo que nenhuma pergunta que ele fez e fará aos candidatos escapou do crivo e da aprovação dos Marinhos, nos bastidores.

Mas isso o mundo exterior ignora. E de repente Bonner parece, para a voz rouca das ruas, ter o tamanho de um Shaquille O´Neal.

Isso atrairá a ele, internamente, doses copiosas de raiva e inveja.

Começa no seu chefe, mas vira um problema mesmo quando chega ao acionista.

O maior risco, para Bonner, será acreditar que pode voar. Não pode. Só poderia se a emissora fosse sua.

Ou se a Globo não fosse, como é, um papado, como entendeu tão bem Evandro de Andrade.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pastor Everaldo diz que privatiza tudo, inclusive Petrobras

Do Portal Vermelho


Dando sequência à série com os presidenciáveis, o Jornal Nacional, da Rede Globo, entrevistou o candidato do PSC, Pastor Everaldo, nesta terça-feira (19). Na linha do falem mal, mas falem de mim, o candidato disse que, se for eleito, “vai privatizar a Petrobras”.


Everaldo disse que em seu programa de desmonte do Estado só pouparia os bancos.Everaldo disse que em seu programa de desmonte do Estado só pouparia os bancos.
Mas a Petrobras seria só a ponta do iceberg. Everaldo afirma que vai transferir todas as estatais à iniciativa privada. “Privatização, privatização. Tudo que for possível”, disse o pastor e, Bonner, num ato falho, respondeu: “muito bem”.

Ainda empolgado, Bonner perguntou em seguida se a privataria incluía o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, mas o pastor disse que ambos representavam a “segurança do sistema financeiro”, então pouparia.

“Vou fazer corte na carne. Defendo um estado mínimo. Vou reduzir o número de ministérios de 39 para 20”, frisou o candidato, apadrinhado pelo também pastor Silas Malafaia, que fez a apresentação do candidato em seu primeiro programa de TV.

O presidenciável também foi questionado sobre a postura do seu partido de oposição às vésperas do período eleitoral, já que antes compunha a base do governo. “Nós, natural, esperávamos um espaço no governo. Não é um toma-lá-dá-cá. Ficamos decepcionados pela maneira como foi formado o governo”, justificou o pastor.

http://www.vermelho.org.br/noticia/248035-1

Candidatura de Marina é aventura a serviço da direita

Marina Silva, a aventura de uma saída à direita.Marina Silva, a aventura de uma saída à direita.



A Executiva Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) reúne-se nesta quarta-feira (20) para formalizar a indicação da ex-senadora Marina Silva como candidata à Presidência da República, em substituição a Eduardo Campos, morto em trágico acidente aéreo na semana passada. 


É visível o assanhamento da direita em torno da nova situação criada, que marca uma mudança no quadro político-eleitoral.  

Marina Silva precisará superar divergências internas no próprio PSB, que parecem insanáveis. O PSB historicamente compõe a esquerda brasileira, com compromissos reais com a conquista do progresso social. Em que medida candidaturas socialistas em todos os níveis comprometidas com estes anseios (deputados estaduais e federais, governadores e senadores), aceitarão uma candidata de caráter neoliberal e conservador como Marina Silva?
 
Marina Silva já deu sobejas demonstrações de forte personalismo e de que suas inclinações, ao contrário da imagem que tenta vender como protagonista da "nova política", são para a direita. Manifestações de cardeais tucanos – como o ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Carlos Mendonça de Barros – são eloquentes nesse sentido. Segundo ele, um eventual governo com Marina à frente seria acompanhado pelo desembarque de notáveis tucanos para apoiá-la na administração e na condução da política econômica. O economista tucano mencionou, de saída, os gurus econômicos de Marina Silva, os tucanos André Lara Resende e Eduardo Gianetti da Fonseca. Eles aplicariam num eventual governo Marina a cartilha tucana (“trazer inflação para a meta, realinhamento de preços administrados, disciplina fiscal, independência do Banco Central, etc...”). O governo que teria, no Congresso Nacional, forte apoio de "diversos quadros de melhor qualidade”. A “melhor qualidade” é indicada, aqui, pela plumagem que exibem. Ante a dificuldade do candidato do PSDB Aécio Neves decolar nas pesquisas de opinião, há tucanos de alta plumagem que não escondem a tentação de elaborar um plano alternativo, com Marina à frente.
 
O desenvolvimento da campanha eleitoral indica amplas possibilidades de vitória do campo democrático-popular, com  a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. A candidatura de Marina Silva sinaliza, tanto quanto a de Aécio Neves, uma ameaça às conquistas alcançadas desde 2003, nos governos Lula e Dilma. A tentativa de eliminar essas conquistas num governo exercido por uma personalidade como Marina Silva e com o apoio de setores da direita poderia ser algo explosivo. Marina não tem compromissos democráticos nítidos quanto aos movimentos sindicais e populares, com a política de valorização do salário mínimo, do trabalho e do emprego. Muito menos com a realização de uma política externa soberana. Comprometida com interesses facciosos de ONGs internacionais, não tem capacidade de unir as forças vivas da nação para enfrentar os desafios de um mundo conflituoso e sempre ameaçador para a soberania nacional dos países que lutam para se firmar como nações independentes e progressistas.

As mudanças progressistas iniciadas em 2003 precisam continuar e avançar. A direita tem sido, historicamente, o principal fator de crise e instabilidade política no Brasil e isso se deve fundamentalmente à sua insistência na defesa de seus privilégios contrários ao bem-estar dos trabalhadores e do povo e afrontosos à soberania nacional e ao desenvolvimento do país. 
 
As mudanças ocorridas na última década elevaram os brasileiros a outro patamar democrático e de bem-estar, com renda, emprego, desenvolvimento e perspectiva de fortes melhorias no sistema educacional, no atendimento público à saúde e na segurança pública. Os brasileiros, hoje, têm orgulho de sua nação. Não podem colocar isso em risco apostando numa aventura cujo nome é Marina Silva.

José Carlos Ruy, para o Vermelho

http://www.vermelho.org.br/noticia/248029-1

 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Datafolha: Dilma lidera com folga disputa , Aécio Cai

Datafolha: Marina entra na disputa com 21%, contra 20% de Aécio e 36% de Dilma

Em um eventual segundo turno, ela teria 47%, contra 43% da presidente

POR 




RIO - Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta segunda-feira já colocando Marina
 Silva como candidata do PSB à Presidência da República mostra que ela entra na disputa
 com 21% das intenções de voto no 1º turno, um ponto à frente de Aécio Neves (PSDB), 
que tem 20% – o que configura empate técnico. Dilma (PT) lidera com 36%, segundo a
 sondagem.
Segundo o Datafolha, a entrada de Marina Silva na disputa afasta a chance de a eleição
 ser decidida no primeiro turno.
As intenções de voto nulo ou em branco, que eram de 13%, caem com a entrada de
 Marina. Segundo o Datafolha, com Marina candidata a taxa recua para 8%.
 O percentual de indecisos, que era de 14%, cai para 9%.
Na simulação de segundo turno, Marina tem 47% das intenções de voto, contra 43% da
 presidente (situação de empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois 
pontos percentuais para mais ou para menos).
Contra Aécio, Dilma venceria o segundo turno por 47% a 39%. Na pesquisa de julho, 
o cenário era de 44% a 40%, ou seja, empate técnico.
O Datafolha não realizou a simulação de segundo turno em uma eventual disputa entre
 Aécio Neves e Marina Silva.
Em relação ao percentual de rejeição (os que disseram que não votam em um candidato 

de jeito nenhum), Dilma tem 34%, Aécio 18% e Marina 11%.
O Datafolha ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios nos dias 14 e 15 de agosto.
Confira abaixo os números do Datafolha para o 1º turno na pesquisa
 estimulada (em que a relação dos candidatos é apresentada ao entrevistado):
- Dilma Rousseff (PT): 36%
- Marina Silva (PSB): 21%
- Aécio Neves (PSDB): 20%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- José Maria (PSTU): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Luciana Genro (PSOL): 0
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0
- Eymael (PSDC): 0
- Levy Fidelix (PRTB): 0
- Mauro Iasi (PCB): 0
- Brancos/nulos/nenhum: 8%
- Não sabe: 9%
2º turno / Cenário 1:
- Dilma Rousseff (PT): 47%
- Aécio Neves (PSDB): 39%
2º turno / Cenário 2:
- Marina Silva (PSB): 47%
- Dilma Rousseff (PT): 43%
Rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum)
- Dilma Roussef (PT): 34%
- Aécio Neves (PSDB): 18%
- Pastor Everaldo (PSC): 17%
- José Maria (PSTU): 16%
- Eymael (PSDC): 13%
- Levy Fidelix (PRTB): 13%
- Rui Costa (PCO): 13%
- Marina Silva (PSB): 11%
- Luciana Genro (PSOL): 11%
- Mauro Ias (PCB): 11%
- Eduardo Jorge (PV): 10%


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