segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Campanha de Marina já entra em crise


http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Não deu outra. Bem que avisei, desde o primeiro dia, que isso não daria certo. Antes mesmo de COMEÇAR a campanha, no dia em que foi ungida candidata a presidente pelo PSB, Marina Silva abriu a primeira grande crise na estranha aliança ambientalista-socialista, ao bater de frente com o pessebista histórico Carlos Siqueira, que era uma espécie de José Dirceu de Eduardo Campos, coordenador-geral da campanha presidencial do ex-governador pernambucano, que morreu num acidente aéreo na semana passada. Como escrevi aqui outro dia, o mundo de Marina se divide entre quem manda e quem obedece. Quem manda é ela. Siqueira não obedeceu e já caiu fora.

"Não tenho magoa nenhuma dela, apenas acho que quando se está numa instituição como hospedeira, como ela é, tem que respeitar a instituição, não se pode querer mandar na instituição. Ela que vá mandar na Rede dela, porque, no PSB, mandamos nós", desabafou o ex-chefe da campanha de Eduardo nesta quinta-feira, ao deixar a reunião do PSB com partidos coligados, em Brasília, para oficializar a nova chapa presidencial.

O que todo mundo já sabia, mas era escondido pela grande imprensa familiar, que queria garantir um segundo turno na eleição presidencial, Siqueira botou para fora a guerra surda da aliança de Eduardo com Marina: "Acho que ela não representa o legado de Campos. Eu não vou fazer campanha pra ela porque eles eram muito diferentes, politicamente, ideologicamente, em todos os sentidos."

Para o lugar de Siqueira, Marina autocraticamente nomeou Walter Feldman, seu fiel aliado, fundador do PSDB e secretário de vários governos tucanos. O último cargo público que ocupou, antes de trocar o PSDB pelo PSB, quando ajudava Marina a criar a Rede Sustentabilidade, que não deu certo, foi o de "Secretário Especial de Articulação de Grandes Eventos" da Prefeitura de São Paulo. Alguém pode imaginar o que seria isso?

Tratava-se de uma bela mordomia em Londres, que durou seis meses e foi custeada pelos nossos impostos, em que Feldman foi encarregado de acompanhar as Olimpíadas na Inglaterra para dar sugestões à Prefeitura de São Paulo, na época comandada por Gilberto Kassab, sucessor e aliado do tucano José Serra. Como as próximas Olimpíadas serão sediadas no Rio, e não em São Paulo, ninguém entendeu até agora qual era o objetivo da sinecura de Feldman em Londres. É desse tipo de gente que Marina está cercada, incluindo herdeiras de bancos, economistas tucanos e altos empresários de cosméticos.

Em seu relatório final sobre seu trabalho em Londres entregue à prefeitura de São Paulo, Feldman concluiu com o seguinte ensinamento, no melhor estilo Marina Silva: "As atividades que envolvem um grande contingente populacional devem ter toda a área de prevenção e análise de riscos, planejamento, agregação e uma retaguarda especializada, com experiência internacional, para monitorar, dar suporte e formar uma rede de ação, a qual, desenvolvida em São Paulo, deverá atuar como fio condutor para o Brasil". Maravilha!

Entenderam? Pois é isso que nos espera nas propostas a serem apresentadas por Marina Silva na campanha presidencial, a julgar pelas ininteligíveis propostas que a candidata e seus fiéis seguidores apresentaram até agora. Salve-se quem puder, ou quem tiver juízo.

Aécio Neves que se cuide

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Há quem afirme que Marina Silva, ao adentrar a liça eleitoral, prejudica a candidatura à reeleição da presidenta Dilma. Às vezes, esperanças desbragadas obnubilam a razão. Transparece que veem na recém-chegada, lembrados da expressiva votação obtida por ela em 2010, um obstáculo maior à permanência no poder do odiado PT do que aquele representado por Aécio Neves.

Algo está claro: Marina em lugar de Eduardo Campos cria um quadro novo, mas ainda é cedo para uma definição categórica. Os primeiros sinais da novidade indicam que quem haveria de se precaver contra surpresas desagradáveis é o candidato tucano. Diga-se que Marina já anunciou a decisão de não participar das campanhas de Geraldo Alckmin, Beto Richa e Paulo Bauer, como se as relações com o PSDB tivessem azedado de vez.

Vale renovar agora o apoio de CartaCapital à candidatura da presidenta que aos nossos olhos apresenta condições de dar prosseguimento às políticas sociais inauguradas por Lula e confirmadas no primeiro mandato, e as linhas mestras de uma política exterior independente das vontades de Washington. Quanto a Marina, é preciso reconhecer que ela não é Eduardo Campos.

Talvez capaz de conseguir uma votação mais dilatada do que aquela do candidato tragicamente desaparecido, nem por isso o supera em carisma e nitidez de ideias e propósitos. Figura digna, porém confusa, amiúde equivocada e envolvida em questões de fé que prejudicam a razão, como se dá com aqueles que já a enxergam sentada no trono. Ouso definí-la como de tendência milenarista.

Marina me causa algumas perplexidades e mesmo dúvidas. Primeiro, em relação aos recursos que irrigam sua campanha. Segundo, com respeito a alguns personagens que a secundam. No que tange às contribuições, nem tudo é tão transparente assim, os florins, fartos segundo consta, saem de bolsos francamente conservadores. E quais são os senhores que a orientam em matéria de Economia? Eduardo Gianetti da Fonseca e André Lara Rezende, conhecidos por sua tendência a deixar as coisas como estão para ver como ficam.

Dizia um caro companheiro que, no caso de Lara Rezende, nada mudará, isto é certo com qualquer resultado das eleições, no transporte a jato dos seus cavalos para sair a galope em parques londrinos ou nos relvados de sua quinta portuguesa. Quem pode pode, e tanto mais pode se participou com destaque da privatização das comunicações à sombra de Fernando Henrique Cardoso.

Com tal retaguarda, Marina terá o apoio redobrado da mídia nativa, sobretudo a se confirmarem os números por ora positivos das pesquisas. E como resistir à sedução da retórica dos barões midiáticos e dos seus sabujos? Não creio que Marina saberá deixar de ser tragada pelo verbo dos escribas, dos apresentadores, dos locutores e de quantos mais pretendem transformar opiniões em verdade sacrossanta e de recorrer à fantasia, à omissão, quando não à mentira.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A história secreta de Míriam Leitão

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Simplesmente extraordinária a história de Míriam Leitão na ditadura.

Uma menina de 19 anos ser trancada nua, num aposento escuro, na companhia de uma jiboia.

Grávida, além do mais.

Que mentes pervertidas poderiam imaginar uma tortura dessas?

Míriam nunca contara essa história, e acabou, tantos anos depois, convencida a fazê-lo pelo jornalista Luís Cláudio Cunha.

Míriam, codinome Amélia, era uma jovem idealista que militava no PC do B.

Tão impressionante quanto a tortura a que ela foi submetida, ou quase tão, foi a reação de muitas pessoas, sobretudo na esquerda.

É como se a cobra angariasse mais simpatia que Míriam.

Tantos anos na Globo – jornal, rádio, tevê, internet – acabaram fazendo de Míriam Leitão um dos jornalistas mais detestados pela esquerda.

Uma pergunta ocorreu a várias pessoas: como alguém torturado tão barbaramente pela ditadura pôde se tornar um símbolo de uma empresa tão vinculada à ditadura como a Globo?

Síndrome de Estocolmo?

A resposta é complexa.

Para jornalistas da geração de Míriam, não havia tantas alternativas de carreira assim.

No Rio, especificamente, de onde ela é, você tinha o Jornal do Brasil e o Globo. Depois, com o colapso do JB, só o Globo.

Não citei a TV Globo por uma razão. Na época em que Míriam começou a carreira, no final dos anos 1970, televisão era vista como um lugar para jornalistas de segunda linha, que não sabiam escrever.

Míriam tentou a vida em São Paulo. No começo da década de 1980, trabalhou na Veja.

Fomos, por algum tempo, colegas de redação, ela na área de política, eu na de economia.

Míriam, na Veja, encontrou outra cobra: Mário Sérgio Conti, seu chefe.

Sobreviveu à primeira, mas não à segunda.

Uma das cenas que mais me marcaram na carreira foi a forma como ela foi demitida por Mário Sérgio.

Ele esperou que ela terminasse a última tarefa, alta madrugada de sexta para sábado, esgotada e descomposta, e então a executou.

Não sei se havia razões técnicas para a demissão. Naqueles dias, era preciso ter um texto apurado para sobreviver na Veja, e desconheço se era o caso de Míriam.

Mas ainda assim. Foi uma crueldade mandá-la embora naquela hora e daquele jeito. O senso de decência determinava que se esperasse Míriam se recuperar da exaustão do fechamento para dar-lhe a má notícia.

De volta ao Rio, havia para a jovem Míriam dois possíveis EMPREGOS. O JB já agonizava, e a Globo passava a ser virtualmente o único lugar para um jornalista fazer carreira no Rio.

Míriam acabou indo para o Globo. Quando você tem que pagar contas, seu rigor em relação ao empregador não é tanto assim.

A versatilidade ajudou-a. Na Globo Míriam, além do jornal, se deu bem no rádio e na televisão. Chamavam-na lá de “Multimíriam”.

Pouco a pouco, até por sua presença em tantas mídias, ela foi-se identificando com a Globo.

Isso acabaria transformando-a num dos alvos preferidos da esquerda, para a qual Míriam virou sinônimo de previsões apocalípticas econômicas.

Nos últimos meses, novas Mírians tomaram as ruas em protestos nos quais você via cartazes que acusavam a Globo de sonegadora e pediam que ela mostrasse o Darf.

Jornalistas da Globo eram hostilizados nas ruas, a ponto de terem que esconder o logotipo da emissora nos microfones.

O que as novas Mírians diriam à Míriam original se a encontrassem num protesto?

O que a Míriam original diria às novas Mírians?

Não tenho a menor ideia. Mas que seria divertido ver isso acontecer, seria.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O risco que Bonner está correndo


Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Bonner, com a série de entrevistas com os candidatos à presidência, talvez não faça ideia do risco que corre.

Sua agressividade deu a elas – às entrevistas – uma dimensão muito acima do que você poderia imaginar em sabatinas na Globo.

Justiça seja feita: a agressividade esteve sempre presente. Não foi seletiva. O que foi diferente foi a reação dos entrevistados.

Aécio, por ser o primeiro da fila, foi claramente surpreendido, e pagou o preço disso com respostas titubeantes e evasivas.

Dilma já sabia o que a esperava, e se preparou para a pancadaria.

Bonner, em suma, virou notícia.

Numa empresa familiar, isto pode ser fatal.

A regra de ouro em empresas familiares é a seguinte: não brilhe mais que seu patrão, ou você está frito.

Em meus dias de editor da Exame, era comum darmos capas com executivos que estavam fazendo grandes transformações em empresas familiares.

Dias, semanas depois, vinha a notícia: o dono demitiu nossa capa.

Ciúme.

Na Globo, isso é ainda mais acentuado.

Não basta à família Marinho ter total controle sobre o que é dito ou não dito no Jornal Nacional.

É preciso que todo mundo tenha ciência desse controle.

O jornalista Evandro de Andrade, que dirigiu o Globo e o telejornalismo da empresa, sabia perfeitamente disso.

Em sua biografia sobre Roberto Marinho, Bial conta que Evandro conseguiu o cargo de editor do Globo depois de garantir ao patrão que era “papista”.

Isso queria dizer o seguinte: o Papa Roberto mandou, está mandado. Não se discute.

Evandro jamais apareceu, porque o papismo não admite dupla autoridade. Por isso chegou aonde chegou. E por isso só saiu da Globo morto, num caixão.

No Estadão, nos anos 1990, Augusto Nunes desafiou a regra das empresas familiares. Tinha assumido fazia pouco tempo o jornal, e topou ser capa da revista Veja São Paulo. Aparecia como uma espécie de salvador dos Mesquitas. Aquela capa foi seu epitáfio no Estadão. Dias depois, estava fora.

O telejornalismo da Globo nunca teve um âncora exatamente por esse motivo. Um âncora se destaca, ganha notoriedade, autonomia, e pode falar coisas que os Marinhos não querem que sejam ditas.

Bonner é uma extensão modernizada de Cid Moreira. Dá a impressão de ter mais conteúdo, mas no fundo o que faz é ler.

E é assim que ele sempre foi visto, dentro e fora da Globo: um leitor de notícias que escrevem para ele.

Esta série inusual de entrevistas muda a forma como Bonner é visto fora da Globo, pela extraordinária repercussão.

Ele ganhou estatura. Parece ter uma influência que ninguém jamais enxergou nele.

É certo que nenhuma pergunta que ele fez e fará aos candidatos escapou do crivo e da aprovação dos Marinhos, nos bastidores.

Mas isso o mundo exterior ignora. E de repente Bonner parece, para a voz rouca das ruas, ter o tamanho de um Shaquille O´Neal.

Isso atrairá a ele, internamente, doses copiosas de raiva e inveja.

Começa no seu chefe, mas vira um problema mesmo quando chega ao acionista.

O maior risco, para Bonner, será acreditar que pode voar. Não pode. Só poderia se a emissora fosse sua.

Ou se a Globo não fosse, como é, um papado, como entendeu tão bem Evandro de Andrade.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pastor Everaldo diz que privatiza tudo, inclusive Petrobras

Do Portal Vermelho


Dando sequência à série com os presidenciáveis, o Jornal Nacional, da Rede Globo, entrevistou o candidato do PSC, Pastor Everaldo, nesta terça-feira (19). Na linha do falem mal, mas falem de mim, o candidato disse que, se for eleito, “vai privatizar a Petrobras”.


Everaldo disse que em seu programa de desmonte do Estado só pouparia os bancos.Everaldo disse que em seu programa de desmonte do Estado só pouparia os bancos.
Mas a Petrobras seria só a ponta do iceberg. Everaldo afirma que vai transferir todas as estatais à iniciativa privada. “Privatização, privatização. Tudo que for possível”, disse o pastor e, Bonner, num ato falho, respondeu: “muito bem”.

Ainda empolgado, Bonner perguntou em seguida se a privataria incluía o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, mas o pastor disse que ambos representavam a “segurança do sistema financeiro”, então pouparia.

“Vou fazer corte na carne. Defendo um estado mínimo. Vou reduzir o número de ministérios de 39 para 20”, frisou o candidato, apadrinhado pelo também pastor Silas Malafaia, que fez a apresentação do candidato em seu primeiro programa de TV.

O presidenciável também foi questionado sobre a postura do seu partido de oposição às vésperas do período eleitoral, já que antes compunha a base do governo. “Nós, natural, esperávamos um espaço no governo. Não é um toma-lá-dá-cá. Ficamos decepcionados pela maneira como foi formado o governo”, justificou o pastor.

http://www.vermelho.org.br/noticia/248035-1

Candidatura de Marina é aventura a serviço da direita

Marina Silva, a aventura de uma saída à direita.Marina Silva, a aventura de uma saída à direita.



A Executiva Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) reúne-se nesta quarta-feira (20) para formalizar a indicação da ex-senadora Marina Silva como candidata à Presidência da República, em substituição a Eduardo Campos, morto em trágico acidente aéreo na semana passada. 


É visível o assanhamento da direita em torno da nova situação criada, que marca uma mudança no quadro político-eleitoral.  

Marina Silva precisará superar divergências internas no próprio PSB, que parecem insanáveis. O PSB historicamente compõe a esquerda brasileira, com compromissos reais com a conquista do progresso social. Em que medida candidaturas socialistas em todos os níveis comprometidas com estes anseios (deputados estaduais e federais, governadores e senadores), aceitarão uma candidata de caráter neoliberal e conservador como Marina Silva?
 
Marina Silva já deu sobejas demonstrações de forte personalismo e de que suas inclinações, ao contrário da imagem que tenta vender como protagonista da "nova política", são para a direita. Manifestações de cardeais tucanos – como o ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Carlos Mendonça de Barros – são eloquentes nesse sentido. Segundo ele, um eventual governo com Marina à frente seria acompanhado pelo desembarque de notáveis tucanos para apoiá-la na administração e na condução da política econômica. O economista tucano mencionou, de saída, os gurus econômicos de Marina Silva, os tucanos André Lara Resende e Eduardo Gianetti da Fonseca. Eles aplicariam num eventual governo Marina a cartilha tucana (“trazer inflação para a meta, realinhamento de preços administrados, disciplina fiscal, independência do Banco Central, etc...”). O governo que teria, no Congresso Nacional, forte apoio de "diversos quadros de melhor qualidade”. A “melhor qualidade” é indicada, aqui, pela plumagem que exibem. Ante a dificuldade do candidato do PSDB Aécio Neves decolar nas pesquisas de opinião, há tucanos de alta plumagem que não escondem a tentação de elaborar um plano alternativo, com Marina à frente.
 
O desenvolvimento da campanha eleitoral indica amplas possibilidades de vitória do campo democrático-popular, com  a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. A candidatura de Marina Silva sinaliza, tanto quanto a de Aécio Neves, uma ameaça às conquistas alcançadas desde 2003, nos governos Lula e Dilma. A tentativa de eliminar essas conquistas num governo exercido por uma personalidade como Marina Silva e com o apoio de setores da direita poderia ser algo explosivo. Marina não tem compromissos democráticos nítidos quanto aos movimentos sindicais e populares, com a política de valorização do salário mínimo, do trabalho e do emprego. Muito menos com a realização de uma política externa soberana. Comprometida com interesses facciosos de ONGs internacionais, não tem capacidade de unir as forças vivas da nação para enfrentar os desafios de um mundo conflituoso e sempre ameaçador para a soberania nacional dos países que lutam para se firmar como nações independentes e progressistas.

As mudanças progressistas iniciadas em 2003 precisam continuar e avançar. A direita tem sido, historicamente, o principal fator de crise e instabilidade política no Brasil e isso se deve fundamentalmente à sua insistência na defesa de seus privilégios contrários ao bem-estar dos trabalhadores e do povo e afrontosos à soberania nacional e ao desenvolvimento do país. 
 
As mudanças ocorridas na última década elevaram os brasileiros a outro patamar democrático e de bem-estar, com renda, emprego, desenvolvimento e perspectiva de fortes melhorias no sistema educacional, no atendimento público à saúde e na segurança pública. Os brasileiros, hoje, têm orgulho de sua nação. Não podem colocar isso em risco apostando numa aventura cujo nome é Marina Silva.

José Carlos Ruy, para o Vermelho

http://www.vermelho.org.br/noticia/248029-1

 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Datafolha: Dilma lidera com folga disputa , Aécio Cai

Datafolha: Marina entra na disputa com 21%, contra 20% de Aécio e 36% de Dilma

Em um eventual segundo turno, ela teria 47%, contra 43% da presidente

POR 




RIO - Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta segunda-feira já colocando Marina
 Silva como candidata do PSB à Presidência da República mostra que ela entra na disputa
 com 21% das intenções de voto no 1º turno, um ponto à frente de Aécio Neves (PSDB), 
que tem 20% – o que configura empate técnico. Dilma (PT) lidera com 36%, segundo a
 sondagem.
Segundo o Datafolha, a entrada de Marina Silva na disputa afasta a chance de a eleição
 ser decidida no primeiro turno.
As intenções de voto nulo ou em branco, que eram de 13%, caem com a entrada de
 Marina. Segundo o Datafolha, com Marina candidata a taxa recua para 8%.
 O percentual de indecisos, que era de 14%, cai para 9%.
Na simulação de segundo turno, Marina tem 47% das intenções de voto, contra 43% da
 presidente (situação de empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois 
pontos percentuais para mais ou para menos).
Contra Aécio, Dilma venceria o segundo turno por 47% a 39%. Na pesquisa de julho, 
o cenário era de 44% a 40%, ou seja, empate técnico.
O Datafolha não realizou a simulação de segundo turno em uma eventual disputa entre
 Aécio Neves e Marina Silva.
Em relação ao percentual de rejeição (os que disseram que não votam em um candidato 

de jeito nenhum), Dilma tem 34%, Aécio 18% e Marina 11%.
O Datafolha ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios nos dias 14 e 15 de agosto.
Confira abaixo os números do Datafolha para o 1º turno na pesquisa
 estimulada (em que a relação dos candidatos é apresentada ao entrevistado):
- Dilma Rousseff (PT): 36%
- Marina Silva (PSB): 21%
- Aécio Neves (PSDB): 20%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- José Maria (PSTU): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Luciana Genro (PSOL): 0
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0
- Eymael (PSDC): 0
- Levy Fidelix (PRTB): 0
- Mauro Iasi (PCB): 0
- Brancos/nulos/nenhum: 8%
- Não sabe: 9%
2º turno / Cenário 1:
- Dilma Rousseff (PT): 47%
- Aécio Neves (PSDB): 39%
2º turno / Cenário 2:
- Marina Silva (PSB): 47%
- Dilma Rousseff (PT): 43%
Rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum)
- Dilma Roussef (PT): 34%
- Aécio Neves (PSDB): 18%
- Pastor Everaldo (PSC): 17%
- José Maria (PSTU): 16%
- Eymael (PSDC): 13%
- Levy Fidelix (PRTB): 13%
- Rui Costa (PCO): 13%
- Marina Silva (PSB): 11%
- Luciana Genro (PSOL): 11%
- Mauro Ias (PCB): 11%
- Eduardo Jorge (PV): 10%


Read more: http://oglobo.globo.com/brasil/eleicoes-2014/datafolha-marina-entra-na-disputa-com-21-contra-20-de-aecio-36-de-dilma-13638175#ixzz3AkCQKz77

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ARNALDO JABOR: UMA VEZ PATIFE, SEMPRE PATIFE

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Candidato à presidência Eduardo Campos morre aos 49 anos

Zero Hora

Avião que levava o político caiu em Santos na manhã desta quarta-feira


Candidato à presidência Eduardo Campos morre aos 49 anos Tadeu Vilani/Agencia RBS
Eduardo Campos morreu nesta quarta-feira, aos 49 anosFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
O candidato à presidência da República Eduardo Campos, que disputava as eleições pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), morreu na manhã desta quarta-feira, apósacidente de avião em Santos, no litoral de São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do partido.
Além do candidato, também morreram no acidente aéreo em Santos Pedro Valadares Neto, ex-deputado e assessor particular do candidato; Carlos Augusto Percol Filho, assessor de imprensa; Marcelo de Lyra, cinegrafista, e Alexandre Gomes e Silva, fotógrafo. Os pilotos da aeronave Geraldo da Cunha e Marcos Martins também faleceram.
De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá, no litoral de São Paulo. "Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo", diz a nota. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave. Além disso, a Aeronáutica já iniciu investigações para apurar o que teria causado o acidente.
Um morador de Santos publicou um vídeo feito logo após o acidente:
Nesta terça-feira, Eduardo Campos deu entrevista ao Jornal Nacional. Na sabatina, o candidato foi questionado sobre suas principais promessas – como escola em tempo integral, passe livre para estudantes do ensino público, aumento dos investimentos em saúde para 10% das receitas da União e multiplicar por 10 o orçamento para segurança. Campos afirmou que só tinha uma promessa de campanha: "melhorar a vida do povo brasileiro".
Nascido em Recife (PE) em 1965, Eduardo Henrique Accioly Campos era neto de um dos mais influentes líderes da esquerda nacional, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. Iniciou a militância política durante a faculdade de Economia, quando presidiu o diretório acadêmico do seu curso na Universidade Federal de Pernambuco. Ingressou no PSB em 1990, acompanhando o avô, com quem trabalhava. Elegeu-se deputado estadual neste mesmo ano.
No Twitter, a Rede Sustentabilidade, partido da vice Marina Silva, publicou uma mensagem lamentando a morte do candidato:
Jato com Eduardo Campos cai no litoral paulista, diz assessoria Tassio Ricardo/Arquivo Pessoal
Foto do local do acidente, feita logo após a queda do avião em que Eduardo Campos estava (Tassio Ricardo / Arquivo pessoal)
Em 1994, foi eleito deputado federal pela primeira vez (reelegeu-se em 1998 e 2002). Entre 1995 e 1998, esteve licenciado do mandato para trabalhar como secretário estadual de Governo e depois da Fazenda no governo de Miguel Arraes.

Uma das principais lideranças da base do governo Lula no Congresso, Campos foi chamado para comandar o Ministério de Ciência e Tecnologia e ficou no cargo entre 2004 e 2006. Em 2005, foi eleito presidente nacional do PSB.
Campos elegeu-se governador de Pernambuco em 2006. Conquistou a reeleição quatro anos depois. Em 2013, tendo em vista as eleições deste ano, o pernambucano, que era um dos principais aliados do PT em nível nacional, anunciou a aliança com o movimento Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, para lançar chapa independente e concorrer ao Planalto.
Confira as informações ao vivo sobre a morte de Eduardo Campos:

O jato caiu no bairro Boqueirão, na região central de Santos, veja em mapa:
Dilma Rousseff e Aécio Neves cancelam agenda e suspendem campanha
A presidente Dilma Rousseff decidiu suspender atividades de campanha por três dias ao ser informada da morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. A informação foi passada há pouco pelo comitê de campanha da presidente. Segundo a assessoria, na haverá atividades nós próximos três dias em Brasília e nenhum outro Estado.
Ainda não há definição sobre a participação da presidente no Jornal Nacional, da TV Globo, que estava programada para hoje, mas a agenda também deve ser cancelada. Dilma avalia ainda se fará algum tipo de pronunciamento, como presidente, sobre o acidente. 
O candidato ao governo do Estado de São Paulo, Alexandre Padilha (PT), lamentou a notícia sobre o falecimento do ex- governador Eduardo Campos.
– Infelizmente acabei de ser avisado. É uma tragédia. O ex-governador Eduardo Campos foi meu colega durante o governo do presidente Lula, conheço a esposa, os filhos, vou suspender qualquer outra agenda. Temos que dar conforto à família – disse, ao fazer uma visita de campanha em um hospital na Penha, zona leste de São Paulo.


http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/eleicoes-2014/noticia/2014/08/candidato-a-presidencia-eduardo-campos-morre-aos-49-anos-4574158.html

Polícia fecha laboratório de refino de drogas em Cláudio, MG

22/11/2013 08h54 - Atualizado em 22/11/2013 09h54


Cocaína e maconha foram encontradas em casa abandonada.
Ocorrência foi no Distrito de Monsenhor João Alexandre; ninguém foi preso.

Do G1 Centro-Oeste de Minas
Materiais apreendidos no laboratório  (Foto: Polícia Militar / Divulgação)Materiais apreendidos no laboratório
(Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Um laboratório de refino de drogas foi desarticulado na noite desta quinta-feira (21) emCláudio. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), após denúncia anônima os militares foram até o local, que funcionava em uma casa abandonada no Distrito de Monsenhor João Alexandre. Lá foram apreendidos três balanças de precisão, embalagens com produtos químicos utilizados para o refino de drogas,  200g de pasta base de cocaína e aproximadamente 500g de maconha prensada.
Não tinha ninguém no local, mas populares contaram à polícia que havia uma movimentação estranha no imóvel, que foi alugado por duas pessoas há poucos dias. Todo material apreendido foi encaminhado para a delegacia. Os suspeitos foram identificados e estão sendo investigados. Segundo a PM, um deles é conhecido no meio polícial pela prática de crimes de tráfico de drogas e assaltos.
http://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2013/11/policia-fecha-laboratorio-de-refino-de-drogas-em-claudio-mg.html

domingo, 10 de agosto de 2014

Sob a bandeira de Lênin



Do Portal Vermelho

Carlos Pompe *

EM 7 NOVEMBRO DE 1917 (25 DE OUTUBRO, PELO ANTIGO CALENDÁRIO

 RUSSO), FOI ABERTO, EM MOSCOU, O 2º CONGRESSO DOS SOVIETES E 

VLADIMIR LÊNIN, PRINCIPAL LÍDER DO PARTIDO BOLCHEVIQUE, FOI ELEITO 

PRESIDENTE DO CONSELHO DOS COMISSÁRIOS DO POVO. PELA PRIMEIRA

 VEZ, OS MARXISTAS ALCANÇAVAM O PODER.


Além das mudanças radicais que aconteceram no território russo e, depois, na União 

das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e, mais tarde, nos países do Leste
 europeu e alguns da Ásia, a Revolução Russa influenciou o pensamento progressista de
 todo o mundo – mesmo onde nunca os revolucionários chegaram ao poder. Na esteira de
 seu sucesso, partidos foram fundados em inúmeros países, seguindo o modelo proposto 
por Lênin. Inclusive em nosso país, onde, apenas 5 anos após aquele evento, foi fundado 
o Partido Comunista do Brasil.

Assim como serviu de inspiração para as esquerdas de todos os continentes, a vitória dos 
bolcheviques também motivou a formação de uma santa aliança direitista que os fustigou 
militar, política, econômica e ideologicamente, dentro e fora de seus domínios, enquanto 
estiveram no poder. A União Soviética, que decorreu da Revolução Russa, deixou de existir
 em 1991 devido, principalmente, às contradições internas no país e no Partido ao longo de
 sua história. Também as outras experiências socialistas europeias deixaram de existir sem
 que isso fosse resultado de alguma invasão armada estrangeira. China, Vietnã, Coreia do 
Norte e Cuba – neste país latino-americano, revolucionários tomaram o poder em 1959 – 
continuam suas experiências de construção nacional tendo à frente partidos que se afirmam 
inspirados no leninismo.

As divergências que ocorreram dentro do Partido de Lênin, em especial após a sua morte
, também influenciaram o movimento progressista mundial. Uniões e dissensões ocorreram,
 e ocorrem, ao longo das décadas, em organizações onde suas lideranças reivindicam a
 fidelidade ao caminho indicado pelo líder da Revolução de 1917.

Neste novembro de 2013, o PCdoB realiza seu 13º Congresso afirmando sua opção por 
forjar um “partido de caráter leninista para a contemporaneidade”. Nas discussões realizadas
 pela militância, em reuniões ou na Tribuna de Debates, todos os manifestantes reafirmaram 
o leninismo, embora com visões diferentes de como ele deva ser aplicado à realidade atual.
 Mas não houve quem renunciasse ao legado de Lênin. Disse o presidente dos comunistas,
 Renato Rabelo: “O PCdoB – nesta fase de sua direção na quarta geração – conseguiu situar
 e determinar, num esforço baseado na teoria marxista-leninista, compreendendo a realidade
do atual período histórico, uma visão que embasa nosso pensamento tático e estratégico, 
definida no conceito: a acumulação estratégica de forças, cujo objetivo é a conquista da 
hegemonia dos trabalhadores e das camadas populares, configurado no poder estatal de 
caráter democrático-popular, visando à transição ao socialismo”.

No Brasil e no mundo, ocorrem inúmeras formas de luta e movimentos de resistência ao
 capitalismo. Mas as orientações das lutas populares são distintas e não há hegemonia
 clara de nenhuma corrente política organizada, declare-se ou não marxista. Mas neles 
atuam também os que marcham sob a bandeira de Lênin . 

Inspira-os as vitórias alcançadas mesmo em momentos tão adversos, como foi a invasão
 da União Soviética pelos nazistas, em 1941. A Revolução Bolchevique completava, então
, 24 anos. Em 7 de Novembro, com os exércitos nazistas às portas de Moscou, Stálin decide 
ficar na capital e resistir ao ataque dos invasores. Como observa o professor Miguel Trujillo, 
“para manter o moral do povo e dos soldados, Stálin decide realizar o desfile anual das tropas
 na Praça Vermelha. Mantido em segredo até o último minuto, os soldados que dele participam
 saem da Praça diretamente para o campo de batalha, onde com certeza grande parte deles 
perdeu a vida. Mas salvou a humanidade dos nazistas. A Batalha de Moscou foi a primeira
 grande derrota dos exércitos nazistas, e parou o avanço alemão na frente leste. A grande
 virada da II Guerra viria ano e pouco depois, com a Batalha de Stalingrado”.

Stálin faz um discurso, que pode ser visto no link abaixo (são 7 minutos de discurso, com 
legendas em espanhol, e 7 minutos de desfile das tropas e seus armamentos) conclamando:
 “Sob a bandeira de Lênin, adiante até a vitória!”
Sigamos.

http://www.youtube.com/watch?v=1j8xakBb3So

Segundo os historiadores, o inverno de 1941 foi o mais frio do século, até então. Fazia - 40º
 Celsius na praça vermelha.


* Jornalista e curioso do mundo.