terça-feira, 5 de março de 2013

Maduro expulsa funcionário da embaixada dos EUA para evitar golpe


Do Portal Vermelho


O adido militar dos Estados Unidos, David del Mónaco, foi expulso da Venezuela por atentar contra a estabilidade militar e política do país. Ele tinha a função de buscar militares ativos para articular atos com o objetivo de desestabilizar a democracia no país bolivariano. O anúncio da expulsão foi feito pelo vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em pronunciamento oficial realizado na tarde desta terça-feira (5).


TeleSUR
Maduro
Maduro durante pronunciamento na tarde desta terça-feira (5)
“Tomamos a decisão como governo bolivariano do presidente Chávez, porque conhecemos e seguimos a atividade ilegal que fere os convênios internacionais”, disse.

Durante a reunião com o alto comando político e militar do governo, Maduro anunciou que “o senhor David del Mónaco tem 24 horas para pegar suas malas e deixar o país”. “Temos avaliado, nas últimas semanas planos conspiratórios nacionais e internacionais contra a nossa pátria e temos denunciado constantemente”, disse. 

O vice-presidente observou que “os inimigos da pátria, particularmente os Estados Unidos têm como objetivo a destruição da independência da nossa pátria e decidiram realizar planos para desestabilizar a sociedade Venezuela e para tentar golpear o funcionamento da democracia e do sistema político construído nesses anos”.

Maduro enfatizou que o povo será informado sobre todas as novidades sobre a situação de Chávez e deixou claro que estão “trabalhando um plano de estabilização para garantir a paz” e evitar tentativas golpistas de “setores anti-pátria neste momento difícil”. “Aqui o que podemos dizer é que esta direção política-militar chama todo o povo a se unir à disciplina absoluta. A cerrar fileiras com o comandante da revolução. A juntar forças e esforços e a não cair em provocações para enfrentar este momento”.

Doença fabricada

O vice-presidente afirmou ter certeza de que a doença de Chávez faz parte deste plano de desestabilização. Nós não temos nenhuma dúvida que chegará o momento em que se formará uma comissão científica para provar que Chávez foi atacado e nós temos certeza disso. Este tema tem que ser estudado por uma comissão especial de especialistas”. 

E lembrou ainda que “Há numerosos casos semelhantes na história, o mais recente é o do [ex-líder da Autoridade Nacional Palestina], Yasser Arafat. Há documentos que provam. Com o passar dos anos, os companheiros mais leais de Arafat conheceram a verdade que hoje todos conhecem. Já temos pistas e, no momento adequado, vamos desenvolver cientificamente uma pesquisa neste sentido”.

Sobre a questão recorrente nos noticiários dentro e fora o país, Maduro respondeu que “os que perguntam onde está Chávez são os que sempre o quiseram destruir. Pretendem que a credibilidade da Revolução seja derrubada para assim tomarem o controle do poder político da Venezuela”. 

Direita golpista

Durante o pronunciamento, Maduro lembrou que “a direita fez o possível para evitar o triunfo de Chávez em 1998. É a mesma direita que quis matar a constituinte e votou contra a Constituição: a mais democrática e avançada da Venezuela. A mesma direita que golpeou o povo venezuelano no ano 2002, quando derrubou o governo legítimo de Chávez e tentou culpá-lo hávez de um massacre contra seu próprio povo. Uma direita que o odeia. A mesma oligarquia e o mesmo imperialismo que não perdoa um homem como Chávez que levantou o nome de Bolívar”. 

Quanto à ofensiva externa no país, Maduro foi enfático: “Este imperialismo é inimigo de nossa pátria. Não houve um segundo de respeito ao comandante para ele cuidar de sua saúde. Em cada momento, na primeira, na segunda operação: plantaram rumores, mentiras. E isso é o ranço da direita e de seus porta-vozes que planejam a guerra ideológica e destruir a obra de sua revolução democrática e bolivariana”. 

Querem “implantar ódio para que em um momento de dificuldade ele se converta em ódio e então injustiça, com um cenário de caos para uma possível intervenção estrangeira no país. Assim, eles conseguiriam derrotar a revolução bolivariana que não conseguiram por nenhum meio: nem com o golpe [de 2002], nem pela política [com as eleições vencidas por Chávez]".


Eleições 2012

Sobre o heroísmo do presidente venezuelano, Maduro lembrou que “quando Chávez, saindo de seu tratamento de radioterapia e, havendo constatado que seu corpo estava livre da doença, anunciou que iria para a batalha de 7 de outubro, elaborou o plano da pátria 2013-2019 e percorreu os caminhos da Venezuela novamente. Pois a um homem que vinha de várias batalhas, esse povo entregou a vitória”. 

Da Redação do Vermelho,
Vanessa Silva




http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=207533&id_secao=7


Che Guevara...declamando um poema e discursando (Vídeo raríssimo)





Luto: Hugo Chávez (1954-2013)



Hugo Chávez (1954-2013)


A morte do comandante presidente Hugo Chávez Frias nesta terça-feira, 5 de março, provoca imensa dor e consternação no povo venezuelano, em todos os povos latino-americanos e na imensa legião de admiradores, seguidores, amigos e aliados que com sua força interior, seu carisma, seu talento e energia conquistou para a Revolução Bolivariana e a causa da libertação nacional e social de seu povo.

Hugo Chávez entra para a História como uma das maiores figuras já nascidas em solo latino-americano. Ao lado de Fidel Castro, o comandante da Revolução Cubana, foi o principal líder anti-imperialista dos tempos atuais, depositário da confiança dos povos da “Nuestra América”, como denominou José Martí. 

Foi efetivamente um gigante. Chávez liderou um importante movimento político, que, de tão novo, ainda está no nascedouro. Com a força das suas ideias transformadoras e o seu exemplo edificante de dirigente revolucionário e estadista, tal movimento tende a se consolidar e perenizar como a grande tendência de nossa época. O movimento político protagonizado e dirigido por Chávez tem por essência o anti-imperialismo, que é o próprio espírito da nossa época, a marca da resistência tenaz dos povos à ofensiva neocolonialista dos potentados internacionais sob a égide do imperialismo estadunidense. 

Outra marca indelével de seu pensamento e obra é a democracia popular, participativa, a mobilização permanente do povo, arma da vitória em qualquer batalha contra os inimigos por mais poderosos que se afigurem.

Chávez forjou a unidade do povo, bandeira da esperança, a partir das demandas e anseios dos humildes, dos trabalhadores, dos explorados e oprimidos do seu país, em luta contra oligarquias usurárias e cruéis.

Fez também da unidade dos povos latino-americanos e caribenhos uma bandeira de luta, uma meta a alcançar, cujos primeiros resultados estão em evidência nas atuais conquistas democráticas, patrióticas e no plano da integração soberana e solidária, cujas expressões maiores são a Aliança Bolivariana dos Povos de Nossa América (Alba) e a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). Chávez passa à História como um internacionalista, um estrategista que repôs na ordem do dia das tarefas mais importantes da época a luta pelo socialismo, pela independência nacional e a paz.

Hugo Chávez é o libertador moderno da Venezuela e da América Latina. Antes da sua primeira vitória eleitoral, em 1998, as perspectivas de seu país e de toda a América Latina eram as mais sombrias. Estava em curso uma tremenda ofensiva neocolonialista e, com a honrosa exceção de Cuba revolucionária, o imperialismo contava com o consentimento, a permissividade e o beneplácito das classes dominantes, oligarquias e governos locais. Tudo indicava no sentido da submissão ao chamado Acordo de Livre Comércio para as Américas (Alca).

Esta situação começou mudar a partir da tomada do poder por Hugo Chávez. Ele lançou o brado da integração dos povos, da unidade latino-americana e caribenha, a partir do ideário do libertador Simon Bolívar.

Chávez iniciou na Venezuela a revolução democrática, redigiu a Constituição bolivariana, que lhe deu força e legitimidade para iniciar o desmonte do sistema político das oligarquias ligadas ao imperialismo. 

Chávez introduziu um modo novo de governar e de enfrentar a questão social, tão aguda em seu país. Não se deixou levar pela rotina do Estado burocrático. Lançou um ambicioso programa social e de mobilização popular a que chamou de Missões, pelo qual enfrentou os problemas da educação, da saúde, da educação, da alimentação e do bem-estar social. 

Em outra frente estratégica, Chávez nacionalizou o petróleo, que passou a alimentar não mais os apetites insaciáveis de lucro das multinacionais, mas a sustentar o desenvolvimento de um país soberano.

Com isso, o líder bolivariano conquistou impressionante adesão popular, mas também, por outro lado, o ódio da burguesia e do imperialismo.

Por esta razão, foi vítima de um golpe de Estado, de sabotagens à economia e de uma tentativa de revogar seu mandato. Foram intentonas contrarrevolucionárias comandadas de fora pelo imperialismo com o apoio das oligarquias internas.

Depois de 14 anos de exercício do poder por Hugo Chávez, baseado em ampla frente política de esquerda e no imenso movimento popular que o respalda, a Venezuela avançou na construção do bem-estar social e na elevação da consciência política do povo.

Já enfermo, mas consciente das suas elevadas responsabilidades perante a Nação, o povo e os países irmãos, Chávez aceitou o desafio do embate eleitoral que culminou com sua vitória retumbante em 7 de outubro do ano passado, ocasião em que afirmou: “O que o que está em jogo é a própria Pátria”. Consciente das dimensões que essa batalha tinha para a América Latina e o mundo, o líder da Revolução cubana, Fidel Castro, disse que “poucas vezes, talvez nunca, pôde-se refletir, tão nitidamente, uma luta de ideias entre o capitalismo e o socialismo como a que se expressa hoje na Venezuela”.

Os inimigos da liberdade e da soberania dos povos percebem isto, e têm feito uma repugnante, covarde e traiçoeira campanha de desestabilização do país. Tudo indica que vão tentar aproveitar-se do momento de transe para dar curso às suas intentonas golpistas.

Nesse contexto, ganha força a afirmação do vice-presidente Nicolás Maduro, no pronunciamento em que anunciou o falecimento de Hugo Chávez: “Seu legado não morrerá nunca”, assim como o sentido apelo que fez à unidade e à mobilização do povo para defender as conquistas da Revolução e levá-la adiante.

A morte de Chávez abre imensa lacuna. Não é fácil substituir um líder do seu porte e da sua dimensão. Neste momento de profunda dor, os amigos do povo venezuelano em todo o mundo estão próximos e confiantes em que saberá marchar adiante, com a luz e a força das ideias e do exemplo de Chávez. Sempre! 

Morre o presidente venezuelano, Hugo Chávez Frías




Emocionado, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro anunciou, nesta terça-feira (5), a morte do presidente Hugo Chávez Frías, que lutava contra um câncer. Chávez morreu às 16h25 locais (18h55 horário de Brasília). A notícia foi dada em cadeia nacional às 19 horas (horário de Brasília).

Por Vanessa Silva, do Portal Vermelho


chávez
Presidente morreu aos 58 anos; de acordo com a Constituição do país, novas eleições serão realizadas
“Sabemos que este mundo tem um amor muito grande por este que desenvolveu os projetos mais lindos e humanistas que se conheceu em décadas na Venezuela, projetos pela independência e a paz”, disse Maduro. 

Após receber a notícia, o vice-presidente se reuniu com as filhas e familiares do presidente para confortá-los. 

Maduro ressaltou o legado deixado pelo presidente que “não morrerá nunca”. Neste momento de dor pediu aos “compatriotas muita coragem, e muita força. Temos que crescer nesta dor, temos que nos unir na maior disciplina, colaboração e irmandade. Somos irmãos de um homem gigante, como sempre foi e será Hugo Chávez. Que não haja fraqueza, violência, ódio. Somente o único sentimento que teve Chávez por seu povo: amor pelo futuro, paz e disciplina”.

O líder venezuelano lembrou a mensagem de Chávez quando, em 8 de dezembro partiu rumo a Havana, Cuba, onde deu continuidade ao tratamento. “Nossa maior vitória é a união do povo pela paz. E a união das forças armadas”, disse o comandante na ocasião. 

Aos que tentam desestabilizar o país, Maduro pediu respeito: “Há um governo de homens e mulheres comprometidos em protegê-lo. Os que nunca concordaram com Chávez, respeitem a dor do povo. É o momento de pensar em nossas famílias. Só pedimos respeito ao nosso povo”.

Por seu turno, o ministro da Defesa, Diego Molero Bellavia, declarou total apoio ao governo venezuelano. “As Forças Armadas Bolivarianas garantirão o cumprimento da Constituição. Chávez pediu unidade e podem contar que as Forças Armadas estão com o povo. Todos nós temos o dever de fazer cumprir esta missão. Aconteça o que acontecer, seguiremos tendo pátria”, disse. 

Em um ambiente de forte emoção, Maduro encerrou o comunicado com uma canção do venezuelano Alí Primera que diz “os que morrem pela vida não podem chamar-se mortos. A partir deste momento é proibido chorar. Nos levantemos com o canto de Alí!” 



http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=207549&id_secao=7



segunda-feira, 4 de março de 2013

Aécio Neves no banco dos réus. Senador é acusado de desviar R$ 4,3 bilhões


O queridinho da imprensa golpista!

As Promotorias Especializadas de Defesa da Saúde e do Patrimônio Público -MG entraram  com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-governador de Minas Gerais e senador eleito Aécio Neves e a ex-contadora geral do estado, Maria da Conceição Barros.Na ação é questionado o destino de R$ 3,5 bilhões que teriam sido declarados na lei orçamentária como dinheiro repassado à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para investimentos em obras de saneamento básico.

Últimas notícias:

QUINTA-FEIRA, 17 DE JULHO DE 2014


Sob a grave acusação de desvio de R$ 4,3 bilhões do orçamento do Estado de Minas Gerais e que deveriam ser aplicados na saúde pública, a administração Aécio Neves/Antônio Anastasia (PSDB) – respectivamente ex e atual governador mineiro – terá que explicar à Justiça Estadual qual o destino da bilionária quantia que supostamente teria sido investida em saneamento básico pela Copasa entre 2003 a 2009.


Devido à grandeza do rombo e às investigações realizadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) desde 2007, por meio das Promotorias Especializadas de Defesa da Saúde e do Patrimônio Público, o escândalo saiu do silêncio imposto à mídia mineira e recentemente foi divulgado até por um jornal de âmbito nacional.


Se prevalecer na Justiça o conjunto de irregularidades constatadas pelo MPE na Ação Civil Pública que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual sob o número 0904382-53.2010 e a denúncia na ação individual contra os responsáveis pelo rombo contra a saúde pública, tanto o ex-governador Aécio Neves, quanto o  tucano Antônio Anastasia, o presidente da Copasa, Ricardo Simões, e a contadora geral do Estado poderão ser condenados por improbidade administrativa.


Dos R$ 4,3 bilhões desviados, R$ 3,3 bilhões constam da ação do MPE, que são recursos supostamente transferidos pelo governo estadual (maior acionista da Copasa) para investimento em saneamento básico, na rubrica saúde, conforme determina a lei, entre 2003 e 2008. Como a Justiça negou a liminar solicitada pela promotoria no ano passado, para que fossem interrompidas as supostas transferências, a sangria no orçamento do Estado não foi estancada.


De acordo com demonstrativos oficiais da Secretaria de Estado da Fazenda, somente em 2009 a Copasa recebeu mais de R$ 1,017 bilhões do governo Aécio/Anastasia para serem aplicados em ações e serviços públicos de saúde para cumprimento da Emenda Constitucional nº 29/2000, à qual os estados e municípios estão submetidos, devendo cumpri-la em suas mínimas determinações, como, por exemplo, a aplicação de 12% do orçamento em saúde pública (a partir de 2004), considerada a sua gratuidade e universalidade. Em 2003 a determinação era que se aplicasse o mínimo de10% da arrecadação.


Da mesma forma que não se sabe o destino dos R$ 3,3 bilhões questionados pelo MPE, também não se sabe onde foi parar esses R$ 1,017 supostamente transferidos para a Copasa em 2009.


O cerco do MPE às prestações de contas do governo estadual iniciou-se em 2007, quando os promotores Josely Ramos Ponte, Eduardo Nepomuceno de Sousa e João Medeiros Silva Neto ficaram alertas com os questionamentos e recomendações apresentadas nos relatórios técnicos da Comissão de Acompanhamento da Execução Orçamentária (CAEO), órgão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), desde a primeira prestação de contas do governo Aécio. Chamou-lhes a atenção, também, o crescimento, ano a ano, a partir de 2003, das transferências de recursos à Copasa para aplicação em saneamento e esgotamento sanitário.


Os promotores Josely Ramos, Eduardo Nepomuceno e João Medeiros querem que a administração do governo de Minas e da Copasa, conduzida na gestão Aécio Neves/Anastasia, devolva ao Fundo Estadual de Saúde os R$ 3,3 bilhões que é objeto da Ação Civil Pública que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual e que segundo eles podem ter sido desviados da saúde pública.



No pedido de liminar na ação, os promotores já antecipavam e solicitavam à Justiça que “seja julgado procedente o pedido, com lastro preferencial na metodologia dos cálculos apresentados pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, para condenar os réus, solidariamente ou não, à devolução de todos os valores transferidos à COPASA do orçamento vinculado às ações e serviços de saúde que não foram utilizados em saneamento básico entre os anos de 2003 e 2008, totalizando R$ 3.387.063.363,00 (três bilhões, trezentos e oitenta e sete milhões, sessenta e três mil e trezentos e sessenta e três reais), a serem depositados no Fundo Estadual de Saúde.”


Como o MPE encurralou o governo e Copasa

Para encurralar o governo do Estado e a Copasa, o MPE se valeu de sua autonomia investigativa e requereu às duas instituições as provas que pudessem revelar como foram aplicados os recursos públicos constantes das prestações de contas do Executivo e nos demonstrativos financeiros da empresa.


O que os promotores constataram foi outra coisa ao analisarem os pareceres das auditorias externas realizadas durante esse período: “Além disto, as empresas que realizaram auditoria externa na COPASA, durante o período de 2002 a 2008, não detectaram nos demonstrativos financeiros da empresa os recursos públicos que deveriam ser destinados a ações e serviços da saúde.”


As discrepâncias contidas nas prestações de contas do Estado levaram os promotores a consultar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), à qual a Copasa deve apresentar seus demonstrativos financeiros e balanços anuais.


Em sua resposta à consulta, a CVM respondeu ao Ministério Público Ofício que “após análise de toda a documentação, não foram encontrados evidências da transferência de recursos da saúde pública para investimentos da COPASA, nos termos da Lei Orçamentária do Estado de Minas Gerais e na respectiva prestação de contas do Estado de Minas Gerais, conforme mencionado na consulta realizada por esta Promotoria de Justiça”.


Na página 26 das 30 que compõem a ação, os promotores afirmam o seguinte sobre a ausência das autoridades convocadas para prestar esclarecimentos sobre o assunto:


“Ressalte-se que a COPASA recusou-se a prestar informações ao Ministério Público sobre os fatos aqui explicitados. Notificado a comparecer na Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, seu Presidente apresentou justificativa na data marcada e não compareceu.A Contadora Geral do Estado também notificada a prestar esclarecimentos, na condição de técnica que assina a Prestação de Contas, também apresentou justificativa pífia e não compareceu na data marcada. Finalmente, a Auditora Geral do Estado, que também assina as Prestações de Contas do Estado, que poderia e até deveria colaborar com a investigação, arvorou-se da condição de servidora com status de Secretário de Estado, por força de dispositivo não aplicável à espécie, contido em lei delegada estadual (sic) e não apresentou qualquer esclarecimento ao Ministério Público.”   
FONTE
https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&newwindow=1&site=&source=hp&q=a%C3%A9cio+acusado+de+desviar+bilh%C3%B5es&oq=a%C3%A9cio+acusado+de+desviar+bilh%C3%B5es&gs_l=hp.12...1199.9746.0.11436.32.32.0.0.0.0.476.5585.9j9j12j1j1.32.0...0.0...1c.1.5.hp.ryuGYIyqpcU
Fabrício Menezes - Jornalista

Ei, reaça...homem de "pouca fé"...não acredita nesta fonte???e que tal essa, da sua adorada Globo, (ainda que aqui, os golpistas da "Vênus Platinada" tentem relativizar a corrupção de Aécio)que claro, não fez estardalhaço com a matéria(a notinha saiu no roda pé do jornal)....afinal, trata-se de um tucanóide de alta  plumagem, não?? 
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2010/12/acao-civil-contra-senador-eleito-aecio-neves-e-ajuizada-em-promotoria.html
http://www.novojornal.com/politica/noticia/cvm-investiga-sumico-de-3-5-bilhoes-no-balanco-da-copasa-03-01-2013.html

Leia mais: 

Abril de 2013

 TJMG confirma: Aécio Neves é réu e será julgado por desvio de R$ 4,3 bi da saúde





Atenção defensores dos demo-tucanos (DEm-PSDB) :Exatamente como faz o PIG (Partido da Imprensa Golpista) que depois de lançar acusações a esse ou aquele , nega a defesa ao nosso povo da esquerda, quaisquer comentários à favor da direita-fascistóide e seus representantes, serão  sumariamente excluídos, sem dó nem piedade!!Nem percam seu "precioso" tempo  (ocioso)insistindo!!


A história revelada: as falsas noivas do Hamas

Falsa noiva do Hamas



Desde agosto de 2009, imagens de crianças percorrem a Internet com a finalidade de associar muçulmanos de uma maneira geral e a organização Hamas em particular à prática de pedofilia.

O título da mensagem distribuída, assim como o texto original a que ela faz referência, possuem o viés político, uma vez que associam traço cultural do mundo islâmico a uma organização política, o HAMAS. A sua divulgação faz parte de esforço de grupos contrários ao Hamas no sentido de tornar o Hamas mal-visto pela comunidade internacional.

O traço cultural não é a suposta pedofilia citada na mensagem, mas a presença de meninas da família dos nubentes nos festejos, coisa comum nos casamentos católicos realizados no Brasil.
Hamas é a abreviatura de Harakat al-Muqawamat al-Islamiyyah e significa Movimento de Resistência Islâmica, grupo político com ramificações paramilitares. Tratando-se de grupo paramilitar, que luta contra exércitos poderosos, certamente atrocidades comuns em guerras podem ser encontradas nos dois lados combatentes e que pouco dignificam a raça humana. Daí a criar essa lenda de pedofilia é um longo e obtuso caminho.

Texto original da mensagem em português, hoje não mais disponível, encontrava-se em página de F. Pesaro, vereador da cidade de São Paulo e foi inicialmente publicado no saite thelastcrusade.org cujo nome é bastante significativo: a última cruzada.

Como todos sabem, as cruzadas foram um capítulo sangrento da história, tão trágico que até mesmo o papa João Paulo II pediu desculpas aos gregos ortodoxos pelas "crueldades que os seus fiéis infligiram aos ortodoxos durante a Quarta Cruzada" (v. paroquias.org).

O saite thelastcrusade.org e o vereador paulista parecem pretender uma nova cruzada contra os árabes.

Essa história de pedofilia é uma grande e sórdida mentira. A finalidade é óbvia e dispensa comentários.

Na verdade, as meninas não são as noivas. Elas, as meninas, participam da festa da mesma forma que meninos e meninas brasileiros levam as alianças até o altar nos casamentos realizados nas igrejas católicas.

Os noivos mostrados nas fotos levam as meninas pelas mãos, o que não significa que elas passarão a noite e o resto da vida com eles. Trata-se de costume local em que garotas da família do noivo ou da noiva conduzem o noivo, ou por ele são conduzidas, até o local da cerimônia.
Segundo o Hamas, houve, de fato, em agosto de 2009 o casamento "em massa" de cerca de 450 casais palestinos. A noiva mais jovem tinha 16 anos e a maioria delas tinha mais de 18 anos de idade.

Garotas com dezesseis anos apenas? Isso mesmo. Aqui no Brasil também é assim. Essa é a idade mínima permitida, para casamento, pelo Código Civil Brasileiro.

CONVENÇÃO SOBRE CONSENTIMENTO PARA CASAMENTO, IDADE MÍNIMA PARA O CASAMENTO E REGISTRO DE CASAMENTO da Organização das Nações Unidas - ONU enrola, enrola, mas não estabelece nenhuma idade mínima, deixando para cada país a decisão.

A ONU dispõe de quadro em que apresenta a idade mínima para casamento nos países a ela filiados. Segundo o quadro Legal Age for Marriage (Idade Legal para Casamento) a idade mínima consentida varia de 13 a 21 anos. Em alguns estados dos EUA, por exemplo, uma garota de 13 anos pode casar.

Destaquemos alguns trechos da "denúncia".

A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade.org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia

O Phd, Philosopher Doctor Paul L. Williams é um islamófobo notório. Ele está sendo processado pela McMaster University por haver divulgado o boato de que terroristas islâmicos teriam roubado 90 kg de material radioativo dessa universidade, no Canadá.

A universidade nega que tenha havido o roubo e a editora WND Books/ Cumberland House Publishing, que publicou o livro no qual Mr. Williams afirma a ocorrência do roubo, diz que essa história não tem fundamento. (Those statements were without basis in fact. (V. McMaster's atomic PR fight.)

Segundo a mensagem, ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto [além do saite De Olho na Mídia]. É uma das poucas verdades contidas no texto.

Diz mais: Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais. É natural que dignatários participem de cerimônias desse tipo, até porque significa incentivo ao casamento e à formação de novas famílias. O casamento em massa não deixa de ser um ato político, pois assegura a formação de novas famílias e assegura o crescimento populacional indispensável à ocupação do seu território.

Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas. Não é verdade. Segundo The Palestine Telegraph, cada noivo recebeu o equivalente a U$ 2.800. As famílias dos noivos são pobres e o Hamas decidiu, além de patrocinar a cerimônia, doar algum dinheiro para as novas famílias. Já segundo o New York Times, os casais mais pobres receberam o equivalente a dois mil dólares enquanto outros casais receberam apenas o equivalente a duzentos dólares.

Alguém pode perguntar: noivos e noivas pobres? e esse carro de luxo que conduz uma das meninas? Boa pergunta, mas já vi casamento de pobre aqui no Brasil em que a noiva chega em carro cedido por algum conhecido.

The Palestine Telegraph acrescenta que as noivas são viúvas de ativistas mortos durante os ataques de Israel ocorridos no final de 2008 e início de 2009. Muitos dos noivos são irmãos desses ativistas e noivos e noivas têm menos de vinte e cinco anos de idade.
A primeira das fotos foi escolhida a dedo, como se diz. Selecionada de modo a provocar o maior impacto possível.

O rostinho das crianças revela algum tipo de insatisfação, seja por conta do cansaço, por conta da insistência do fotógrafo, sede, sono ou outra coisa qualquer. Mas a primeira interpretação que vem à mente de pessoa mais infuenciável é que a carinha triste indica o também triste destino que estaria a esperá-las.
Garotinhas palestinas

Conclusão: ser contra ou a favor do Hamas é uma coisa. Outra coisa é a existência do "casamento pedófilo".

Arquivo em formato .pps, com teor semelhante e algumas fotos a mais, circula em fevereiro de 2011.


Veja os vídeos sobre o casamento. As mesmas imagens servem para diferentes discursos.
http://www.quatrocantos.com/lendas/402_noivas_hamas_pedofilia.htm

O PIB medíocre e as eleições



Por Osvaldo Bertolino, no sítio da Fundação Maurício Grabois:

A reação da mídia e dos tucanos em geral ao desempenho medíocre do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2012, com um miserável crescimento de 0,9%, já raiou a indecência. Imediatamente após a divulgação dos números, a manipulação tomou conta do noticiário econômico. Há, evidentemente, problemas muito mais graves do que os apontados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas os diagnósticos midiáticos passaram longe deles.



Segundo o ministro, a causa engloba o baixo desempenho da agropecuária — provocado pelo período de seca e chuvas no país — e da indústria, que “teve um resultado fraco”. Além disso, ele afirmou que o ano passado foi afetado pela crise geral do economia global, a exemplo do que aconteceu em 2009, quando a economia teve retração de 0,3%.

Os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram uma desaceleração, já que em 2011, ante 2010, a economia teve uma expansão de 2,7%. No acumulado de 2012, a indústria teve uma retração de 0,8% no PIB na comparação com o ano anterior. Agropecuária também apresentou retração no período — queda de 2,3%. Na contramão, o setor de serviços encerrou o ano passado com crescimento de 1,7%.

O ministro comentou ainda que, ao passo que o segmento industrial teve um PIB fraco, a atividade de serviços teve um desempenho positivo. Comparado com o trimestre anterior, o PIB dos três últimos meses do ano passado registrou um avanço de 0,6%, na série com ajustes sazonais. Anualizando esse resultado, a economia está avançando 2,2%, afirmou Mantega, destacando que o crescimento de serviços “teve uma expansão anualizada de 4,4%”.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 3,1% em 2012. Os gastos do governo tiveram expansão de 3,2% e a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) — que representa o investimento em máquinas e equipamentos e na construção civil — caiu 4% em 2012 sobre 2011. Os dados do IBGE revelaram ainda que a taxa de investimento atingiu 18,1% do PIB no ano passado. Em 2011, o investimento representou 19,3% do PIB, e 19,5% no ano anterior. Essa taxa, portanto, vem baixando desde 2010. No setor externo, as exportações cresceram 0,5%, segundo o IBGE. Do outro lado, o das importações, houve avanço de 0,2% em 2012.

Taxa de investimento

A taxa de investimento é o problema que mais chama a atenção. Chegou a hora de nos livrarmos definitivamente da bola de chumbo que e “era FHC” atou ao tornozelo da produção nacional — as altas taxas de juros — e voltarmos os olhos com mais atenção para o crescimento econômico. Além de ser preciso acabar com esse fundamentalismo monetário dos xiitas neoliberais, o Brasil precisa persistir no caminho da geração de empregos e renda. Além do palanque, a força dos governistas consiste em gerar números e fatos que confirmem as propostas que fizeram os brasileiros optarem por três governos sucessivos de viés popular e democrático. E assim, fechar os espaços para a especulação politiqueira da mídia.

Não é à toa que o tucanato midiático mandou as manipulações que envolvem desde a segurança pública no país até os problemas com os preparativos dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo — a pauta do caos — para segundo plano no noticiário político e se concentrou na mediocridade do PIB. A politicagem segue sempre cursos mais fáceis para arrastar o debate eleitoral para os subníveis da histeria. No terreno econômico, contudo, a direita não tem o que apresentar além da proverbial repetição de números e frases vazias a la Goebbels. Ela pretende, obviamente, ressuscitar o projeto neoliberal. O desafio é neutralizar a dicotomia entre inflação baixa, represada pelos juros altos, e crescimento econômico sem mexer nos fundamentos do modelo que reinou na “era FHC”. A mídia diz que é possível. O povo não acredita. Por isso, qualquer candidatura que surgir empunhando essa bandeira tende a não decolar.

Como não dá para servir a dois senhores, o campo conservador está claramente a serviço do capital financeiro e terá de deixar isso claro no curso do debate eleitoral. FHC prometeu conciliar esses conceitos opostos e não cumpriu. Nem tentou — o que demonstra a demagogia eleitoreira da direita ao atacar o governo com os números do IBGE. Por que o povo acreditaria que agora isso será possível? O campo governista, por seu turno, leva vantagem por dizer claramente o que pretende fazer. E por isso contraria alguns e agrada muitos. Seu programa não deixa margem para dúvidas sobre qual rumo o país deve seguir.

Ritmo e rumo

Mas a velocidade não pode ser essa. É preciso ajustar o ritmo ao rumo. Temos problemas estruturais que exigem bisturi; não se resolvem com anestésicos e muito menos com panos quentes. Aparentemente, o governo está e continuará caminhando nessa direção — e isso é bom. Mas também é certo que está faltando em Brasília, ao lado dessa vontade política, o sentimento de que tais medidas demandam velocidade, de que é preciso adequar o próprio passo ao ritmo ditado pela fome sagrada de um país em crescimento, e nunca o contrário. O Palácio do Planalto precisa ter mais claro que os interesses de uma nação e os de sua elite conservadora não coincidem e que aqueles devem sempre se sobrepor a estes. Eis a questão.

Os brasileiros elegeram esses três governos sucessivos basicamente porque o crescimento econômico e a geração de empregos não apareceram no debate eleitoral como algo estrambótico — como nas propostas do campo conservador. Esses itens do programa de governo estavam solidamente amarrados pelas propostas de boa administração macroeconômica e vigor na ação social. E esse escopo abarcava as aspirações de camadas da população nas quais se encontram desde o sujeito socialmente excluído até uma sólida fatia do empresariado nacional produtivo.

Os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, os candidatos conservadores que perderam as eleições presidenciais para Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, não passaram verdade em suas falas. Eram claramente os candidatos do sistema que sempre oprimiu o povo, gente do mundo do dinheiro e da mídia. Lula e Dilma, por sua vez, passaram segurança ao dizerem que levariam o país ao encontro da sua vocação histórica de independência e progresso. E viraram o alvo preferencial do poder econômico. Era previsível, portanto, que o debate eleitoral deixaria a esfera das propostas de gestão para o país e entraria no terreno do espetáculo circense. E aí surgiram uma sucessão de denúncias vazias — sendo a mais grave delas a farsa do “mensalão” — bem ao gosto da mais completa desonestidade política histórica do campo conservador.

Debate desde já

O governo brasileiro e a sua base política de sustentação entre o povo têm o grande desafio de fazer esse debate com firmeza desde já. Os efeitos da crise geral do capitalismo, evidentemente, devem ser considerados. Mas há o outro lado da moeda. Uma das características mais marcantes deste cenário é a passagem para uma nova fase da economia em muitos lugares — sobretudo na América Latina —, distinta daquela histeria inaugurada nos anos 1980 pelos governos neoliberais de Margareth Thatcher (Inglaterra) e Ronald Reagan (Estados Unidos). Ali começou a pregação fundamentalista de que as “forças de mercado” substituiriam com sucesso a “vontade dos governos”. A justificativa para isso era a suposição arbitrária de que os defeitos dos governos seriam mais perversos à sociedade do que as falhas do mercado.

A essa idéia somou-se uma outra: a de que os países menos desenvolvidos deveriam afrouxar os controles para a circulação de capitais em suas fronteiras. Essa tese, um tanto paranoica, serviu a ideologias que veem o mundo numa fase final da história, na qual só resta o caminho da conformação do eterno conflito entre ricos e pobres, entre centro e periferia. De acordo com esse raciocínio, a causa da pobreza de muitos não seria mais os instrumentos que garantem a riqueza de poucos.

O prêmio Nobel de economia de 1995, Robert Lucas, chegou a proclamar: “Quando se começa a pensar em crescimento, é difícil pensar em qualquer outra coisa.” Ou seja: para ele, diante da importância do crescimento seria difícil dar ênfase a outras políticas econômicas. O efeito extraordinário do crescimento econômico, no entanto, não pode obscurecer questões importantes para medir o seu efetivo benefício para o conjunto da sociedade.

Distribuir renda e riqueza

A constatação de que o impacto do crescimento econômico sobre o bem-estar da população é decisivo leva imediatamente à pergunta (particularmente importante para os países com muitas pessoas pobres, como é o caso do Brasil): como distribuir esta riqueza de forma eficiente? Entre os fatores determinantes para a melhor utilização dos recursos disponíveis estão o papel do Estado como um ente preparado para a prestação de serviços sociais, os investimentos em infra-estrutura e a elevação dos salários.

No fundo, esse é o debate que realmente interessa. Economias do tamanho da brasileira não costumam crescer a taxas acima de 5% ao ano. Mas o Brasil não só precisa dessa taxa como precisa que ela seja contínua — conceito que alguns chamam de “crescimento sustentável”. Para reduzir a pobreza, elevando a renda per capita, estudos mostram que o PIB precisa crescer entre 5% e 6% ao ano apenas para incorporar a mão-de-obra que está entrando anualmente no mercado de trabalho — além de absorver parte dos desempregados.

Crescimento não é igual a desenvolvimento. Entre o final dos anos 1960 e o início da década de 1980, o Brasil cresceu a taxas anuais superiores a 8%. Nem por isso as desigualdades de renda diminuíram na mesma proporção. A Finlândia não cresceu tanto, mas sua população de 5 milhões de habitantes tem uma renda per capita em torno de 20 mil dólares, segundo o Banco Mundial. Sob diversos parâmetros — expectativa de vida, taxa de mortalidade infantil, índices de escolaridade —, os finlandeses têm características de país muito mais desenvolvido do que o Brasil.

Para crescer e desenvolver-se, um país precisa, antes de tudo, aumentar a sua produtividade. Isso é feito, basicamente, pela incorporação de máquinas mais modernas, pela qualificação da mão-de-obra e pela adoção de formas mais eficientes de produzir. E a riqueza produzida precisa ser melhor distribuída, por meio de investimentos sociais e infra-estruturais e da elevação da renda para quem vive de salários.

Diagnóstico da Cepal

Em 2008, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgou um cálculo ilustrativo. Se o crescimento da produtividade fosse igual a zero, as economias da região precisariam crescer a uma taxa anual de 2,1% até o ano 2015, apenas para evitar um aumento do desemprego. Se a produtividade crescesse no ritmo de 3,7% ao ano (média do período 1950/1973), então o PIB precisaria variar 5,8% ao ano. Como a produtividade brasileira vem crescendo em média 7% anuais, é claro que o crescimento do PIB precisa ser ainda maior, apenas para não criar mais desempregados.

E será que uma economia de aproximadamente R$ 3 trilhões pode se dar a esse luxo? É claro que tamanho faz diferença, mas é preciso aqui fazer outra constatação. Países desenvolvidos já possuem usinas de energia, estradas e outras infra-estruturas para atender a suas necessidades. Nesses casos, o crescimento tende a ser naturalmente mais lento. Mas no Brasil ainda há muito o que fazer. O país precisa, desesperadamente, de melhorias infra-estruturais. Ou seja: o Brasil não só pode como deve crescer acima de 5%.

A Cepal identificou que, ao menos no médio prazo, o crescimento da América Latina pode ser assegurado pelas altas dos preços internacionais das commodities. A região é dona de grandes reservas minerais. Na avaliação da Cepal, os países latino-americanos deveriam aproveitar o momento mais favorável para reforçar sua presença internacional e rever alguns modelos mais frágeis que ainda servem de sustentação econômica. Entre as prioridades estariam reduzir a dependência das exportações de produtos básicos.

O pensamento progressista latino-americano há tempos discute os obstáculos impostos à industrialização do sub-continente. A Cepal foi a referência maior nesse debate, inaugurado pela reflexão inspiradora de Raúl Prebisch sobre os vínculos desiguais entre as economias centrais e as regiões periféricas, e a necessidade de maior coordenação entre os países da América Latina para superar óbices como a deterioração continuada dos termos de nosso intercâmbio com a Europa e os Estados Unidos.

Estado mais cobrado

Sabemos que no Brasil esse desafio não foi enfrentado. O país levou a cabo um extenso programa de substituição de importações, modernizou seu parque industrial, mas manteve largos segmentos inteiramente à margem do processo produtivo, sem acesso às benesses do crescimento. Com poucos governos de visão social, o Estado esteve por muito tempo ausente não apenas da tarefa de distribuir renda mas também da de habilitar toda a sociedade a participar da dinâmica produtiva.

A máquina pública expandiu-se, mas para contemplar interesses elitistas, sem atenção aos reclamos da maioria da população. Na “era neoliberal”, o assédio institucionalizado de setores privilegiados aos canais de decisão foi explícito. Acentuou-se o vício histórico do patrimonialismo, em que o público se vê refém do privado.

Essa situação começou a mudar com o governo Lula. Com o avanço da cidadania, a sociedade também avançou. Multiplicaram-se as instâncias de representação. Os movimentos populares abriram espaços cada vez mais amplos para o debate público, atuando como uma verdadeira ágora desses novos tempos.

Mas o Estado ainda precisa ser mais bem cobrado no desempenho de suas tarefas. Os nichos historicamente privilegiados devem estar sob o crivo de segmentos sociais mais vigilantes para impor limites à privatização do Erário. O governo federal tem feito esforços para democratizar o Estado, para que ele se torne mais transparente e responsável.

Iniciou a concertação do poder público com os movimentos sociais. A descentralização administrativa e orçamentária também concorreu para aproximar a população do gestor público. No entanto, o governo precisa acelerar a recuperação da capacitação do Estado para que ele cumpra o seu papel. Ou melhor: o Estado precisa se credenciar para cumprir finalmente a meta de universalização dos serviços públicos.

Pode-se dizer que estamos passando de um Estado do mal-estar social para a possibilidade de se ter um Estado virtuoso, que assegure a todos os brasileiros condições satisfatórias de vida. Mas o ritmo ainda é lento. Ainda temos uma política monetária indomada e uma condução tímida das diversas políticas públicas — condições que implicam em temor sobre a longevidade e eficiência do crescimento do PIB.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/03/o-pib-mediocre-e-as-eleicoes.html

Lincoln, Lula e o ódio midiático



Por Cadu Amaral, em seu blog:

Que o presidente Lula é a pauta predileta da “grande imprensa” não é novidade. Que a motivação é o ódio de classe de nossas elites e da classe média tradicional também não é. Há alguns dias o ex-presidente Lula participou de um evento em comemoração aos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e comentou que estava lendo um livro sobre o ex-presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln.

Disse que a imprensa estadunidense da época batia no 16° presidente do mesmo modo que a mídia brasileira bate nele.

Ao contrário do que afirma o regozijo da mídia e da nossa “tão sofrida classe média”, Lula comparou as imprensas e não ele a Lincoln. Se bem que ao implementar programas que melhoraram a qualidade de vida dos mais pobres no país, de certo modo, libertaram-se essas pessoas. Dignidade é também uma forma de liberdade.

Do mesmo modo que a imprensa dos EUA à época se posicionava contrária à libertação dos escravos e de outras medidas tomadas por seu presidente, a imprensa brasileira sempre apoiou tudo o que serve aos interesses elitistas. Seja a ditadura (civil) militar de 64, sejam medidas econômicas que privilegiam especuladores e não a produção.

Até contra a redução da tarifa de luz a nossa “grande mídia” se posicionou contra.

Para piorar, Lula sugeriu que os trabalhadores criassem seus veículos de comunicação. Alguns barões da mídia devem estar tendo pesadelos mais tenebrosos agora.

Como sempre que se fala em mídia, a “grande imprensa” fala em controle ou censura. Características que são dela. Controle e censura de informação que faz no Brasil são eles.

Junte a isso a falta de nomes para a disputa em 2014 contra Dilma Rousseff, a falta de agenda – a não ser o esboço de moralismo seletivo, e agora, o relançamento da “Caravana da Cidadania” de Lula.

A comparação com Abraham Lincoln não é justa. E não por que o estadunidense foi melhor que Lula. Porque eles são de tempos e lugares diferentes. E sim por que Lincoln não faria nos EUA o que Lula fez no Brasil. Tirar milhões da pobreza em tempos de neoliberalismo e as elites internacionais com o nível de organização que possuem hoje, Lincoln logo seria taxado de “comunista” e fatalmente deposto por atacar a “liberdade e a democracia”.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/03/lincoln-lula-e-o-odio-midiatico.html

José Dirceu: O PT e a regulação da mídia



Por José Dirceu, em seu blog:

Duas importantes resoluções foram aprovadas ontem (sexta-feira) pelo Diretório Nacional do PT, que está reunido em Fortaleza até hoje. Uma delas trata da democratização da mídia no Brasil - algo para o qual eu venho chamando atenção há algum tempo neste blog. De acordo com a resolução, a democratização da mídia é urgente e inadiável.

O documento conclama o governo a reconsiderar o adiamento da implantação de um novo marco regulatório das comunicações. Também apoia um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das comunicações, proposto pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), pela CUT e outras entidades, conclamando a militância do PT a se juntar decididamente a essa campanha. A ideia é arrecadar 1,5 milhão de assinaturas.

O partido também decidiu convocar a Conferência Nacional Extraordinária de Comunicação do PT, a ser realizada ainda em 2013, com o tema “Democratizar a Mídia e ampliar a liberdade de expressão, para Democratizar o Brasil”. Clique aqui para ver a resolução na íntegra

A iniciativa do Diretório Nacional merece ser louvada. O Brasil está muito atrás de outros países – desenvolvidos e em desenvolvimento – no que se refere à regulação da mídia. Apesar de toda a resistência da grande imprensa, que se recusa a aceitar qualquer tipo de regulação para continuar agindo de forma irresponsável, já passou da hora de enfrentarmos esse desafio.

Resolução Política

O Diretório Nacional do PT também aprovou uma resolução política, na qual apoia a pauta de reivindicações que as centrais sindicais levarão à presidenta Dilma Rousseff no próximo dia 6. Entre elas, estão a redução da jornada de trabalho sem redução de salários; o direito à negociação coletiva dos servidores públicos; e a proibição de demissões imotivadas.

O documento ainda ressalta os avanços nos governos Dilma e Lula e lembra os pronunciamentos dos dois na comemoração dos 10 anos do governo petista no Brasil: “Se antes o quadro era de tentativa de cerco pelos adversários, agora passou a ser de ofensiva e retomada da iniciativa política pelo PT”.

Segundo a resolução, as comemorações dos 33 anos do PT devem servir para mobilizar a militância e para a disputa política com a oposição.

“É preciso levar para o povo os avanços sociais, econômicos e políticos do governo do PT, consolidando nossa base social e eleitoral, preparando desse modo o terreno para 2014. Com a retomada do julgamento da Ação Penal 470 pelo STF, que deverá publicar os acórdãos e abrir prazos para a apresentação dos Embargos – que pleiteamos sejam acolhidos no mérito – o Diretório Nacional reafirma os termos daNota da Comissão Executiva Nacional aprovada em 14 de novembro de 2012.”

A nota ainda diz que “a sucessão de fatos positivos (o mais recente foi a extensão, a 2,5 milhões de pessoas beneficiárias do Bolsa Família, de um complemento de R$ 70 mensais para retirá-las da condição de extrema pobreza) tem exacerbado a agressividade da oposição—a partidária e a extrapartidária, representada pelo oligopólio midiático, por segmentos da burocracia do Estado e por setores do grande capital”.

“Esta mesma oposição procura antecipar o processo eleitoral de 2014, apesar de não ter candidaturas definidas, para obstar a reeleição da companheira Dilma Rousseff. Jogam, então, numa expectativa de pulverizar a disputa entre vários (as) postulantes, na pretensão de, pela multiplicidade de eventuais candidaturas oposicionistas, provocar um segundo turno e, quem sabe, uma ampla frente capaz de impedir a continuidade do nosso projeto”, acrescenta a resolução.

Clique aqui para ler a íntegra da resolução
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/03/o-pt-e-regulacao-da-midia.html



Trabalhadores marcham a Brasília



Por Altamiro Borges

Na próxima quarta-feira, 6 de março, milhares de trabalhadores de vários cantos do país ocuparão Brasília. A manifestação unitária é organizada pelas seis centrais sindicais reconhecidas legalmente – Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical (FS), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). Ela conta ainda com o apoio de diversas entidades populares, como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Entre outras bandeiras, a “marcha da classe trabalhadora” reivindicará o fim do fator previdenciário; redução para 40 horas da jornada semanal de trabalho sem redução de salários; ratificação da Convenção 158 da OIT e regulamentação da Convenção 151 da OIT; 10% do PIB para a educação; 10% do PIB para a saúde; reforma agrária; e valorização das aposentadorias. O protesto também exigirá do governo Dilma Rousseff maior ousadia no enfrentamento da grave crise capitalista mundial, que já causa impactos negativos no Brasil.

Na sexta-feira passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou os dados oficiais sobre o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todas as riquezas e serviços produzidos no país, em 2012. Ele cresceu apenas 0,9%, totalizando R$ 4,4 trilhões. É o menor crescimento dos últimos anos. Para as centrais sindicais, este “pibinho” confirma que as recentes medidas adotadas pelo governo não foram suficientes para estancar os efeitos da crise mundial. Daí a exigência de maior ousadia da presidenta Dilma!

Para Wagner Gomes, presidente da CTB, o Brasil precisa se livrar urgentemente do que ele chama de “tripé nocivo” – juros elevados, superávit primário e câmbio flutuante. As políticas monetária, fiscal e cambial seriam o principal entrave para o crescimento do país. “A CTB entende que uma das questões que precisa ser revista é a questão do superávit primário. Este é o ralo principal por onde escoa o dinheiro que poderia ser investido em infraestrutura e tecnologia, gerando emprego e desenvolvimento”, afirmou ao portal Vermelho.

No mesmo rumo, Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, afirma que os cutistas “vão cobrir Brasília de vermelho nesta quarta-feira. A marcha envolve em sua pauta reivindicações que são do conjunto da sociedade brasileira, contribuições para que o Brasil continue avançando. A nossa experiência recente demonstra que o caminho do desenvolvimento passa por mais investimentos públicos, pela inclusão social, por empregos de qualidade e a ampliação da renda. Assim se consome mais, temos mais produção e mais empregos”.

A “marcha da classe trabalhadora” ocorre no momento certo e tem grande importância para definição dos rumos do país. Diante da retração do PIB, setores empresariais voltam à carga para exigir a retirada de direitos dos trabalhadores e cortes nos gastos públicos. No final do ano passado, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) propôs, em documento oficial, o fim dos direitos trabalhistas previstos na CLT. A desoneração da folha de pagamento, patrocinada pelo governo, não conteve a gula do capital! Ele quer mais!

Além disso, no interior do Palácio do Planalto, ressurgem as vozes ortodoxas que pregam a retomada da alta dos juros e das medidas de austeridade fiscal. Segundo Sérgio Nobre, “essa receita equivocada, que surge dentro do próprio governo, joga o país na crise, na recessão. Este não é o caminho do desenvolvimento”. Neste pesado conflito de interesses, que comprova mais uma vez que a luta de classes não acabou, a marcha a Brasília serve para impulsionar a pauta dos trabalhadores e da sociedade brasileira. 

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/03/trabalhadores-marcham-brasilia.html

domingo, 3 de março de 2013

Dalva de Oliveira :Bandeira Branca (VÍDEO)





Dalva de Oliveira nasceu no estado de São Paulo, mas sua história de fato ficou marcada enquanto vivia no Rio de Janeiro. Em 1935, no Cine Pátria, conheceu Herivelto Martins, que na época formava ao lado de de Francisco Sena o dueto Preto e Branco; foi terminado o dueto e nascia o Trio de Ouro. Iniciaram um namoro e, no ano seguinte, iniciaram uma convivência conjugal, oficializada em 1939 num ritual de Umbanda. A União durou até 1947, quando as constantes brigas e traições por parte de Herivelto deram fim ao casamento. Matérias mentirosas publicadas por Herivelto, com a ajuda do jornalista David Nasser no “diário da Noite” fizeram com que o conselho tutelar mandasse Pery e Ubiratan para um internato, só podendo visitar os pais em datas festivas e fins de semana, e podendo sair de lá definitivamente com 18 anos.
Dalva sofreu muito por isso. Em 1949, oficializaram a separação. Em 1952, depois de se consagrar mais uma vez na música mundial e ganhar o título de Rainha do Rádio, Dalva de Oliveira resolve excursionar pela Argentina, para conhecer o país e cantar em Buenos Aires. Nessa ocasião conhece Tito Climent, que se torna primeiro seu amigo, depois seu empresário e mais tarde, seu segundo marido. Com ele adotou uma filha chamada Dalva Lúcia de Oliveira Climent, a qual Dalva brigou na justiça pela guarda da menina, que fica com o marido, já que casada anos com ele, viviam brigando. Dalva era uma mulher simples, e Tito queria uma mulher fina e cheia de requintes, sempre pronta para atender a todos em cima do salto.
Em 1963, Dalva de Oliveira e Tito Climent se separaram oficialmente. Ela volta para o Brasil sozinha e triste, sendo que a filha vai visitá-la nas férias, como os filhos que estão no internato. Mais tarde, ela conhece Manuel Nuno Carpinteiro, homem muitos anos mais jovem, que se tornaria seu último marido.Três dias antes de morrer, Dalva pressentiu o fim e, pela primeira vez, em sua longa agonia de quase três meses, falou da morte. Ela tinha um recado para sua amiga Dora Lopes, que a acompanhou no hospital: “Quero ser vestida e maquiada, como o povo se acostumou a me ver. Todos vão parar para me ver passando”. Ela faleceu em 31 de agosto de 1972, vítima de uma hemorragia interna provavelmente causada por um câncer. A cantora viveu o apogeu nos anos 30, 40 e 50. Dentre as várias canções, uma em especial é considerada eterna…

Fonte: Universo do Conhecimento

Dalva de Oliveira :Bandeira Branca





Dalva de Oliveira nasceu no estado de São Paulo, mas sua história de fato ficou marcada enquanto vivia no Rio de Janeiro. Em 1935, no Cine Pátria, conheceu Herivelto Martins, que na época formava ao lado de de Francisco Sena o dueto Preto e Branco; foi terminado o dueto e nascia o Trio de Ouro. Iniciaram um namoro e, no ano seguinte, iniciaram uma convivência conjugal, oficializada em 1939 num ritual de Umbanda. A União durou até 1947, quando as constantes brigas e traições por parte de Herivelto deram fim ao casamento. Matérias mentirosas publicadas por Herivelto, com a ajuda do jornalista David Nasser no “diário da Noite” fizeram com que o conselho tutelar mandasse Pery e Ubiratan para um internato, só podendo visitar os pais em datas festivas e fins de semana, e podendo sair de lá definitivamente com 18 anos.
Dalva sofreu muito por isso. Em 1949, oficializaram a separação. Em 1952, depois de se consagrar mais uma vez na música mundial e ganhar o título de Rainha do Rádio, Dalva de Oliveira resolve excursionar pela Argentina, para conhecer o país e cantar em Buenos Aires. Nessa ocasião conhece Tito Climent, que se torna primeiro seu amigo, depois seu empresário e mais tarde, seu segundo marido. Com ele adotou uma filha chamada Dalva Lúcia de Oliveira Climent, a qual Dalva brigou na justiça pela guarda da menina, que fica com o marido, já que casada anos com ele, viviam brigando. Dalva era uma mulher simples, e Tito queria uma mulher fina e cheia de requintes, sempre pronta para atender a todos em cima do salto.
Em 1963, Dalva de Oliveira e Tito Climent se separaram oficialmente. Ela volta para o Brasil sozinha e triste, sendo que a filha vai visitá-la nas férias, como os filhos que estão no internato. Mais tarde, ela conhece Manuel Nuno Carpinteiro, homem muitos anos mais jovem, que se tornaria seu último marido.Três dias antes de morrer, Dalva pressentiu o fim e, pela primeira vez, em sua longa agonia de quase três meses, falou da morte. Ela tinha um recado para sua amiga Dora Lopes, que a acompanhou no hospital: “Quero ser vestida e maquiada, como o povo se acostumou a me ver. Todos vão parar para me ver passando”. Ela faleceu em 31 de agosto de 1972, vítima de uma hemorragia interna provavelmente causada por um câncer. A cantora viveu o apogeu nos anos 30, 40 e 50. Dentre as várias canções, uma em especial é considerada eterna…