quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Primeiro médico indígena formado trabalhará para seu povo



Do Portal Vermelho

A 85ª turma de Medicina da UnB marcou um feito inédito: entre os novos médicos estava o primeiro a ser formado pelo vestibular indígena. Josinaldo da Silva, representante da tribo Atikum, no sertão pernambucano, é o símbolo de um projeto de diversidade promovido pela UnB nos últimos dez anos. Engajado com a causa de seu povo, Josinaldo pretende usar o conhecimento adquirido na UnB no programa Saúde da Família, que leva saúde diretamente às comunidades.


índio médico
Josinaldo da Silva, primeiro médico indígena a se formar no Brasil pelo sistema de cotas
No depoimento concedido àUnB Agência, ele conta que sonhava em ser médico desde que começou a trabalhar como agente de saúde, aos 22 anos, mas a falta de opções em sua região fez com que ele estudasse Matemática. Foi a criação do vestibular específico para indígenas na UnB que possibilitou a realização de um sonho. “As informações são mais difíceis na aldeia. Um grupo de colegas veio à capital em 2005 e descobriu as cotas”, conta. Me interessei de imediato. Com o curso de Medicina, poderia contribuir mais com a minha aldeia”. Leia abaixo trechos do depoimento de Josinaldo.

Chegada a Brasília

Confesso que quando passei, não acreditei. A ficha demorou um pouco a cair. Foi no início de 2006. Vim com uma colega e aqui me reuni com um grupo de indígenas de outros cursos. Éramos 13 cotistas ao todo: além da Medicina, havia estudantes de Enfermagem, Nutrição, Biologia e Farmácia. Foi muito difícil no início. Precisamos pagar um aluguel caro, não tínhamos referências, conhecidos, ninguém que se dispusesse a ser fiador. Além disso, tínhamos uma bolsa de R$ 900. Todo mundo sabe que isso é pouco para a cidade. Nossa salvação foi a Dona Socorro, que nos acolheu na 706 Norte e agiu como um anjo. Era paciente e compreensiva, nos apoiava quando a bolsa atrasava e sempre negociava os pagamentos.

A adaptação na cidade


Eu preciso ser sincero. Estou aqui desde 2006, mas nunca me adaptei. Acho que nunca vou me adaptar. Brasília é agradável, tem um ambiente gostoso, é uma cidade tranquila, mas é muito fechada. Eu estranho ainda viver num apartamento. A gente que é do mato sempre sente falta da natureza. É o nosso mundo, sabe.

Primeiras impressões da UnB

Foi outro momento difícil, pois tudo é estranho. A gente não conhece ninguém, não tem amigos. Acaba que passei, como outros colegas indígenas, muitos momentos de isolamento. E existe o preconceito, que ninguém admite, mas acontece. Quando era apresentado, a reação era sempre a mesma: “Você é índio, que legal, como é a vida lá na aldeia?”. Mas na hora dos trabalhos de grupo, nas conversas do intervalo, ficava sempre de lado ou por último.

O preconceito

Eu mesmo nunca ouvi, mas alguns colegas me relataram casos de professores que reclamavam por dar aulas para índios. Alguns colegas reagiram escondendo que eram cotistas. Com o perdão da expressão, acho isso uma sacanagem. Tem que enfrentar o preconceito, senão não supera a barreira. Temos de firmar o compromisso com nosso povo. E se começa uma conversa estranha, atravessada, eu corto na hora. Não permito prosperar.

Apoio de colegas e professores

É verdade que eu fiz poucos amigos. Mas esses são verdadeiros. Eles me ajudaram a transpor várias barreiras, me apoiaram no início, ajudaram nos estudos durante os primeiros semestres, quando precisei me adaptar ao ritmo da Universidade, a compreender bem toda a teoria que a medicina tem. O conhecimento nas aldeias é muito prático. A gente sabe que a coisa funciona, mas não sabe como. Na UnB é diferente, precisei estudar muito e o apoio dos colegas foi fundamental.

Alguns professores também são inesquecíveis. A Yolanda Galindo Pacheco e a Jussara Rocha Ferreira, da Anatomia, além de excelentes mestras, vestiam a camisa do grupo, defendiam as cotas e os cotistas. Elas apoiaram muito a nossa causa. Punham a mão no fogo pela gente. O professor Carlos Eduardo Tosta também foi importante, ele tinha uma sensibilidade, que eu chamaria de espiritual, e muito respeito pela tradições indígenas.

O futuro imediato

Agora estou lutando pela Residência. Não é fácil, mas tenho fé que tudo dará certo. Estou disputando uma vaga lá no Hospital de Planaltina. Quero seguir o caminho da Saúde da Família, é o que mais pode contribuir com a minha comunidade.

Meu objetivo é voltar pra aldeia tão logo termine a formação. É um acordo que faz parte do convênio da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), mas é mais do que isso, é um compromisso meu com o meu povo, com os Atikum, minha origem e minha razão de estudar. O índio é o que pode cuidar melhor da saúde do índio, compreende os costumes, conhece a tradição. Um índio tem todas as condições de cuidar de uma tribo, reunindo o saber da universidade com o saber tradicional. É esse o meu objetivo.

Fonte: Assessoria da UnB


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=206908&id_secao=8

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Quer saber porque existem ateus?



Você que sempre teve curiosidade em saber porque existem ateus, não tenha medo e veja esse vídeo, a única coisa que pode acontecer é você se tornar ateu também....

O Manifesto do Partido Comunista em desenho animado





Trechos de o Manifesto Comunista com a ajuda dos cartoones da Disney, criado pelo o cineasta independente Jesse Drew.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Índia: Comunistas marcham contra desigualdades sociais




Do Portal Vermelho


O Partido Comunista da Índia-Marxista (PCI-M) iniciou em Kanyakumari, no estado de Tamil Nadu ao sul, a primeira de uma série de passeatas em protesto contra as desigualdades sociais no país.


"O propósito da Jatha Sangharsh Sandesh (Marcha pela Luta) é denunciar os problemas da cidadania por causa do aumento dos preços, o desemprego e a corrupção em massa, disse o secretário geral do PCI-M, Prakash Karat, citado nesta segunda-feira (25) por meios de comunicação de Nova Delhi.

Outras três grandes colunas partirão no dia 1º de março de Calcutá (leste), no dia 4 de Amritsar (norte) e no dia 8 de Mumbai (oeste), até se encontrarem dia 19 no Ramlila Ground, uma praça no centro de Nova Delhi onde será realizada uma manifestação à qual se esperam dezenas de milhares de pessoas.

A essas quatro "jathas" se unirão outras menores que terão como ponto de partida os estados de Assam (leste), Orissa (centro-este), Gujarat (centro-oeste) e Himachal Pradesh (norte), afirmou Karat.

Os trechos percorridos por todas marchas somarão mais de 10 mil quilômetros.

Trata-se de uma única grande marcha dedicada a mobilizar o povo em defesa de seu direito à alimentação, ao emprego, à educação e à saúde, e contra problemas como a corrupção e o maltrato aos dalits (últimos no sistema de castas indiano) e os adivasis (tribos originárias), disse o dirigente comunista.

Os partidos de esquerda somos os únicos a propor políticas alternativas às do Partido do Congresso (no governo) ou do Partido Janata Bharatiya (principal da oposição), sublinhou.

O PCI-M distribuiu um milhão de cópias de um folheto no qual explica, em vários dos idiomas falados na Índia, os objetivos da campanha.


Fonte: Prensa Latina


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=206764&id_secao=9



Fonte: Prensa Latina

Cuba: Nova geração assumirá responsabilidade de construir o socialismo


Do Portal Vermelho

Eleito neste domingo (24) para mais um mandato como chefe de Estado e de governo da República de Cuba, que afirma ser o último, o presidente Raúl Castro fez importante pronunciamento político no qual defende os princípios da Revolução cubana e o aperfeiçoamento do socialismo. Leia a íntegra, em tradução exclusiva da redação do Vermelho.


Cuba Debate
Líder da Revolução Cubana Fidel Castro e presidente Raúl Castro 
 Líder da Revolução Cubana Fidel Castro e o presidente Raúl Castro
Companheiras e companheiros: 

Em uma data como a de hoje, em 24 de fevereiro de 1895, reiniciou-se a luta pela independência com a fusão dos experientes mambises* da primeira guerra e os combatentes novatos, sob a liderança do Partido Revolucionário Cubano e de Martí.

Cabe a mim assumir novamente perante vocês e todo o nosso povo a honra de presidir o Conselho de Estado e o governo.

Neste sentido, creio que não é ocioso reiterar o que já foi afirmado duas vezes neste Parlamento, e cito: "A mim não me elegeram presidente para restaurar o capitalismo em Cuba, nem para entregar a Revolução. Fui eleito para defender, manter e continuar aperfeiçoando o socialismo, não para destruí-lo".

Em concordância com as resoluções do 6º Congresso [do Partido Comunista], será preciso harmonizar os postulados da Constituição da República com as mudanças associadas à paulatina implementação dos Lineamentos da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução.

Entre as modificações que nos propomos introduzir à Constituição se encontra a de limitar a um máximo de dois períodos consecutivos de cinco anos o desempenho dos principais cargos do Estado e do governo e estabelecer idades máximas para ocupar essas responsabilidades.

Ao mesmo tempo, não é saudável reformular continuamente a Carta Magna da Nação e como efetuar uma reforma constitucional nos tomará necessariamente um tempo razoável, algumas questões podem ser modificadas pelo próprio Parlamento, outras mais importantes requerem a ratificação pelo voto favorável da maioria dos cidadãos em referendo; desejo esclarecer que em meu caso, independentemente da data em que se aperfeiçoe a Constituição, este será o último mandato.

Leia mais: 
Raúl Castro é confirmado como presidente de Cuba


Nesta sessão a Assembleia Nacional elegeu o companheiro Miguel Díaz Canel Bermúdez como primeiro vice-presidente do Conselho de Estado e posteriormente aprovou sua designação como primeiro vice-presidente do Conselho de Ministros.

Consideramos que nas circunstâncias que vive o país, que se viu obrigado a desenvolver-se durante mais de meio século de Revolução, deve garantir-se na cúpula do poder estatal e governamental a unidade executiva frente a qualquer contingência gerada pela perda do dirigente máximo, de maneira que se preserve, sem interrupções de nenhum tipo, a continuidade e a estabilidade da nação.

Esta decisão se reveste de particular transcendência histórica porque representa um passo definidor na configuração da direção futura do país, mediante a transferência paulatina e ordenada às novas gerações dos principais cargos, processo que devemos concretizar em um quinquênio e atuar daqui para diante de maneira intencional e previdente, a fim de evitar que se nos repita a situação de não contar oportunamente com suficientes reservas de quadros preparados para ocupar os postos superiores do país e assegurar que a substituição dos dirigentes constitua um processo natural e sistemático.

O companheiro Díaz-Canel não é um novato nem um improvisado. Sua trajetória de trabalho acumula quase 30 anos, começando na base, na profissão que estudou, e depois de ter cumprido o Serviço Militar em unidades de mísseis antiaéreos das Forças Armadas Revolucionárias (FAR), foi docente na Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Central de Las Villas, onde se lhe propôs ser quadro profissional da União de Jovens Comunistas e mais adiante, considerando os resultados alcançados, foi promovido ao Partido, ascendendo gradualmente a maiores responsabilidades, entre elas, a de primeiro secretário do Comitê Provincial em Villa Clara, durante quase uma década, e depois em Holguín durante seis anos.

Ele é membro do Comitê Central do Partido desde 1991 e do Birô Político a partir de 2003. Cumpriu missão internacionalista na Nicarágua. É graduado do Colégio de Defesa Nacional.

Em 2009, passou a desempenhar funções governamentais, primeiro como ministro da Educação Superior e a partir de 2012, vice-presidente do Conselho de Ministros, encarregado de dar atenção a diferentes organismos vinculados à educação, à ciência, ao esporte e à cultura. Por outro lado, participa semanalmente na Comissão Econômico-financeira do governo e na Comissão do Birô Político para o controle da implementação das resoluções do 6º Congresso.

Merece menção à parte a conduta dos companheiros Machado Ventura e Colomé Ibarra, que tiveram a iniciativa de pôr os seus cargos no Conselho de Estado à disposição em favor da promoção da nova geração.

No caso de Machado Ventura, com excepcionais qualidades como dirigente e ser humano, modéstia e dedicação ao trabalho, destacada trajetória revolucionária durante cerca de 60 anos, combatente da Sierra Maestra e fundador da Segunda Frente Oriental "Frank País", onde criou e desenvolveu 20 hospitais de campanha e 11 dispensários distribuídos em zonas montanhosas em toda a província de Guantânamo e em parte das de Santiago de Cuba e Holguín, que esta frente guerrilheira abarcava. Participou em múltiplas ações combativas, sendo ferido em uma delas; partindo também do prestígio, preparação, experiência e da vitalidade que conserva, assim como de sua capacidade real de continuar contribuindo na direção de decisivas atividades, a Assembleia Nacional o elegeu para ocupar uma das vice-presidências do Conselho de Estado.

Igualmente, se mantém como membro do Conselho de Estado o companheiro Abelardo Colomé Ibarra, que desde muito jovem se somou à luta revolucionária em sua terra natal, Santiago de Cuba, participando na sublevação de 30 de novembro de 1956, sob as ordens de Frank País, que o selecionou para integrar o primeiro reforço ao nascente Exército Rebelde na Sierra Maestra.

Assim como Machado Ventura, ele é fundador da Segunda Frente Oriental "Frank País", ferido em duas ocasiões em combate contra as tropas da tirania, destacando-se por seu valor, o que lhe mereceu ascender de soldado até o grau de comandante.

Depois do triunfo da Revolução, executou com êxito, humildade e lealdade as tarefas que lhe foram atribuídas, entre as quais devo ressaltar o cumprimento de delicadas missões internacionalistas, posteriormente levou a cabo o desenvolvimento da sempre competente Contra-inteligência Militar, contribuiu de maneira decisiva à primeira vitória sobre as forças invasoras em Angola, à frente da Missão Militar Cubana, de 1975 a 1977, e desempenhou, entre outros, os cargos de primeiro vice-ministro do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias e ministro do Interior.

A atitude de Machado Ventura e Colomé Ibarra não é casual nem deve surpreender ninguém, é uma demonstração concreta de sua genuína fibra revolucionária, na qual não têm cabimento a vaidade e o interesse pessoal, nem muito menos o aferramento a qualquer cargo. Esta é a essência da geração fundadora desta Revolução. Assim agiu Fidel há cinco anos, dando um exemplo enaltecedor. Confiamos em que também sejam assim as novas gerações.

Ao falar destes temas é oportuno recordar o que Fidel expressou, há exatamente 15 anos, perante a Assembleia Nacional em 24 de fevereiro de 1998, quanto à primeira regra ou traço que deve caracterizar um quadro revolucionário, e cito: "Nunca ambicionar cargos, que os homens cheguem aos cargos que lhes correspondam por seus méritos, por seu trabalho, por suas virtudes, por seu patriotismo”.

O Conselho de Estado eleito nesta sessão de nosso Parlamento é um reflexo de como começamos a tornar realidade as resoluções do 6º Congresso do Partido em matéria de política de quadros. De seus 31 membros, 41,9% são mulheres e 38,6% são negros e mestiços. A idade média é de 57 anos e 61,3% nasceram depois do triunfo da Revolução.

Já são duas as vice-presidentas do Conselho de Estado e persistiremos na vontade de que continue crescendo a representação feminina neste órgão e em todas as instituições do país.

De igual forma, a Assembleia Nacional foi renovada em 67,26%, as mulheres elevaram sua participação até 48,86% e os negros e mestiços a 37,9%. Possuem nível superior de educação 82,68% de nossos deputados e a idade média é de 48 anos.

Das 15 províncias do país, em 10 foram eleitas mulheres para presidir as Assembleias Provinciais do Poder Popular, a média de idade nestes cargos é de 47 anos e todos possuem nível universitário.

Estes dados corroboram a qualidade do processo eleitoral cubano e as potencialidades que têm os órgãos do Poder Popular e esta Assembleia como órgão supremo de poder do Estado, para executar os importantes poderes fixados na Constituição.

Corresponde precisamente a esta legislatura um fecundo e intenso trabalho legislativo no fortalecimento de nossa institucionalidade, em especial em face da implementação dos Lineamentos da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução, processo que tem a primeira das prioridades e no qual, como expliquei na última sessão da Assembleia Nacional, começamos a adentrar em questões de maior alcance, complexidade e profundidade.
Enche-nos de sadio orgulho e satisfação que o Parlamento cubano seja encabeçado, a partir de hoje, pelo companheiro Esteban Lazo Hernández, membro do Birô Político, um negro de origem humilde, cortador de cana desde muito jovem, operário no moinho e secador de arroz de Jovellanos, município onde integrou o Comitê Municipal do Partido. Com enorme esforço e sem abandonar suas responsabilidades partidárias, obteve o título de Bacharel em Economia.

Posteriormente ocupou o cargo de primeiro secretário do Comitê Provincial do PCC em Matanzas e depois em Santiago de Cuba e Cidade de Havana.

O mesmo podemos dizer nos casos dos novos vice-presidentes do Conselho de Estado, Díaz-Canel, Mercedes López Acea, a eficiente primeira secretária do Partido na capital e de Salvador Valdés Mesa, representante direto da classe operária, que em sua condição de membro do Birô Político, passará a atender a Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), além de outras funções que se lhe atribuirão pela via partidária.

Todos eles surgiram do povo e como os demais membros do Conselho de Estado constituem um exemplo fidedigno de como foram levadas à prática as palavras de Fidel em 16 de abril de 1961, às vésperas da invasão mercenária em Playa Girón, quando disse: "esta é a Revolução socialista e democrática dos humildes, pelos humildes e para os humildes". Hoje estamos demonstrando que assim seguirá sendo para sempre.

É igualmente motivo de legítima felicidade contar com uma juventude identificada com os valores éticos e os princípios de justiça social, que está preparada em todos os sentidos, inclusive militarmente, para defender e manter no alto as bandeiras da Revolução e do Socialismo.

Certamente, nós, os que tivemos a honra de acompanhar Fidel nos inícios da gesta revolucionária e na luta insurrecional contra a tirania, tivemos privilégio, junto ao povo heroico, de ver com nossos próprios olhos a obra consolidada da Revolução; contudo, a maior satisfação é a tranquilidade e serena confiança que sentimos ao ir entregando às novas gerações a responsabilidade de continuar construindo o socialismo e com isso assegurar a independência e a soberania nacional.

Fazemo-lo tendo definido pelo Congresso do Partido o rumo para atualizar o modelo econômico cubano e alcançar uma sociedade socialista próspera e sustentável, uma sociedade menos igualitária, porém mais justa, princípios estes que servem de fundamento para a conformação do programa de desenvolvimento até o ano de 2030, em fase de elaboração.

Isto será possível porque os Lineamentos da Política Econômica e Social são fruto, em primeiro lugar, dos amplos e democráticos intercâmbios com o povo, que os tornou seus, reformulando-se 68% da proposta inicial como resultado da consulta popular.

Da mesma forma, foram respaldados pelo Parlamento, em cujas sessões ordinárias se presta conta, duas vezes ao ano, sobre o andamento do plano da economia e o processo de implementação dos citados lineamentos.

Similar análise se efetua sistematicamente nos plenos do Comitê Central e dos comitês provinciais e municipais do Partido, com a participação de dirigentes administrativos locais.

Estes métodos de consulta direta com a população que se desenvolveram em mais de 50 anos do processo revolucionário e que prosseguirão aperfeiçoando-se antes, durante e depois de adotar as decisões mais transcendentais para o futuro do país, constituem um fator adicional para a tranquilidade e esperança no futuro, que nós, integrantes da direção histórica da Revolução, experimentamos, já que além de fortalecer de maneira permanente a unidade e o apoio do povo, garantirão retificar oportunamente os erros que possamos cometer.

Em Cuba nunca se permitirá a ninguém contornar que tal e como expressa a Constituição em seu artigo número 3, e cito: "a soberania reside no povo, do qual emana todo o poder do Estado".

Em virtude disso, previamente à realização dos futuros congressos do Partido, deverá levar-se a cabo um processo de consulta popular, cada vez mais profundo e organizado, de modo que o Programa atualizado da Revolução a ser aprovado reflita sempre, em todos os assuntos vitais da sociedade, a opinião da população.

Àqueles que dentro ou fora do país, com boas ou más intenções, nos alentam a ir mais rápido, lhes dizemos que continuaremos sem pressa, mas sem pausa, com os pés e os ouvidos bem pregados à terra, sem terapias de choque contra o povo e sem deixar nenhum cidadão desamparado, superando a barreira do imobilismo e a mentalidade obsoleta em favor de desatar os nós que freiam o desenvolvimento das forças produtivas, ou seja, o avanço da economia, como cimento imprescindível para afiançar, entre outras esferas, as conquistas sociais da Revolução na educação, na saúde pública, na cultura e no esporte, que deveriam ser direitos humanos fundamentais e não um negócio particular.

Ao mesmo tempo, nos propomos manter o enfrentamento às indisciplinas e ilegalidades de todo tipo, incluindo o combate às manifestações de corrupção que atentam contra as próprias bases de nosso sistema social, partindo de que sem a conformação de um ambiente de ORDEM, DISCIPLINA e EXIGÊNCIA na sociedade, qualquer resultado será efêmero. Na reunião deste Parlamento, na primeira quinzena do mês de julho, trataremos com profundidade este sufocante assunto das indisciplinas e ilegalidades.

Passando a temas de caráter internacional, não posso deixar de mencionar que em 28 de janeiro último, no 160º aniversário do natalício de José Martí, Cuba assumiu a Presidência da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e terá a responsabilidade de organizar em nosso país sua próxima reunião de Cúpula no ano de 2014.

Este é um fato de particular relevância que reivindica a luta do povo cubano por sua soberania e autodeterminação, demonstra o quanto avançaram a América Latina e o Caribe para a definitiva independência e expõe o isolamento e fracasso da política de bloqueio econômico e midiático dos Estados Unidos contra nossa nação.

A Presidência Cubana da Celac atuará com prudência e determinação para potenciar o que nos une no caminho comum da paz, desenvolvimento, justiça social, democracia com participação verdadeira do povo, garantia para o exercício de TODOS os direitos humanos por TODAS as pessoas, soberania sobre os recursos naturais e diminuição da desigualdade social e da pobreza.

Teremos que cuidar de nossa unidade dentro da diversidade e impedir que se nos divida. Sabemos que a consolidação desta organização enfrentará difíceis obstáculos, derivados da injusta e insustentável ordem internacional, a crise econômica global, a agressiva política da Otan, as ameaças e consequências de suas guerras não convencionais e o intento de uma nova divisão do mundo; a existência de enormes arsenais nucleares e novas armas, assim como a mudança climática.

A desigualdade na distribuição da riqueza no continente é a principal debilidade e simultaneamente o maior desafio que enfrentamos. Na Nossa América com mais unidade, integração e justiça social, nada poderá deter-nos.

Aproveito a ocasião para reiterar, em nome desta Assembleia e do povo cubano, a felicitação ao presidente Rafael Correa e à Revolução Cidadã, que ele encabeça, por sua retumbante vitória eleitoral no domingo passado.

Que chegue ao presidente Hugo Chávez Frias o abraço fraternal e os desejos de recuperação de sua saúde. À Revolução Bolivariana, ao povo venezuelano e a seus dirigentes ratificamos toda a solidariedade desta Assembleia Nacional e de nossos compatriotas.

A mais de um mês de sua entrada em vigor, as novas regulações migratórias estão em completa aplicação sem contratempos, com uma favorável acolhida por parte da população e da esmagadora maioria da emigração cubana.

Prosseguiremos demandando a libertação e o regresso à Pátria de nossos Cinco Heróis, a quem transmitimos a fraterna saudação, reconhecimento e compromisso deste Parlamento e de todo o povo.

Para terminar minhas palavras e sobretudo pensando no porvir da Pátria, creio que a melhor maneira de fazê-lo é com a brilhante definição do conceito de Revolução formulado por seu Comandante em Chefe, Fidel Castro Ruz, em 1º de de maio do ano 2000 na Praça da Revolução, e cito: 

"Revolução é sentido do momento histórico; 

é mudar tudo o que deve ser mudado; 

é igualdade e liberdade plenas; 

é ser tratado e tratar os demais como seres humanos; 

é emancipar-nos por nós mesmos e com nossos próprios esforços; 

é desafiar poderosas forças dominantes dentro e fora do âmbito social e nacional; 

é defender valores nos quais se crê ao preço de qualquer sacrifício; 

é modéstia, desinteresse, altruísmo, solidariedade e heroísmo; 

é lutar com audácia, inteligência e realismo; 

é não mentir jamais nem violar princípios éticos; 

é convicção profunda de que não existe força no mundo capaz de esmagar a força da verdade das ideias.

Revolução é unidade, é independência, 

é lutar por nossos sonhos de justiça para Cuba e para o mundo, que é a base de nosso patriotismo, nosso socialismo e nosso internacionalismo".

Que esta magistral definição sirva para sempre de guia a todas as gerações de patriotas e revolucionários cubanos! 

Muito obrigado.

Fonte: Prensa Latina
Tradução de José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho
*Combatentes da guerra pela independência de Cuba no século 19.


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=206701&id_secao=7

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Bradley Manning, encarcerado a 1000 dias por tentar falar



por Danilo R. Paiva

23/02/2013 - o dia de hoje é um marco simbólico, mas nada comemorativo para Bradley Manning: ele completa hoje 1000 dias preso. 

Bradley Manning era um soldado da inteligência do exérctito dos EUA (muito embora "inteligência" e "exército" não caibam na mesma frase) que, ao se deparar com crimes cometidos por seus pares no Iraque, resolveu denunciá-los. Foi ele quem tornou públicas as imagens de um grupo de soldados abrindo fogo contra civis iraquianos desarmados, num episódio onde morreram, além dos iraquianos, dois repórteres da Reuters. Também suspeita-se que ele tenha sido o responsável pelo vazamento de todos os documentos secretos dos EUA publicados na WikiLeaks.

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Acusado de "ajudar o inimigo" e alta traição, Bradley está há 1.000 trancado numa prisão militar. Nesse período nunca foi formalmente acusado e nunca foi posto em frente a um juiz para se defender e pedir habeas corpus. Está há mais de um ano em confinamento solitário, sofre abusos físicos e psicológicos. Quando, e se for julgado, provavelmente pegará prisão perpétua ou pena de morte.

Seu "crime", repito, foi divulgar e tornar públicas provas que comprovam crimes de guerra cometidos pelo exército dos EUA no Iraque.

Bradley Manning completa 1000 dias preso e provavelmente pagará com a vida por ter denunciado crimes do exército dos EUA. E aquela paspalha da yoani é tratada por idiotas e pelos mesmos que mantém Bradley preso como "mártir pela liberdade". O mundo realmente é um lugar estranho...



Guia: Como reconhecer um direitista enrustido?



                         Jair Bolssonaro...um dos direita-fascistóides mais raivosos do Brasil


     Arnaldo Jabor,mais do que um direitista....um FASCISTA!

.
- por André Lux, jornalista


 Resolvi fazer uma listinha básica com dicas para quem quer 
aprender a identificar um direitista enrustido. Porque, como bem 
sabemos, ninguém tem coragem de admitir que é de direita no 
Brasil, mas prestando atenção aos discursos e atitudes das pessoas 
fica fácil identifica-los.


Vamos lá:


1) Como bem apontou Fortes, o direitista enrustido costuma bradar que odeia política e políticos em geral e que “não existe esse negócio de direita e esquerda”. Mas, na prática, é diferente. O cara vota no Serra, em alguém do DEMo, do PSDB ou em qualquer um que for o anti-petista ou anti-comunista da vez. Se Adolf Hitler em pessoa ressuscitar e chegar ao segundo turno contra Lula, por exemplo, adivinhem só em quem ele vai votar?


2) Eles adoram xingar os abusos da Telefônica, da CPFL e os pedágios caríssimos das estradas. Enquanto você concorda, são só sorrisos. Porém, na hora que você 
lembra que a culpa de tudo isso recai sobre as
privatizações lesa-pátria ocorridas nos oito anos de governo
 FHC, ele fecha a cara e começa a defendê-las, alegando
 que “antes a gente tinha que esperar anos pra conseguir 
um telefone” e que a culpa é das “agências reguladoras” 
(que também foram criadas pelo FHC). Aí você explica
que não é contra parcerias público-privadas, desde que 
elas sejam feitas em favor da população e não de um 
grupelho de “amigos do rei”. E então faz aquela 
fatídica constatação: “Realmente, hoje você consegue 
uma linha rapidinho, só que paga as tarifas mais caras 
do mundo, recebe em troca um serviço horrível e não
 tem ninguém para reclamar”. Se depois disso a 
pessoa se enfurecer e começar a falar mal do Lula, do PT
 ou de Cuba, pode ter certeza que você está diante de um 
direitista.


3) Toda pessoa de direita acredita piamente que as pessoas são pobres porque querem. “O problema do Brasil é que pobre não gosta de trabalhar”, costumam repetir. De tanto ler a Veja e ver o Jornal Nacional, eles passam a crer que o sujeito mora numa favela e só consegue trabalhar de lixeiro porque “não quis estudar” ou “não se esforçou o suficiente para subir na vida”. Quando você lembra que essas pessoas não têm condições nem para comer, são obrigadas a trabalhar desde cedo largando os estudos e, devido a tudo isso, só conseguem arrumar subempregos, 
o direitista novamente vai fechar a cara e começar a resmungar
 coisas sem nexo do tipo: “Pode ser, mas se um vagabundo desses 
entrar na minha casa eu meto tiro!”.


4) Ainda em relação aos excluídos, o direitista vive dizendo 
que a solução para os problemas sociais do país é “investir 
em educação”. Claro que, como bom esquerdista, você vai 
concordar com ele. Mas você será obrigado a explicar que 
a direita, que governou o país desde que o Cabral invadiu essas
 terras, nunca investiu em cultura e em educação. Pelo contrário. 
E foi durante a ditadura militar de direita que o sistema 
público de ensino sofreu seu golpe mais duro, ficando totalmente 
sucateado. Então vai lembrar ao direitista que se todo mundo 
tivesse estudo e condições iguais para “subir na vida”, ele 
(ou ela) seria obrigado(a) a fazer faxina na própria casa ou a 
recolher o lixo da rua, já que ninguém mais precisaria se 
sujeitar a trabalhar nesses subempregos, exceto de forma 
voluntária para ajudar a comunidade - igual acontece em Cuba – 
ou no mínimo ganharia um salário igual ao de um médico. 
Pronto. Depois dessa é melhor você correr para um abrigo!


5) Pessoas de direita tendem a ser extremamente incoerentes. Via de regra, elas falam mal de tudo (política e políticos, programas na TV, filmes, jornalistas, sexualidade, música) e repetem que “o mundo está perdido”, “nada mais presta” ou “na minha época não tinha nada disso”. E geralmente terminam suas reclamações dizendo que a única solução para tudo isso é “jogar uma bomba atômica e começar tudo de novo”. Aí, logo depois, eles afirmar que são “conservadores”...


6) Conheço uma dúzia de caras, por exemplo, que adoram o Pink Floyd (até tocam suas músicas em bandas cover)
 enquanto repetem jargões que deixariam até um nazista 
envergonhado. “Vai dizer que o Roger Waters é petista agora??” 
costumam vociferar quando você aponta essa incongruência
 a eles. Obviamente, os direitistas confundem ser “de esquerda”
 com “ser petista” ou “ser comunista”. Quando eles cantam
 “Imagine”, do Lennon, com certeza não se tocam que aquela 
é uma música que contesta o sistema vigente que eles 
defendem, ou seja, é de esquerda. E aí, voltamos à 
lógica esquizofrênica exposta acima: o direitista enrustido 
é contra tudo, acha que o mundo está perdido, que o ser 
humano não presta e que político é tudo FDP, mas na 
hora das eleições, dá seu voto aos sujeitos mais conservadores,
 reacionários e corruptos que existem. Justamente aqueles que,
 além de não mudar nada, vão deixar tudo ainda pior. Aqueles
 que, como diz Mino Carta, “querem deixar as coisas como 
estão para ver como é que ficam”.


7) Uma forma fácil de identificar um(a) direitista enrustido(a) é começar a falar sobre Cuba. Disfarçado no discurso “a favor da democracia e da liberdade”, você vai poder identificar todos os clichês mais obtusos que a mídia de direita usa para doutrinar os incautos. Não adianta você dizer que antes do Fidel, Cuba era uma ditadura de direita na qual a maioria esmagadora da população passava fome e não tinha direitos. Nem que, depois do Fidel, ninguém mais passa fome e todos têm acesso gratuito à educação, à saúde,
 à alimentação e ao transporte. Também é inútil explicar
 que, em Cuba, não existem crianças na rua pedindo esmola 
e que a maioria da população tem curso superior adquirido 
gratuitamente. Pois o direitista vai jogar na sua cara que 
em Cuba não existem carros zero km, nem telefone celular, 
nem shopping centers, nem DVD, nem liberdade de imprensa. 
Sim, trata-se da mesma pessoa que acabou de vociferar que 
“o mundo está perdido”, “na televisão só tem porcaria”, 
“jornalista é tudo safado e a imprensa é uma merda”, 
“hoje em dia essa molecada só quer gastar dinheiro com 
lixo” e “o problema do Brasil é a falta de educação e 
cultura”. Eu disse que coerência não é o forte deles, não disse?


8) Direitista enrustido que se preze é a favor do neoliberalismo. 
Não, ele não tem idéia do que é isso nem quem inventou esse 
negócio, mas como ouviu o Arnaldo Jabor e o Django Mainardi
 dizendo que era a solução para os problemas do mundo, 
ele acreditou. E passou a repetir tudo como um bom papagaio: 
são contra o Estado e as Estatais (mas não reclamam quando 
dinheiro público é usado para salvar bancos privados da falência), 
a favor das privatizações (sim, as mesmas que o fazem 
espumar de ódio contra a Telefônica) e pregam a “redução 
dos impostos” (ao mesmo tempo em que choram de raiva por 
terem que pagar fortunas para ter plano de saúde privado). 
Como são manipulados pela mídia de direita, adoram meter o
 pau no governo Lula, não reconhecem nenhum mérito 
nele e acreditam (mesmo!) que tudo de bom que acontece
 hoje no país é resultado do governo FHC (embora eles 
odeiem política e todos os políticos, inclusive os do PSDB, 
lembram?).














9) Outra característica marcante da turma da direita é a certeza absoluta que são donos da verdade. Quando eles falam sobre qualquer assunto, não estão emitindo uma opinião, mas sim uma verdade única e incontestável. A melhor forma de fazer um tipinho desses sair do armário e mostrar sua verdadeira face é simplesmente contestá-lo com argumentos sólidos e muita calma. Eles até vão tentar rebater, mas quando perceberem que o que estão dizendo é APENAS uma opinião e que, por mais que tentem te ridicularizar ou denegrir, você não vai mudar a sua opinião, o direitista enrustido vai então partir para ataques 
chulos e de cunho pessoal, como que tentando convencer os 
outros que o que você diz não tem valor, afinal trata-se de 
uma pessoa má, feia, fedida, chata ou qualquer outra 
coisa. Em última instância, o direitista enrustido vai 
perder todas as estribeiras e acabará apelando para o último
 recurso usado na tentativa de calar o interlocutor: ameaçar 
processá-lo!


E então? Você conhece um não conhece um monte de gente 
assim por aí? Vai ver você é uma delas. Mas não se desespere, 
pois sempre é hora para mudar.


E, como diz John Lennon, eu espero que um dia você possa se 
juntar a nós para que o mundo possa ser um só...

Yoani se hospeda em hotel 5 estrelas e passa o domingo passeando na cidade maravilhosa






A blogueira cubana Yoani Sánchez saiu na manhã deste domingo (24) em companhia do deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ). A mercenária-barraqueira, que está no Rio de Janeiro, se hospedou em  hotel cinco estrelas, (com diárias  à partir de R$ 600.00). 


Não deixe de ler:

Dossiê: Quem é Yoani Sánchez?


Jornal desmascara Yoani Sánchez e revela como blogueira frauda seguidores nas Redes Sociais




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Che: a história por trás da fotografia mais famosa do século 20




Che: a história por trás da fotografia mais famosa do século 20


TODO DIA 1º DE JANEIRO COMEMORA-SE O ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO CUBANA. SEJA PARA HOMENAGEAR, SEJA PARA CRITICAR, O CERTO É QUE MUITAS PESSOAS RELEMBRAM A DATA. O QUE NEM TODOS SABEM, CONTUDO, É A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO QUE REGISTRA UM DE SEUS PERSONAGENS PRINCIPAIS: ERNESTO “CHE” GUEVARA.


Alberto Korda
Che Guevara
Foto original
No dia 5 de março de 1960, durante uma cerimônia fúnebre que homenageava vítimas da explosão de um barco em Havana, Cuba, o fotógrafo cubano Alberto Korda registrou uma imagem de Che em um momento de concentração, parado, em pé, com um olhar compenetrado. A foto ganharia, mais tarde, o nome de “Guerrillero Heroico”.

Enquanto Fidel Castro discursava, Korda, que registrava o evento a cargo do jornal Revolución, percebeu Che parando por alguns segundos atrás do palanque e prestando atenção. Antes que ele fosse embora, o cubano clicou duas fotos do revolucionário argentino, uma na horizontal e outra na vertical. Como nenhuma das duas foi usada pelo jornal, o fotógrafo apenas as manteve em seu arquivo pessoal.

Em 1967, enquanto Che combatia o exército boliviano na tentativa de levar os ideais da Revolução Cubana para toda a América Latina, o editor italiano Gianfranco Feltrinelli o contatou em busca de retratos do guerrilheiro. Korda o presenteou com duas cópias da fotografia, que foram editadas e espalhadas em cartazes poucos meses depois, em outubro, quando as autoridades bolivianas anunciaram a morte do combatente.

Um ano mais tarde, em 1968, o artista irlandês Jim Fitzpatrick usou essa foto para criar uma imagem em alto contraste e a registrou em domínio público. O desenho se tornaria, a partir de então, um dos ícones mais famosos e uma das imagens mais reproduzidas do mundo.

Um comunista

Alberto Korda nasceu em Havana, em 1928. Começou a carreira como assistente de fotografia e passou a registrar as habaneras, mulheres de sua cidade natal. Pelo bom trato com elas, acabou se tornando o primeiro fotógrafo de moda de Cuba. Quando a revolução estourou, foi convidado para trabalhar no jornalRevolución, principal publicação do Movimento 26 de Julho (M-26-7), do qual faziam parte Fidel, Che, Raul Castro, Camilo Cienfuegos e os outros “guerrilheiros históricos” de Sierra Maestra.

Comunista convicto, Korda nunca se preocupou com os royalties de sua foto. Apenas em 2000, quando uma empresa de bebidas usou a imagem para vender vodka, o cubano entrou com uma ação legal e saiu vitorioso. Na ocasião, ele disse: “Usar a imagem de Che Guevara para vender vodka é manchar seu nome e sua memória. Ele nunca bebeu, ele não era um bêbado. Como um defensor dos ideais pelos quais Che morreu, eu não sou avesso a sua reprodução por aqueles que desejam propagar sua memória e a causa da justiça social em todo o mundo.”

Fonte: Catraca Livre

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=203350&id_secao=11#.UO9GxOTWLTF

Mídia enche a bola de Yoani Sánchez


Por Mário Augusto Jakobskind, no sítio Direto da Redação:

Conforme se previa, a blogueira Yoani Sánchez tem ocupado grandes espaços midiáticos e provocado furor nas hostes conservadoras. Diariamente, O Globo, por exemplo, dá chamadas de primeira página para “informar” as atividades da cubana anticastrista. Arnaldo Jabor faz análises históricas muito próximas da ideologia do Departamento de Estado norte-americano e assim sucessivamente. Tudo que o Instituto Millenium queria.

Parlamentares do PSDB, o tal partido de direita sem bandeiras, convidaram Yoáni para proferir palestra no Congresso, Luz, câmara e ação...

Mas nem tudo tem sido flores para a blogueira anticastrista. Jovens militantes de movimentos sociais e partidos de esquerda têm se manifestado contra a sua presença no Brasil. Alguns dizem que dessa forma estão enchendo a bola de Yoani. Não é por aí, a bola dela estaria cheia de qualquer forma com ou sem manifestações contrárias.

Yoani Sánchez, que continua sem explicar como consegue todo o material informático para alimentar seu blog e quem a financia, ficou mesmo de saia justa quando o estudante Caio Botelho convidou-a, em Feira de Santana, a assinar declaração atestando ser contra o bloqueio econômico imposto pelos EUA a Cuba há mais de 60 anos e que defende a libertação dos cinco heróis cubanos presos em solo estadunidense. Ela se negou a fazer isso. Já era esperado, pois Yoáni Sánchez precisa demonstrar fidelidade aos patrocinadores.

E O Globo, sempre O Globo, concede pelo menos duas páginas diárias para falar da blogueira, inclusive que ela “tem proteção policial para debater liberdade de expressão no Brasil”. Como se ela fosse abalizada para falar sobre o tema, quando na verdade o conceito que ela defende é o mesmo do patronato conservador latino-americano, ou seja, misturando liberdade de expressão com liberdade de empresa.

Agora, a tática dos patrocinadores de Yoáni Sánchez é dizer que ela passou por uma “situação de risco físico” com as manifestações contrárias a sua presença.

Mentira, ninguém quis agredi-la fisicamente, como insinuam os de sempre, apenas manifestar ponto de vista segundo a qual a blogueira é instrumento utilizado pelo Departamento de Estado norte-americano contra o regime socialista cubano.

A bola seguirá rolando na mídia conservadora a favor da blogueira, que nem conhecida é em seu próprio país.

Os partidos de direita no Congresso continuarão insistindo na tese de que o governo aderiu a uma suposta reunião na Embaixada de Cuba com a presença de um funcionário da secretaria geral da Presidência da República para a entrega de um dossiê contra Yoáni Sánchez. Como se não fosse possível encontrar o material sobre Yoáni Sánchez no gooogle.

Eis aí um tema que serve para parlamentares sem bandeiras aparecerem na mídia conservadora. Na onda do Senador Álvaro Dias embarcaram outros parlamentares tucanos, do Dem(o) e de quebra do PPS, sendo que este último confirma a tese segundo a qual não há nada pior em matéria de reacionarismo do que um ex. Que o digam o ex-motorista de Marighella, Aloísiio Nunes Ferreira, o deputado Roberto Freire, que entregou o$ arquivos do antigo PCB para a Fundação Roberto Marinho, etc.

Um parêntesis: não percam por esperar uma próxima mudança de posição da mídia conservadora em relação ao presidente do Senado, Renan Calheiros. Poderá cair nas graças do setor. Ele pelo menos tem se esforçado tanto para ganhar confiança do setor que não para de dizer que defenderá de todas as formas a liberdade de expressão. O certo, claro, é Renan afirmar que defenderá com unhas e dentes a liberdade de empresa.

Em suma: aguardemos os próximos capítulos de Renan Calheiros e da blogueira Yoáni Sãnchez.