quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Você conhece alguém que apoia regime que torturava até bebês?

Do Blog da Cidaddania
Por certo você conhece alguém que garante que no tempo da ditadura militar que era “bom”, que chega até a pedir sua volta, que atribui a “corrupção” à democracia e que, enfim, nega que a “Revolução de 1964” tenha sido o crime de lesa-humanidade que foi.
E não pense que os apoiadores da ditadura são todos idosos.

LEIA  TAMBÉM;

Torturado pela ditadura quando bebê se mata aos 40 anos


mUITOS DOS
que viveram aquilo estão hoje na blogosfera ou nas redes sociais defendendo o holocausto que se abateu sobre o Brasil entre 1964 e 1985, mas, por incrível que pareça, há jovens instruídos, que levam vidas confortáveis e que entoam o mesmo discurso.
Antes de prosseguir, vale rever uma história que chega a parecer ficção, mas que ilustra à perfeição um período da história brasileira que precisa ser esmiuçado até o último átomo para que jamais volte a se repetir.
A matéria, publicada originalmente no Observatório da Imprensa, é de autoria de Luciano Martins Costa e conta a história do técnico de computadores Carlos Alexandre Azevedo, que morreu no último dia 17 de fevereiro após ingerir overdose de medicamentos.
Segundo o relato, Azevedo sofria de depressão e fobia social, o que o levou a pôr fim à própria vida aos 40 anos, após décadas sofrendo com sequelas que lhe foram impostas quando era um simples bebê.
O articulista diz que “Carlos Alexandre Azevedo foi provavelmente a vítima mais jovem a ser submetida a violência por parte dos agentes da ditadura”, pois “Tinha apenas um ano e oito meses quando foi arrancado de sua casa e torturado na sede do Dops paulista”.
Chega a ser inacreditável esse caso que vem à luz no âmbito da Comissão da Verdade do governo federal, pois aquele bebê foi submetido a choques elétricos e outros sofrimentos pelos agentes da ditadura para obrigarem seus país, militantes de esquerda, a darem informações sobre companheiros.
Abaixo, o relato de como ocorreu um fato que mais parece ficcional, mas que será provado no âmbito da Comissão da Verdade.
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Dermi [Azevedo, pai da criança torturada] já estava preso na madrugada do dia 14 de janeiro de 1974, quando a equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury chegou à casa onde Darcy  [mãe da criança] estava abrigada, em São Bernardo do Campo, levando o bebê, que havia sido retirado da residência da família.
Ela havia saído em busca de ajuda para libertar o marido. Os policiais derrubaram a porta e um deles, irritado com o choro do menino, que ainda não havia sido alimentado, atirou-o ao chão, provocando ferimentos em sua cabeça.
Com a prisão de Darcy, também o bebê foi levado ao Dops, onde chegou a ser torturado com pancadas e choques elétricos.
(…)
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Se você acha que essa prática foi exceção, engana-se. A ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, tem uma história parecida para contar e a tem contado reiteradamente, no âmbito das investigações da Comissão da Verdade.
Quando foi presa, em 1971, Eleonora Menicucci tinha 22 anos. Além de ter sido submetida a tortura física, a principal sevícia que sofreu foi psicológica ao ver a filha Maria, então com um ano e dez meses, ser torturada com choques elétricos.
Os horrores que a ditadura praticava não eram ignorados pela sociedade durante aqueles anos tenebrosos. Era sabido por todos o que podia acontecer com quem discordasse do regime, razão que explica até hoje o medo que muitos têm da política.
As pessoas maduras que você conhece e que apoiam e até exaltam aquele regime criminoso sabem muito bem o que foi feito àquela época. São, portanto, monstros. Não têm mais salvação, tendo chegado a tal idade sem se regenerarem.
Mas há os jovens que vêm sendo corrompidos por Globos, Folhas, Vejas e Estadões, com suas versões mentirosas sobre o holocausto que se abateu sobre o país inclusive por ação desses mesmos veículos.
Você, por certo, conhece alguém que defende aquele horror. Alguns são jovens, outros são maduros. Para uns, então, há que adotar uma prática e, para outros, outra totalmente distinta.
Se a pessoa for madura, afaste-se porque é alguém que não vale o ar que respira. Se for jovem, no entanto, todos temos obrigação de tentar tirar de sua mente a droga ideológica pervertida que lhe foi ministrada. Para tanto, nada melhor que a Comissão da Verdade.
http://www.blogdacidadania.com.br/2013/02/voce-conhece-alguem-que-apoia-um-regime-que-torturava-ate-bebes/

O olhar pedagógico de José Saramago



 
Se puderes olhar, vê.Se podes ver, repara. 

José Saramago

O posicionamento assumido por José Saramago, no que diz respeito à intencionalidade do escritor e seu reflexo na obra literária, pode ser esclarecido pela concepção de engajamento do Sartre dos anos 40:
"...ao falar, eu desvendo a situação por meu próprio projeto de mudá-la; desvendo-a a mim mesmo e aos outros, para mudá-la; atinjo-a em pleno coração, traspasso-a e fixo-a sob todos os olhares; passo a dispor dela; a cada palavra que digo, engajo-me um pouco mais no mundo e, ao mesmo tempo, passo a emergir dele um pouco mais, já que o ultrapasso na direção do porvir. Assim, o prosador é um homem que escolheu determinado modo de ação secundária, que se poderia chamar de ação por desvendamento. É legítimo, pois, propor-lhe esta segunda questão: que aspecto do mundo você quer desvendar, que mudanças quer trazer ao mundo por esse desvendamento? O escritor ´engajado´ sabe que a palavra é ação: sabe que desvendar é mudar e que não se pode desvendar senão tencionando mudar (SARTRE, 1993: 20).
Esta busca do desvelamento de fatos e relações é o que constitui o essencial da postura do escritor-cidadão José Saramago e do seu "olhar pedagógico", que quer ver, desvendar e ensinar a ver através da comunicação intersubjetiva com os leitores. Como escreveu Proust "uma verdadeira viagem de descobrimento não é encontrar novas terras, mas ter um olhar novo" (citado por MORIN, 2000: 107).
O olhar e o desvendamento são dois aspectos que se complementam no ideário estético do educador Saramago. E é Sartre quem oferece um parâmetro para interpretarmos o "projeto" pedagógico implícito na expressão literária de José Saramago: 

"...podemos concluir que o escritor decidiu desvendar o mundo e especialmente o homem para os outros homens, a fim de que estes assumam em face do objeto, assim posto a nu, a sua inteira responsabilidade... a função do escritor é fazer com que ninguém possa ignorar o mundo e considerar-se inocente diante dele." (SARTRE, 1993: 21)
Da leitura dos escritos e das inúmeras entrevistas concedidas por Saramago, infere-se que o escritor avalia que as representações elaboradas pelos seres humanos sobre as suas relações sociais podem tolerar um cotidiano onde se reproduzem as situações de opressão e de exploração. Sua obra, portanto, se constituirá em uma pesquisa sobre a realidade material da sociedade e sobre o poder das representações elaboradas pelos seus membros. Qual o limite desse poder? O que dissimulam e escondem? Como resistir às representações que fascinam ou que estão impregnadas nos nossos valores? Como discernir as representações que permitem a busca do possível das representações que bloqueiam essa busca? Seu olhar pretenderá perceber aquilo que os outros podem estar vendo, mas não estão enxergando, e sua escrita revelará sua intenção pedagógica. O seu olhar artístico consegue atravessar essas representações, e através da escrita ele evidenciará o seu conteúdo anti-humano, para que os homens tomem posição para superá-las, pois, na sua concepção, o escritor deve ter o compromisso de intervir na sociedade, e já que trabalha no universo da produção simbólica, deve utilizar sua paciência, seu talento e disponibilidade para contribuir para a "reorganização axiológica" das civilizações contemporâneas. Sua prosa, portanto, chega a ser utilitária, e, para alcançar seus objetivos, o escritor utiliza-se de inúmeros recursos expressivos:
"designa, demonstra, ordena, recusa, interpela, suplica, insulta, persuade, insinua" (SARTRE, 1993: 18).
A noção de "olhar", esclarecida por Alfredo Bosi (1999: 10), expressa "a visão do autor, o ponto de vista ou, mais tecnicamente, ... o foco narrativo". No entendimento de Bosi olhar tem sobre a noção de ponto de vista a "vantagem de ser móvel"..., ora abrangente, ora incisivo. O olhar é ao mesmo tempo cognitivo, e ao mesmo tempo passional:
"Quem diz olhar diz, implicitamente, tanto inteligência quanto sentimento" (BOSI, 1999: 10). Ainda, segundo Bosi, os "...valores culturais e estilos de pensar configuram a visão do mundo do romancista, e esta pode ora coincidir com a ideologia dominante no seu meio, ora afastar-se dela e julgá-la. Objeto do olhar e modo de ver são fenômenos de qualidade diversa; é o segundo que dá forma e sentido ao primeiro" (BOSI, 1999: 12).
Em um outro trabalho, ao explicar as vertentes do pensamento antigo sobre o olhar, Bosi nos ensina que
"...o olho, fronteira móvel e aberta entre o mundo externo e o sujeito, tanto recebe estímulos luminosos (logo, pode ver, ainda que involuntariamente) quanto se move à procura de alguma coisa, que o sujeito irá distinguir, conhecer ou reconhecer, recortar do contínuo das imagens, medir, definir, caracterizar, interpretar, em suma, pensar" (BOSI, 1988: 66).
Saramago frequentemente recorre à noção de olhar e suas inúmeras possibilidades para construir raciocínios reflexivos, metafóricos e alegóricos. No romance Jangada de pedra a percepção do olhar é relativa ao observador, é assim que a personagem Pedro Orce o concebe ao imaginar em uma pedra as formas de uma embarcação, afinal
"... cada um de nós vê o mundo com os olhos que tem, e os olhos vêem o que querem, os olhos fazem a diversidade do mundo e fabricam as maravilhas, ainda que sejam de pedra, e altas proas, ainda que sejam de ilusão" (JP: 207).
No Memorial do convento, na interpretação das professoras Isabel Vaz e Maria do Carmo Castelo-Branco (LEÃO e CASTELO-BRANCO, 1999: 114),"... ver é signo exegético de toda a obra, talvez, metaforicamente, configurado na personagem Blimunda, mas funcionando como apelo a uma visão outra, que é a do homem que tem como missão decifrar os enigmas do passado para, e através deles, superar os que o presente lhe impõe. Ver é, assim, opinar, teorizar, discutir para, enfim, argumentando, ajuizar e passar o testemunho, tal como o faz Blimunda quando vê arder o "seu homem" na fogueira e lhe diz: "Vem" (p. 359), assegurando, deste modo, o projeto de continuidade". Os olhos de Blimunda, descritos pelo narrador como "...claros de cinzento, ou verde, ou azul, que com a luz de fora variam ou o pensamento de dentro, e às vezes tornam-se negros nocturnos ou brancos brilhantes como lascado carvão de pedra..." (MC: 53), têm a capacidade de enxergar além das aparências, ver por dentro o conteúdo, a substância interior da matéria e dos corpos.
No romance História do cerco de Lisboa, Saramago volta a discorrer sobre as nuanças e sutilezas do olhar:
"Olhar, ver e reparar são maneiras distintas de usar o órgão da vista, cada qual com a sua intensidade própria, até nas degenerações, por exemplo, olhar sem ver, quando uma pessoa se encontra ensimesmada, situação comum nos antigos romances, ou ver e não dar por isso, se os olhos por cansaço ou fastio se defendem de sobrecargas incômodas. Só o reparar pode chegar a ser visão plena, quando num ponto determinado ou sucessivamente a atenção se concentra, o que tanto sucederá por efeito duma deliberação da vontade quanto por uma espécie de estado sinestésico involuntário em que o visto solicita ser visto novamente, assim se passando de uma sensação a outra, retendo, arrastando o olhar, como se a imagem tivesse de produzir-se em dois lugares distintos do cérebro com diferença temporal de um centésimo de segundo, primeiro o sinal simplificado, depois o desenho rigoroso, a definição nítida..." (HCL: 166)
Ao mencionarmos um olhar saramaguiano, em síntese, estamos tratando de representações que aparecem na narrativa, tanto através das vozes das personagens, quanto nas digressões do narrador. Horácio Costa incorpora e assim sintetiza a importância do olhar na obra de José Saramago:
"Todo o esforço crítico se vincula à visão; qualquer objecto, para ser analisado com propriedade, deve antes ser visto. Trazer à luz da razão crítica, tornar visível - ou mais visível, se for o caso - algo oculto ou semioculto, ou previamente empanado por outros corpos ou circunstâncias invisibilizadoras é algo indissolúvel do impulso que leva à interpretação, à análise." (COSTA, 1997: 362)

BIBLIOGRAFIA
BOSI, Alfredo (1999). Machado de Assis - O enigma do olhar. São Paulo, Editor Ática, pp. 229.
____ (1988). Fenomenologia do olhar. In: NOVAES, Adauto (Organizador) (1988). O Olhar. São Paulo, Companhia das Letras, pp. 65-87.
COSTA, Horácio (1997). José Saramago - O período formativo. Lisboa, Editorial Caminho, 389 p.
MORIN, Edgar (2000). A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 128 p.
LEÃO, Isabel Vaz Ponce de & CASTELO-BRANCO, Maria do Carmo (1999). Os círculos da leitura (em torno do romance de Saramago, Memorial do Convento). Porto, Edições Universidade Fernando Pessoa, 121 p.
SARAMAGO, JOSÉ (1997). Memorial do convento . Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 352 p. (MC)
______ (1998). O ano da morte de Ricardo Reis. São Paulo, Cia. das Letras, 415 p. (AMRR)
______ (1999). A jangada de pedra. Rio de Janeiro, Record, 317 p. (JP)
SARTRE, Jean-Paul (1993). Que é a literatura. São Paulo, Ática, 2ª edição, 231p.

Partido Comunista russo faz 20 anos: "socialismo soviético no futuro da Rússia"

 Líder do Partido Comunista russo, Guenadi Zyuganov
"O socialismo soviético não é apenas o passado, mas o futuro da Rússia", diz líder comunista Guenadi Zyuganov. A doutrina oficial do partido afirma ainda que o imperialismo é a última etapa do capitalismo,"confirmando a teoria de Lênin.
Partido Comunista da Federação Russa






Do Portal Vermelho

 “Um partido jovem, moderno, forte, com uma equipe enérgica e excelente programa”. Foi dessa maneira que o líder do Partido Comunista da Federação Russa (KPRF, na sigla em russo), Guenadi Zyuganov, definiu o partido, que acaba de completar 20 anos.
O Partido Comunista russo foi fundado em 1993, dois anos depois da proibição do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), por Bóris Iéltsin. Zyuganov trabalhou no departamento ideológico do PCUS e, desde 1993, é o líder do KPRF.
“Naquela época, estavam todos com as ideias muito confusas. Juntei algumas pessoas na cozinha e disse que o ideal vermelho permaneceria. O ideal de justiça, amizade e fraternidade entre os povos”, contou Zyuganov em uma coletiva de imprensa na semana passada, em Moscou.
Nas últimas eleições legislativas, em dezembro de 2011, os comunistas conseguiram 20,44% de representatividade na Duma (câmara baixa da Assembleia Federal da Rússia), fortalecendo-se como a principal força de oposição do país, com 92 deputados de um total de 450. Em 2007, o KPRF conseguiu eleger somente 57 deputados, tendo atingido o seu auge em 1995, com 157 representantes (34,9%).
O direcionamento ideológico do Partido Comunista russo vem sendo alvo de críticas de setores mais à esquerda do próprio partido, que alegam que a liderança de Zyuganov levou o KPRF para uma ideia que se aproxima mais do nacionalismo-patriótico do que da ideologia marxista-leninista.
“Os velhos comunistas acham que o partido tomou uma linha muito moderada, assimilando o capitalismo. Mas na verdade, talvez seja uma boa estratégia", analisa Orlov.
Os comunistas russos acreditam que a disputa fundamental entre capitalismo e socialismo não está completa e que a inatividade do movimento revolucionário é algo temporário. Segundo o KPRF, “a era moderna é a transição do capitalismo para o socialismo”.
O programa do Partido Comunista diz ainda que vivemos em uma época em que “a produção material e espiritual está sujeita às regras do mercado para maximizar o lucro e a acumulação de capital”, através da “exploração dos recursos humanos e naturais, com consequências devastadoras para futuras gerações e para o meio-ambiente”.
"O fundamental do discurso não mudou. Foram apenas feitas adaptações ao contexto do momento. Tem gente que acha que o Partido Comunista nem poderia ter página na internet", explica Sergey Oreshkin, líder juvenil do KPRF. "São novos tempos e um novo modelo de sociedade. Mas a nossa ideologia básica é a mesma".
A doutrina oficial do partido afirma ainda que o imperialismo é a última etapa do capitalismo, "confirmando a teoria de Lênin". O primeiro artigo do programa político do KPRF diz que “depois do fim da União Soviética, a restauração do capitalismo na ex-URSS representa a política de globalização imperialista dos Estados Unidos e dos seus aliados”, que para atingir seus objetivos estão “ativamente usando blocos político-militares e recorrendo a hostilidades abertas”.
A ala à esquerda do partido não vê com bons olhos o discurso oficial. “Há uma tendência burguesa no KPRF. Zyuganov já disse que propriedades privadas são completamente aceitáveis. Estamos acomodados e mudando a nossa ideologia, a nossa base, os nossos princípios”, conta Dmitry, um "velho comunista que ama o camarada Lênin".
O líder Zyuganov, entretanto, reforça o discurso de atrelamento do atual partido comunista ao seu passado soviético. “O socialismo soviético não é apenas o passado, mas o futuro da Rússia”. Para Zyuganov, a política na Rússia deve estar baseada em quatro princípios - poder forte, coletivismo, espiritualidade e justiça.
Patriotismo
O Partido Comunista russo criou em dezembro do ano passado um novo movimento patriótico chamado “Ordem Russa”, que tem como objetivo “unir as pessoas e preservar a civilização russa”. O grupo já agrega 300 organizações “patrióticas e religiosas”, bem como artistas e legisladores.
Zyuganov declarou a jornalistas que a civilização russa tem sido uma das “mais brilhantes” invenções locais, com 190 povos diferentes, cada um com sua língua e cultura.
O discurso anti-EUA também é cada vez mais popular e trabalha em consonância com o discurso do partido majoritário, Rússia Unida. A ameaça externa e o perigo da influência ocidental (mais especificamente norte-americana) fazem parte identidade tanto do partido do Putin como dos comunistas.

 Líder do Partido Comunista da Federação Russa (KPRF), Guenadi Zyuganov, fala do futuro do socialismo na Rússia

Com Opera Mundi

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=206490&id_secao=9


Yoani recebe apoio dos fascistas Ronaldo Caiado (UDR) e Jair Bolsonaro (Nazi)


Alice Portugal (PCdoB) anuncia luta das mulheres na Câmara neste ano




Portal Vermelho


A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) comemorou o resultado, nesta quarta-feira (20), da primeira reunião da bancada feminina com o novo presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN). “Nesta conversa, garantimos alguns itens importantes. Foi uma manhã muito produtiva, em que as 44 deputadas se posicionaram em defesa das mulheres brasileiras”, disse em discurso, após a reunião. 


Ele anunciou que o mês de março será um mês do protagonismo feminino na Câmara dos Deputados. “Aprovaremos projetos da lavra de mulheres e de homens que tratam dos interesses das mulheres brasileiras. São projetos importantes, relacionados com a democracia, com a saúde e com a nossa equidade de gênero no mundo do trabalho”, afirmou.

A bancada feminina da Câmara se reuniu nesta quarta-feira para definir uma agenda prioritária de trabalho para 2013 e discutir os desafios da bancada, como também, solicitar do presidente empenho na melhoria da infraestrutura da Procuradoria Especial da Mulher.

A coordenadora da bancada feminina, deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), elencou as prioridades da bancada destacando a aprovação das pautas relacionadas às temáticas da mulher, em especial, o Projeto de Lei de autoria da deputada Alice Portugal, que trata da igualdade de oportunidade para mulheres e homens no mercado de trabalho, matéria de interesse nacional que permite combater a discriminação no acesso e incentivar a permanência no mercado de trabalho.

Alice Portugal defende também a presença da representação da bancada feminina no Colégio de Líderes, para garantir a opinião e compreensão de fatores de gênero nas diversas propostas em discussão na Casa. “Muitas vezes não se tem a ideia de como dezenas de projetos influenciam no dia a dia das mulheres”. 

Condições de trabalho

A deputada defende ainda uma melhoria na infraestrutura para o desenvolvimento dos trabalhos da bancada, “temos exemplos, de diversos parlamentos em outros países, de iniciativas e de boas práticas que colaboram para o melhor desempenho das atividades das bancadas femininas”.

O presidente da Câmara, Henrique Alves, disse que será importante para esta nova gestão deixar algum legado relacionado com a valorização da mulher no parlamento. Durante a reunião também foram debatidos o encaminhamento de outros projetos para aprovação, o direito de voto da bancada feminina na reunião do Colégio de Líderes e a solicitação de uma audiência com a Presidente Dilma Rousseff .

As mulheres compõem 51,5% da população brasileira – o que equivale a mais de 100 milhões de brasileiras. Na Câmara, essa proporção é diferente: dos 513 parlamentares, apenas 44 são mulheres (8,57%).

Da Redação em Brasília
Com informações da Ass. Dep. Alice Portugal


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=206433&id_secao=1

Presença de blogueira cubana provoca tumulto na Câmara


Do Vermelho


Na sessão de votação da Câmara ocorrida nesta quarta-feira (20) houve um começo de tumulto, protagonizado pela presença da blogueira cubana Yoni Sánchez e pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ)que distribui gritos contra os parlamentares que criticavam a interrupção da sessão para que a oposição passeasse com a blogueira pelo Plenário da Câmara. 



A deputada Érika Kokay (PT-DF) criticou a quebra do decoro parlamentar pelo deputado Jair Bolsonaro que insultava os parlamentares da base aliada. Outros parlamentares também se queixaram de a sessão de votação ter sido interrompida.


O deputado Ivan Valente (Psol-SP) também reclamou da direção da Casa ter autorizado a transmissão ao vivo, pela TV Câmara, da audiência com a blogueira, em detrimento da transmissão do Plenário, que é regimentalmente obrigada. 

O deputado Simão Sessin (PP-RJ), que presidia a sessão, disse que a Presidência da Câmara não atenderá a oposição e que a transmissão da audiência com a blogueira seria via Internet e só transmitida pela TV Câmara após o final da sessão plenária.

Desde o início da semana, a oposição tem ocupado todo o tempo de discursos e pronunciamentos na Câmara e no Senado para destacar a visita de blogueira cubana – com a ajuda de setores de grande mídia que tem dado grande espaço para a dissidente - e atacar o governo cubano e o governo brasileiro do PT e aliados.

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) avalia que Yoani Sánchez “ganha dinheiro para fazer propaganda contra o regime do qual ela discorda” e que “é descabido fazer disso uma questão nacional no Brasil”.

Para o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que participou, junto com a oposição, da recepção à blogueira, "a visita de Yoani constitui um passo importante para que presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o Congresso americano tomem as medidas necessárias para acabar com o embargo a Cuba".

“Yoani/ Eu já sabia/ Quem te financia/ É a Cia”, diziam os manifestantes em frente à porta do Plenário 1 da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), enquanto lá dentro, emoldurada pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), defensor da ditadura militar no Brasil; tucanos e deputados do DEM, a blogueira cubana falava à oposição brasileira.

De Brasília
Márcia Xavier

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=206412&id_secao=1

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Kosic, um filósofo da ação. A importância da luta de idéias





Em tempos que os partidos comunistas e revolucionários, passam por intensa luta de idéias para se firmar como condutores do processo de transformação da sociedade capitalista para o socialismo, ao mesmo enfrentam em muitos países, inclusive o nosso, a luta de idéias internamente, para não se deixarem contaminar pela “praga” do reformismo e do revisionismo. O artigo de Carlos Pompe sobre Karel  Kocik, que publico no meu blog  do Luiz Aparecido é esclarecedor. Grande escritor e revolucionário, Karel passou a ser perseguido por suas idéias e suas ações, após a chegada de Kruschov/Brejnev e etcaterva ao poder. Significa também que não podemos abandonar a luta de idéias mesmo sendo minoria e perseguidos por burocratas  que por acaso venham se assenhorar do poder dentro dos partidos revolucionários. Leiam o artigo, merece atenção e reflexão.


Do Blog do Luiz Aparecido


 Karel Kosic em 1979

Há dez anos, em 21 de fevereiro, faleceu Karel Kosik (nasceu em Praga em 26 de junho de 1926). Foi um filósofo militante e revolucionário. Ingressou no Partido Comunista da Checoslováquia durante a luta contra o nazismo. Depois que o Exército Vermelho da União Soviética liberou a Checoslováquia dos nazi, Kosik viajou para Moscou e Leningrado, onde estudou de 1947 a 49. Em 1956, publicou um estudo sobre Hegel e dois anos depois um ensaio sobre A democracia radical checa. Em 1961, Kosik publicou seu livro mais importante, Dialética do Concreto.
Na época, participava do Instituto de Filosofia e da Academia Checoslovaca de Ciências, duas instituições oficiais de seu país. Participou de diversos debates sobre o marxismo na França, Itália e México. Dialética do Concreto é traduzida para o italiano (1965), espanhol e alemão (1967), português (1976), dentre outras línguas. Em 1966, quando o Eduard Goldstücker, presidente da União de Escritores checos, visitou o Brasil, afirmou que a Dialética do Concreto era a principal obra filosófica publicada naquela década no seu país.
Em 1968, quando a luta de classes se intensifica na Checoslováquia, Kosik publicou na França o ensaio “O indivíduo e a história”. O governo checo cerceia a liberdade de expressão e organização, ao passo que agentes do serviço secreto norte-americano (CIA) atuam para desestabilizá-lo, nos marcos da Guerra Fria. Kosic participa da chamada Primavera de Praga e não saiu imune da invasão dos tanques soviéticos no país, que estabeleceram uma nova ordem em seu território. Perdeu todos os seus cargos na docência.  Segundo o filósofo Adolfo Sánchez Vázquez, “Kosik pagou duramente sua contribuição a essa experiência, não só com as medidas de perseguição ditadas contra ele, como, sobretudo, com o silêncio e o isolamento forçados impostos à sua pena e sua palavra, ou seja, seu labor teórico marxista como trabalhador docente e como pesquisador”.
A impossibilidade de trabalhar regular e publicamente não o impediram de continuar elaborando e escrevendo na vida privada. Em 25 de abril de 1975, a polícia checa invadiu sua residência e por seis horas revolveu seus papéis, sequestrando mais de 1.000 páginas inéditas de seus manuscritos filosóficos. Ali estavam rascunhos das obras que dariam continuidade à Dialética do Concreto: uma denominada Da Prática e outra Da Verdade. Depois desse episódio, através do silencio sistemático e do ostracismo, foi calado definitivamente. Opositores ao regime pró-soviético então imperante chegaram a pichar paredes com os dizeres: “Lenin, desperta! Eles enlouqueceram!”.
Depois do fim das experiências socialistas na Europa, seus escritos  voltaram a ser divulgados. Diferentemente dos renegados do socialismo, ele continuou fiel às suas concepções. No artigo “A lumpemburguesia, a democracia e a verdade espiritual” (1990), Kosik caracteriza o novo setor dominante nos países do Leste Europeu como una “lumpemburguesia que recruta seus membros entre os novos ricos, porém, diferentemente da burguesia normal, não hesitam ante o logro ou a associação com as organizações mafiosas”. Volta a reafirmar sua condenação à invasão soviética de 1968, opõe-se à restauração do capitalismo na Checoslováquia e registra: “O velho regime (anterior a 1989) usurpou o qualificativo de ‘socialista’, refugiando-se atrás da classe operária. Na realidade, desacreditou e desqualificou aos dois: ao socialismo e à classe operária”. Adiante, agrega: “A ideologia oficial (posterior a 1989) condena o ‘socialismo real’ e a ditadura burocrática e policialesca a ela associada, pondo-os na mesma bolsa etiquetada de ‘comunismo’. Isto lhe permite ocultar a natureza de uma alternativa, pois em sua opinião, Marx está definitivamente morto”.
Sua visão filosófica era política, militante e ativista. Nela, não há possibilidade de resolver os problemas da destruição do meio ambiente, da discriminação de gênero, racial ou qualquer outra dominação cotidiana, se não se luta ao mesmo tempo contra a totalidade do modo de produção capitalista. Sem esta luta pela emancipação radical contra o capitalismo, os movimentos feministas, ecologistas, indígenas, de juventude etc. serão neutralizados e incorporados pelo sistema.
Afirma o professor da Universidade Popular Mães da Praça de Maio (Argentina), Néstor Kohan, no ensaio “A filosofia militante de Karel Kosik (1926-2003)”, no qual se baseou este artigo, “Em tempos como os nossos, de guerra imperialista, massacres planificados, cinismo, discurso dúbio e triple moral (a direita e esquerda...), o exemplo e a coerência de vida de Karel Kosik são uma centelha. Dessas que servem, como disse há muito tempo um senhor que tinha problemas de calvície, para incendiar a pradaria”.

http://www.luizap.blogspot.com.br/

YOANI APELA A AÉCIO: “NÃO NOS DEIXE SÓS EM CUBA”


Dossiê: Quem é Yoani Sánchez?



Do site da UJS
Com o título “Yoani Sánchez: Bloguera ou mercenária? “, o jornalista brasileiro Altamiro Borges publicou uma caracterização da multipremiada blogger que se soma à informação que nos últimos dias vários espaços alternativos do Brasil têm difundindo sobre este mediático personagem.
Complementando o trabalho de Altamiro, quem preside o Centro de Estudos de Meios Alternativos Barão de Itararé na cidade de São Paulo e é autor, entre outros títulos, do livro A ditadura da mídia, e de outros jornalistas brasileiros, La pupila Insomne elaborou este dossiê.

Leia também:

Vídeo:YOANI É FAVOR DO BLOQUEIO A CUBA. SUPLICY LHE DÁ APOIO

1. Empregada da SINA:
- Yoani Sánchez (YS) se reúne frequentemente e recebe instruções da Repartição de Interesses dos EUA (SINA) em Havana.
Além das fotografias e vídeos que documentou a imprensa cubana, Wikileaks publicou vários cabogramas que registram, desde 2008, reuniões de YS com funcionários da SINA em Havana.
Em pelo menos 11 cabogramas não censurados e emitidos desde o Escritório de Washington em Cuba, há referências a reuniões com a blogger e intercâmbio de informação dela com diplomatas dessa embaixada [1].
- A SINA conspirou com YS e executou a fraude da falsa entrevista a Barack Obama.
Segundo cabograma emitido desde a SINA no dia 28 de agosto de 2009, as respostas da publicitária “entrevista” foram redigidas por funcionários da Repartição de Interesses dos Estados Unidos. Quatro meses depois, o texto retornou para a sede diplomática enviado pela Casa Branca, com um alto por cento de coincidência entre a resposta e a versão original, incluindo quase exatamente a mesma introdução na qual Obama felicitaria a Sánchez pelo prêmio María Moors Cabot, da Universidade de Columbia.
O cabograma de 28 de agosto também incluía as perguntas que a “jornalista” enviaria ao presidente cubano Raúl Castro – coisa que nessa data ainda não tinha feito [2].
- A diplomacia estadunidense promove e dirige a blogger Yoani Sánchez como uma alternativa crível para dissidência tradicional.
O Chefe da SINA em Havana, Jonathan Farrar, escreveu ao Departamento de Estado em 9 de abril de 2009 e revelou Wikileaks: ”Pensamos que a jovem geração de dissidentes não tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar um papel em longo prazo em uma Cuba pós-Castro”. Nesse cabograma, Farrar aconselha ao Departamento de Estado que concentre seus esforços nesta dissidente e lhe ofereça mais apoio [3].
- O discurso de YS está ligado à política de Washington para Cuba, e ela tem admitido abertamente esta subordinação:
“Os Estados Unidos desejam uma mudança de governo em Cuba, mas é também o que eu desejo.” (Declarações a Salim Lamrani, publicadas em Rebelión a partir de 15 de abril de 2010, em duas parteshttp://www.rebelion.org/noticia.php?id=104205. Se pode aceder também a fragmentos do áudio da entrevista)
- Sua figura é sobredimensionada continuamente pelo Departamento de Estado, instituição que destina 20 milhões de dólares anuais à subversão em Cuba e privilegia neste fundo o uso das novas tecnologias e a criação de líderes nas redes sociais.
A Secretária de Estado tem feito referência diretamente a YS ao menos em um discurso todos os anos, desde 2009 até 2011. Em 9 de novembro de 2009, seu escritório fez uma declaração por ocasião de um falso “assalto” contra bloggers cubanos; em 3 de maio de 2010, Clinton a elogiou durante a homenagem pelo Dia da Liberdade de Imprensa, e em março de 2011, lhe fez homenagem no 2011 International Women of Courage Awards.
No entanto, nenhum dos jornalistas e bloggers registrados no Barômetro 2012 de Repórteres sem Fronteiras é cubano:
O Barômetro de Repórteres Sem Fronteiras resenha “os ataques físicos, assassinatos e encarceramentos de jornalistas, como atentados contra escritórios de meios de comunicação, mecanismos de censura e confiscação de jornais”, segundo a organização internacional com sede central em Paris e que historicamente não tem sido benévola com Cuba.
O Barômetro de 2012 de RSF, que é atualizado cada ano, identifica 306 jornalistas e ciberdissidentes mortos e presos, para os que o Departamento de Estado não tem prestado a mais mínima atenção. De fato não ha referência a nenhuma dessas pessoas na página oficial http://www.state.gov, mas quem fizer ali uma busca do nome “Yoani Sanchez” encontrará listados 11 relatórios e declarações, desde 2008 até a data, emitidas por essa instituição[4].
2. Falsa líder:
- Segundo uma enquete realizada pela SINA e revelada por Wikileaks, YS é conhecida só por um 2% dos que responderam a enquete. O “opositor” mais conhecido na Ilha é Luis Posada Carriles, segundo a sondagem. [5]
- O blog Generación Y, principal meio de expressão da blogger, não tem nenhum impacto na audiência cubana.
O blog não está bloqueado em Cuba e, no entanto, o tráfico desde a Ilha é insignificante, segundo medidores especializados na web como Alexa.com. Veja desde onde se acede ao blog (o rank é o lugar que ocupa em cada país, de acordo com o tráfico dos usuários locais):
- Seu blog não é um referente internacional para consultar os temas de Cuba, apesar dos enormes recursos técnicos, a maquinaria publicitária que tem a sua disposição e as versões em 21 idiomas deste blog.
Veja uma comparação do tráfego, segundo Alexa.com, entre o blog Generacion Y, Cubadebate e Juventud Rebelde, os jornais mais visitados na Ilha. Em azul, Generación Y:
Outra comparação: segundo Alexa, o blog ocupa o lugar 99, 444 a nível mundial. Alexa é o sistema mais profissional na Internet para conhecer o ranking da web e registra o comportamento do tráfego de mais de 5 milhões de sítios indexados por Google. Valora o domínio primário, neste caso desdecuba.com.
Para ter uma ideia do que significa o número 99 444: o site web do jornal O Povo, de Fortaleza, situa-se no lugar 14 043. A distância entre um e outro é abismal, não só em posição na web, senão nos recursos que recebe. [6]
3.-Falsa experta e falsa libertária
- Sua ignorância sobre a história e a realidade cubana é proverbial.
É extenso seu ciberbestiário. Reproduzimos algumas frases da entrevista concedida a Salim Lamrani:
- (a Lei de Ajuste Cubano dos EUA contra Cuba não é ingerência porque) há relações fortes. Joga-se beisebol em Cuba como nos Estados Unidos.
– Privatizar, não gosto do término porque possui uma conotação pejorativa, mas de colocar em mãos privadas, simNão diria que (o lobby fundamentalista de Miami, sic) são inimigos da pátria.
– Pensei que com o que tinha aprendido na Suíça, poderia mudar as coisas voltando a Cuba.
– Estas pessoas que estão a favor das sanções econômicas (a população de seu país) não são anti-cubanas. Penso que defendem Cuba segundo seus próprios critérios.
– (Os Cinco presos nos Estados Unidos) não é um tema que interesse à população. É propaganda política.
– (O caso Posada Carriles) é um tema político que não interessa as pessoas. É uma cortina de fumo.
– (Os Cinco) O governo cubano diz que não desempenhavam atividades de espionagem senão que haviam infiltrado grupos cubanos para evitar atos terroristas. Mas o governo cubano sempre disse que esses grupos estavam vinculados a Washington.
– (Já houve uma invasão dos EUA a Cuba, diz Lamrani) Quando?
– O regime (de Batista que assassinou 20 000 cubanos) era uma ditadura, mas havia uma liberdade de imprensa plural e aberta.
– Cuba é uma ilha sui generis. Podemos criar um capitalismo sui generis.
A propósito destas confissões de YS a Lamrani, escreveu no jornal Público Ignácio Echeverría, que é um dos principais críticos literários da Espanha e testamenteiro do escritor chileno Roberto Bolaño: (uma jornalista) escandalosamente inconsistente, incapaz de resistir o brutal aluvião de rigorosas perguntas e de acusações mais ou menos veladas que Lamrani lhe faz. O documento, em sua totalidade, é surpreendente e incomodamente instrutivo; pois resulta em definitiva desoladora a mistura de ingenuidade e indigência intelectual que Yoani Sánchez manifesta, sua fraqueza ideológica, sua própria vulnerabilidade.
- Sua escassa liderança também tem que ver com seu desprezo pelo povo de Cuba.
Em uma entrevista prestada para o El Nuevo Día, de Porto Rico, expressou: “Um 80% (do povo cubano) vai para uma direção ou para outra segunda sopre o vento porque o oportunismo calou bem fundo no país”. [7]
4.-Mentirosa compulsiva:
- Mentiu quando denunciou perante a imprensa internacional que tinha sido golpeada pela polícia em Havana.
Meios de todo o mundo resenharam que 6 de novembro de 2009 havia sido presa, junto com três amigos por “três fortes desconhecidos” durante uma “tarde carregada de golpes, gritos e insultos”. Em 8 de novembro recebeu jornalistas em sua casa para mostrar as evidências de supostas pancadas, das que não tinha falado até 48 horas depois.
De acordo com os que reportaram este encontro na casa da blogger, YS disse que recebeu “pancadas e empurrões, “golpes nas articulações”, nova “onda de golpes”, o “joelho sobre [seu] peito”, os golpes nos “rins e [...] a cabeça”, “o cabelo” puxado, o “rosto envermelhado pela pressão e muita dor no corpo”, “os golpes [que] seguiam caindo” e “todos estes morados”. Porém, o correspondente da BBC em Havana Fernando Ravsberg disse que Sánchez “não tem hematomas, marcas ou cicatrizes”. [8]
O jornal La República, da Espanha, publicou um vídeo com depoimentos dos médicos que a atenderam um dia depois das supostas pancadas, quando ela se apresentou para reclamar um documento que provasse que tinha sido vítima da violência. Os três especialistas que a assistiram referiram que YS não tinha o menor indício de violência, apesar de ter passado 24 horas do suposto ataque e de ela ter tez muito branca, uma pele que dificilmente esconderia marcas e arroxeados causados por um ataque violento.
- Mente quando afirma que tinha feito uma entrevista a Barack Obama e, por suposto, escondeu a via através da qual enviou lhe o questionário.
- Mente continuamente quando afirma não ter acesso a Internet.
Escreveu um livro sobre o uso da ferramenta WordPress para a geração de blogs, que é impossível conceber off line, salvo que outra pessoa com navegação fluida à rede de redes tenha escrito para ela. O livro, WordPress: Um blog para falar ao mundo, se apresenta como “um guia de uso desta potente ferramenta de comunicação” na Internet.
Provavelmente seja a tuiteira e a blogger mais ativa em Cuba, de acordo com os pós e as mensagens que envia diariamente. Ela abriu seu blog em fevereiro de 2007 e sua conta em Twitter a fins de 2008, e ambos os espaços mantém plena atividade. Na rede de microblogging seus envios se incrementaram quase o dobro em 2011, com respeito a 2010, como é provado nas estatísticas do comportamento histórico de sua conta @yoanisanchez.
De acordo com TweetStats, escreve um promédio de 9,3 Tweets por dia. Em 2011 manteve um promédio de 400 Tweets, por mês:
Utiliza diversas plataformas e aplicações para enviar Twitter, e frequentemente sobe vídeos e fotografias às redes sociais e a seu próprio blog. Para isto necessita navegação na Internet ou um telefone com serviço de roaming internacional, que inclua navegação web. A prova de que usa diversas plataformas, e não só a línea telefônica, é esta gráfica que mostra as aplicações que utiliza YS para aceder a Twitter:
A interface mais usada por YS para enviar mensagens a Twitter é ping.fm. Esta aplicação publica de forma simultânea um comentário em várias redes sociais, se o usuário previamente o configura para isso. Pode-se aceder desde um telefone celular, mas este, necessariamente, tem que ter serviço de navegação. [9]
- Mente quando se apresenta como vítima.
Seu estado natural é a lamentação. Além dos exemplos anteriores, se poderiam acrescentar seus contínuos pedidos de recarga de seu celular ou suas descrições sobre os problemas da vida cotidiana em Cuba, que segundo ela, também sofre. Mas suas fontes de ingressos públicas dizem outra coisa. Os prêmios e publicações de livros geraram para ela ingressos por cima dos 200 000 dólares nos últimos três anos; o que dá a possibilidade para ela de pagar sem nenhum problema luxos aos que não tem acesso o 99 por cento da população cubana e latino-americana, e, também, seus altíssimos gastos em mensagens, chamadas telefônicas e serviços de Internet.
Só em envios de SMS (mensagens curtas desde o celular) a Twitter desde Cuba, YS gasta um promédio de 400 CUC (moeda equivalente ao dólar) cada mês, que é o que custam os tweets que envia nesse período de tempo através das mensagens por celular. O custo de cada envio é de 1 CUC.
- Mente acerca das estatísticas de seu blog.
Na entrevista com Salim Lanrani que citamos antes, disse: “Meu blog tem 10 milhões de entradas por mês. É um furacão.”
Ela repetiu isso em outras entrevistas. O dado é falso. Nielsen, a firma mais prestigiosa de registro estatístico de audiência nos Estados Unidos, registrava o tráfico dos principais meios estadunidense na Internet em março de 2009. Só USAToday, CBS News, Washington Post e BBC tinham um tráfego próximo dos dez milhões de usuários por mês[10], e todos ocupam posições por baixo do lugar 400 a nível mundial, segundo Alexa. Portanto, é impossível que Generación Y possua um tráfego de 10 milhões de usuários por mês, com o lugar 99 444.
E um dado adicional. Quando ela falou com Salim Lamrani em abril de 2010, o jornal digital cubano Cubadebate publicou uma gráfica onde se desmentia o dado oferecido pela blogger respeito ao tráfico em Generación Y. Nesse momento, seu blog estava no lugar 73 236 e agora está no lugar 99 444. O tráfego decaiu rapidamente. Ou seja, agora a mentira é mais evidente ainda:
Porém, não é isso o que afirma um site reconhecido internacionalmente para medições de tráfego, como Alexa.com, de Armazon e para nada suspeito de parcialidade a favor de meios alternativos de Cuba, a Venezuela e a Espanha. Uma simples comparação do blog de YS (linha azul) com outros meios confirma que Generación Y tem muito menos tráfego que as web com as que se compara, que fizeram público seu tráfego, inferior aos 10 milhões de acessos mensais. Generación Y altera suas estatísticas? Pareceria que sim. Outro exemplo, o site web de maior tráfego nos Estados Unidos é um dos que possui maior tráfego no mundo, The New York Times, reporta 17 milhões de entradas mensais.
- Mente para suas fontes e as manipula:
Em fevereiro de 2009, utilizou a igreja Santa Teresinha do Menino Jesús, de Santiago de Cuba, para o proselitismo político. Ao final da missa, reuniu-se num escritório dentro da casa do pároco, com os paroquianos jovens e uns “turistas” polacos, para “conversar” sobre as possibilidades da Internet em ações contra o governo cubano. Neste vídeo, os jovens participantes da tertúlia, expressam seu estupor perante esse inusitado debate político dentro da Igreja:
Em outubro de 2009, entrevistou um grupo de meninos no povoado de Taguayabón, em Camajuaní, na província de Villa Clara, e publicou um pós em seu blog onde os apresentou como exemplo da expressão crítica para o governo cubano, inclusive em crianças e adolescentes. Os pais se apresentaram perante as autoridades para denunciar a manipulação. Os próprios jovens ofereceram seu depoimento sobre o realmente acontecido. O vídeo se pode ver em Daily Motion: xawnfc_escolares-cubanos-desenmascaran-a-b_news
- Falseia deliberadamente a realidade cubana, apresentando uma visão apocalíptica que a imprensa internacional jamais contrasta com outras fontes.
Esta é também outra das razões pelas quais não é crível para a audiência cubana, que vive cercada de problemas, mas não se reconhece neste discurso:
Cuba é “uma imensa prisão com muros ideológicos”, um “barco que faz águas ao ponto do naufrágio”. Um lugar onde “seres das sombras, que como vampiros se alimentam de nossa alegria humana, nos inoculam o temor através do golpe, a ameaça, a chantagem”. (No blog Generación Y, de 18, 2 e 12 de novembro de 2009, respectivamente)
Uma Ilha, com “gente esperando, com o pau ou a navalha embaixo da cama para um dia poder usá-los. Ódios enquistados contra aquele que os delatou, e impediu que tivessem um melhor emprego ou fez com que o filho mais novo não pudesse estudar na universidade. Há tantos aguardando por um possível caos que lhes dê o tempo necessário para a vingança, que desejaria não ter nascido nesta época, onde só se pode ser vítima ou vitimário, onde tantos evocam a noite das facas compridas.” (No blog Generación Y, em 25 de abril de 2009.)
Por:  Iroel Sánchez, do blog cubano La Pupila Insomne, no sítio Pátria Latina:
http://ujs.org.br/portal/?p=12782

Fazenda-orfanato em SP escravizava meninos e cultuava o nazismo




Os tijolos que hoje se desprendem de uma velha capelinha da fazenda Cruzeiro do Sul, em Buri (SP), servem como pistas para rastrear como um integrante de um abastado clã do Rio de Janeiro transformou sua propriedade num testemunho de admiração ao nazismo nos anos 1930. 


Do Portal Vermelho



Alguns desses tijolos viraram material para pesquisadores, assim como fotografias de bois marcados a ferro quente com o símbolo nazista, bandeiras e uma série de outros documentos encontrados na propriedade em Buri.

Sérgio Rocha Miranda cuidava da fazenda Cruzeiro do Sul. A propriedade vizinha, a Santa Albertina, ficava sob os cuidados de seu irmão, Oswaldo Rocha Miranda.

Nela, funcionava uma espécie de fazenda-orfanato para 50 meninos mantidos em um regime quase escravo.

Com idades entre 9 e 12 anos, esses garotos (somente dois deles brancos) foram entregues a Oswaldo em 1933 e 1934, após decisão judicial.

Um número

Todos haviam sido abandonados no orfanato católico Educandário Romão de Mattos Duarte, no Rio, e foram retirados de lá por Oswaldo com a promessa de terem uma vida melhor, segundo Aloysio Silva, 89, o "menino número 23" da lista de 50.

"Era uma vida diferente da prometida. Era castigo por tudo, trabalhava muito, até de fazer a mão sangrar", conta Aloysio, o número 23.

Os irmãos Maurício e Ângela Miranda, herdeiros da Santa Albertina, contestam a versão de que seus dois tios-avôs fossem nazistas que escravizaram os meninos.

O fascismo

As fazendas, que se espalhavam por área que hoje alcança três municípios, chegaram à família via Luis Rocha Miranda, simpatizante do movimento fascista Ação Integralista Brasileira.

Pai de Sérgio e Oswaldo, Luis comprou as propriedades do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1794-1857), fundador da PM de São Paulo.

As primeiras marcas da simpatia de Sérgio pelo nazismo foram descobertas em 1997 pelo tropeiro José Ricardo Rosa Maciel, 55, o Tatão. Dono de espessa barba branca, ele narra a descoberta.

"Teve uma briga da porcada, que derrubou a parede do chiqueiro. Quando vi o estrago, achei os tijolos com a marca nazista. Passaram anos me chamando de louco, mas agora tá tudo comprovado pelos estudos do doutor Sidney."

Investigação

Tatão se refere ao historiador Sidney Aguilar Filho, 45. Em 1998, ele dava aula para a enteada de Tatão quando ela revelou que, na fazenda onde vivia, havia tijolos com aquele "símbolo alemão" das aulas de história.

Sidney investigou por mais de uma década e, em 2011, apresentou sua tese de doutorado na Unicamp sobre a exploração do trabalho e a violência à infância no país no período de 1930 a 1945.

"Por muitos anos, aqueles meninos foram submetidos a um regime de trabalho como se fossem adultos, sem remuneração, sem liberdade de ir e vir e estudando pouco. Mas aquilo era aceito pela sociedade", diz ele. 

Vidas roubadas

"Quero saber da minha mãe, pai e irmãos antes de morrer. É muito triste ficar velho sem saber quem é nossa família. Como não conheci ninguém, sou assim meio revoltado. Dá um negócio assim...Uma revolta danada daquela vida na fazenda."

Dessa forma, Aloysio Silva, 89, pai de sete filhos e morador de Campina do Monte Alegre (SP), reage sobre os quase dez anos vividos na Fazenda Santa Albertina. 

Silva foi transferido do Educandário Romão de Mattos Duarte, no Rio, para a Santa Albertina em 1933. Lá, por dez anos, deixou de ser Aloysio para ser o "23".

"Os bichos tinham documento e nome na fazenda. E nós éramos tudo número, como se nós fôssemos gado", diz ele. "O cumprimento na fazenda era sempre 'Heil Hitler' ou 'Anauê' [saudação dos integralistas], mas a gente nem sabia o que era esse negócio de nazismo."

Segundo os documentos do orfanato, Silva foi abandonado pela mãe, Maria Augusta da Silva, quando tinha três anos. O local era conhecido como "Casa da Roda": do lado de fora, familiares colocavam bebês e crianças em uma portinhola que girava até as freiras, do lado de dentro.

Sem lar

Além do nome da mãe, Silva também sabe o de uma irmã, Judith, mas nunca conseguiu localizá-las. "A família vivia ali por onde hoje é o aterro do Flamengo. Só sei disso, mas queria achar alguém."

Na fazenda, Silva se notabilizou por ser um corajoso "domador de bois, cavalos e burros bravos" e como um dos melhores jogadores de futebol do time dos Rocha Miranda.

"A vida na fazenda era sofrida demais. Tinha castigo por tudo. (...) As traquinagens de moleque sempre terminavam com castigo. Era no silo [tanque de armazenamento de cereais] que eles deixavam a gente, como se fosse cadeia", relembra. "A palmatória tinha uns buracos. Quando batia na mão da gente, sugava tudo. Doía muito." 


http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=206196&id_secao=29