quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Obama requenta na ONU contra Irã mentiras anti-Iraque de W. Bush




Do Jornal Hora do Povo
O Nobel da Paz fez novas ameaças ao Irã por não “provar que seu programa nuclear é pacífico” e insinuou que os EUA inundam o mundo com dólares frios só para dar um apoio aos emergentes

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, (set/2012) , o presidente Barack Obama repetiu a encenação praticada em 2003 por W. Bush, que exigia do governo Sadam “provas” de que não tinha armas de destruição em massa, que não existiam, e usou isso como pretexto para invadir o Iraque. Agora, Obama disse que “o Irã não aproveitou a oportunidade de demonstrar que seu programa é pacífico” e acrescentou que “o tempo” para uma solução diplomática “não é ilimitado”, ensaiando outra guerra.
Na época, todas as ações de inspetores da ONU que estavam no Iraque e que não encontravam nada - porque não existiam tais armas de destruição em massa - eram apresentadas de forma fraudulenta por W. Bush como o indício de que, se não se achava nada, era porque o governo iraquiano escondia. O mesmo se repete agora contra o Irã, que sempre afirmou que se trata de um programa de uso pacífico da energia nuclear, que não tem armas nucleares, e a cada afirmação Washington volta a insistir “onde estão as armas nucleares” e que o Irã “está escondendo seu programa nuclear militar”. Em seu discurso, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad denunciou que tem prevalecido “a intimidação através de armas nucleares ou de destruição em massa por parte dos poderes hegemônicos”, isto é, os EUA, e ainda, Israel, que é quem tem centenas de bombas atômicas no Oriente Médio.
Antes de ameaçar o Irã, Obama se ocupou com o incômodo cadáver do embaixador-agente da CIA, Chris Stevens, mandado para as profundezas por patriotas líbios, e a maré de manifestações contra embaixadas dos EUA que estendeu por mais de vinte países nos últimos dias. Foi um discurso recheado de demagogia, que incluiu até citações sobre “favelas do Rio e escolas de Mumbai” e “olhos que brilham com promessas”, mas que não tem uma só palavra sobre sua “democracia dos drones”, apesar de noutra passagem Obama ter asseverado que “não há palavras que desculpem a morte de inocentes”. Ele prometeu “justiça” contra os que deram cabo de Stevens – episódio que segundo a imprensa dos EUA desmontou a estrutura da CIA na Líbia (e tornou frágeis as expectativas de uma pilhagem fácil do petróleo líbio).
Também estava repleto de mentiras deslavadas, como a de que os EUA, “não têm buscado, e não buscarão, ditar o resultado das transições democráticas no exterior”, peculiar forma de chamar as intervenções que cometeu. É o que mostra a destruição trazida à Líbia pelos bombardeios da Otan que Washington capitaneou, o assassinato do presidente Muamar Kadafi, as tentativas de manter no poder o ditador Mubarak no Egito e outro capacho na Tunísia, a substituição de um fantoche por outro no Iêmen e, agora, o patrocínio aberto dos mercenários da CIA na Síria para derrubada do governo legítimo. o episódio do filme ofensivo à fé muçulmana e ao Profeta Maomé, Obama voltou a acoitar o insulto sob o pretexto de que se trata de “liberdade de expressão”, como se as guerras de Washington contra o Iraque e Afeganistão, os drones no Paquistão, Iêmen e Somália, e as intervenções na Líbia e na Síria nada tivessem a ver com o clima de histeria contra os islâmicos nos EUA, e fosse simplesmente “blasfêmia” como disse. Mal se comparando ao Profeta, se disse muitas vezes ofendido, sem revidar, nas suas lides de “presidente” e “comandante-em-chefe”. Asseverou, ainda, que “queimar uma bandeira americana não educará as crianças”.
INVERSÃO
O discurso também revelou tendência de Obama a se comportar como um invertido. Assim, são os palestinos – as vítimas – que impedem a paz por violarem o direito de “Israel existir”. Noutro trecho, condena o “tipo de política” que “insufla o Leste contra o Oeste” – quando foi ele que, recentemente, decidiu transferir para as costas da China o peso da frota naval norte-americana, operação “Pivô do Pacífico”. Ele, que diariamente mata mulheres e crianças na Ásia com seus drones, é que acusa o presidente sírio Assad de “disparar foguetes sobre blocos de apartamentos”.
Uma semana após os EUA decretarem a terceira fase da guerra cambial com superemissão de dólares, US$ 85 bilhões por mês, por prazo ilimitado, na Assembléia Geral Obama teve a cara dura de dizer que “estabelecemos parceria com os países emergentes para manter o mundo no caminho da recuperação”. Adiante ele falou em promover governos “que sejam abertos e transparentes – o que deve ser uma referência a entidade de fachada que, segundo o jornal “Guardian”, operava na Rússia com financiamento do Departamento de Estado.
O discurso terminou por onde começou: com o cadáver de Stevens no colo de Obama, na véspera da eleição.

                                                                                   
                                                                                             
                                                                       
ANTONIO PIMENTA

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O mundo contra o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba



Do Portal Vermelho


A Assembleia Geral da ONU vota nesta terça-feira (13), pela 21ª vez consecutiva, uma resolução contra o bloqueio estadunidense a Cuba. A reunião do máximo foro internacional examinará e deliberará em torno do documento “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América a Cuba”. Será mais um  pronunciamento inequívoco da comunidade internacional contra uma medida cruel e injusta do imperialismo norte-americano, que pretende punir com o estrangulamento a Ilha caribenha pela decisão que tomou de seguir o caminho revolucionário e socialista. 

Tal como todos os demais presidentes da nação mais poderosa do planeta, desde que tal medida começou a ser imposta, há mais de cinquenta anos, também o atual dirigente, Barack Obama, que acaba de ser reeleito, aplicou com rigor o bloqueio econômico, comercial e financeiro, que já causou a Cuba perdas de mais de US$ 1 trilhão, considerando a depreciação da moeda norte-americana frente ao valor do ouro no mercado internacional.

Reiteradamente, e com justa razão, as autoridades cubanas qualificam o bloqueio como “um ato de genocidio”. Efetivamente tem sido assim, se considerarmos os danos provocados ao desenvolvimento econômico e à aquisição de produtos essenciais ao povo, como alimentos e medicamentos.

Por seus ilegítimos fins, seu caráter sistemático e rigoroso em nivel mundial, sua implementação através de variados caminhos, inclusive por meio de leis extraterritoriais, o bloqueio estadunidense a Cuba é uma verdadeira guerra econômica.

O bloqueio estadunidense a Cuba viola o Direito Internacional, é uma política absurda, obsoleta, ilegal e moralmente insustentável. Um anacronsmo que não condiz com a afirmação dos princípios democráticos e de convivência internacional proclamados pelas Nações Unidas. Nada justifica que em nome de uma concepção de política externa anacrônica e imperialista, queira um país impor a outro a “mudança de regime”, através do estrangulamento econômico, como pretendem fazer os Estados Unidos contra Cuba.

O posicionamento da Assembleia Geral da ONU – que será mais uma vez reiterado na sessão desta terça-feira – reflete a posição dos povos, dos movimentos sociais, do mundo cultural e político, das ações de solidariedade que a nação socialista caribenha recebe desde todos os países do mundo, inclusive dos Estados Unidos.


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O povo cubano tem enfrentado o bloqueio com admirável dignidade, um verdadeiro estoicismo. Sob a liderança do Partido Comunista, do comandante da Revolução, Fidel Castro, e hoje do presidente Raúl, tem dado provas de resistência e de capacidade para enfrentar os desafíos da construção de uma nação socialista sob as difíceis condições do mais prolongado bloqueio da história contemporânea.

Vivemos a época da afirmação da soberania nacional dos povos, da luta pela democratização das relações internacionais, um período de transição política e econômica em que já não cabe a imposição discricionária da vontade dos impérios. É preciso fazer valer a opinião da maioria das nações e pôr fim imediatamente ao bloqueio que os Estados Unidos impõem a Cuba. 


http://www.vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=1136&id_secao=16

Netinho: São Paulo dá mais um passo no combate ao racismo


Do Portal Vermelho

Em ato realizado no Anhangabaú, na região central, nesta segunda-feira (21), o prefeito de São Paulo Fernando Haddad pediu paz e convivência harmoniosa. O momento foi para celebrar a criação da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, que será comandada por Netinho de Paula (PCdoB).

Netinho de Paula fala sobre a tolerância religiosa - Foto: Fernando Pereira / SECOM

O evento contou com a participação de líderes religiosos cristãos, judeus e de religiões de matrizes africanas celebraram a tolerância entre os diferentes credos, também esteva presente no evento Luiza Bairros, Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. A data também marca o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, data em que foi sancionada, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei 11.635/2007.

Haddad destacou que São Paulo precisa paz. "Queremos que as pessoas se sintam mais seguras. Sabemos que para isso não é só reprimir a intolerância. É também cultivar, é educar, é aproximar. É fazer com que as pessoas percebam a diversidade como uma grande vantagem da cidade de São Paulo, que sempre soube acolher pessoas de todo o Brasil e do mundo”, afirmou o prefeito.

Com a alegria de sempre, Netinho reafirmou que São Paulo é uma capital de diversas nuances e que por isso é preciso entender tais diferenças. " A sociedade paulistana precisa assumir que ainda há racismo, que ele está aí fora e agride as pessoas. A partir do momento que ela se assumir como racista, ela pode trabalhar isso, a gente exclui uma sociedade que pode ajudar muito o país”, afirmou Netinho.

Segundo o secretário, "hoje [segunda (21)] é um dia especial, sobretudo para todas as lideranças do movimento negro, porque hoje pedimos igualdade e fazemos uma reflexão sobre a liberdade de crença. E com esta ação, São Paulo dá mais um passo no combate ao racismo".

Após o ato ecumênico, o evento seguiu com apresentações do Padre Marcelo Rossi (Igreja Católica), da cantora e deputada estadual pelo PCdoB-SP Leci Brandão (Tradições de Matriz Africana), da cantora Jamily (Igreja Evangélica), do Olodum e dos grupos Art Popular, Samprazer e Katinguelê.

Igualdade Racial

Durante sua fala, a ministra Luiza Bairros disse que os ataques às religiões de matriz africana chegaram a um nível insuportável. “O pior não é apenas o grande número, mas a gravidade dos casos que têm acontecido. São agressões físicas, ameaças de depredação de casas e comunidades. Nós consideramos que isso chegou em um ponto insuportável e que não se trata apenas de uma disputa religiosa, mas, evidentemente, uma disputa por valores civilizatórios”.

De acordo com a ministra, o Estado estima que esses dados chegaram a um ponto insuportável e que não se trata apenas de uma disputa religiosa, mas, evidentemente, uma disputa por valores civilizatórios. O número denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência cresceu mais de sete vezes em 2012, quando comparada com a estatística de 2011, saindo de 15 para 109 casos registrados.

Luiza Bairros diz que os ataques são motivados principalmente por alguns grupos evangélicos. “Alguns setores, especialmente evangélicos pentecostais, gostariam que essas manifestações africanas desaparecessem totalmente da sociedade brasileira, o que certamente não ocorrerá”. E acrescentou, “nós queremos fazer com que essas comunidades também sejam beneficiadas pelas políticas públicas”.

Com Agências

http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=204153&id_secao=1

Posse de Obama: Coreografia não esconde propósitos imperialistas







Do Portal Vermelho


Com grande pompa, mas sem as ilusões e a euforia que se seguiu à sua primeira eleição, Barack Obama foi empossado neste início de semana para cumprir seu segundo mandato à frente do país que, sendo a maior potência mundial, é também uma força em relativo declínio, num mundo marcado por dilacerantes crises, explosivas contradições, instabilidade e transições acidentadas nos aspectos econômico e geopolítico. 

Na praça em frente ao Capitólio, Obama falou para o público interno e o mundo. Uma festa bem coreografada, em que os símbolos são dispostos para transmitir uma imagem charmosa e mensagens amenas, despertar falsas expectativas de democracia, justiça, igualdade, multilateralismo e paz. Mas que não conseguem esconder a essência das coisas.

O discurso de posse foi recheado de platitudes, invocação dos “valores essenciais” da sociedade norte-americana – repetidos à exaustão como se não tivessem já degenerado, há muito tempo, desde que a “América” se transformou numa potência imperialista, agressiva e opressora. Apanágio da liberdade em palavras, na verdade, prisão de povos. 

“Cada vez que nos reunimos para inaugurar um mandato presidencial, damos testemunho da força duradoura da nossa Constituição. Afirmamos a promessa de nossa democracia. (...) O que nos torna excepcionais – o que nos faz americanos – é a nossa fidelidade a uma ideia, articulada em uma declaração feita há mais de dois séculos”, disse o presidente reempossado utilizando uma enganosa retórica. Nada mais distante da realidade dos Estados Unidos e do mundo sob seu domínio imperial, do que o impulso democrático e revolucionário de dois séculos atrás. 

O mesmo se pode dizer do abismo que separa qualquer outra potência imperialista atual das noções de democracia e justiça, haja vista a França, aliada de Washington, que despeja bombas em países da África e participa com fervor das guerras da Otan. 

Em contraste com a retórica de Obama, cada vez que ocorre a investidura de um presidente à testa do poder nos Estados Unidos, os trabalhadores e os povos do mundo sabem tratar-se da posse de um gestor de negócios da grande burguesia monopolista-financeira que os oprime e massacra, e de um funcionário do avassalador complexo militar, avalista em última instância das políticas de imposição do poder imperialista pela força das armas.

Desde a primeira eleição de Barack Obama, em 2008, está em curso uma grande operação midiática voltada para maquiar a imagem do imperialismo norte-americano. Sua natureza, porém, mantém-se inalterável, pois à margem dos discursos que falam em paz, multilateralismo, direito internacional e diálogo, o que prevalece é uma política militarista e belicista, consistente em agredir povos e nações soberanas para saquear suas riquezas, em espalhar pelo mundo bases militares e em reforçar pactos militares e aparatos agressivos, como a Otan e a Quarta Frota. 

Obama não deixou de exaltar os feitos de guerra da potência norte-americana, muito embora dissesse que a “segurança duradoura não requer uma guerra perpétua”, somente para manter a diferenciação tática com seu predecesor – que falava em “guerra permanente” – e com os trogloditas do Partido Republicano, cuja visão de liderança está diretamente ligada ao superdimensionamento da ação bélica dos Estados Unidos. 


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Mas, para de novo referir-nos à essência das coisas e não apenas à forma como são ditas, destaquemos que o discurso de Obama também conteve ameaças de guerra aos povos e alusões ao exercício da liderança do imperialismo norte-americano no mundo. Foi quando o presidente disse que se manterá “vigilante” em relação aos que “nos causariam mal”. Para que não fique dúvida da disposição do presidente, ele declarou com todas as letras: “Vamos defender o nosso povo e os nossos valores através da força das armas e do direito”.

A mensagem sobre a política externa imperial e intervencionista foi transmitida com toda a clareza também quando Obama disse que “a América continuará a ser a âncora de alianças fortes em todos os cantos do globo”, renovou a disposição para “gerenciar crises no exterior” e “apoiar a democracia” em todo o mundo, “porque os nossos interesses e nossa consciência nos obrigam a agir em nome daqueles que anseiam por liberdade”.

Quanto aos problemas domésticos, não são de fácil solução. O país encontra-se em crise econômica e vive uma explosiva crise fiscal. A recuperação econômica e a mitigação dos graves problemas sociais não são realizações factíveis no curto prazo de quatro anos.

O pacto entre democratas e republicanos alcançado no final de 2012 em torno do “abismo fiscal” é precário. O tema voltará à pauta legislativa em semanas. As previsões mais otimistas assinalam que o Tesouro estará de novo vazio no final de março. As razões da crise fiscal nos Estados Unidos não estão em fatores circunstanciais, mas estruturais. Ligam-se com a própria crise econômica e com os colossais gastos militares. 

A verdade é que a economia norte-americana está à beira de um colapso porque a única maneira que tem de pagar as importações que a mantêm é pela emissão de mais dívida e impressão de mais dinheiro. O endividamento cada vez maior e a emissão de moeda minam o dólar como moeda de reserva mundial, fenômeno que muitos tentam ocultar, mas que constitui a própria essência dos problemas econômicos e financeiros que os Estados Unidos enfrentam, com devastadores efeitos para a economia e as finanças mundiais.

Por fim, em seu discurso Obama referiu-se aos agudos problemas sociais que afetam a população estadunidense, fazendo menções especiais à grave questão da violência, associada ao tema da posse indiscriminada de armas, os desequilíbrios ambientais, a opressão aos imigrantes, a discriminação aos gays. Os povos de todo o mundo se associam ao povo dos Estados Unidos nas suas lutas para a solução desses graves problemas.

http://www.vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=1158&id_secao=16


Prestes a completar 60 anos de idade e na vida política, Cicciolina continua atraente.



Prestes a completar 60 anos de idade em Novembro, Ilona Staller ficou conhecida no mundo do cinema pornográfico como Cicciolina e ficou famosa no mundo inteiro por fazer campanha   os seios a mostra na década de 80 e casualmente também era cantora. Em 1978, num programa da RAI chamado “C’era due volte”,  mostrou  os seios na TV italiana.
Filiou-se, em 1979, na Lista del Sole, o primeiro  ambientalista da Itália. Em 1985 mudou-se para o Partido Radical, fazendo campanha contra a energia nuclear e a OTAN, pelos  e contra a fome no mundo. Cicciolina foi eleita para o Parlamento Italiano em 1987, representando o distrito de Lazio de Roma. O seu último filme pornô estreou em 1989.
Durante a sua presença no Parlamento propôs  série de leis relacionadas com o sexo, nomeadamente uma que abria a possibilidade de construir “parques de amor“. Chegou a fazer discursos com um seio exposto depois de eleita, ofereceu-se para fazer amor com Saddam Hussein para evitar a guerra entre o Iraque e os Estados Unidos e chegou a fazer a mesma oferta a Bin Laden para colocar um ponto final no terrorismo.
Ainda hoje continua politicamente ativa, lutando pela causa de um futuro livre da energia nuclear e com absoluta liberdade sexual, incluindo o direito ao sexo nas prisões. Ilona é contra todas as formas de violência, incluindo a pena de morte e o uso de animais em testes científicos, é a favor da legalização das drogas, contra censura de qualquer tipo, a favor da educação sexual nas escolas e informação direta e objetiva no que diz respeito à SIDA(Síndrome da imunodeficiência adquirida) a todo cidadão. Ela propôs um imposto aos automóveis para reduzir os danos causados pelo fumo, criando um fundo para defesa da natureza. Recentemente, ela expressou interesse em candidatar-se ao cargo de presidente da câmara de Milão.
Ela é controvertida em seus projetos relacionados a drogas e sexo, mas no geral suas idéias são melhores e podem trazer beneficios ao cidadão comum, e com a vantagem de uma idosa de sessenta anos estar parecendo uma mulher de trinta e cinco anos aproximadamente.
IMAGENS ATUAIS DE CICCIOLINA
IMAGENS ANTIGAS E ALGUMAS RECENTES


http://www.sosnoticias.com.br/2011/09/prestes-a-completar-60-anos-de-idade-cicciolina-continua-atraente/

Fonte: bomblognews.com

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A fortuna de Silas Malafaia


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Do blog do Miro

Por Altamiro Borges

A controvertida revista Forbes, destinada ao mundo dos ricaços, divulgou  um estudo sobre o patrimônio financeiro dos principais pastores brasileiros. Ela aponta Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, com uma fortuna estimada de US$ 950 milhões. Já o pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, surge com uma riqueza calculada em US$ 150 milhões. O primeiro não se pronunciou sobre a matéria, já o segundo reagiu indignado e disparou: “Vou ferrar estes caras”.



Mônica Bergamo, na Folha, ouviu o “pastor”. Ele contesta o cálculo da Forbes e estima que seu patrimônio seja de apenas R$ 6 milhões – “nem 2% dos US$ 150 milhões”. Desgastado com suas constantes bravatas preconceituosas e direitistas – nas duas últimas campanhas eleitorais, Malafaia foi um ativo apoiador do tucano José Serra –, ele também teme pela fuga de fiéis. Vale conferir as notinhas de Mônica Bergamo:

*****

MEU QUINHÃO

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, estima seu patrimônio em R$ 6 milhões, nem 2% dos US$ 150 milhões que a "Forbes" atribuiu a ele, em reportagem sobre os líderes evangélicos mais ricos do Brasil. Ele promete ajuizar ação contra a revista americana nos EUA. "Vou ferrar esses caras", diz. "Vivo de renda voluntária. Eles me prejudicaram. [O fiel] vê aquilo e pensa, 'ih, não vou [dar o dízimo], tá me roubando."

VEJA BEM

O grosso de seu patrimônio, diz Malafaia, são nove imóveis. Uma casa comprada por R$ 800 mil "e que hoje deve valer R$ 2,5 milhões" na zona oeste do Rio, onde é vizinho de Ary Fontoura e Fernanda Lima. E ainda: apartamento para os três filhos (R$ 400 mil cada um), quatro adquiridos na planta por R$ 450 mil e outro em Boca Raton, na Flórida (R$ 500 mil).

Diz que doou à igreja uma Mercedes blindada. "Presente de aniversário de um empresário rico, parceiro meu."

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O pastor midiático, que adora posar de paladino da "ética", deveria abrir o seu sigilo bancário e fiscal para esclarecer os fiéis e a sociedade. 

Renato: “Sem conhecimento teórico não há luta revolucionária”




Começou neste domingo (20) o Curso Nível III da Escola Nacional de Formação do PCdoB. Reunidos em Atibaia, cidade localizada a 70 km da capital paulista, cerca de 120 quadros do Partido – dirigentes estaduais, parlamentares, membros do Comitê Central e lideranças das diversas frentes e movimentos de massa do PCdoB – irão debater e aprofundar nos próximos dias conhecimentos sobre filosofia, economia, Estado, classes sociais, socialismo e Partido. 

Por Mariana Viel, da Redação do Vermelho


Antes da aula inaugural, tradicionalmente proferida pelo presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, foi realizada uma homenagem aos 10 anos de relançamento da Escola Nacional de Formação. O secretário nacional de Formação e Propaganda do PCdoB, Adalberto Monteiro, abordou a necessidade da capacitação teórica e política da militância comunista brasileira para que o Partido possa desempenhar suas responsabilidades no governo, nas lutas de ideias, nos movimentos sociais e no Parlamento. 

A coordenadora Pedagógica da Escola Nacional de Formação, Nereide Saviani, falou dos 10 anos de relançamento da escola, em janeiro de 2003, através do trabalho de Formação com a concepção de Escola Nacional com as seções estaduais – combinando centralização e descentralização. Nereide fez uma apresentação sobre o trabalho da Escola na fase atual e lembrou a trajetória da formação teórica do PCdoB presente ao longo dos 90 anos do Partido. “Chegamos aos 10 anos de relançamento da Escola com a sensação de muito trabalho realizado e muito esforço. Com problemas e espinhos no caminho, mas também com muitas flores e frutos.” 

Em sua fala, Dynéas Aguiar – um dos responsáveis pela organização, direção e elaboração curricular dos cursos regulares do Partido – afirmou que a melhor forma de iniciar um ano é ao lado do coletivo partidário e de “nossos companheiros de luta – aqueles em que nós confiamos a nossa própria vida quando necessário”. Ele lembrou a necessidade da formação teórica para a prática das atividades partidárias e ressaltou que no fim da década de 1980 e começo da década de 1990, quando muitos partidos fecharam suas escolas de formação, o PCdoB reabriu e intensificou a luta pela difusão da teoria marxista. “Reabrimos dizendo que o socialismo vive, nós somos o futuro, nós somos socialistas. Esse que é, portanto, o valor da nossa Escola. Aproveitem ao máximo.”

Renato Rabelo reafirmou que a Formação e a Comunicação são frentes de trabalho prioritárias do Partido. “É preciso ter uma escola porque somos um Partido da ciência, de ideias e que pretende construir uma sociedade superior à capitalista. Isso requer o domínio da ciência e o domínio da teoria, sobretudo, o conhecimento da transformação da sociedade.” 

“Nossa escola se baseia na doutrina social, econômica e filosófica mais avançada até agora que surgiu na história da humanidade, que foi criada por Marx. Por isso nosso Partido tem uma base teórica definida. Nós não somos um partido eclético – que pega o pedaço de uma teoria e de outra. A nossa base teórica de Partido é o marxismo. Nosso Partido tem uma teoria muito definida e a Escola visa levar em conta os nossos ideais com base nessa doutrina, mas visa também orientar os nossos quadros e a nossa militância para a nossa luta. Nossa Escola tem um fito muito claro que é a práxis, a luta política e a luta revolucionária. Sem o conhecimento teórico não vamos ter luta política, transformadora e revolucionária.” 

Crise estrutural do capitalismo
Em sua aula, o presidente nacional do Partido fez uma análise aprofundada sobre o mundo atual – crise, instabilidade e sucessivos focos de guerra – e as perspectivas dos comunistas brasileiros. Renato disse que a crise econômica sistêmica em curso no mundo acelera o declínio da hegemonia do imperialismo norte-americano, acentuando também a decadência das velhas potências europeias.

“Na situação de conjunto, verifica-se a tentativa dos países ricos de sair da crise, tendo como consequências mais importantes a intensificação da exploração das massas trabalhadoras e empurrar o pesado ônus da crise para a chamada periferia do sistema, passando a repercutir nas economias nacionais chamadas de emergentes, como a do Brasil.”

Renato falou da pressão comercial das potências capitalistas sobre os países em desenvolvimento, acarretando graves problemas cambiais e produtivos e ameaçando a soberania nacional destas nações, intensificando a exploração dos trabalhadores através dos pacotes de austeridade, diminuindo o mercado interno e, consequentemente, retraindo as exportações daquelas nações.

Brasil 

O dirigente nacional avaliou as tendências atuais no Brasil e as perspectivas eleitorais de 2014. Segundo ele, a despeito da avassaladora campanha antipetista no pleito de 2012, através da exploração exaustiva do julgamento da Ação Penal 470, conhecida como “mensalão”, as forças progressistas brasileiras acumularam importantes vitórias. 

Ele ressaltou a conquista da Prefeitura de São Paulo – principal reduto do tucanato paulistano. Respectivamente, PSDB e DEM perderam o comando de 90 e 200 prefeituras em todo o país. A oposição, no seu total, teve 30 milhões de votos a menos que os alcançados na última eleição.

Diante do crescente apoio da maioria da nação à presidenta Dilma Rousseff, o dirigente comunista transcorreu sobre o acirramento da disputa política no Brasil – formada por forças conservadoras, elites reacionárias e a grande mídia constituída por quatro grandes grupos econômicos de origem familiar.

“Esta ofensiva se caracteriza pelo seu autoritarismo, forte poder midiático, que em última instância é contra a esquerda, as ideias democráticas e da soberania do país, de parceria e solidariedade com os nossos vizinhos do continente. Estes são os divisores de águas entre nós e eles.”

Para ele, a situação se agrava pelo insucesso “das prédicas neoliberais, resultante da grande crise capitalista, pela ausência de uma alternativa e projeto oposicionista para enfrentar o projeto nacional liderado por Lula/Dilma”.

Renato falou ainda sobre a realização do 13º Congresso do PCdoB, em novembro deste ano, que deverá se concentrar no balanço do período Lula/Dilma e na atualização da perspectiva para o Brasil. 

“O 13º Congresso do PCdoB deve fazer o balanço da evolução do seu caminho, exposto no seu programa, definido pelo Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. E a partir disto, distinguir avanços e limites, indicando como avançar, ressaltado novas questões para o embate, e sendo necessário, realizar ajustes que possam repercutir na estratégia – transição ao socialismo nas condições do Brasil. Devemos trabalhar no sentido de que o Brasil precisa de nova arrancada, para um país desenvolvido, soberano, democrático e de progresso social."



http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=204098

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Vale-Cultura: Marta Suplicy desmascara Folha




MARTA SUPLICY
"A gente não quer só comida"
O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro para o consumo cultural
Da Folha de S. Paulo
Folha publicou editorial ("Vale-populismo", 10/1) crítico do Vale-Cultura (VC). Chama de "populismo" e promoção pessoal e eleitoreira projeto de lei que buscava aprovação desde 2009. Com a regulamentação do VC, empresas poderão passar R$ 50 a seus funcionários que recebam prioritariamente até cinco salários mínimos (R$ 3.390) para gastarem em cultura.
O Brasil nos últimos anos, com Lula e agora Dilma, tem dado passos gigantescos para acabar com a miséria. Não preciso citar os números dos que hoje comem nem dos que hoje entraram na classe média. O Bolsa Família, trucidado pela oposição, hoje é comprovadamente um instrumento de erradicação da pobreza.
O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro que poderá gastar no consumo cultural: sejam livros, cinema, DVDs, teatro, museus, shows, revistas...
Lembro que, quando fizemos os CEUs (Centro Educacional Unificado), na pesquisa (2004) realizada no primeiro deles, na zona leste, 100% dos entrevistados nunca tinham entrado num teatro e 86%, num cinema. Quando Denise Stoklos fez seu espetáculo de mímica, a plateia se remexia inquieta até entender a linguagem e não se ouvir uma mosca no teatro, fascinado.
Fomento ao teatro, aquisição de conhecimento e bagagem cultural! Não foi à toa que Fernanda Montenegro ficou pasma com a plateia dos CEUs. Essas pessoas, se tiverem criado gosto, finalmente poderão usufruir e escolher mais do que hoje podem. E os que não têm CEU têm televisão e conhecem o que é oferecido para determinado público. Sabem também o que aparece no bairro. E sabem que não podem ir.
Existe toda uma multidão de brasileiros (17 milhões) que hoje ganha até cinco salários mínimos (R$ 3.390) que potencialmente poderão, além de comer, alimentar o espírito. Este é um projeto de lei que toca duas pontas: o cidadão que vai consumir e o produtor cultural que terá mais público para sua oferta.
Quando chegarmos nesse potencial, serão R$ 7 bilhões injetados na cultura. Nossa previsão é atingir R$ 500 milhões neste ano.
Em 2008, o Ibope realizou pesquisa sobre indicadores de cultura no Brasil e mostrou que a grande maioria da população está alijada do consumo dos produtos culturais: 87% não frequentavam cinemas, 92% nunca foram a um museu; 90% dos municípios do país não tinham sala de cinema e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança.
Segundo a Folha, estaremos incentivando blockbusters e livros de autoajuda. Visão elitista. Cada um tem direito de consumir o que lhe agrada. Não esqueço quando, visitando um telecentro, fiquei indignada que a maioria dos jovens estava nos chats de um reality show. Fui advertida pela gestora: "Esse é um instrumento que eles estão aprendendo a usar. Depois, poderão voar para outros interesses. Ou não".
Não custa lembrar que a fome pelo acesso à cultura é enorme, o que ficou evidente nas filas quilométricas na mostra sobre impressionistas quando apresentada gratuitamente pelo Banco do Brasil.
O que a Folha também menosprezou é a enorme alavanca que o VC pode representar e desencadear na economia. A cadeia produtiva da cultura é o investimento de maior rentabilidade a curto prazo. Para uma peça de teatro, você vai desde os artistas, ao carpinteiro, cenógrafo, vestuário, iluminador...
Quanto ao recurso ir para formação e atividades de menor sustentação comercial, citadas como prioritários pela Folha, os editais do ministério, os Pontos de Cultura, têm exatamente essa preocupação, assim como os CEUs das Artes e Esporte que são, no momento, 124 em construção no país.
"A gente quer comida, diversão e arte." (Titãs)
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MARTA SUPLICY, 67, é ministra da Cultura. Foi prefeita de São Paulo (2001-2004), ministra do Turismo (2007-2008) e senadora (2011-2012)

http://www.outroladodanoticia.com.br/

Kátia Abreu não gosta de índios



Por Altamiro Borges

Em seu artigo semanal na Folha, a ruralista Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e senadora pelo PSD do Tocantins, voltou a atacar as comunidades indígenas do Brasil. Já virou rotina. O texto intitulado “Dois pesos e duas medidas” tem uma chamada curiosa: “Quando índio invade terra, forças [policiais] não são empregadas; quando há retirada de terra indígena, existe até violência”. Para ela, os latifundiários são vitimas da truculência dos poderes públicos. Coitadinhos! Tão frágeis e indefesos!

Na sua avaliação, os grileiros que invadem terras indígenas são discriminados com base em “discursos ideológicos” e “conveniências políticas, sem que os atores envolvidos se mostrem minimamente ruborizados”. Ela nem fica “ruborizada” com os seus disparates! Historicamente, as comunidades indígenas sempre foram alvo da ambição e da violência dos latifundiários, que contam inclusive com milícias armadas (os famosos jagunços), a cobertura favorável de parte da mídia e a cumplicidade de muitos juízes venais.

Para Kátia Abreu, os ruralistas são injustiçados pelas “comissões de direitos humanos, movimentos sociais, Ouvidoria Agrária Nacional e Funai (Fundação Nacional do Índio)”, que se mobilizam para defender os índios nos casos de desocupação de terras. Ela lamenta que “qualquer uso da força é, de pronto, considerado uma violência arbitrária e desmedida”. Também critica a “mobilização intensiva de aparatos policiais, com demonstrações explícitas de violência”, contra os grileiros que ocupam ilegalmente as terras indígenas.

Marota, ela tenta utilizar a situação de pequenos agricultores, que ocupam reservas indígenas, para defender os interesses dos grandes proprietários. “Muitos agricultores se queixaram do tratamento desumano. Onde, aliás, estavam a Ordem dos Advogados do Brasil, a Ouvidoria Agrária e outras entidades que enchem a boca ao falar de direitos humanos?”, pergunta a líder dos ruralistas. Kátia Abreu omite que o maior inimigo do pequeno camponês é o próprio latifúndio, que o expulsa da terra e ainda explora o trabalho escravo.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/01/katia-abreu-nao-gosta-de-indios.html

A manchetinha safada da Folha



Por José Dirceu, em seu blog:

Evidentemente, não há outra classificação para esta manchete, a principal da 1ª página do Folhão de hoje: "SP tem 661 mil pedidos médicos na fila de espera". Tudo bem, é notícia - e triste -, mas lendo-se a matéria descobre-se que se trata de uma lista só da prefeitura da capital, de pacientes inscritos para atendimentos em órgãos de saúde municipais.

Por que a Folha de S.Paulo não dá a lista do Estado? Os corredores dos hospitais públicos e demais instituições de saúde estaduais estão cheios de pacientes e de macas com doentes à espera de vagas para tratamento e internação.

É só conferir no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, na capital (HC-FMUSP), e nos outros hospitais públicos do Estado na capital e no interior, para ver o apagão, o estado de calamidade pública a que chegou a saúde em São Paulo nestes 20 anos em que o Estado é governado pelos tucanos.

Jornal parece querer proteger o governo tucano. Será?
Parece. Mas, assim, da forma como a Folha dá a notícia abordando os pacientes à espera por atendimento nos hospitais e postos de saúde da capital, parece proteção ao governo tucano do Estado - será ?!!! - e um ensaio de que vai fazer oposição declarada ao novo prefeito paulistano, Fernando Haddad (PT).

Sem lhe dar sequer aquela trégua que os jornalões costumam dar às autoridades que chegam, para que elas digam a que vieram.

A propósito e embora os assuntos sejam tristes, um leitor deste blog conta hoje que viu na GloboNews que os responsáveis pelas ONGs integradas à Rede Nossa São Paulo vão entregar ao prefeito Haddad os resultados da pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (iRBEM) e cobrar-lhe o descalabro da segurança pública em São Paulo. Só que o responsável pela segurança pública paulista é o governo do Estado...

Os dois pesos e duas medidas de sempre

O mesmo leitor contou ter comprovado os dois pesos e duas medidas com que o Sistema Globo de Comunicação se porta em relação aos governos que apoia e os do PT aos quais faz oposição.

O leitor disse ter visto na Globo News que o ex-prefeito de São Luis/MA João Castelo deixou o material escolar enviado pelo Ministério da Educação apodrecer. E que outro prefeito, este de Meridiano (SP), Aristeu Baldin, mandou uma ambulância da cidade percorrer 2 mil km, levando a mudança da filha de uma funcionária municipal.

Nos dois casos, a GloboNews não informou o partido dos prefeitos. Eles são do PSDB. Já se fossem prefeitos do PT, vocês sabem..
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/01/a-manchetinha-safada-da-folha.html

O comunismo ético de Oscar Niemeyer




Do Portal Vermelho


Não tive muitos encontros com Oscar Niemeyer. Mas os que tive foram longos e densos. Que falaria um arquiteto com um teólogo senão sobre Deus, sobre religião, sobre a injustiça dos pobres e sobre o sentido da vida?

Por Leonardo Boff*


Nas nossas conversas, sentia alguém com uma profunda saudade de Deus. Invejava-me que, me tendo por inteligente (na opinião dele) ainda assim acreditava em Deus, coisa que ele não conseguia. Mas eu o tranquilizava ao dizer: o importante não é crer ou não crer em Deus. Mas viver com ética, amor, solidariedade e compaixão pelos que mais sofrem. Pois, na tarde da vida, o que conta mesmo são tais coisas. E nesse ponto ele estava muito bem colocado. Seu olhar se perdia ao longe, com leve brilho.

Impressionou-se sobremaneira, certa feita, quando lhe disse a frase de um teólogo medieval: "Se Deus existe como as coisas existem, então Deus não existe”. E ele retrucou: "mas que significa isso?” Eu respondi: "Deus não é um objeto que pode ser encontrado por ai; se assim fosse, ele seria uma parte do mundo e não Deus”. Mas então, perguntou ele: "que raio é esse Deus?” E eu, quase sussurrando, disse-lhe: "É uma espécie de Energia poderosa e amorosa que cria as condições para que as coisas possam existir; é mais ou menos como o olho: ele vê tudo, mas não pode ver a si mesmo; ou como o pensamento: a força pela qual o pensamento pensa, não pode ser pensada”. E ele ficou pensativo. Mas continuou: "a teologia cristã diz isso?” Eu respondi: "diz mas tem vergonha de dizê-lo, porque então deveria antes calar que falar; e vive falando, especialmente os Papas”. Mas consolei-o com uma frase atribuída a Jorge Luis Borges, o grande argentino:”A teologia é uma ciência curiosa: nela tudo é verdadeiro, porque tudo é inventado”. Achou muita graça. Mais graça achou com uma bela trouvaille de um gari do Rio, o famoso "Gari Sorriso: "Deus é o vento e a lua; é a dinâmica do crescer; é aplaudir quem sobe e aparar quem desce”. Desconfio que Oscar não teria dificuldade de aceitar esse Deus tão humano e tão próximo a nós.

Mas sorriu com suavidade. E eu aproveitei para dizer: "Não é a mesma coisa com sua arquitetura? Nela tudo é bonito e simples, não porque é racional mas porque tudo é inventado e fruto da imaginação”. Nisso ele concordou adiantando que na arquitetura se inspira mais lendo poesia, romance e ficção do que se entregando a elucubrações intelectuais. E eu ponderei: "na religião é mais ou menos a mesma coisa: a grandeza da religião é a fantasia, a capacidade utópica de projetar reinos de justiça e céus de felicidade. E grande pensadores modernos da religião como Bloch, Goldman, Durkheim, Rubem Alves e outros não dizem outra coisa: o nosso equívoco foi colocar a religião na razão quando o seu nicho natural se encontra no imaginário e no princípio esperança. Ai ela mostra a sua verdade. E nos pode inspirar um sentido de vida.”

Para mim a grandeza de Oscar Niemeyer não reside apenas na sua genialidade, reconhecida e louvada no mundo inteiro. Mas na sua concepção da vida e da profundidade de seu comunismo. Para ele "a vida é um sopro”, leve e passageiro. Mas um sopro vivido com plena inteireza. Antes de mais nada, a vida para ele não era puro desfrute, mas criatividade e trabalho. Trabalhou até o fim, como Picazzo, produzindo mais de 600 obras. Mas como era inteiro, cultivava as artes, a literatura e as ciências. Ultimamente se pôs a estudar cosmologia e física quântica. Enchia-se de admiração e de espanto diante da grandeur do universo.

Mas mais que tudo cultivou a amizade, a solidariedade e a benquerença para com todos. "O importante não é a arquitetura” repetia muitas vezes, "o importante é a vida”. Mas não qualquer vida; a vida vivida na busca da transformação necessária que supere as injustiças contra os pobres, que melhore esse mundo perverso, vida que se traduza em solidariedade e amizade. No JB de 21/04/2007 confessou: ”O fundamental é reconhecer que a vida é injusta e só de mãos dadas, como irmãos e irmãs, podemos vive-la melhor”. 

Seu comunismo está muito próximo daquele dos primeiros cristãos, referido nos Atos dos Apóstolos nos capítulos 2 e 4. Ai se diz que "os cristãos colocavam tudo em comum e que não havia pobres entre eles”. Portanto, não era um comunismo ideológico, mas ético e humanitário: compartilhar, viver com sobriedade, como sempre viveu, despojar-se do dinheiro e ajudar a quem precisasse. Tudo deveria ser comum. Perguntado por um jornalista se aceitaria a pílula da eterna juventude, respondeu coerentemente: "aceitaria se fosse para todo mundo; não quero a imortalidade só para mim”.

Um fato ficou-me inesquecível. Ocorreu nos inícios dos anos 80 do século passado. Estando Oscar em Petrópolis, me convidou para almoçar com ele. Eu havia chegado naquele dia de Cuba, onde, com Frei Betto, durante anos dialogávamos com os vários escalões do governo (sempre vigiados pelo SNI), a pedido de Fidel Castro, para ver se os tirávamos da concepção dogmática e rígida do marxismo soviético. Eram tempos tranquilos em Cuba que, com o apoio da União Soviética, podia levar avante seus esplêndidos projetos de saúde, de educação e de cultura. Contei que, por todos os lados que tinha ido em Cuba, nunca encontrei favelas mas uma pobreza digna e operosa. Contei mil coisas de Cuba que, segundo frei Betto, na época era "uma Bahia que deu certo”. Seus olhos brilhavam. Quase não comia. Enchia-se de entusiasmo ao ver que, em algum lugar do mundo, seu sonho de comunismo poderia, pelo menos em parte, ganhar corpo e ser bom para as maiorias.

Qual não foi o meu espanto quando, dois dias após, apareceu na Folha de São Paulo, um artigo dele com um belo desenho de três montanhas, com uma cruz em cima. Em certa altura dizia: "Descendo a serra de Petrópolis ao Rio, eu que sou ateu, rezava para o Deus de Frei Boff para que aquela situação do povo cubano pudesse um dia se realizar no Brasil”. Essa era a generosidade cálida, suave e radicalmente humana de Oscar Niemeyer.

Guardo uma memória perene dele. Adquiri de Darcy Ribeiro, de quem Oscar era amigo-irmão, uma pequeno apartamento no bairro do Alto da Boa-Vista, no Vale Encantando. De lá se avista toda a Barra da Tijuca até o fim do Recreio dos Bandeirantes. Oscar reformou aquele apartamento para o seu amigo, de tal forma que de qualquer lugar que estivesse, Darcy (que era pequeno de estatura), pudesse ver sempre o mar. Fez um estrado de uns 50 centímetros de altura E como não podia deixar de ser, com uma bela curva de canto, qual onda do mar ou corpo da mulher amada. Aí me recolho quando quero escrever e meditar um pouco, pois um teólogo deve cuidar também de salvar a sua alma.

Por duas vezes se ofereceu para fazer uma maquete de igrejinha para o sítio onde moro em Araras em Petrópolis. Relutei, pois considerava injusto valorizar minha propriedade com uma peça de um gênio como Oscar. Finalmente, Deus não está nem no céu nem na terra, está lá onde as portas da casa estão abertas.

A vida não está destinada a desaparecer na morte, mas a se transfigurar alquimicamente através da morte. Oscar Niemeyer apenas passou para o outro lado da vida, para o lado invisível. Mas o invisível faz parte do visível. Por isso ele não está ausente, mas está presente, apenas invisível. Mas sempre com a mesma doçura, suavidade, amizade, solidariedade e amorosidade que permanentemente o caracterizou. E de lá onde estiver, estará fantasiando, projetando e criando mundos belos, curvos e cheios de leveza.

*Teólogo, filósofo e escritor

Fonte: Adital

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=201022&id_secao=1