segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Vídeo:Palestinos protestam em Jericó e são presos; MST pede libertação


Do Portal Vermelho


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou, na semana passada, uma nota denunciando a prisão ilegal, em Israel, de Mahmoud Zwahre (liderança dos Comitês Populares -Palestina) e do Dr. Yousef Abdel Haq (intelectual palestino de esquerda, de 70 anos, grande militante da luta contra a ocupação israelense).


De acordo com o blog O Território, mantido pelo jornalista Arturo Hartmann, colaborador do Opera Mundi, na última segunda-feira (9), cerca de 50 palestinos fizeram mais uma iniciativa pacífica de desafiar a engenharia de limites imposta aos palestinos. 

O objetivo da ação era expor o sistema de estradas exclusivo a colonos dentro dos territórios ocupados. Eles saíram de Jericó em direção a Ramallah. Os cerca de 12 carros foram parados logo na saída de Jericó, uma cidade muito próxima da fronteira entre a Jordânia e a Cisjordânia. Na operação foram presos quatro palestinos, sendo três homens e uma mulher. Dentre eles, estava Mahmoud Zwahre, que teria sido levado a Ma’ale Adumim (assentamento nos arredores de Jerusalém).

Durante o protesto, Mahmoud fez um discurso-aula para os soldados israelenses que formavam a barreira impedindo o comboio palestino de passar. Ele encarou durante um minuto e meio os soldados com palavras. “Uma tentativa desesperada de conseguir a liberdade através da não-violência. Um discurso político inundado por um desabafo”, como escreve Hartmann.

O jornalista relata que Mahmoud e mais outros três presos seriam libertados na quarta-feira (12) sob fiança. No entanto, não há, até o momento, informações sobre a libertação. 

Veja alguns trechos do discurso de Mahmoud: “…você se põe, levando uma arma e apontando para o rosto dos civis. O que é você? Um ser humano? … Apontando sua arma para o rosto dos civis, vá, veja a você mesmo. Pense nos crimes que você está cometendo contra o povo. O que estão fazendo aqui? (olha para uma soldada à sua frente, talvez a fala seguinte se baseie em uma reação dela). É muito quente aqui para você, eu sei. É Jericó. … Esta é a nova geração de Israel, este é o Estado democrático no Oriente Médio. Aqui pode ver como criam a sua nova geração, três anos fazendo lavagem cerebral. Como matar, como odiar, como ver a vida pela janela de segurança. … Onde você está postada? Esta é uma garota, segurando e apontando uma arma para o rosto de civis. Por quê? Por que… as pessoas… não se pergunta o que você está fazendo aqui. …Por que a vocês é permitido… Quem é esse comandante a quem vocês obedecem ordens? Por que fazem isso? Pensem! Usem suas cabeças. E voltem à História dos seus avós no Holocausto, o que aconteceu a eles. Vocês sabem o que os alemães diziam quando levavam seus avós? ‘Estamos fazendo nosso dever. Obedecemos ordens’. Igual ao que vocês dizem”.

Veja um trecho vídeo (o discurso está em inglês):



Leia a íntegra da nota do MST:

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem a público denunciar a prisão ilegal de Mahmoud Zwahre (liderança dos Comitês Populares - Palestina) e do Dr. Yousef Abdel Haq (intelectual palestino de esquerda, de 70 anos, grande militante da luta contra a ocupação israelense).

Os dois companheiros são amigos do MST e da Via Campesina, e apoiam a luta dos trabalhadores do Brasil por terra e reforma agrária.

O companheiro Yousef esteve contribuindo como expositor no 1º Encontro de Camponeses, Trabalhadores Rurais e Pescadores da Palestina, organizado pela União dos Comitês de Trabalho Agrícola (UAWC-Palestine), MST (Brasil), Centro de Informação Alternativa (AIC-Palestine), União dos Comitês de Mulheres Palestinas (UPWC-Palestine) e MUNDUBAT, em novembro de 2011. Ele emocionou a todos com suas palavras de solidariedade para com as lutas populares do povo brasileiro e sobre a necessidade de unir os movimentos sociais do Brasil e da Palestina na luta pela construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

O companheiro Mahmoud nos honrou com sua presença no 1º Encontro Nacional de Solidariedade ao Povo Palestino, que ocorreu em novembro de 2011 na Escola Nacional Florestan Fernandes, a nossa escola de formação política, em São Paulo, Brasil. Além de falar sobre a importância da resistência popular civil nas diversas vilas e cidades palestinas, ele conheceu as lutas de trabalhadores rurais e urbanos, e nos ajudou a compreender melhor a situação de apartheid imposta por Israel ao povo palestino.

Os dois são companheiros e amigos d@s trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Nós, do MST, convocamos todas as forças progressistas, populares e de esquerda do Brasil a repudiar este ato ilegal do Estado colonialista israelense. Dos campos e cidades de nosso imenso país enviamos um grande e fraterno abraço de solidariedade aos lutadores Mahmoud e Yousef, com a certeza de que nada nem ninguém pode deter um povo que luta pela sua libertação.

A luta do povo palestino por sua terra, por democracia, justiça, transformações sociais e pelo retorno dos refugiados é um direito inalienável.

A resistência popular palestina é uma luta legítima pela libertação nacional, por soberania e autodeterminação e não pode ser criminalizada.

Pelo fim da ocupação israelense na Palestina!

Liberdade para Mahmoud Zwahre e Yousef Abdel Haq!

Liberdade para todos os presos políticos palestinos!

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST Brasil

Da Redação do Vermelho
Vanessa Silva

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173320&id_secao=9


www.blogdocarlosmaia.blogspot.com                         Carlos Maia

domingo, 15 de janeiro de 2012

Ateus têm melhor vida sexual do que crentes, indica estudo



Pesquisa da Universidade de Kansas encontrou uma relação direta entre crenças religiosas e culpa sexual
Ateus têm uma vida sexual melhor que a de um religioso. Quem faz tal afirmação é um estudo realizado pela Universidade de Kansas com 14.500 norte-americanos. A pesquisa mostra que os crentes são menos propensos a falar sobre suas fantasias sexuais e estão menos satisfeitos com suas experiências.
Neste levantamento, tanto ateus quanto crentes admitem ver pornografia, se masturbar e praticar sexo oral. A diferença é que os devotos dizem ter sentimentos de culpa logo após a realização de uma dessas atividades. O estudo encontrou uma relação direta entre crenças religiosas e culpa sexual.
Das pessoas que cresceram em lares religiosos, quase 23% disseram que se sentiam envergonhados de se masturbar. Enquanto que com os que se declaram ateus, esse percentual cai para pouco mais de 5%.
Outro ponto da pesquisa mostra que aqueles que deixaram de professar a fé por alguma religião tiveram uma melhora significativa na satisfação sexual após a sua conversão ao ateísmo. Os ateus disseram que a vida sexual “melhorou muito” e avaliaram suas novas experiências com média de 7,81, em 10 pontos possíveis.
“Descobrimos que as pessoas se sentem muito culpados por seu comportamento sexual quando são religiosos, mas isso não os impede de fazer as coisas, só faz com que se sintam mal. Isso faz com que ele voltam para a religião para obter o perdão. É como ele tivessem gerado uma doença e Igreja oferece-lhes a cura “, disse o psicólogo Darrel Ray, um dos autores do estudo.
www.blogdocarlosmaia.blogspot.com Carlos Maia

Filme - A Fundação de Uma República - A História da Revolução Chinesa


 A FUNDAÇÃO DE UMA REPÚBLICA 

Baixar Filme The Founding Of A Republic-Download Filme

Assista ao filme completo :



http://youtu.be/NLvt3MyTG7w

Sinopse:
A história gira em torno da guerra civil entre os Comunistas e o Kuomintang, que terminou em 1949, quando a República Popular da China foi estabelecida pelos comunistas vitoriosos, com o fim da guerra civil chinesa, o Partido Comunista passou a dar as regras no continente e Kuomingtang foi forçado a retirar-se para a ilha de Taiwan. O novo poder, juntamente com outras partes, que em seguida se uniram, para organizar o primeiro governo, e a nova Política do Povo Chinês, realizaram uma Conferência Consultiva, e discutiram o estabelecimento da República Popular da China. 

   No Filme também se pode ver a vida de Mao Tsé Tung conhecido como o grande timoneiro pelos chineses, ele foi um político e líder comunista revolucionário, ele liderou a República Popular da China desde a sua criação em 1949 até sua morte em 1976. Sua contribuição teórica para o marxismo-leninismo, estratégias militares, e suas políticas comunistas são mundialmente conhecidas.


    É um filme sobre a fundação da República Popular da China, com participação de mais de cem estrelas da parte continental Chinesa, Hong Kong e Taiwan.

Foi lançado no 60º aniversário da Nova China,no dia 1º de outubro de 2009, Han Sanping, diretor do filme, anunciou que este será um filme para quem quer conhecer a nova China, e suas fundações, mostrando de maneira imparcial a guerra civil chinesa e suas consequências.
No filme vemos quase todos os notáveis atores e atrizes da lista de estrelas do continente chinês, muitos em papéis pouco notáveis, mesmo assim participaram, tudo para ter a sua cara no filme mais esperado do ano, e também de um grande marco histórico para o povo Chinês.
Produzida especialmente pela companhia China Film Group Corporation para celebrar o Dia Nacional, o filme conta com atores como Jackie Chan, Jet Li, Tang Guoqiang e Zhang Guoli, Andy Lau, bem como muitas outras estrelas, estão no elenco do longa.

Cartazes:

 Cartaz com foto de Mao Tse Tung em contraste com a de Chian Kai Check

 Cartaz com os homens da Revolução

Os dois lados Comunistas e Nacionalistas


Ficha Técnica:
Título: A Fundação de Uma República
Título Original: The Founding Of A Republic
Gênero: Ação/Drama/Épico
Duração: 138 Min
Ano de Lançamento: 2009
Tamanho: 1,45GB
Resolução:720x356
Diretor:Zhao Jing
Formato: Avi
Idioma: Mandarin

Download:

Fotos:
Jackie Chan - Em papel de Jornalista 

 Mao Tsé-Tung

Chiang kai-Shek

 Juventude Comunista Chinesa

 Mao Tsé-Tung e Chiang kai-Shek em acordo para enfrentar a invasão Japonesa

"A Fundação da República" tem duração de 135 minutos, direção de Hang Sanping e Huang Jianxin, e roteiro de Wang Xingdong. Um número recorde de 170 atores participou do filme, entre eles Jackie Chan e Jet Li. Todos abriram mão de seus cachês, fato inédito na história do cinema chinês.

Jet Li interpretou Chen Shaokuan, general do exército e da marinha do Kuomintang. Durante o banquete em Chongqing, onde foi assinado o acordo de paz entre os partidos, ele conversa com um senhor. Orgulhoso de participar dos oito anos de resistência aos invasores japoneses, Chen Shaokuan diz não querer ver seus compatriotas lutando numa guerra civil. Caso isso aconteça, ele garante, vai renunciar a seu posto.

Jackie Chan participa de um momento marcante da época. Ele interpreta no filme o jornalista que entrevistou Li Jishen, presidente do Comitê Revolucionário do Kuomintang.

Apesar da distância em relação aos personagens que interpretaram, todos os atores foram elogiados pela maneira fiel como encarnaram os líderes retratados no filme. Zhang Guoli, por exemplo, chegou a emagrecer para o papel de Chiang Kai-shek.

Chen Kun interpretou Jiang Jingguo, filho de Chiang Kai-shek. No filme, os dois conversam em várias oportunidades. Esses diálogos revelam ao público a coragem e pensamento do jovem.

A notoriedade dos atores atraiu 200 milhões de espectadores, que geraram uma bilheteria de 400 milhões de yuans (cerca de 60,640,000 de dólares). Sobre o elenco estelar, o diretor Han Sanping disse:

"A participação dessas estrelas tem o poder de atrair público e ampliar a influência do filme, pois mescla arte com negócio. Essa estratégia é adotada há muito tempo por vários países do mundo"

Han Sanping afirmou que foi um desafio para ele trabalhar com tantas estrelas no mesmo filme e que "A Fundação da República" talvez mude o padrão do cinema chinês no futuro.

Além dos atores, a equipe técnica trabalhou de forma primorosa nos bastidores. Han Sanping avaliou o desempenho de desses profissionais.

"Três trabalhos de extrema importância num filme foram feitos por jovens com menos de trinta anos de idade. Revisão do roteiro; trilha sonora, composta pelo músico Shu Nan; e montagem, feita por um editor muito jovem."

O filme oferece aos chineses mais velhos um encontro com a história de suas próprias vidas. "A Fundação da República", dá aos jovens do país, e porque não os estrangeiros, a chance de enxergar no passado a origem do que a China é hoje.

Trailer:   (Infelizmente  o  Megaupload já era....)

Download:

Vale a pena conferir para conhecer A nova China já que ela é a principal candidata a substituir os Eua como superpotência do mundo, comentem por favor, seu comentário é o meu salário!

Bem amigos não temos a  Legenda do filme, mais quem quiser ajudar o site e procurar o link na internet, pode colá-lo em algum canal de contato do site que a equipe da godrien irá publica- lo o mais breve possível, você pode deixar o link na caixa de mennsagem da própria postagem ou na box do lado direto superior na página inicial do site! Obrigado!

Os melhores Filmes www.godrien.blogspot.com
http://godrien.blogspot.com/2011/04/filme-fundacao-de-uma-republica.html

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Leci Brandão pede punição a PM que agrediu estudante na USP


                               Orlando Silva, Netinho de Paula e Leci Brandão

Do Portal Vermelho
Em nota, a deputada estadual do PCdoB diz que ação de PM que agrediu estudante negro na sede do Diretório Central de Estudantes da USP foi determinada por racismo. 
Na segunda-feira, dia 9 de janeiro de 2012, o campus da Universidade de São Paulo, no Butantã, voltou a ser palco de uma ação policial truculenta. Desta vez o alvo foi o estudante Nicolas Menezes Barreto, aluno do curso de Ciências da Natureza na Escola de Artes, Ciências e Humanidades, na USP-Leste.

Nicolas foi brutalmente agredido pelo sargento da PM André Luis Ferreira, que chegou a sacar uma arma durante a abordagem, que ocorreu na sede do Diretório Central dos Estudantes.

O afastamento temporário do sargento e a abertura de sindicância são insuficientes como medidas punitivas. Tamanha agressão exige ações mais enérgicas e incisivas como a exoneração imediata do policial.

Atitudes como a do sargento André Luis Ferreira, evidenciam mais uma vez o despreparo de alguns policiais militares no exercício de suas funções. E mais, tão grave quanto a agressão física foi a escolha do alvo. O fato de que apenas Nicolas era o único estudante negro no local e também de ter sido abordado individualmente, não deixa dúvidas de que a atitude do policial foi determinada pelo racismo.

Infelizmente não se trata de um fato isolado. Em todo o estado de São Paulo, surgem denúncias de policiais militares que adotam como prática comum, abordagens constrangedoras e humilhantes contra a população negra e pobre.

É necessário que o governo de São Paulo atue de forma exemplar com a apuração de todas as denúncias por parte da Corregedoria e eventual expulsão destes servidores públicos, para que a PM preste um serviço de qualidade à população e o faça de forma igualitária e respeitosa, independentemente da condição social, econômica, étnica, religiosa ou de qualquer outro fator que possa ser indício de diferenciação do indivíduo.

Leci Brandão, Deputada Estadual (PCdoB) e membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=173136&id_secao=39
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As delicadas relações entre os herdeiros de Prestes


Do Portal Vermelho


Por Chico Otávio, da Revista d'O Globo
Na sala repleta de fotos do Velho e de foices e martelos estampados em objetos da antiga União Soviética, que fazem do ambiente um santuário comunista, Maria do Carmo Ribeiro Prestes expõe um ateísmo convicto: "Religião é apenas uma hipótese. Só hipótese."


Leonardo Avessa/O Globo
 Maria Prestes e Filhos
Maria Prestes com Luiz Carlos Prestes Filho, uma neta e uma bisneta
Um olhar mais atento, porém, descobre entre matrioskas, cálices de vodca, pinturas russas e outras recordações, guardadas no apartamento da Gávea, uma pequena imagem de Nossa Senhora. Intrigado, o visitante cobra explicações. "Ah, ganhei e deixei aí" , sorri a anfitriã.

Mãe de sete dos oito filhos de Luiz Carlos Prestes, com quem foi casada por 38 anos, Maria nunca deixou de zelar pelas memórias e pelas crenças do marido. Mas a vida difícil, marcada por perseguições, clandestinidade e exílio, foi incapaz de endurecer o seu discurso ou turvar o seu humor. A matriarca, aos 81 anos, preserva a mesma generosidade com que, na gélida Moscou dos anos 1970, abria as portas de casa aos exilados atraídos pelo aroma brasileiríssimo de uma improvável feijoada.

Na defesa do legado de Prestes, Maria criou um estilo. Não é solene, não prega a ortodoxia. Partiu dela a revelação das recordações mais íntimas do Cavaleiro da Esperança que vieram a público este mês, com a doação de cartas, documentos e fotografias familiares de Prestes ao Arquivo Nacional, na contramão da ideia de que o legendário líder comunista só tinha tempo para as lutas contra as oligarquias e o capitalismo.

Anita Leocádia tem jeito irascível e arredio

Para os apaixonados por História, sentar-se à poltrona de dona Maria e ouvi-la é um privilégio. Mas a poltrona da matriarca não é o único assento indispensável na busca dos melhores relatos sobre o líder comunista. Em Botafogo, outro apartamento guarda igualmente muitas preciosidades do baú de Prestes, mas ali a poltrona é para poucos. A primogênita Anita Leocádia, de 75 anos, filha da união do Velho com a comunista alemã Olga Benário, é rigorosa na seleção dos interlocutores. A "imprensa burguesa", por exemplo, não passa nem pela portaria do prédio. Esta, ela açoita com cartas desaforadas, sempre em desacordo com as reportagens publicadas. A publicação de uma das fotos cedidas ao Arquivo Nacional na capa da "Revista de História" deste mês, mostrando um relaxado Prestes de sunga numa praia do Ceará, foi fortemente criticada por Anita.

Este estilo, duro e inflexível, não tira dela a legitimidade de zelar pela memória do pai-herói. Sua importância é tão grande quanto a de Maria e seus filhos. Apesar do jeito irascível e arredio, além da vida recatada que faz os colegas de magistério a compararem a uma freira, não se conhece um gesto de Anita que tivesse cerceado a imprensa ou obstruído uma pesquisa acadêmica. Como ocorre agora, quando ela protesta contra a divulgação das fotos íntimas do pai, não foram poucos os momentos em que Anita se confrontou com o restante da família. Mas talvez seja este conflito, herdado das contradições do patriarca, que mantém acesa a chama do legado prestista.

Em 2004, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça resolveu agraciar Anita, perseguida e condenada a quatro anos de prisão pelo regime militar, com uma indenização de R$ 100 mil. Repetindo um ideal do pai, que em vida negara a promoção ao posto mais alto do Exército, onde começara tenente, ela pegou um ônibus, assim que o dinheiro entrou em sua conta, e desceu apressada na Praça da Cruz Vermelha, no Centro. O cheque quase lhe queimava as mãos quando doou toda a bolada à Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer, ligada ao Instituto Nacional do Câncer (Inca). "Aprendi com o meu pai: é uma vergonha receber dinheiro do governo",  justificou-se na ocasião.

Maria e Anita só uniram forças uma única vez

Na poltrona de Anita, não se senta nem o respeitado historiador Daniel Aarão Reis, ele também vítima da ditadura, empenhado há meses em escrever uma biografia de Prestes. Apesar da negativa, Daniel demonstra compreensão. "O que mais esperar de uma mulher que nasceu num campo de concentração, não conheceu a mãe, foi criada pela avó no México, esteve duas vezes exilada na antiga URSS e que, quando conviveu com o pai pela segunda vez na vida, descobriu que Prestes já tinha outra família, com três filhos biológicos e dois adotivos?", indaga ele, fazendo referência aos dois filhos que Maria teve de um relacionamento anterior a Prestes.

Maria e Anita, pesquisou Daniel, só uniram forças uma única vez. Foi em agosto de 1961, com Prestes na clandestinidade após a renúncia de Jânio Quadros. A polícia de Carlos Lacerda bateu à porta da casa onde a família morava (Maria, seis filhos, Anita e uma das irmãs de Prestes, Lígia) na Rua 19 de Fevereiro, em Botafogo. As duas, juntas, com dedo em riste, impediram que os soldados entrassem. Mas foi só isso. Até no velório do Velho, em 1990, as duas facções da família ficaram em lados opostos da urna funerária.

Apesar das brigas, que se intensificaram após a morte de Prestes, a viúva e a primogênita se complementam. São os dois lados do legado. Face larga, pele morena, sorriso farto, Maria, a ex-segurança que se apaixonou pelo líder enquanto o protegia, é o lado mais vibrante e humanizado do patriarca. Rosto grave, sem pintura, acentuado por óculos de lentes grossas, e corpo delgado como o da a mãe europeia, Anita, a historiadora cujo campo de estudos se esgota na própria trajetória dos pais, representa o ideário. É a guardiã da escalada de lutas, da visão de mundo.

Desde o começo, a relação de ambas nunca foi amistosa. Quando Anita voltou ao Brasil em 1958 (tinha estado em 1945, mas ficou apenas dois anos), não sabia que Prestes tinha uma segunda família desde 1952. O pai, que experimentava um raro momento de legalidade num país acossado pela Guerra Fria, mantinha a mulher e cinco filhos numa chácara em Jacarepaguá, enquanto se encontrava com Anita, então com 22 anos, no apartamento das irmãs, em Copacabana.

"Passadas algumas semanas, Prestes resolveu apresentá-la. Foi um choque para aquela jovem que passara anos longe, alimentando a áurea da mãe mártir e do pai-herói",  conta Daniel.  "Ela achava que Prestes seria só dela, mas descobriu que teria de partilhá-lo com a madrasta e uma filharada".

Também não foi fácil para Maria dividi-lo com a enteada. Aos poucos, Prestes foi passando mais tempo com Anita, dedicando-se menos à casa de Jacarepaguá. Um episódio insólito, porém, mudaria a situação: o líder comunista levou um tombo doméstico que afetou a coluna.

"Percebendo o seu sofrimento, uma das irmãs, Lúcia, argumentou: 'Esse homem tem uma mulher. Quem tem de cuidar é ela'.Então, Maria foi levada a Copacabana. Ironicamente, não foi a Coluna Prestes, mas a coluna de Prestes, que acabaria salvando o seu casamento ", diz Daniel.

Até politicamente, a união com Prestes rendeu problemas. Mesmo as credenciais de militante, filha de um aguerrido comunista do Nordeste, não livraram Maria de enfrentar o preconceito interno. Primeiro: ela era bem mais jovem (tinha 20 anos, e Prestes, 54). Segundo: era uma mulher do povo, sem formação, enquanto os companheiros do Partidão queriam o líder casado com uma comunista teórica.

"Como havia uma campanha forte de que eram contra a família, os comunistas em geral portavam-se com extremo moralismo. Tinham de ter um comportamento exemplar para enfrentar os críticos", afirma o sociólogo Marcelo Ridenti, especialista na história das esquerdas. — Nos cursos oferecidos pela União Soviética, os rapazes tinham de dançar com as moças mantendo uma distância de 15 centímetros.

Por questões de segurança, Prestes se fazia passar por tio dos filhos
O pernambucano Diógenes Arruda era, no comitê central do PCB, o dirigente mais hostil a Maria, chegando a destratá-la. Coube a outro peso-pesado do Partidão, Giocondo Dias, esfriar o clima adverso. Ele disse que Prestes tinha todo o direito de escolher uma parceira sem intromissão do partido.

Depois do episódio da Rua 19 de Fevereiro, quando Maria e Anita enfrentaram juntas a polícia, as duas jamais voltaram a dividir o mesmo teto. Por decisão do PCB, Prestes foi morar com a família em Vila Mariana, São Paulo, mas Anita ficou com a tia, Lígia, no Rio. Mais tarde, com o agravamento do regime militar e o início da Guerra Suja, ambas seguiram para o exílio em Moscou. Mas, lá, em tetos distintos.

A relação de Maria com a ditadura é curiosa. Paradoxalmente, foi o exílio forçado de dez anos em Moscou (1970-1979) que lhe proporcionou os melhores anos de convívio com o marido, ainda mais quando a temperatura baixava a 30 graus negativos e nem o Cavaleiro da Esperança enfrentava as ruas glaciais da capital russa.

"Passei o primeiro ano sozinha, com os garotos e as meninas. Prestes só chegou no ano seguinte. Foi ali que meus filhos souberam quem era o seu pai", diz Maria.

Até então, por questões de segurança, Prestes se fazia passar por tio dos meninos.
Militar de formação, Prestes cumpria em casa uma rotina rigorosa, acordando às 5h30m, e exigia que os filhos evitassem circular em casa de pijama ou camisola, porque as visitas apareciam a qualquer hora.

"Certa noite, quando todos viam TV, minha mãe se levantou e a desligou. Depois, virou-se para meu pai, que estava surpreso, e disse: 'Veja como você está vestido'.", recorda-se Luiz Carlos Prestes Filho, que impressiona pela semelhança física com o pai. "O Velho, único de pijama na casa, fora flagrado. Desde então, todos os filhos foram liberados de usar as roupas de dormir".

A temporada em Moscou também foi pródiga para Anita. Enquanto concluía os estudos, virou o braço direito do pai na luta interna que ele travava no Partidão. Os comunistas, pouco antes, dividiram-se entre os partidários da luta armada e os defensores de uma aliança estratégica com o MDB.

"Prestes rejeita as duas opções e fica isolado. Queria construir uma tendência de esquerda, mas não pela luta armada. Apoiou-se muito em Anita. Não deixou de amar Maria, mas tinha paixão pela filha", explica Daniel.

O isolamento levou pai e filha a uma opção controvertida para não perder o controle: alçar ao cargo de secretário-geral o mais jovem membro do comitê central, o obscuro dirigente José Sales. A tentativa terminou em escândalo. Para decepção dos Prestes, Sales foi acusado de desviar os recursos partidários e, supostamente, envolver-se com o tráfico de drogas. A luta interna do Velho estava perdida. Três anos depois de voltar ao Brasil, favorecido pela anistia de 1979, trocaria o PCB pelo PDT, de Leonel Brizola, passando a ser muito mais um símbolo do que um dirigente operacional.

Um ano antes de morrer, o líder comunista assistiu a Anita defender a tese de doutorado sobre a Coluna Prestes na UFF. Embora os colegas a considerassem uma intelectual de mãos cheias, a produção da historiadora, desde então, é vista com alguma reserva. Muitos a acusam de querer monopolizar o legado de Prestes ou de celebrar demais a sua memória, destacando apenas as virtudes.

Mas a disposição de Anita é inquebrantável. Nunca teve problema de assumir publicamente as posições mais polêmicas. Recentemente, no site do seu Instituto Luiz Carlos Prestes, reproduziu o artigo de Miguel Urbano Rodrigues, no qual o escritor português faz um desagravo a Kadafi: "Qualquer paralelo entre ele e Allende seria descabido. Mas tal como o presidente da Unidade Popular chilena, Kadafi, coerente com o compromisso assumido, morreu combatendo. Com coragem e dignidade".

Para Anita, Prestes será eternamente "a expressão máxima da luta revolucionária pelo socialismo e o comunismo". Para Maria, além disso, o pai de seus filhos, o chefe da casa.

Publicado na no jornal O Globo, de 15/01/2012

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173310&id_secao=1


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Artigo: Teló, BBB e os conceitos sobre cultura



Por Sylvio Micelli 
Os assuntos mais discutidos na primeira semana de 2012, ao menos nas redes sociais (que hoje pautam muita coisa), versam sobre a capa da revista semanal Época com o cantor (?) Michel Teló e sobre o início de mais uma edição do Big Brother Brasil transmitido pela Rede Globo de Televisão. Por sinal, apenas para constar, Época e Globo pertencem à mesma organização.


O paranaense Teló foi parar na capa da publicação por ser o “cantor, compositor, multiinstrumentista” que mais tocou nas rádios em 2011. Sua música (?) “Ai Se Eu Te Pego” vendeu horrores. Ele fez centenas de shows, ganhou um bom dinheiro e a segunda revista semanal mais vendida do Brasil achou por bem colocá-lo na primeira capa do ano. Mais que isso: destinou 12 páginas, isso mesmo, 12 longas páginas, e o apresentou como a tradução de “valores da cultura popular para os brasileiros de todas as classes”. Teló está na dele. Não tem culpa nenhuma.

O Big Brother Brasil, por sua vez, completa 10 anos de transmissão e chega à sua 12ª edição. A temática é mesma de sempre, em que pese a produção do programa tentar dar uma reciclada. Trancafia pessoas dentro de uma casa. Elas deverão viver e conviver com as diferenças ao longo das semanas. O jogo vai se desenrolando. As máscaras caem e o mais forte, ou o mais popular, ou o que der mais retorno de mídia, sagra-se o campeão. Tem gente que fez carreira artística e até política no jogo.

Para o paredão

Vamos, enfim, aos fatos.

Inicialmente, fico numa enorme sinuca de bico. Porque se eu elevar Teló e o BBB à condição de “cultura” irei contra tudo aquilo que suponho ser cultura e estarei a nivelar, por baixo, o que efetivamente entendo que seja cultura. Se eu chamar o músico e atração global de subcultura, os patrulheiros de plantão (e eles sempre estão presentes) vão me chamar de preconceituoso, quiçá burguês, e de desrespeitar a cultura, que eles assim entendem, diversificada e multifacetada do meu país. Então sobram duas óticas: Teló e BBB são estratégias de marketing para ganhar dinheiro. E muito dinheiro. Simples assim.

No caso do cantor, você pega um rapaz do interior do Paraná, jovem e simpático, que cai no gosto de jovens iguais a ele. Cria uma música (?) de pouquíssimos versos e de letra paupérrima, põe uma pegajosa melodia e usa de todos os métodos para que isso vire um hit. O resultado é infalível. Não é a primeira vez que acontece e também (infelizmente) não será a última. O Brasil passará por Teló, como já passou pelo Tchan, Créu, dancinha da garrafa e tantas coisas efêmeras que depois apodrecem nos sebos da vida.

O BBB é a catarse humana em versão compacta. Da mesma forma que se coloca uma dúzia ou mais pessoas dentro de uma casa, para que se suportem – mas no fundo sendo todos inimigos e buscando o prêmio ou fama (ou ambos) – também em nosso dia a dia lidamos com diversas pessoas que adoraríamos mandar para o paredão (e vice-versa), mas que a santa hipocrisia social nos (os) impede.

Três questões

Há, ainda, uma outra ótica. Essa muito mais perigosa e é dela que devemos (ou deveríamos) nos reguardar. Teló e BBB são braços fortes da grande mídia, em busca da hegemonia na comunicação, como nos ensina o mestre Vito Giannotti do Núcleo Piratininga de Comunicação. Quando a Época decreta que Teló traduz “valores da cultura popular para os brasileiros de todas as classes”, ela quer dar hegemonia ao Brasil. Dizer que somos todos felizes como os smurfs e que a música de Teló, que faz sucesso com a doméstica e com o empresário, acaba por aproximar todos nós. Olha que lindo! Um país sem preconceitos, onde todos somos rigorosamente iguais.

Por outro lado, o BBB, que (lembrando) pertence ao mesmo grupo de Época, mostra que, sob confinamento, vence o mais forte ou o que cai no gosto da população. Dessa mesma população hegemônica que discutirá nas próximas semanas quem deve ir para o paredão e ficará a bisbilhotar se um novo casal é feito na casa (e, certamente, dois são desfeitos fora). Então, todas as terças à noite, o mercador de ilusões Pedro Bial, de forma histriônica, unirá um país de norte a sul porque todos estarão (assim eles querem que seja) interessados em descobrir quem se dará mal naquela semana.

Essa hegemonia, meus caros, é o nosso grande problema. O Brasil deveria buscar a discussão de assuntos de mais importância. Claro que devemos ter lazer. Claro que o lúdico, mesmo de gosto duvidoso, é importante. E aqui não reside nenhum preconceito da minha parte. É que a hegemonia faz com que boa parte dos cidadãos acredite que tratar de temas polêmicos não lhes pertence. Mas pertence, sim. Só nesta semana posso destacar três: as questões que envolvem o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a tentativa de abertura do Poder Judiciário, as chuvas que voltam sempre em janeiro (a natureza é perfeita) e o pouco que se fez desde a desgraça do ano anterior e as eleições de 2012 que chegam logo, e há muito que mudar.

Conceitos de cultura

Enquanto deveríamos gastar nosso tempo com isso, e reitero que não se trata de discussão de elites, a mídia hegemônica nos impõe coisas “desimportantes”. E isso também não é novidade. É o “velho e bom” panis et circenses com que a Roma Antiga brindava seu povo. A única diferença é que os gladiadores de hoje não derramam uma gota de sangue sequer.

Ao final de tudo, mantenho a esperança de que dias melhores virão. Sempre acredito que o Brasil, enquanto sociedade, ainda é novo e devemos passar por tudo isso para que possamos amadurecer e chegar, um dia, aos conceitos de cultura de países nem tão longínquos daqui como a Argentina ou o Chile.

Já estaria feliz.

Sylvio Micelli é jornalista

Fonte: Observatório da Imprensa

Carlos Maia
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173296&id_secao=1

Lançamento: Latifúndio Midiota denuncia Crime$, Crise$ e Trapaça$


Do Portal Vermelho


Os conglomerados de comunicação noBrasil (emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas e portais de internet) continuam imprimindo no inconsciente coletivo uma visão deformada do que somos, na tentativa de renegar o que sonhamos, para nos conduzir aonde não devemos. Proporcionar o debate e a reflexão sobre os descaminhos desta manipulação, estimulando a pensar com a própria cabeça e a caminhar com as próprias pernas. 


livro severo
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Esta é a paixão do mais novo livro de Leonardo Wexell Severo: Latifúndio midiota: Crime$, Crise$ e Trapaça$, (Editora Papiro), R$ 20,00, obra que inaugura o selo Barão de Itararé.

O lançamento do livro acontecerá no dia 7 de fevereiro, terça-feira, das 18h30 às 21h30 na Livraria Martins Fontes, avenida Paulista, 509, próximo à Estação Brigadeiro do Metrô.

“Neste livro procurei selecionar assuntos e pautas que foram solenemente ignorados ou mascarados pela ‘grande’ mídia, convicto de que sua divulgação contribuirá, ainda que modestamente, para, através da denúncia, proporcionar o debate e a reflexão sobre as razões do seu silêncio”, assinala o autor, que é assessor da Secretaria Nacional de Comunicação da CUT (Central Única dos Trabalhadores), repórter-especial do jornal Hora do Povo, colaborador do jornal Brasil de Fato e do site Vermelho

De acordo com o presidente do Centro Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, “o novo livro de Leonardo é uma arma afiada nas mãos dos lutadores do povo que não se deixam manipular e deformar pelos monopólios midiáticos. É uma honra e alegria participar da publicação deste livro – inaugurando o nosso selo”. 

Para o diretor de redação do jornal Hora do Povo, Carlos Lopes, “o livro ajudará o leitor a perceber a luta política e ideológica em torno da comunicação”. “Não consigo conceber maior utilidade para um livro nos tempos em que vivemos”, sublinhou.

Secretária nacional de Comunicação da CUT e coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertotti acredita que a obra traz consigo uma intensa capacidade de sensibilizar para a necessidade de darmos respostas coletivas aos desmandos dos monopólios de desinformação. “Que a indignação presente em cada uma das linhas deste livro acenda os sinais de alerta para o veneno a que somos submetidos diariamente, e nos desintoxique, fortalecendo o compromisso com a democratização da comunicação, com a luta e a vitória do Brasil e da Humanidade”, enfatizou. 

O autor

Leonardo Wexell Severo integra o coletivo de comunicação da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), assessora a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e é membro fundador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Formado em Radialismo e Televisão pela Universidade Federal de Santa Maria-RS, cursou Política e Economia na Escola Júlio Antonio Mella, em Havana-Cuba, sendo pós-graduado em Política Internacional pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo. Foi membro da executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) na gestão que comandou as mobilizações pelo impeachment de Fernando Collor.

Integrou brigadas internacionais para a colheita do café na Nicarágua Sandinista e de solidariedade à Cuba Socialista. Representou o Brasil na delegação em apoio ao povo palestino, durante a segunda intifada, quando entrevistou o presidente Yasser Arafat, em Gaza, tendo contribuído com artigo no livro O Apartheid de Israel, de Nathaniel Braia. Nos últimos anos acompanhou a delegação cutista na cobertura dos Fóruns Sociais Mundiais e Regionais (Caracas, Nairóbi, Recife, Belém, Assunção e Dakar) e, em 2008, na fundação da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (Panamá). 

É autor do livro Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo (Editora Limiar, 2008) e editor, em parceria com Valdo Albuquerque, do livro A Regulamentação do Artigo 192: Desenvolvimento e Cidadania (Editora Papiro, 2010), publicado conjuntamente pelo Sinal (Sindicato Nacional dos
Funcionários do Banco Central) e pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Fonte: Da redação

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173215&id_secao=1
Carlos Maia