quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vídeos:Pinheirinho: as mentiras da juíza que ordenou a desapropriação


Do Portal Vermelho


Em entrevista ao O Vale, a juíza Márcia Loureiro explica os motivos da autorização da reintegração de posse do bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos. Ela diz que o governo federal não quis efetivamente ajudar no processo. A reportagem da Record desmente as afirmações grosseiras da juíza que, por sinal, mora próximo ao local desapropriado. O drama das famílias desabrigadas segue sem solução.




Reportagem da Record com as famílias desabrigadas:


www.blogdocarlosmaia.blogpot.com    Carlos Maia

http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=174386&id_secao=29

A construção do Socialismo e a fé em deus



Do Portal vermelho

Leandro Alves *


 




Sabe-se que a luta pela construção do novo e por consequência a superação do velho, seja em qualquer área, não é algo fácil. Muito mais complexo é o processo quando o que se quer transformar envolve os seres humanos, ou seja, quando envolve relações sociais. Uma conclusão que me parece óbvia é que, em face da complexidade das relações sociais, os que almejam a construção de uma nova sociedade não podem se isolar na luta política, pois isso só dificultaria sobremaneira seu projeto.
Não é de hoje que participo de cursos de formação, seminários e debates acerca do socialismo. Na maioria desses fóruns há mais encontros que desencontros – quando não tem algum esquerdista é claro –, principalmente no que se refere à nova fase na luta pelo socialismo. A recusa de copiar modelos e a não aceitação de dogmas, são exemplos dos consensos construídos entre os militantes menos aventureiros.
Entretanto, há uma questão que não é abordada nos fóruns e espaços de debates que entendo que já é chegada a hora de ser enfrentada, qual seja: a construção do socialismo e a fé em deus. Ninguém diz abertamente, mas nas entrelinhas sempre surge um ataque aos que creem em deus, por parte de nós marxistas, como se isso fosse o problema central da luta pelo socialismo.
Um dos pontos mais repetidos entre os que compartilham da visão que o Brasil não será transformado por pequenos grupos isolados e distantes da realidade da maioria do povo é que o socialismo não será construído por meio de uma tomada de assalto ao poder, pois, o socialismo deve ser obra da maioria do povo.
Se essa opinião é sincera, precisamos agir de forma coerente com ela. Não podermos ter um discurso num sentido e uma prática noutro. Se não for por coerência deve ser por inteligência. Primeiramente por uma questão numérica, pois segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 191,5 milhões de habitantes. Cruzando essa informação com outra, que diz que 84% dos brasileiros acreditam em existência de deus ou de um ser supremo(1), veremos que se pretendemos criar uma sociedade socialista no Brasil precisamos levar em conta a questão religiosa. Para ser mais direto devemos respeitar a opção religiosa de todos.
Para que não paire dúvidas acerca da impossibilidade do isolamento por parte dos marxistas, essa mesma pesquisa, mencionada a cima, indicou que no Brasil, apenas 3% dos entrevistados declararam que não acreditam em deus, deuses ou seres supremos. Ora, acho que já está claro que num país como o Brasil não mudaremos nada sozinhos. Então, quem deseja realmente transformar o Brasil não pode ser dogmático e deve levar em conta a questão da religião e sua influência na vida de milhões de homens e mulheres.
Não é de hoje que encontramos nos movimentos sociais grandes combatentes vinculados a igrejas, o papel de destaque desses militantes é inegável na mobilização e organização das lutas do nosso povo. Na minha opinião cabe  aos marxistas ganhar os corações e as mentes desses lutadores do povo para o projeto socialista, pois se não vincularem-se à luta pelo socialismo acabarão por fortalecer outro projeto.
Há um grande número de militantes sociais que lutam contra a exploração, contra a desigualdade, enfim lutam por uma sociedade justa. Não é o fato de acreditarem em deus ou em um ser supremo que irá desqualificar seu papel na luta política. Qualquer organização que pretenda ser uma alternativa política real para a maioria do povo brasileiro precisa entender as particularidades da subjetividade desse povo e respeitá-las, buscando uma grande unidade do povo em torno de questões concretas.
A luta pelo socialismo é um processo histórico-político que se iniciou há pouco tempo - de 1917 (marco inicial da primeira tentativa de implantação do socialismo) até os dias de hoje não se passaram cem anos. Do ponto de vista da história isso não representa nada para a humanidade. Entendo que vivemos uma nova fase na luta pelo socialismo, nesse momento o que carregamos do passado é o compromisso com o ser humano, com o fim da exploração, enfim, nosso compromisso é com o que há de mais belo e justo. Esse processo de construção envolverá a participação de ateus, católicos, evangélicos, espírita, umbandistas, enfim, de todos e todas e não obra de um grupo restrito de pessoas.
Pesquisa da empresa de pesquisa de mercado Ipsos para a agência de notícias Reuters (abril de 2011).





* Leandro Alves é Bacharel em Ciências Jurídicas, pesquisador marxista com ênfase na área do Direito.



www.blogdocarlosmaia.blogspot.com    Carlos  Maia

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Blogosfera brasileira desmascara Yoani Sánchez


Portal Luis Nassif

Nos últimos dias a blogosfera brasileira tem intensificado seu trabalho de desmascarar a blogueira cubana Yoani Sánchez, produto do governo estadunidense na campanha midiática internacional contra Cuba. Alguns exemplos são os blogs: O Pensador da Aldeiablog de Jose Luiz Quadro de Magalhãesblog de Altamiro Borges,CMI Brasilblog do Carlos Maia, dilmanaredeAssociação Cultural José Martí e Jornalismo B.


Reproduzo abaixo o texto tomado do Jornalismo B.

Yoani Sánchez: personagem e arma da guerra midiática contra Cuba

Com a viagem da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, programada para a próxima semana, a trupe dos jornalões brasileiros não quis perder a oportunidade de pressioná-la. Uma das mais recorrentes críticas da mídia dominante ao governo de Lula se referiu à política externa. Ao contrário de todos os governantes anteriores, o petista manteve, de modo geral, um posicionamento independente, desagradando os setores da sociedade brasileira que sempre lucraram com um país subordinado aos interesses imperialistas (nas últimas décadas isso pode ser lido como EUA, mas não apenas isso) e que buscava estrangular os mais fracos.

A guinada da América Latina como um todo em direção a políticas externas de colaboração em detrimento da competição canibal entre os países historicamente explorados incomodou as elites e, é claro, seus representantes midiáticos. A pressão – e a sutil porém real mudança ideológica – já fizeram com que Dilma assumisse postura muito mais ofensiva do que Lula em relação ao Irã. Agora, estratégia de mídia semelhante é usada para afastar a presidenta do governo cubano. E uma peça vem sendo – e continuará a ser – fundamental nesse jogo: Yoani Sánchez.

A blogueira cubana é, há anos, estrela internacional da luta imperialista contra a Revolução Cubana. Multivencedora de premiações promovidas por jornais e organizações internacionais afinadas com o neoliberalismo, Yoani costuma reclamar muito do que chama de “falta de liberdade de expressão” em Cuba, mas mantém seu blog no ar sem problemas, assim como sua conta na rede social Twitter. Da mesma forma, costuma dar muitas entrevistas, por telefone, email, ou mesmo pessoalmente. Mesmo assim, se diz perseguida. O Generacion Y, blog mantido pela cubana, é traduzido em 18 idiomas, e não se conhece outro site no mundo com esse número de traduções. As fontes dessa força não são conhecidas, assim como não são conhecidas muitas questões em torno de Yoani. As premiações, por exemplo, ajudam a sustentar sua tranquila vida em Havana. Quais interesses representam, é uma questão que a grande mídia internacional não costuma colocar nas centenas de vezes em que cita ou entrevista a blogueira.

Apenas em 2012, do qual não completamos nem o primeiro mês, os três maiores jornais brasileiros – Estadão, Folha de S. Paulo e O Globo – já fizeram cada um uma entrevista exclusiva com Yoani, além da publicação de incontáveis matérias e notas de agências. É claro que nenhuma delas questionou o financiamento do Generacion Y, a “censura” que a entrevistada alega sofrer, ou qualquer questão mais profunda ou contundente sobre a situação em Cuba. O tema dos cinco cubanos presos nos EUA, trazido novamente à tona pelo recente livro de Fernando Morais, também não foi colocado. Sobre o cerco do governo norte-americano a Cuba, novo silêncio.

Há, sim, nas três entrevistas, pressão combinada entre a entrevistada e os entrevistadores para que, em sua visita a Cuba, Dilma se encontre opositores do governo cubano, mas, curiosamente, quando um presidente brasileiro vai aos EUA não se pressiona para que reserve espaço para audiências com a oposição do momento. Ao mesmo tempo, há gritos pelo direito de Yoani de vir ao Brasil, mas a legislação cubana para imigração não é explicada com clareza em momento algum.

Apenas o jornal Zero Hora conseguiu superar Estadão, Folha e O Globo. Em menos de um mês, duas entrevistas com Yoani, ambas por telefone. Parece que o acesso da imprensa internacional à blogueira não é tão difícil. Onde está a censura, então? Uma entrevista concedida por Yoani a um jornalista francês, em 2010, dá boas indicações sobre a resposta mais adequada. Mas é claro que essa reportagem, absolutamente crítica e que derruba por terra a credibilidade da blogueira, não foi reproduzida ou comentada na velha mídia brasileira. Não é aquela a face de Yoani que interessa aos grandes grupos midiáticos. Ao francês Salim Lamnarium, ela afirma que seu blog não pode ser acessado em Cuba, ao que ele responde que acabara de acessá-lo. Então ela se enrola um pouco, e reclama que não tem espaço nos maiores veículos de mídia do país. Quantas pessoas têm espaço nos maiores veículos de mídia do Brasil?

Yoani é uma peça interessante no tabuleiro que sedia a luta entre a Revolução Cubana e o imperialismo capitalista. Ela usa a mídia internacional para se promover e ganhar dinheiro – muito dinheiro, como indicam ao menos as premiações que recebe – ao mesmo tempo em que é usada como fonte principal de tudo o que se fala sobre Cuba, sempre com o direcionamento de ataques frontais ao governo cubano. As entrevistas a que a blogueira responde são pouco questionadoras e muito elogiosas à “sua luta por liberdade”, e, nessa dinâmica, é construída uma imagem de Cuba filtrada apenas pelos olhos suspeitos de Yoani Sánchez e por sua conta bancária recheada de dólares e euros.

Em Cuba, Dilma condena bloqueio e reafirma parceria


Do Portal Vermelho


Ao visitar Cuba pela primeira vez desde que assumiu o governo brasileiro, a presidente Dilma Rousseff condenou o bloqueio imposto à ilha pelos Estados Unidos há 50 anos. Segundo Dilma, a melhor forma de o Brasil ajudar o país caribenho é furar esse bloqueio e continuar investindo em parcerias que também são estratégicas para o Brasil.


Dilma posa para foto ao lado do presidente de Cuba, Raúl Castro, durante sua primeira visita ao país / Foto: Roberto Stuckert Filho - Presidência da República

"Eu acredito que a grande contribuição que nós podemos dar aqui, a Cuba, é ajudar a desenvolver todo o processo econômico", disse. "A melhor forma de o Brasil ajudar Cuba é contribuir para acabar com esse processo, que eu considero que não leva a grande coisa, leva mais à pobreza das populações que sofrem a questão do bloqueio, a questão do embargo, do impedimento do comércio", disse.

Segundo ela, que chegou a Cuba na segunda (30), a cooperação estratégica com Cuba é favorável aos dois países, pois em áreas como biotecnologia o estado caribenho exibe uma estrutura excepcional e competente, enquanto o Brasil pode aportar uma alta capacidade tecnológica.

Depois de colocar uma oferenda floral no memorial dedicado a José Martí, herói nacional de Cuba, Dilma destacou que seu governo tem o compromisso de contribuir com o povo da ilha, que impulsiona um processo de atualização econômica.

Dilma Rousseff rede homenagem a José Martí / Foto: Omara García Mederos/AIN

 Dilma citou as iniciativas brasileiras em Cuba que ela considera estratégicas, como a política de crédito para compra de alimentos na ilha. Por meio de um crédito rotativo, o Brasil financia para Cuba a compra de produtos alimentícios brasileiros. Essa linha oferece US$ 400 milhões em crédito.

Além disso, o programa federal Mais Alimentos financia a compra de máquinas e equipamentos para a produção de alimentos em Cuba. Nessa modalidade, o crédito oferecido ao país caribenho é de US$ 200 milhões, de acordo com informações da própria presidenta. "É impossível considerar correta a política de bloqueio de alimentos para um povo", enfatizou.

Dilma também destacou a parceria para a ampliação e modernização do Porto de Mariel, estratégico para o comércio externo do país. "Trata-se de um sistema logístico de exportações de bens", disse. Dos cerca de US$ 900 milhões investidos no porto, o Brasil contribui com cerca de US$ 640 milhões. "Nós achamos que é fundamental que se criem aqui condições de estabilidade para o desenvolvimento do povo cubano", disse a presidente, que deixará a ilha nesta quarta, rumo ao Haiti.

Havana e Brasília mantêm relação diplomáticas desde 1943 - interrompidas em 1964 e restabelecidas 22 anos depois - com laços que se fortaleceram a partir da chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo, uma tendência que permanece com a atual gestão. O Brasil é hoje o segundo maior parceiro comercial de Cuba na América Latina, depois apenas da Venezuela. Atualmente, quase 700 jovens brasileiros estudam na ilha. 

Sem dupla moral
Na entrevista coletiva em Cuba, Dilma destacou que os direitos humanos não devem ser usados como arma política. Para a chefe de Estado brasileira, a questão deve ser tratada de uma forma mais abrangente e não como ferramenta para criticar apenas certos países. "O mundo precisa se comprometer em geral. Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de interesse político e ideológico. O mundo precisa se convencer que é algo que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso", disse a presidente. 

Dilma afirmou que desrespeitos aos direitos humanos ocorrem em todas as nações, inclusive no Brasil, e citou como exemplo as violações denunciadas na base norte-americana de Guantânamo. A questão dos direitos humanos é com frequência utilizada pelos detratores de Cuba, que, por outro lado, não fazem as mesmas cobranças a outros países, a exemplo dos Estados Unidos e suas práticas de tortura. 

"Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro. Nós no Brasil temos o nosso. Então eu concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspectiva multilateral", disse a presidenta, em coletiva de imprensa. "Não podemos achar que direitos humanos é uma pedra que você joga só de um lado para o outro. Ela serve para nós também", encerrou a presidente, negando-se a engrossar o coro do discurso anticubano. 

Com agências



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PCdoB cresce com vigor!




O PCdoB cresceu acentuadamente em 2011, como vem ocorrendo ano após ano.
O TSE, anualmente em abril e outubro procede a atualização do número de filiados partidários. O Brasil tem mais de 15 milhões de eleitores filiados a partidos políticos, com base nas informações dos cartórios eleitorais de todo o país.
Os que têm maior número de filiados são o PMDB e o PT. O PCdoB, entretanto, proporcionalmente ao ponto de partida, vem marcando um acentuado crescimento. Além disso, é uma onda continuada há muitos anos, acelerada após a vitória eleitoral de 2002.
PCdoB cresceu 73 mil filiados em seis meses
Em seis meses de 2011, de abril a outubro, a histórica legenda dos comunistas incrementou mais que 73 mil os novos filiados. O TSE, ao longo dos meses, processando os dados, vai publicando atualizações que também “limpam” registros antigos. Isso somou, no período, 10 mil fichas. Por isso, somados aos 275 mil registrados anteriormente, os comunistas perfazem cerca de 340 mil filiados nacionalmente.
O incremento de filiados dos partidos em seis meses foi diferenciado por blocos conforme apoio ou oposição ao governo Dilma Rousseff. Sobressai-se o PSD, nascido do zero. Na oposição, DEM, PPS e PSDB tiveram crescimento abaixo de 15%. Na base de apoio Dilma mais à esquerda, o crescimento foi de 10 a 20%, sobressaindo-se PCdoB e PSB, mas com o PT dominando em termos absolutos; mais à centro-direita, PP, PR e PTB, estiveram abaixo ou por volta de 10%. PV e PRB dividem com PCdoB os maiores crescimentos.
São distintos os significados do número de filiados conforme a ideologia, o programa e os princípios organizativos de cada partido. No caso do PCdoB, como tradicional partido militante, filiados têm direitos e deveres, diferenciados dos militantes – que têm direito a eleger e ser eleitos nas instâncias partidárias. O passo é possibilitado a cada ano, com a responsabilidade do filiado em adquirir a Carteira Nacional de Militante, ajudando assim a sustentar materialmente a atividade do partido.
Dada esse caráter militante e organizado do PCdoB, um sistema próprio de registro militante é mantido na direção nacional, o Rede Vermelha. Ao longo dos próximos meses ele será alimentado com os dados provenientes de quase duas milhares de conferências municipais nos 26 Estados e no Distrito Federal. Aí são cadastrados todos os militantes que participaram com seu voto nas decisões partidárias. Estima-se um incremento militante do PCdoB da ordem de 35%, ainda maior que o número de filiados, dado o grande esforço conscientizador e politizador feito ao longo do ano na atividade partidária.
Em setembro último, o Comitê Central deliberou “uma grande iniciativa”, ou seja, um grande movimento de levar o novo Curso do Programa Socialista em vídeo para alcançar toda essa militância cadastrada, desde a base. Resta ainda a luta permanente por dotá-la de atividade permanente e dinâmica no interior das organizações partidárias de base.
O PCdoB é isso: um partido marxista e leninista, com ideário definido, um programa socialista e conformação organizativa bem definida. Por mais que esse crescimento incomode, motivando ataques raivosos e inescrupulosos como se verifica hoje por parte de toda a grande mídia, é uma legenda histórica, fiel a seus princípios e indispensável à nação.
Walter Sorrentino
www.blogdocarlosmaia.blogspot.com  Carlos Maia

Estudo indica que religião pode ser extinta em 9 países ricos



Projeção feita por cientistas americanos baseada em dados de censo identifica declínio em nações como Austrália, Holanda e Canadá.


Da BBC

Uma pesquisa baseada em dados do censo e projeções de nove países ricos constatou que a religião poderá ser extinta nessas nações. Analisando censos colhidos desde o século 19, o estudo identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirma não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça.
Através de um modelo de progressão matemática, o estudo, divulgada em um encontro da American Physical Society, na cidade americana de Dallas, indica que o número de pessoas com religião vai praticamente deixar de existir nestes países.
''Em muitas democracias seculares modernas, há uma crescente tendência de pessoas que se identificam como não tendo uma religião; na Holanda, o índice foi de 40%, e o mais elevado foi o registrado na República Checa, que chegou a 60%'', afirmou Richard Wiener, da Research Corporation for Science Advancement, do departamento de física da Universidade do Arizona.
O estudo projetou que na Holanda, por exemplo, até 2050, 70% dos holandeses não estarão seguindo religião alguma.
Modelo
A pesquisa seguiu um modelo de dinâmica não-linear que tenta levar em conta fatores sociais que influenciam uma pessoa a fazer parte de um grupo não-religioso.
A equipe constatou que esses parâmetros eram semelhantes nos vários países pesquisados, resultando na indicação era de que a religião neles está a caminho da extinção.
"É um resultado bastante sugestivo", disse Wiener. "É interessante que um modelo tão simples analise esses dados...e possa sugerir uma tendência."
"É óbvio que cada indivíduo é bem mais complicado, mas talvez isso se ajuste naturalmente", disse ele.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Lei sobre liberdade religiosa na China


(Na opinião de um site católico)

Lei sobre liberdade religiosa na China2004-12-21 09:58:24
A China publicou novas directivas sobre as questões religiosas. Segundo os media oficiais, as orientações têm a intenção de melhor assegurar a liberdade de culto num país comunista.


As novas regras, publicadas no “Diário do Povo”, afirmam que “nenhum particular ou organização pode forçar os cidadãos a acreditar ou não acreditar numa religião. E não podem discriminar entre crentes e não crentes”.
A principal novidade estará no alerta de punição para quem abusar do poder, mas continua a afirmar-se a supremacia dos interesses do Estado sobre as questões religiosas e, por isso, a China permite a liberdade de culto em igrejas autorizadas pelo Governo, reprimindo as que escapam ao seu controlo.
Embora o Partido Comunista (68 milhões de membros) se declare oficialmente ateu, a Constituição chinesa permite a existência de cinco Igrejas oficiais, entre elas a Católica, que tem 5,2 milhões de fiéis.
Segundo fontes do Vaticano, a Igreja Católica "clandestina" conta mais de 8 milhões de fiéis, que são obrigados a celebrar missas em segredo, nas suas casas, sob o risco de serem presos.
O baptismo e o ensino religioso entre menores de 18 anos são punidos na China com prisão ou confinamento aos “campos de reeducação pelo trabalho”.
Em 2004, foram várias as vezes em que a Santa Sé e a China estiveram em confronto por causa da prisão de Bispos fiéis ao Vaticano, actos que considerou “uma grave violação da liberdade de religião”. Na primeira semana de Agosto, o sacerdote Pablo Huo Junlong, vigário-geral da diocese de Baoding (província de Hebei), foi detido pela polícia juntamente com outros sete sacerdotes e dois seminaristas. Os sacerdotes Pablo Na Jianzhao e Juan Bautista Zhang Zhenquan foram condenados a um período de reeducação por trabalhos forçados.
A Igreja Católica lembrou que, segundo as informações recolhidas na China, os membros do clero da diocese de Baoding detidos ou privados de liberdade são vinte e três. “Entre eles se encontram o bispo Santiago Su Zhim e o seu auxiliar, Francisco Na Schuxin, que desapareceram nos meses de Setembro de 1997 e Março de 1996, respectivamente, e estão detidos sem julgamento em local secreto”, acusou Navarro-Valls, porta-voz do Vaticano.
As relações entre a China e o Vaticano foram cortadas em 1957, depois de o Papa Pio XII ter excomungado dois bispos nomeados pelo regime comunista. O Vaticano estabeleceu então relações com Taiwan.


Fonte Ecclesia

http://www.paroquias.org/noticias.php?n=4767
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O rigor chinês na defesa dos direitos trabalhistas



Do Blog do Osvaldo Bertolino


Em artigo no site ,Consultor Jurídico, Luis Fernando Cordeiro*, explica em detalhes como a legislação trabalhista chinesa protege o trabalhador com rigor.

O artigo, apesar de algumas contaminações, em seu início, pela propaganda da mídia pró-Estados Unidos, é uma peça que elucida muitas dúvidas a respeito desse tema.

Ele afirma, no segundo parágrafo, que “pelo fato de a China ser um país com um sistema político comunista, ditatorial, não submisso à maioria das Convenções e Recomendações da Organização Internacional do Trabalho, não garantidor dos direitos da pessoa humana (Direitos humanos) e, principalmente, por ser um país ainda inóspito (mesmo diante de uma pequena abertura), é fácil escutarmos calorosos discursos (inclusive acadêmicos) enfatizando a precariedade do Direito do Trabalho nesse país”.

Afora esse pedadilho preconceituoso, o artigo é muito esclarecedor.

Veja:
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China cria normas trabalhistas rígidas

Inexistência atual de direitos trabalhistas na China, mito ou realidade?

Quando falamos em trabalho na China, tendo em vista a sua enorme população e sua larga produção, logo nos vem aquela ideia de trabalhos forçados, exorbitantes jornadas de trabalho, trabalhadores destituídos de períodos de descanso (Descanso Semanal Remunerado e férias), de seguro contra acidentes etc, enfim, desprotegidos de quaisquer direitos trabalhistas. Será que isso condiz com a realidade?

Pelo fato de a China ser um país com um sistema político comunista, ditatorial, não submisso à maioria das Convenções e Recomendações da Organização Internacional do Trabalho, não garantidor dos direitos da pessoa humana (Direitos humanos) e, principalmente, por ser um país ainda inóspito (mesmo diante de uma pequena abertura), é fácil escutarmos calorosos discursos (inclusive acadêmicos) enfatizando a precariedade do Direito do Trabalho nesse país.

Em 1912 foi proclamada a República na China e, em 1921, surge em Xangai o Partido Comunista Chinês, dando origem à Revolução Comunista de 1949, que instaurou o princípio da legalidade pelo sistema da codificação, nos moldes soviéticos. Todavia, a partir de 1960, com a Revolução Cultural, a China abandonou esse sistema, quando foram criados organismos de conciliação, as chamadas Comissões populares de mediação, que buscavam soluções de consenso, pois não havia direitos positivados, salvo aos estrangeiros.

Esse sistema visava aos interesses do Estado chinês, que era o único empregador do país, buscando inserir a ideia nos trabalhadores de que deviam reconhecer as próprias culpas (vergonha de demandar em juízo); submeterem-se aos superiores (família, comuna e Estado); e praticarem sacrifício pela paz social, buscando um bem maior (bem do Estado).

O Estado, através das autoridades locais de administração do trabalho, sob a exegese dos princípios socialistas, contratava os trabalhadores mediante sua capacidade produtiva e sua integridade política, estabelecendo normas que regulamentavam as relações de trabalho, promovendo a emulação comunista no trabalho, mediante recompensas aos trabalhadores exemplares e punições públicas aos desidiosos.[1]

Em 1971 a China é admitida na Organização das Nações Unidas, sendo que, logo após, em anos de grande crise que causaram o desemprego e a fome na China, o reformista Deng Xiaoping começou a abertura com a terceirização na produção de bens para a China por empresas estrangeiras, que se aproveitariam da farta mão de obra barata, ou seja, mais de 300 milhões de chineses desempregados que viviam em condições de completa miséria[2]. Com essa abertura, o Estado chinês deixou de ser o único empregador (hoje as empresas chinesas são deficitárias tendo em vista a concorrência externa), representando atualmente apenas 12% dos empregos no país.[3]

Nos ditames do reformista chinês Deng Xiaoping, em 4 de dezembro de 1982 foi promulgada, pelo denominado Congresso Nacional do Povo, a Constituição da República Popular da China, com apenas quatro capítulos[4], que já recebeu e vem recebendo inúmeras emendas no tocante à reforma do Estado.

Diante dessa realidade, em 1º de janeiro de 1995 foi editada uma nova legislação trabalhista na China, dividida em treze capítulos[5], que já previa, entre tantos outros direitos, a proteção de jornada não superior à 8 horas diárias ou 44 horas hebdomadárias; normas de proteção à saúde e segurança; previsão de descansos remunerados, feriados e férias anuais; remuneração das horas extraordinárias com adicional de 150% para os dias na semana, adicional de 200% em dias de descanso e adicional de 300% em feriados trabalhados; Licença-Maternidade de, no mínimo, 90 dias após o parto; proteção ao trabalho do menor e da mulher; direito a participação em sindicatos (inclusive negociando melhores condições de trabalho) etc.

Note-se que em 1995 a China já admitia a idade mínima de 16 anos para o trabalho, enquanto no Brasil era de 14 anos, passando-se para 16 anos somente após a Emenda Constitucional 20 de 1998; adicionais de horas extras maiores do que o adicional garantido no artigo 7º, inciso XVI, da nossa atual Constituição Pátria.

A Nova Lei Trabalhista Chinesa

Há um ano atrás, ou seja, a partir de 1º de janeiro de 2008, passou a vigorar a nova lei trabalhista na China (Novo Código do Trabalho), sendo esta lei mais um dos vários reflexos do processo de modernização pela qual o país vem passando nos últimos anos.

Não obstante a antiga lei trabalhista chinesa, que vigorou até o ano passado, ser bem protecionista (bem mais que a brasileira nos vários aspectos supra mencionados), a atual lei traz várias inovações ainda mais benéficas aos trabalhadores, como:

- obrigatoriedade de formalização de um contrato escrito, por tempo determinado, dispondo em detalhes as regras desta relação (inclusive as regras e regulamentos de empresa);

- a não observância da obrigatoriedade em epígrafe no primeiro mês de trabalho (em qualquer relação de trabalho), o trabalhador poderá pleitear em dobro o seu salário a partir do segundo mês;

- o próprio trabalhador pode entrar com ação, o que antes só podia ser feito por intermédio dos sindicatos;

- garantia de emprego, pela qual nenhum trabalhador pode ser demitido antes do término do contrato de trabalho, salvo por justa causa (incompetência comprovada, violação grave das regras internas, negligência e fraude);

- se a empresa renovar por duas vezes o contrato de trabalho, este passa a ser por tempo indeterminado e o trabalhador adquire estabilidade;

- no caso de demissão, a nova lei prevê o pagamento de indenizações, como aviso prévio de um mês e um salário para cada ano de contrato completado, até o máximo de 12 salários;

- possibilidade de contratos de estágio por tempo máximo de seis meses;

- o trabalhador só pode ser sujeito a um único período probatório de um único empregador, sendo que, neste período probatório, o salário não poderá ser inferior a 80% do contrato salarial;

- as reclamações trabalhistas devem passar por uma espécie de “comissão de conciliação prévia”, denominada de “Labour Dispute Arbitration Commite” (LDAC), para somente depois, se dirigirem à Corte Distrital.

É evidente que a conquista de mais direitos pelos trabalhadores chineses enseja o aumento do custo da mão de obra naquele país, causando queixas por parte das empresas, que declaram ser mais vantajosa a mudança de suas fábricas para países em que ainda não possuem tais direitos trabalhistas, como Índia e Vietnã.

Importante ainda ressaltar que este gigante produtor mundial em 2001 assinou acordo de cooperação com a OIT, definindo prioridades e medidas para efetivar o trabalho decente no país, fortalecendo as leis, estruturas e normas contra o trabalho forçado; fiscalização por oficiais trabalhistas do Estado; em 2004 a China modificou a sua Constituição para reconhecer que o Estado respeita e tutela os direitos humanos, entre outros direitos.

Como foi amplamente demonstrado, a China vem obtendo, desde 1995, um enorme avanço no que tange à ampliação, fiscalização e efetivação dos direitos trabalhistas, principalmente pela sua nova legislação juslaboral de 1º de janeiro de 2.008.

Mister se faz mencionar que, enquanto nosso país, sob a pálida desculpa da concorrência global[6], busca uma flexibilização reducionista dos direitos mínimos, tanto na Constituição quanto nas normas infraconstitucionais, a China, em sentido contrário, avança com normas mais rígidas e protecionistas aos seus trabalhadores.

Somos da opinião de que não são os direitos mínimos trabalhistas que encarecem os preços dos produtos nacionais em face o mercado internacional, mas sim a excessiva carga tributária imposta pelo Estado, dificultando desta forma o necessário crescimento do nosso país.

Desta maneira, concluo o breve trabalho com os dizeres da Exma. Dra. Juíza do Trabalho Antônia Mara Vieira Loguércio, da 2ª Vara de São Leopoldo – RS, que bem define o nosso pensamento a respeito: “Tudo o que ouvimos sobre as condições de trabalho da China deve ser tomado com muita cautela, pois geralmente, não corresponde à verdade. Tais informações visaram, sempre, a justificar a redução dos direitos dos trabalhadores brasileiros e ocidentais em face do ‘exemplo’ chinês”[7] (sic).

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[1] MARTINS FILHO, Ives Gandra da Silva. Manual de Direito e Processo do Trabalho, Ed. Saraiva, 18ª edição revisada e atualizada, São Paulo:2009, pg. 472/474.

[2] LOGUÉRCIO, Antônia Maria Vieira. Revista Anamatra. Ano XVII, nº 55, 2º Semestre 2008, pg. 33;

Segundo dados do banco Mundial, a China possui 200 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza e dois terços do seu território são constituídos de desertos e de montanhas acima de 1000 metros;

[3] apud, ob. idem. Economist Intelligence Unit (EIU), 2006.

[4] Os quatro capítulos são: 1. Princípios Gerais; 2. Direitos Fundamentais e Deveres do cidadãos; 3. Estrutura do Estado; 4. Bandeira Nacional, Emblemas e a Capital do País.

[5] São: I. Disposições gerais; II. Da promoção de empregos; III. Dos contratos trabalhistas e contratos coletivos; IV. Da jornada de trabalho, descaso e férias; V. Da remuneração; VI. Da segurança ocupacional e da saúde; VII. Da proteção especial da mulher e do menor; VIII. Da capacitação profissional; IX. Do seguro social e previdência; X. Dos conflitos trabalhistas; XI. Da supervisão e inspeção; XII. Da responsabilidade legal; XIII. Disposições suplementares 
[6] Ressalte-se que nosso País tem um dos menores valores da hora-trabalho do mundo.

[7] LOGUÉRCIO, Antônia Maria Vieira. Revista Anamatra. Ano XVII, nº 55, 2º Semestre 2008, pg. 33.



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O rigor chinês na defesa dos direitos trabalhistas  www.blogdocarlosmaia.blogspot.com Carlos Maia