sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cantor Lobão exalta a ditadura militar e ataca Chico Buarque


Sorte a de Lobão que não lhe arrancaram uma única unha
Lobão pirou de vez. De crítico da indústria da música e do regime militar, no passado, ele hoje seconverteu num direitista bravateiro.

Até parece que faz as suas declarações bombásticas para atrair os holofotes. Mas agora ele exagerou.

Durante o Festival da Mantiqueira, ocorrido neste final de semana na cidade de São Francisco Xavier (SP), ele criticou o cantor João Gilberto – que “virou um ser sagrado e nós temos que destronar tudo o que é sagrado” –, atacou Chico Buarque e ainda afirmou que "a MPB é de uma mediocridade galopante”.



"Torturadores arrancaram umas unhazinhas"
Entre aplausos e vaias, o egocêntrico classificou a esquerda brasileira de “gente rancorosa e invejosa". No auge das suas baboseiras direitistas, Lobão afirmou que há “um excesso de vitimização na cultura brasileira... Essa tendência esquerdista vem da época da ditadura. Hoje, dão indenização para quem seqüestrou embaixadores e crucificam os torturadores que arrancaram umas unhazinhas".

Lamentável. O que não se faz por dinheiro e por alguns minutos de fama na mídia brasileira.

Leia abaixo a fala de Lobão:

"" A gente tinha que repensar a ditadura militar. Por que as pessoas acham... Essa Comissão da Verdade que tem agora. Por que que é isso? Que loucura que é isso? Aí tem que ter anistia pros caras de esquerda que sequestraram o embaixador, e pros caras que torturavam, arrancavam umas unhazinhas, não [risos]. Essa foi horrível [risos]. Mas é, é bem isso. Quem é que vai falar isso? Quem é que vai ter o colhão de achar que bunda de pinto não é escovinha? Porque não é. Não é. Então é o seguinte: a gente viveu uma guerra. As pessoas não estavam lutando por uma democracia, as pessoas estavam lutando por uma ditadura de proletariado. As pessoas queriam botar um Cuba no Brasil, ia ser uma merda pra gente. Enquanto os militares foram lá e defenderam nossa soberania. ""
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Em seguida Lobão afirma que Che Guevara foi um facínora que assassinou camponeses.
"Por que ele [Che] é mais humano que um torturador? Essa é uma pergunta que é capciosa, é corrosiva, mas é pertinente. Então os caras que sequestravam fulano, beltrano, então eles eram mais bonzinhos do que o cara que arrancava unha nos calabouços? Vamos fazer essa equação? Empate, cara. Pensa bem. Tem que ser um cara muito escroto pra poder falar sobre isso, mas é a pura verdade."
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/06/cantor-lobao-exalta-ditadura-militar-e.html

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O que move o partido-imprensa



Gilson Caroni *

 


A leitura diária dos jornais pode ser um interessante exercício de sociologia política se tomarmos os conteúdos dos editoriais e das principais colunas pelo que de fato são: a tradução ideológica dos interesses do capital financeiro, a partitura das prioridades do mercado. O que lemos é a propagação, através dos principais órgãos de imprensa, das políticas neoliberais recomendadas pelas grandes organizações econômicas internacionais que usam e abusam do crédito, das estatísticas e da autoridade que ainda lhes resta: o Banco Mundial (BIrd), o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Mundial do Comércio (OMC). É a eles, além das simplificações elaboradas pelas agências de classificação de risco, que prestam vassalagem as editorias de política e economia da grande mídia corporativa. 

Claramente partidarizado, o jornalismo brasileiro pratica a legitimação adulatória de uma nova ditadura, onde a política não deve ser nada além do palco de um pseudo-debate entre partidos que exageram a dimensão das pequenas diferenças que os distinguem para melhor dissimular a enormidade das proibições e submissões que os une. É neste contexto, que visa à produção do desencanto político-eleitoral, que deve ser visto o exercício da desqualificação dos atores políticos e do Estado. Até 2002, era fina a sintonia entre essa prática editorial e o consórcio encastelado nas estruturas de poder. O discurso "modernizante" pretendia - e ainda pretende - substituir o "arcaísmo" do fazer político pela "eficiência" do economicamente correto. Mas qual o perigo do Estado para o partido-imprensa? Em que ele ameaça suas formulações programáticas e seus interesses econômicos?

O Estado não é uma realidade externa ao homem, alheia à sua vida, apartada do seu destino. E não o pode ser porque ele é uma criação humana, um produto da sociedade em que os homens se congregam. Mesmo quando ele agencia os interesses de uma só classe, como nas sociedades capitalistas, ainda aí o Estado não se aliena dos interesses das demais categorias sociais.

O reconhecimento dos direitos humanos, embora seja um reconhecimento formal pelo Estado burguês, prova que ele não pode ser uma instituição inteiramente ligada aos membros da classe dominante. O grau maior ou menor da sensibilidade social do Estado depende da consciência humana de quem o encarna. É vista nesta perspectiva que se trava a luta pela hegemonia. De um lado os que querem um Estado ampliado no curso de uma democracia progressiva. De outro os que só o concebem na sua dimensão meramente repressiva; braço armado da segurança e da propriedade.

O partido-imprensa abomina os movimentos sociais os sindicatos (que não devem ter senão uma representatividade corporativa), a nação, antevista como ante-câmara do nacionalismo, e o povo sempre embriagado de populismo. Repele tudo que represente um obstáculo à livre-iniciativa, à desregulamentação e às privatizações. Aprendeu que a expansão capitalista só é possível baseada em "ganhos de eficiência", com desemprego em grande escala e com redução dos custos indiretos de segurança social, através de reduções fiscais.

Quando lemos os vitupérios dos seus principais articulistas contra políticas públicas como Bolsa Família, ProUni e Plano de Erradicação da Pobreza, dentre outros, temos que levar em conta que trabalham como quadros orgânicos de uma política fundamentalista que, de 1994 a 2002, implementou radical mecanismo de decadência auto-sustentada, caracterizada por crescentes dívidas, desemprego e anemia da atividade econômica.

Como arautos de uma ordem excludente e ventríloquos da injustiça, em nome de um suposto discurso da competência , endossaram a alienação de quase todo patrimônio público, propagando a mais desmoralizante e sistemática ofensiva contra a cultura cívica do país. Não fizeram- e fazem- apenas o serviço sujo para os que assinam os cheques, reestruturam e demitem. São intelectuais orgânicos do totalitarismo financeiro, têm com ele uma relação simbiótica. E é assim que devem ser compreendidos: como agentes de uma lógica transversa.

Merval Pereira, Miriam Leitão, Sardenberg, Eliane Catanhede, Dora Kramer e outros mais necessitam ser analisados sob essa perspectiva. É ela que molda a ética e o profissionalismo de todos eles. Sem mais nem menos.

A evolução do homem.


Creio que todo mundo em algum momento da vida, seja pelo lado científico ou religioso, gasta pelo menos 5 minutos da sua vida para pensar na evolução do homem. Se você mora em São Paulo, capital e tem que dirigir todo dia, com certeza você gasta mais de uma hora pensando se realmente a humanidade evoluiu. Anyway, algumas pessoas também pensaram nisso e fizeram ilustrações bem divertidas a respeito da evolução (ou não) do homem. Acesse e divirta-se.
P.S.: A última imagem, L’evoluzione dell’uomo secondo 




















Fonte: http://www.designinabox.nu/2011/05/a-evolucao-do-homem/#

Lula e o "complexo de vira-latas"/"-Se comportavam como vira-latas que não se respeitavam e não tinham auto-estima por si mesmos"




Trecho do discurso do presidente Lula no dia 24/08/2010 em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O presidente falou sobre o preconceito  discriminação e o complexo de "vira-latas".

"Se comportavam como se fossem cidadãos de segunda classe ou verdadeiros vira-latas que não se respeitavam e não tinha auto-estima por si mesmos..." 

Cracolândia e o silêncio de FHC


Do Blog do Miro

Por Wálter Fanganiello Maierovitch, no sítio Terra Magazine :

No ano passado, o ex-presidente Fenando Henrique Cardoso, que nos dois mandatos presidenciais se submeteu à política norte-americana de guerra às drogas (war on drugs) de seu guru, o então presidente Bill Clinton, virou casaca, trocou bandeira.

FHC, em busca de um palanque internacional para concorrer com o então presidente Lula, reuniu antigos presidentes e dirigentes fracassados por adesão à guerra às drogas e submissão aos EUA para deitar sabedoria quanto às novas políticas sobre o fenômeno representado pelas drogas ilícitas no planeta.



Assim, FHC subiu ao palanque adrede preparado e vestiu panos de líder progressista, a encampar, como próprio, antigos posicionamentos antiproibicionistas. Até foi preparado um documentário, do tipo laudatório para exibição em cinemas, que não se tornou campeão de bilheteria.

Dentre a turma dos “vira-casaca”, que usam a desculpa do “nós reconhecemos que erramos e agora vamos mudar”, destacam-se:

1) César Gaviria, ex-presidente da Colômbia ao tempo dos potentes cartéis de Cali, Medellín e Vale Norte. Gaviria admitiu que Pablo Escobar construísse, com recursos da venda internacional de cocaína, o presídio onde ficaria e poderia sair para passeios e dirigir, do banco de reservas, o seu time de futebol. O povo chamava o presídio de “A Catedral”, pois era o santuário de Escobar, com obras de arte nas salas de reuniões do “capo da cocaína” e sistema de segurança para evitar bombardeamento por aviões da norte-americana DEA (Drug Enforcement Administration). Mais ainda, Gaviria fazia vista grossa para a Tranquilândia, o megacomplexo onde Pablo Escobar, chefão do Cartel de Medellín, mantinha o maior centro latino-americano de refino de cocaína: o povo deu o nome de Tranquilândia, pois a polícia jamais entrava lá.

2) Ernesto Zedillo, ex-presidente que decretou a falência do México, provocou uma crise econômica internacional até então sem precedentes e assistiu a indústria mexicana das drogas ilícitas obter lucros fabulosos.

3) Kofi Annan, ex-secretário da Organização das Nações Unidas (ONU), e responsável, quando no poder, pela manutenção do proibicionismo criminalizante convencionado na sede das Nações Unidas em 1961: a convenção de Nova York continua em vigor e os estados teocráticos membros da ONU e os EUA são contrários a qualquer tipo de mudança.

Como o tempo se incumbe de revelar farsantes, aquele que se promoveu a líder das causas corretas sobre políticas nacionais e internacionais sobre drogas, FHC mantém-se, passada mais de uma semana da operação iniciada na Cracolândia, em sepulcral silêncio.

Morador do bairro de Higienópolis, popularmente dividido em Higienópolis de Cima e Higienópolis de Baixo depois da luta pela não instalação de uma estação de metrô que levaria à circulação de transeuntes indesejados, FHC foi cobrado pelos vizinhos. Afinal, a ação prevalentemente policial no bairro da Luz, onde estavam confinados os toxicodependentes de crack, resultaria na migração para Higienópolis.

FHC, o novel especialista no fenômeno das drogas proibidas pelas convenções da ONU, não se manifestou sobre o denominado Plano de Ação Integrada Centro Legal, concebido pela dupla Alckmin-Kassab, respectivamente, governador do Estado e prefeito da capital.

Pelo silêncio, nem se sabe se gostou da deferência do governador por destacar um contingente da Polícia Militar para impedir que dependentes químicos de crack, estimados em 1.664 (400 habitam na Cracolândia), ousem, ainda que assutados pela violência policial, migrar para o “aristocrático” bairro de Higienópolis.

Com tal medida protetiva, FHC, certamente, vai poder abrir as janelas de seu apartamento sem risco de assistir a cenas motivadoras de algum pronunciamento.

Pano Rápido. A meta da operação de Alckmin-Kassab é “limpar” a Cracolândia de “indesejados viciados em crack”, antes admitidos quando interessava a política de confinamento.

O “limpa” vai dispersar os dependentes para novo “pogrom” na periferia, já que uma muralha de policiais militares evitará que ingressem nos bairros vizinhos de Higienópolis e Bom Retiro.

Vídeo de soldados americanos urinando sobre corpos no afeganistão


Talibãs condenam vídeo de soldados americanos urinando sobre corpos de rebeldes

Vídeo divulgado no YouTube nesta quarta-feira mostra soldados americanos urinando sobre corpos de talibãs mortos.
Vídeo divulgado no YouTube nesta quarta-feira mostra soldados americanos urinando sobre corpos de talibãs mortos.
REUTERS/YouTube

Os talibãs afegãos condenaram hoje o vídeo em que quatro militares com roupas do Exército americano aparecem urinando sobre corpos de supostos rebeldes do movimento. Os talibãs qualificaram as imagens de "ato bárbaro". Ao mesmo tempo, um porta-voz do movimento extremista declarou que a divulgação do vídeo "não vai entravar as negociações de paz" com Washington.

Em um comunicado enviado à agência de notícias AFP, os insurgentes garantem que a guerra santa (jihad) vai continuar assim como os combates para instaurar um governo islâmico no Afeganistão, reconhecendo, no entanto, os esforços políticos para negociar com a comunidade internacional o fim do conflito. Os talibãs se mostraram dispostos a abrir uma representação no exterior para dialogar com os Estados Unidos.
"Estamos numa fase inicial de negociações com o Catar, visando sobretudo a troca de prisioneiros de Guantánamo. Não achamos que esse problema vá afetar as negociações", afirmou o porta-voz talibã Zabiullah Mujahed. O rebelde disse que nos dez anos de ocupação do país por tropas internacionais aconteceram "centenas de atos similares que não foram revelados".
Exército americano abre investigação
O Exército americano anunciou ter aberto uma investigação sobre o vídeo amador divulgado na internet e filmado, tudo indica, durante uma operação de soldados americanos. No vídeo, pode-se ouvir um dos soldados que urina sobre os cadáveres dizer em inglês "passem um bom dia, meus caros".
O Pentágono ainda não autentificou o vídeo. Mas uma autoridade do Departamento da Defesa comentou que pelo tipo de capacete e das armas vistas nas imagens, os soldados americanos envolvidos no escândalo pertencem a um grupo de atiradores de alta precisão. Esse tipo de comportamento contraria o Código da Justiça Militar americana.
Após dez anos de conflito sem perspectiva de solução militar, as tropas ocidentais, que deixarão o Afeganistão em 2014, decidiram negociar com os talibãs antes de ir embora deixando para trás um país em guerra civil.
Buscando atenuar as tensões com países muçulmanos, o governo americano deu um passo à frente e já estendeu a mão para a Irmandande Muçulmana no Egito, movimento islâmico moderado que avança no cenário político local. http://www.portugues.rfi.fr/mundo/20120112-talibas-condenam-video-de-soldados-americanos-urinando-sobre-corpos-de-rebeldes-0

Vídeo:Cracolândia,um problema social e de saúde pública, tratado com violência



Para autoridades, "Operação Cracolândia" é um desastre



 A polêmica “Operação Sufoco”, na região conhecida como Cracolândia, deixou a população indignada e chamou a atenção das autoridades. A Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de São Paulo se reuniu, nesta quarta-feira (11), com representantes dos governos municipal, estadual, federal e poder judiciário. Na reunião eles fizeram um balanço da operação. Para autoridades, a ação é um desastre,

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Cracolândia: Com ações desarticuladas, governo de SP teme desgaste



Do Portal Vermelho


O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, proibiu que a Polícia Militar utilize bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar usuários de droga na cracolândia, como informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira (11).


De acordo com o jornal Valor Econômico, tanto o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), quanto o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), acompanham a operação com cautela e com receio de que a ação traga desgastes político-eleitorais. 

Gilberto Kassab (PSD) e Geraldo Alckmin (PSDB) adiantaram a operação na cracolândia por temer uma ação do governo federal, o que os deixariam em desvantagem política diante do PT, como publicou reportagem da Folha da última sexta-feira (6).

Segundo o diário econômico, Kassab anunciou, por meio de seus secretários, que não lançará nenhum pacote de obras para a região, tampouco mudará políticas públicas nas áreas de assistência social e saúde voltadas para o atendimento de usuários de drogas. Ele teme ser associado a eventuais problemas na região, com desdobramentos da atuação da Polícia Militar. Com a imagem desgastada, Kassab evita prejudicar-se no ano eleitoral, em que tratará de sua sucessão.

Por outro lado, revela o jornal, sem apresentar novas medidas para a Cracolândia, Alckmin passou a última semana tentando minimizar o mal-estar com a prefeitura, depois que a operação foi iniciada pelo segundo escalão da PM, sem o conhecimento de Kassab e do próprio governador. 

A ação será investigada pelo Ministério Público Estadual, que abriu na quarta-feira (10) um inquérito civil para apurar a operação, iniciada no dia 3.

Falta de preparo

A vice-prefeita e secretária de Assistência Social de São Paulo, Alda Marco Antônio (PSD), afirmou, na quarta-feira (10), à Folha de S. Paulo, que o novo centro para acolhimento de usuários de drogas, no Bom Retiro, será lançado mesmo incompleto.

"A plena carga, só no final de fevereiro, comecinho de março", disse.

O "Complexo Prates", como está sendo chamado, é divulgado pela prefeitura como um "centro especial" por conjungar tanto a assistência social — com área de convivência e albergue — quanto o atendimento de saúde --com AMA (Assistência Médica Ambulatorial) e Caps-AD (Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas).

Em visita ao local, na Rua Prates, a reportagem do jornal verificou que a área reservada ao atendimento de saúde nem sequer foi erguida.

A prefeitura informa em seu site que "as obras do Complexo Prates receberam R$ 8 milhões em investimentos e estão previstas para serem entregues no começo de fevereiro".

Com informações da Folha de S. Paulo e do Valor Econômico
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173001&id_secao=9

Qual boneco é feio? Campanha com crianças alerta contra o racismo



 Do Portal Vermelho

Dois bonecos, um branco e outro negro, são colocados em frente a crianças de diferente raças. Em seguida, uma entrevistadora questiona um por um: "Qual boneco é bonito? E qual é feio?". As respostas dadas para essas e outras perguntas feitas no vídeo evidenciam o motivo de uma campanha lançada no México pelo Conselho Nacional para Prevenir a Discriminação.




Segundo o organismo, logo após o experimento, foi realizada uma oficina para discutir o racismo com as crianças participantes e suas famílias. A intenção era criar um espaço de “reflexão e contenção das emoções geradas". A Enquete Nacional sobre Discriminação no México, realizada em 2010, indicou que as mulheres tendem a identificar-se com tons de pele mais claros. O mesmo ocorreria com os homens, mas de maneira menos evidente.

Para produzir o vídeo, o Conselho precisou pintar um boneco negro com um tom de marrom e mudar os olhos azuis para outros na tonalidade café. Isso foi necessário porque não possível encontrar um boneco com essas características nas lojas de brinquedo da Cidade do México.

Em cadeia nacional de televisão desde dezembro, o projeto foi desenvolvido a partir de um sistema elaborado na década de 1940 nos Estados Unidos pelo casal de psicólogos Kenneth e Mamie Clark. Os norte-americanos desenvolveram uma pesquisa, também com bonecos negros e brancos, envolvendo crianças e puderam evidenciar o racismo presente na sociedade norte-americana à época. A ação mexicana faz parte de uma campanha chamada “Racismo no México”.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=172972&id_secao=6

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

São Paulo: Netinho de Paula do Partido Comunista, Segundo nas Pesquisas a Prefeito



O atual vereador Netinho de Paula


O vereador Netinho de Paula (PC do B) está em alta no cenário político. Ainda com a boa imagem da campanha ao Senado no ano passado, ele aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenções de votos para a prefeitura de São Paulo em 2012, atrás apenas de Celso Russomanno (PRB).Por este motivo, ele rejeitou ser vice na chapa de Fernando Haddad pelo PT, que terá a imagem de Lula como carro chefe. Netinho afirmou em entrevista ao Portal da Band que mostrará ao eleitor que tem “estranhamento” que ele está bem preparado para o cargo, pois tem “a cara de São Paulo”.O vereador ainda disse que acredita que não “dividirá” os votos com o candidato do PT, como ocorreu na disputa pelo Senado com Marta Suplicy, que acabou eleita. Netinho também evitou críticas ao governo de Gilberto Kassab, com quem tem boas relações.




Netinho, você aparece bem colocado nas pesquisas, atrás apenas do Russomanno. Isso ainda é fruto da lembrança da campanha de 2010 para o Senado?
Tudo reflete... Eu sou uma pessoa popular, do segmento popular. O Senado foi uma campanha majoritária. É natural que as pessoas lembrem das minhas propostas. Meu mandato como vereador também é uma somatória para as pesquisas.

Qual será a bandeira da sua campanha?
Vamos caminhar para uma campanha que não tem espaço para o ódio. Eu sou um dos candidatos que está postulando a prefeitura de São Paulo, e com todo o respeito, vai ser nos debates, através de ideias e propostas, que o povo vai dar a resposta e mostrar que o marketing eleitoral não vai funcionar.

Lula ou alguém do PT procurou o PC do B para tentar fazer você desistir da campanha e pensar numa aliança?
As conversas que foram mantidas nesse espírito foram de tentar uma composição. O PC do B agradeceu o convite, mas nossa intenção não é de ter um vice, mas de ter uma disputa com nossa própria cabeça. É natural essa conversa entre as lideranças dos partidos. O PT e o PC do B sempre andaram juntos. São partidos irmãos. Mas chegou um momento de termos a nossa independência, a nossa proposta. Eu acho que o PC do B nos últimos anos nunca teve um candidato com intenção de voto e possibilidade real de ser eleito como eu agora.

Em 2010, você acabou superado pela Marta (PT) e pelo Aloysio Nunes (PSDB) na disputa pelo Senado. Teme que a imagem do Lula por trás de Haddad possa impedir que você chegue ao Segundo Turno?
A Marta era uma candidata que fazia muita diferença na Eleição, por ser uma pessoa conhecida e os paulistanos terem a lembrança viva do bom mandato que ela fez. O Haddad, em termos eleitorais, é novo. Acho que o Lula faz diferença para qualquer candidato. É certo que o Haddad é preparado, ele não foi ministro por acaso... Mas vamos para o debate. Eu vou ter uma proposta, ele outra. O Russomanno [PRB], a Soninha [PPS], o Chalita [PMDB], todos trarão ideias novas. É o que o eleitor quer, uma renovação política.

E como será uma campanha sem contar, desta vez, com a imagem do Lula?
O Lula tem um carinho muito grande por mim, e eu por ele. Isso ficou explícito na maneira como ele me tratava, até na campanha para o Senado. Agora, ele está com o projeto do Haddad, e ele é firme nas coisas que faz. Você não vai ver ataque dele à minha pessoa, e por minha parte também porque ele é um ídolo para mim. Sei que se chegar a um Segundo Turno ele vai me apoiar.

O tempo de TV do PC do B é muito pequeno. Para ter independência você precisará de alianças...
A gente conversa com alguns partidos. O PSB, o PDT, estamos tentando uma aproximação com o PTB e PSC também. Vamos ver como fica isso lá na frente. Todos os partidos são unânimes em dizer que o novo vai fazer a diferença, com exceção do PT e PSDB, todos os demais tendem a ter uma candidatura própria. Será uma boa chance de quebrar essa polarização.

Você chegou à política em 2008, como vereador. Muitos eleitores dizem que você ainda não tem preparo para assumir um cargo de prefeito. Acha que sofre preconceito ou discriminação?
Não acho que sofro preconceito. O que acontece é um fenômeno que a gente classifica de ‘estranhamento’. Não vou ter muito tempo de TV, é verdade, mas quero andar por cada bairro e olhar nos olhos dos eleitores para mostrar que sou capaz. Sou um dos poucos que realmente já andou de ônibus, que já utilizou o transporte público, que estudou na escola pública, que levava marmita e que veio da periferia. Quero buscar um equilíbrio entre periferia e centro para o nosso desenvolvimento. Eu sou a cara de São Paulo, e o paulista quer isso.

O que você mais aprendeu nesses cerca de três anos na vida política?
Que política é a arte de dialogar. Ser radical não leva ninguém a nada. É a arte de agregar, de conseguir parceiros e fazer parte de projetos. Essa é a melhor lição da política.

Se São Paulo fosse escolhida para “Um dia de Princesa”, o que você mudaria?
São Paulo tem muita coisa para ser feita. Precisamos tratar bem a questão da mortalidade infantil, de ter um atendimento voltado para as famílias carentes... Posso falar durante horas sobre meu plano de governo, mas acho que o principal a dizer agora é que precisamos tratar de gente. Temos recurso, e a nossa prioridade será cuidar da gente.

Como você analisa a gestão do Gilberto Kassab?
Nós temos críticas conceituais ao governo Kassab, mas nós também vemos muitos acertos, assim como no governo Marta. A guarda metropolitana foi um grande avanço. O Kassab tratou a questão da segurança e melhorou os índices de criminalidade. Outro acerto foi o de ampliar os AMAS [Assistência Médica Ambulatorial]... Agora, o que eu sempre critiquei, antes mesmo de participar do governo, foi a questão do poder dado aos subprefeitos. Ele diminuiu esse poder para tentar evitar uma corrupção, mas ele falhou em não ter uma figura política naquele lugar, um líder que conheça bem o bairro. Isso esvaziou e causou reclamação da população.


André Ringue 

Do site da UNEGRO :http://www.unegro.org.br/site/conteudo.php?id=47&id_content=574

Porto Alegre:A Comunista Manuela D’Ávila, Futura Prefeita


                                               Manuela d’Ávila

Manuela d’Ávila é deputada federal e jornalista formada pela PUC-RS. Iniciou sua trajetória no movimento estudantil em 1999, quando se filiou à União da Juventude Socialista (UJS). Dois anos depois, em 2001, ingressou na política partidária pelo Partido Comunista do Brasil (PcdoB). Foi conselheira do Conselho Universitário da UFRGS, coordenadora do Centro de Estudantes de Ciências Sociais, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (2003), presidente estadual (2005) e diretora nacional da UJS (2002) e a mais jovem vereadora eleita de Porto Alegre (2004).




Manuela também estudou Ciências Sociais na UFRGS. Participante ativa União da Juventude Socialista e da União Nacional dos Estudantes e militante comunista desde adolescente, foi eleita vereadora em Porto Alegre, em 2004, com 9.498 votos, tornando-se a vereadora mais jovem da história do município, aos vinte e três anos.

Leia também:

No Poder Legislativo da capital gaúcha, Manuela apresentou, entre outros, o Projeto de Lei 9.989/06, que garante aos estudantes matriculados em estabelecimentos de ensino regular e aos jovens com até quinze anos o direito ao pagamento de meia-entrada em atividades culturais e esportivas e em cinemas.


Em 2006, Manuela d'Ávila candidatou-se à Câmara dos Deputados e, com 271.939 votos, tornou-se a deputada mais votada do Rio Grande do Sul.


Nas eleições municipais de 2008, disputou sua primeira eleição majoritária: foi candidata à prefeitura de Porto Alegre. Manuela teve 15,35% dos votos válidos - o que representa 121.232 votos - e ficou em terceiro lugar.



No ano de 2009, foi indicada por jornalistas ao Prêmio Congresso em Foco. Eleita pelos internautas, a deputada ganhou o Prêmio e foi reconhecida como a parlamentar que melhor representa a população na Câmara. No mesmo ano, foi vice-presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara.


Em 2010, Manuela candidatou-se à reeleição para o cargo de deputada federal. Mais um recorde: com 482.590 votos (ou 8,06% dos votos) reelegeu-se como a candidata mais votada da história do RS e uma das mais votadas do Brasil. Ainda em 2010, a parlamentar foi novamente indicada ao Prêmio Congresso em Foco como uma das melhores parlamentares da Câmara.


Na Câmara dos Deputados, Manuela foi relatora da Lei dos Estágios; é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, faz parte da Frente Parlamentar do Esporte, da Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade na Internet e da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT. É relatora do Estatuto da Juventude e do Vale-Cultura.


Em pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Manuela foi apontada como parlamentar em ascensão na Câmara em 2008. Em 2011, foi indicada pelo DIAP como uma das "100 Cabeças do Congresso". Este ano, pela revista Época, Manuela foi apontada como uma das 40 personalidades com menos de 40 anos mais influentes do Brasil e como uma das 100 pessoas mais influentes do país. Desde julho de 2011, é vice-líder no governo no Congesso. Ainda em 2011, no Prêmio Congresso em Foco foi escolhida como melhor parlamentar e parlamentar de futuro por jornalistas e ficou em terceiro lugar na votação popular. Também em 2011, esteve em Washington para participar de um seminário organizado pela universidade de Harvard com os tomadores de decisão do futuro no Brasil (apontado como potência iminente) e foi apontada pelo jornal inglês The Independent como uma das principais líderes mundiais do futuro.


Dirigente municipal, estadual e nacional do PCdoB, Manuela tem um mandato dedicado ao desenvolvimento do país e reconhecido no Brasil e na América Latina pela defesa dos interesses da juventude e dos trabalhadores.